sábado, 7 de março de 2026

Prêmio Nacional Margarida Alves: ensaio de professor da UFOPA e pares é finalista

O ensaio é assinado pelo professor Rogerio Almeida, em parceria com as pesquisadoras Lilian Campelo e Maria de Nazaré Trindade

O ensaio Amazônias, Amazônidas: as mulheres são como as águas dos caudalosos e revoltos rios, crescem quando se juntam! ficou entre os 29 trabalhos selecionados na 5ª versão do Prêmio Margarida Alves.

O trabalho é assinado pelo professor Rogerio Almeida, do curso de Gestão Publica e Desenvolvimento Regional da UFOPA, em parceria com as pesquisadoras Lilian Campelo e Maria de Nazaré Trindade.

O ensaio traça o perfil de duas mulheres militantes do Pará, a professora da UFPA e militante do movimento negro Zélia Amador e a dirigente sindical Ivete Bastos, presidenta da Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR), de Santarém, no oeste do Pará.

Os autores

Campelo é jornalista, mestre em Comunicação Social pela UFPA e assessora parlamentar na Alepa (Assembleia Legislativa do Pará), enquanto Trindade é graduada em Matemática e Letras e doutora em Antropologia pela mesma universidade.

A dissertação de Campelo versa sobre a luta terra, iluminando a saga do gatilheiro Quintino, notório nos anos de 1980.  O estudo foi indicado para publicação.

Trindade, servidora pública aposentada é autora do livro Palavras entre Rios e Ruas: Ensaios sobre Literatura na Amazônia, obra selecionada pelo Prêmio Dalcídio Jurandir. Atualmente tem dedicado os dias Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário

 como revisora de texto.

Almeida tem empenhado esforços na produção de ensaios, já tendo recebido menção honrosa no principal prêmio da categoria do país, o Serrote, organizado pelo Instituto Moreira Sales e tendo obra finalista em comenda organizada em Lisboa, pelo Instituto Res Pública. O professor almeja compilar os ensaios em um livro.

Em prosa ligeira após o resultado, os autores consideram que poderiam ter obtido melhor colocação caso tivessem contemplado no trabalho as categorias gênero e feminismos, que estão diretamente no espectro dos autores.

“O ensaio foi organizado no calor do prazo do edital, em intervalos das ocupações de cada um, sem o devido tempo de maturação necessário. Ainda assim, estamos contentes com o desdobramento, que encoraja a todos nós a produzir e melhorar os futuros trabalhos”, avalia Almeida.

O Prêmio

O certame tem a organização do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar em diálogo com movimentos sociais e instituições e associações nacionais de ensino e pesquisa, a exemplo do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), da Rede de Estudos Rurais, da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências Sociais (ANPOCS), entre outras. Havia dez anos que o prêmio não era realizado.

Quem foi Margarida Alves?

Margarida Maria Alves (Alagoa Grande, PB, 5 de agosto de 1933 — Alagoa Grande, PB, 12 de agosto de 1983) foi uma sindicalista e defensora dos direitos humanos brasileira, e teu nome é hoje um símbolo da luta pela igualdade de direitos para as mulheres do campo através da Marcha das Margaridas, que assim é chamada por homenagear essa mulher aguerrida da Paraíba. Margarida foi também uma das primeiras mulheres a exercer um cargo de direção sindical no país.

Caçula de nove irmãos e natural da periferia paraibana, Margarida Alves teve na história de sua própria família a experiência de ser expulsa de suas terras por latifundiários, episódio que vivenciou ainda na infância.

Durante o período em que esteve à frente do sindicato local de sua cidade, foi responsável por mais de cem ações trabalhistas na justiça do trabalho regional, tendo sido a primeira mulher a lutar pelos direitos trabalhistas no estado da Paraíba durante a ditadura militar. Fonte: site Marcha das Margaridas

terça-feira, 3 de março de 2026

Duplicação da Ferrovia de Carajás: MPF pede paralisação de trecho em terra indígena

Ação aponta funcionamento de linha férrea sem licença ambiental e sem consulta prévia aos povos indígenas

O Ministério Público Federal (MPF) entrou na Justiça, na última sexta-feira (27), com uma ação em que pede decisão urgente contra a mineradora Vale e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para que seja imediatamente interrompido o funcionamento ilegal da segunda linha férrea da Estrada de Ferro Carajás (EFC), no trecho que corta a Terra Indígena (TI) Mãe Maria, no sudeste do Pará. Leia a íntegra AQUI

Educação quilombola: estado do Pará comete racismo institucional contra quilombolas de Santarém, acusa MPF

Faz 11 meses que estudantes do nível médio estão sem aulas

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou à Justiça, em fevereiro, novas manifestações para garantir o direito à educação de estudantes de 14 comunidades quilombolas de Santarém, no oeste do Pará. Os alunos estão há cerca de 11 meses sem aulas no ensino médio, o que representa a perda de praticamente um ano letivo integral, configurando o que o MPF classifica como uma paralisia administrativa, causando um grave prejuízo pedagógico e social. Leia a íntegra no site do MPF

MPF recomenda que Incra corrija falhas no licenciamento de projeto de mineração em território quilombola no PA

Autarquia fundiária emitiu análise técnica sobre plano ambiental sem realizar consulta prévia, livre e informada às comunidades

O Ministério Público Federal (MPF) em Santarém (PA) expediu, nesta sexta-feira (27), uma recomendação direcionada ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), apontando a obrigatoriedade de correção imediata na atuação da autarquia no âmbito do licenciamento ambiental do Projeto Novas Minas (PNM). Leia a íntegra no site do MPF