Somente do PAE Lago Grande há 20 pessoas ameaçadas de morte
A Cooperativa dos Trabalhadores Agroextrativistas do Oeste do Pará (Acosper) e a Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais de Santarém (AMTR) foram vítimas de furtos de equipamentos e material administrativo no dia 11.
Tanto a Acosper, como a AMTR possuem laços com o Sindicato dos
Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Santarém (STTR),
que junto com outras organizações fazem a defesa dos territórios camponeses e
fomentam a agricultura familiar.
A Acosper possui reconhecimento mundial por conta de suas ações em defesa do meio ambiente e na área da sociobieconomia.
“Mais que prejuízo material ao patrimônio das instituições, o
ataque representa um ataque político ao trabalho coletivo, à segurança e ao bem-estar
das comunidades da região”, realça parte da nota de repúdio publicizada no dia 11.
Em todo o país, universidades, espaços religiosos, pessoas que militam
em defesa da democracia estão sendo alvo de ações criminosas e mesmo ameaças de
morte.
Tais ações integram a agenda dos setores mais reacionários do
Brasil. Em 1985 o STTR teve a sua sede incendiada e um dos seus
militantes executado e tantos outros ameaçados de morte.
Cumpre lembrar ainda que faz 12 meses que Edilson Figueira, vice-presidente
do sindicato vive sob escolta policial por conta de ameaças de morte. Mesma situação
viveu Ivete Bastos, presidente do STTR, por longo dez anos.
Registre-se ainda que somente no Projeto de Assentamento
Agroextrativista (PAE) Lago Grande há 20 pessoas ameaçadas de morte.
Quando do resultado do 1º turno, um grupo reeditou o Dia do Fogo.
Neste fim de semana uma manifestação de rua foi adiada por conta de ameaças de morte contra dirigentes comunitários.
Pelo mesmo motivo, jovens do Portal Tapajós de Fato deixaram de fazer a cobertura das eleições.
Nestas eleições, o que está em risco? Leia AQUI


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