Há uns sete dias espaços estão sendo saqueados e incendiados
A sanha contra o movimento de camponês
de Santarém, oeste do Pará, continua. Desta
feita incendiaram um espaço da Federação das Associações de Moradores e
Comunidades do Assentamento Agroextrativista da Gleba Lago Grande (Feagle).
O crime ocorreu na comunidade deMuruí, no dia de ontem, 16. A sede da federação e a casa dos cuidadores viraram
cinza. Um boletim de ocorrência foi realizado pela representação dos
extrativistas.
O PAE Lago Grande é o território
marcado por inúmeras situações de conflitos que vai de exploração ilegal de
madeira, passando por construção de portos clandestinos para escoar a madeira
saqueada, tensões com a mineradora Alcoa e o tráfico de drogas.
Por conta destas tensões, o
Sindicato de Trabalhadores Rurais contabiliza pelo menos 20 pessoas ameaçadas
de morte. Uma extrativista da comunidade
que prefere não se identificar, defende que urge os responsáveis serem punidos.
Uma série de crimes em série
estão sendo perpetrados contra com os movimentos que defendem os territórios na
região, considerada estratégica para a agricultura capitalista.
Um comunitário do Lago Grande avalia,
que a situação “passa pelos incêndios em vários lugares, a exemplo do que tem
ocorrido no Chapadão (PA-370, Transuruará), Arapixuna, Aninduba e outras localidades,
pelos roubos dos equipamentos e documentos da associação de mulheres e da
cooperativa ligado ao sindicato dos trabalhadores rurais na semana passada”.


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