segunda-feira, 29 de junho de 2026

Censura? Banimentos de contas de jornalismo independente colocam em debate liberdade de expressão e poder das Big Techs

 Por Isabelle MAciel, do Tapajós de Fato

Entre os diversos desafios de fazer jornalismo no Brasil, veículos de comunicação e repórteres independentes enfrentam a censura de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, a Meta, comandada por Mark Zuckerberg. No Instagram, uma das plataformas da empresa,  o apagamento de contas sem critérios indica a fragilidade da liberdade de expressão em redes digitais sem regulação e o possível avanço de uma censura privada conduzida por interesses e robôs. Leia a íntegra AQUI

I Encontro de professores/as e pesquisadores sobre mineração no Pará lança Carta de Belém

Pesquisas comprometidas com os povos da floresta, soberania do território, consolidar uma rede de pesquisadores da Amazônia constam como encaminhamentos 



                        Carta de Belém-Flor de Carajás

I Encontro de Professoras e Professores Pesquisadores sobre o problema mineral na Amazônia

 Por uma Amazônia Livre do Extrativismo Predatório, pela Soberania Popular sobre o Subsolo e pela Defesa dos Territórios


Nós, professoras, professores, pesquisadoras, pesquisadores, estudantes, educadores populares, militantes, e integrantes de comunidades indígenas, quilombolas e camponesas nos reunimos nos dias 25 a 27 de junho de 2026, na Universidade do Estado do Pará (UEPA), Campus CCSE, Belém do Pará, para celebrar o I Encontro de Professoras e Professores Pesquisadores sobre o problema mineral na Amazônia na cidade de Belém do Pará, que acolheu 300 participantes. 

O evento foi iniciativa do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), Universidade do Estado do Pará – UEPA, a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA), a Universidade Federal do Pará (UFPA). Além de inúmeros parceiros para sua realização.

 O problema mineral na Amazônia, ou melhor, nas diversas Amazônias, que surgiu dentro de um padrão de acumulação dependente, deve ser contextualizado em um sistema econômico e político que está experimentando uma nova rodada de reestruturação e transformação baseada no aprofundamento da financeirização da economia no mundo. O que tem implicado em maior superexploração da natureza e da força de trabalho, mesmo quando o sistema capitalista está chegando nos seus limites ecológicos de reprodução sob o impacto da acumulação do capital global sem limites.

 Estamos vivenciando uma crise de reprodução social: milhões de pessoas não podem sobreviver enquanto a desintegração social se expande. Regiões inteiras estão colapsando. Milhares de pessoas são deslocadas pelas mudanças extremas no clima, conflitos, guerras e perseguições. A desigualdade, o empobrecimento, e a insegurança para as classes populares, trabalhadoras, povos e comunidades tradicionais só crescem, depois de décadas sucessivas de crises fomentadas pelo neoliberalismo.

 Por isso, reafirmamos nosso compromisso ético, científico e político com as lutas dos povos das Amazônias e denunciamos a intensificação do modelo mineral que transforma a floresta e seus habitantes em zonas permanentes de sacrifício.

Sob o discurso do desenvolvimento e, mais recentemente, da transição energética, num contexto geopolítico de concorrência agora focada sobre tudo entre os Estados Unidos e a China, aprofundam-se processos de expropriação dos territórios, destruição ambiental, violências, criminalizações das resistências e concentração da riqueza produzida pelo subsolo amazônico.

As Amazônias não são fronteira mineral como desejam os arautos do neoliberalismo. É um território de vida, diversidade biocultural e múltiplas formas de existência que precisam ser reconhecidas e efetivadas como fundamento de qualquer projeto democrático para o país.

O protagonismo das mulheres e dos povos da floresta

Reconhecemos que as mulheres, especialmente mulheres indígenas, quilombolas, ribeirinhas, camponesas e extrativistas, estão na linha de frente da defesa da vida, da água, da floresta, dos corpos e dos territórios. São elas que sustentam cotidianamente a re-existência dos povos diante das múltiplas violências impostas pela mineração.

Da mesma forma, afirmamos o protagonismo dos povos indígenas, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais como sujeitos políticos que produzem conhecimentos, defendem seus territórios e constroem alternativas concretas ao modelo neoextrativista no seu cotidiano. Suas cosmologias, formas de organização e práticas territoriais constituem caminhos para enfrentar a crise ecológica e civilizatória.

Sem seus territórios livres e protegidos, não haverá democracia, justiça climática e nem futuro para a Amazônia.

O compromisso da pesquisa militante

Reafirmamos que a universidade pública, os institutos de pesquisa e as escolas não podem permanecer neutros diante da destruição dos territórios.

Defendemos uma pesquisa comprometida, construída em diálogo permanente com os movimentos sociais, particularmente com o Movimento pela Soberania Popular na Mineração, o MAM, colocando o conhecimento científico a serviço da defesa da vida, da justiça socioambiental e da soberania popular.

Nossa produção acadêmica deve fortalecer as lutas concretas dos povos e contribuir para desmontar as narrativas que naturalizam a mineração como único caminho possível para o desenvolvimento amazônico.

Agenda política dos pesquisadores e pesquisadoras comprometidos com a luta pela Soberania Popular na Mineração

Como encaminhamento deste Encontro, assumimos a construção coletiva da seguinte agenda:

Ø    Consolidar uma Rede Amazônica de Pesquisadores e Pesquisadoras sobre o Problema Mineral, articulada aos movimentos sociais, especialmente o MAM, e às universidades públicas.

Ø    Produzir pesquisas voltadas aos conflitos minerários, às cadeias globais dos minerais estratégicos e aos impactos da transição energética sobre os territórios amazônicos.

Ø    Fortalecer o protagonismo de mulheres, juventudes, povos indígenas e camponeses na produção de conhecimento, na incidência política e na luta por territórios livres de mineração;

Ø    Apoiar processos de formação popular sobre mineração, direitos territoriais e justiça ambiental, articulando a luta pela democratização da renda minerária (CFEM);

Ø    Defender o combate efetivo à violência contra defensores e defensoras dos territórios. Contra a criminalização dos movimentos sociais, fortalecendo a luta pelo controle popular sobre a mineração;

Ø    Produzir subsídios técnicos e científicos para fortalecer as lutas por reparação integral das afetações que esse modelo provoca na sociedade, na economia e na natureza. Isso pressupõe a defesa da soberania industrial mineral ampliando nossa capacidade de resolver os dilemas dos povos no Brasil;

Ø    Defender o direito dos povos à consulta livre, prévia e informada, conforme a Convenção nº 169 da OIT. Reforçando nossa capacidade de negação aos grandes projetos minerais;

Ø    Fortalecer o debate público sobre a soberania popular e a função social da terra e do subsolo, afirmando que os bens minerais devem servir ao interesse coletivo, e não à acumulação privada e à dependência do capital transnacional.

Nossos compromissos

Assumimos o compromisso de construir uma ciência comprometida com a transformação social, orientada pela justiça ambiental, pela ecologia política crítica, pelos feminismos populares, pelos saberes indígenas e tradicionais e pela defesa do acesso à terra e ao território.

Defendemos uma Amazônia onde a riqueza do subsolo não signifique pobreza na superfície; onde a mineração esteja subordinada aos direitos dos povos e aos limites ecológicos; e onde a democracia seja construída a partir dos territórios.

A luta pelo território é também a luta pelo subsolo.

Não haverá soberania nacional sem soberania popular sobre os bens minerais.

Não haverá transição energética justa enquanto a Amazônia continuar sendo tratada como almoxarifado do mundo.

Da universidade aos territórios, reafirmamos nosso compromisso com a vida, com a re-existência dos povos e com a construção de um projeto popular para a Amazônia e para o Brasil.

Nos comprometemos a organizar uma jornada nacional de lutas em 2027, que tem como lema a defesa dos bens naturais da sociedade e por um outro modelo de mineração, que também busca protestar contra os 30 anos da privatização da empresa Vale.

Em tempo, nos comprometemos a dar continuidade a essa nossa articulação realizando o II Encontro de Professoras e Professores Pesquisadores sobre o problema mineral na Amazônia em 2028.

Por uma pesquisa crítica e implicada com a luta cotidiana dos povos da Amazônia e do Brasil.

Lutar pelo Território, controlar o subsolo.

Agradecemos o apoio das seguintes entidades:

Grupo Acadêmico de Produção Territorial e Meio Ambiente na Amazônia (GAPTA)

Laboratório de Contas Regionais da Amazônia (LACAM)

Programa de Pós-graduação em Geografia (PPGG) do Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE) da UEPA

Grupo de Pesquisa Geografia dos Assentamentos na Área Rural (GEOGRAFAR) da Universidade Federal da Bahia

Grupo de Estudos Sociedade, Território e Resistências na Amazônia (GESTERRA da UFPA)

Grupo de Trabalho Fronteiras, Regionalização e Globalização do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (GT FRG CLACSO)

Sindicato dos Docentes da Universidade do Estado do Pará (SINDUEPA, Seção Sindical do Andes-SN na UEPA)

ANDES-SN

Amazon Watch

Forests and Finance

FIOCRUZ

Fundo Casa Socioambiental

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST-PARÁ)

Federação das Comunidades do PAE Lago Grande (FEAGLE)

GPTECA – Grupo de Pesquisa Territorialização Camponesa na Amazônia – GPTECA

Grupo de pesquisa Observatório de Direito Socioambiental e Direitos Humanos na Amazônia, da Universidade Federal do Amazonas (ODSDH/UFAM)

Organização Indígena da Resistência Mura (OIRMA)

Organização das Mulheres Indígenas Mura (OMIM)

Gepe: Ser&Lutas - Política Social, Lutas Sociais e Desafios para a Intervenção do Serviço Social no Campo e na Cidade

 Agradecemos, em especial, a UEPA pela acolhida nos dias de nosso evento.

 Santa Maria de Belém do Grão Pará

27 de junho de 2026

Auditório Paulo Freire, Campus -CCSE 

Comunidades do Ituqui e Maicá suspendem reunião sobre porto da Embraps após atraso da SEMMA em Santarém


Após horas de espera pela chegada de representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Santarém (SEMMA), cerca de 60 pessoas entre lideranças indígenas, quilombolas, pescadores, ribeirinhos, extrativistas e representantes de movimentos e organizações sociais, decidiram suspender uma reunião sobre o processo de consulta livre, prévia e informada relacionado a instalação do porto da Empresa Brasileira de Portos de Santarém (Embraps) na região.  Leia mais no Tapajós de Fato

terça-feira, 23 de junho de 2026

Luta pela terra no Pará: Rio Maria sedia II Encontro de Familiares de Lideranças Assassinadas


Rio Maria, no sul do Pará, sedia no próximo sábado, 27, na sede do SINTEPP, o II Encontro de Familiares de Lideranças Assassinadas no Campo Paraense. Canuto, Sacramento, Lima e Ribeiro são algumas das famílias envolvidas na mobilização que buscam reparação pela violência sofrida durante a ditadura.  

“Por Memória, Justiça e Reparação” nomeia o evento que conta com o apoio da Comissão Pastoral da Terra (CPT), de Marabá.  

O grupo tem fomentado encontros para refletir sobre o assunto e buscado alianças em diferentes campos: parlamentares, universidades, ONGs, defensores de direitos humanos dentro e fora do Brasil.

O I Encontro ocorreu em 2025, em Redenção.

Os anos de 1980 são considerados os mais sangrentos na luta pela terra no estado do Pará, quando lideranças, camponeses, religiosos, advogados e religiosos foram executados. 

Nesta conjuntura o sul e o sudeste paraense despontam como o local mais violento do país com relação à luta pela terra. Em Rio Maria, que sedia o encontro, a família Canuto teve vários familiares executados, entre eles, João, que era presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Assim como Expedito Ribeiro.

Em 2022, os familiares envolvidos na mobilização produziram um livro que recupera parte destes dramas, o Luta pela terra na Amazônia: mortos na luta pela terra! Vivos na luta pela terra!

Mais informações: Elias Sacramento- (91) 99176-8821 

sexta-feira, 12 de junho de 2026


Enquanto povos do mundo todo comemoram a riqueza dos encontros entre culturas nos estádios da Copa do Mundo de Futebol, uma campanha que será lançada em Belém (PA) convida a população a seguir sempre celebrando e colocando em prática o respeito, a inclusão e a proteção de pessoas estrangeiras, refugiadas e apátridas que vivem no estado. O lançamento oficial da campanha será nesta segunda-feira (15), das 9h às 11h, na sede do Ministério Público Federal (MPF), localizada na rua Domingos Marreiros, 690, no bairro do Umarizal. Leia a íntegra no MPF

“Os Povos Indígenas e o Futuro”: Cartilha une quadrinhos, fuga do capitalismo e a retomada da Terra pela terra


Em meio ao avanço das mudanças climáticas antrópicas, à escalada da desigualdade e ao esgotamento do modelo capitalista de produção, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) lança uma ferramenta pedagógica, em história em quadrinhos, que pode ser utilizada como um manifesto e um compêndio de saberes tradicionais: a cartilha “Os Povos Indígenas e o Futuro”. Baixe a cartilha AQUI

Transamazônica e BR 163: projeto 50+50 lança livros e documentários em Santarém/PA

Afã de integrar Amazônia levou a desmatamento e morte de índios -  27/06/2020 - Poder - Folha

Lançamento de livros, palestras, exibição de documentários, entrega da comenda Avelino Ganzer, entre outras atividades, agita a devolutiva do projeto Transamazônica e BR 163 50+50, no dia 12.  A agenda inicia no auditório da Ufopa, campus Salé, em Santarém, passa pelo João Fona e Alter do Chão.  Acesse a íntegra da programação AQUI

Volkswagen é condena a pagar indenização de R$ 2 milhões por trabalho escravo no Pará

Foto: Wolfgang Weihs/picture alliance

A Vara do Trabalho de Redenção (PA) proferiu uma decisão histórica, nesta quinta-feira 11 de junho de 2026, ao condenar a Volkswagen do Brasil ao pagamento de R$2 milhões em indenização por danos morais e existenciais a um trabalhador submetido a condições análogas à escravidão na Fazenda Vale do Rio Cristalino, em Santana do Araguaia (PA), durante a década de 1980. Leia a íntegra no site da CPT

2 mil famílias ocupam o INCRA de Marabá/PA

Desde o dia 11 de abril deste ano, 2 mil famílias dos movimentos populares da luta pela Reforma Agrária Popular do campo e cidade, entre eles do MST, ocupam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), na Superintendência Regional do Sudeste do Pará (SR-27), no município de Marabá. Leia mais no MST

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Capital e fronteiras no Pará: dossiê recebe trabalhos até o fim de julho

 O objetivo do dossiê é receber trabalhos que reflitam sobre as dinâmicas territoriais nas regiões do Tapajós, Xingue e Araguaia-Tocantins



Fronteiras amazônicas: a permanência do avanço do capital no oeste, sudoeste e sul/sudeste do estado do Pará, nomeia o dossiê proposto pelos professores Carla Giovana Rocha (UFPA-Altamira), Fernando Michelotti (Unifesspa-Marabá-PA), Haroldo Souza (Unifesspa-Marabá-PA) e Rogerio Almeida (Ufopa-Santarém/PA), a partir da publicação Terceira Margem Amazônia (Qualis B1). Os trabalhos serão recebidos até o fim de julho. Leia o edital AQUI ou acesse o QRcode na imagem. 

Mineração na Amazônia: UEPA sediará seminário a partir do dia 25 de junho

 O seminário busca promover o diálogo entre  universidades, pesquisadores  e  movimentos sociais. 


Entre 25 a 27 de junho, a Universidade do Estado Pará (UEPA), campus de Belém, sediará o I Encontro de Professores(as) e Pesquisadores(as) sobre o Problema Mineral na Amazônia.

A iniciativa é do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) em diálogo com as universidades Federal do Pará (UFPA), Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) e UEPA, que tem como horizonte a promoção de diálogos com vistas ao fortalecimento de pesquisas alinhadas com os movimentos sociais.  

Possuem relevo neste caso, situações de conflitos, desafios e contradições associados à atividade mineradora. Assim como contribuir para a troca de informações e a difusão do conhecimento tendo base a perspectiva crítica e interdisciplinar.  

O evento resulta de uma trajetória de 11 anos de parcerias construídas, em âmbito nacional, entre o e pesquisadores/as e professores/as comprometidos com o debate crítico sobre a mineração no Brasil e nas Amazônias.

Ao longo de suas jornadas o MAM em parceria com universidades de todo o Brasil, tem produzido uma série de documentos e livros sobre o tema.

O evento espera reunir militantes do MAM, docentes do ensino superior, núcleos e grupos de pesquisa, bem como pesquisadores/as vinculados a cursos e programas de graduação e pós-graduação dedicados à análise crítica da mineração na região amazônica.

Pretende-se de forma coletiva, construir leituras, caminhos e uma agenda de atuação que articule a academia, os territórios em luta frente ao setor mineral e a sociedade amazônica e brasileira, contribuindo para o fortalecimento da soberania popular na mineração.

A inscrições para apresentação de trabalho podem ser realizadas até o dia 12. Saiba mais  AQUI

Mineração no Pará – Existe minério praticamente em todo o estado, – de seixo a ouro -, todavia, até o momento, Carajás tem se constituído como o principal polo exportador.

O extrativismo mineral possui relevância na composição da balança comercial do estado do Pará, chegando a contribuir em patamar que beira casa dos 40% do Produto Interno Bruto (PIB ). E, responde por cerca de 90% das exportações do estado, onde o minério de ferro possui destaque, seguido de cobre, manganês e bauxita.

O mesmo minério que pesa na composição do PIB e nas exportações  é responsável por uma renúncia fiscal expressiva por conta da Lei Kandir (lei complementar federal n.º 87, de 13 de setembro de 1996), que desonera as empresas em recolher o Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviço (ICMS) dos produtos primários e semielaborados.

No cenário de corporações internacionais que exploram ou reivindicam licença para prospecção mineral junto à Agência Nacional de Mineração (ANM) em solo paraense, constam a suíça Xstrata, a estadunidense Alcoa, a francesa Ymeris, a Reinarda, subsidiária da australiana Troy Resourse, a norueguesa Norsk Hidro, a chilena Codelco, a canadense Belo Sun Mining Corp e a Vale, esta a de maior musculatura.

A Alcoa explora bauxita em Juruti, no oeste do paraense desde os anos de 2000. Em processos de licenciamento ambiental marcados por judicializações. Nos últimos anos a mineradora tem pleiteado minerar o subsolo do Projeto Agroextrativista (PAE) Lago Grande, no município de Santarém.

A mesma região vem experimentando a ampliação da atividade na cidade de Terra Santa, vizinha à Oriximiná, onde a Mineração Rio do Norte (MRN), explora bauxita desde os anos de 1970.   

Ao longo dos anos a modalidade de política pública para a Amazônia baseada em grande empreendimento tem sido um indutor de desagregação econômica e social. O fenômeno se manifesta a partir do rompimento de laços de solidariedade, vizinhança, formas de reprodução econômica, social e cultural de pescadores, indígenas, trabalhadores rurais, extrativistas e demais formas da sociodiversidade.

Na região do Xingu, dois projetos, a hidroelétrica de Belo Monte e a moneradora canadense Belo Sun fazem parte de um cenário que tem redefinido os territórios já estabelecidos na Pan-Amazônia.

Tais empreendimentos colocam em flancos opostos grandes corporações de construtoras de barragens, mineradores, agricultura capitalista e noutro as populações consideradas tradicionais, numa lógica secular marcada pela expropriação dos últimos. Para não falar da atividade garimpeira.

Saiba mais sobre o MAM

Serviço: 

I Encontro de Professores(as) e Pesquisadores(as) sobre o Problema Mineral na Amazônia

Local: UEPA, Campus Belém

Período: 25 a 27 de junho

Promoção:  Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) e parceiros

Mais informações:

Katiane de Jesus (93) 9 8814-5368

Márcio Zonta - 98 98156-1749

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Belém sedia V Feira Estadual da Reforma Agrária

Até o dia 07, Belém será o palco da defesa da reforma agrária

 


O MST do Pará, inicia hoje, em Belém, a V Feira da Reforma Agrária.  O evento ocorre na Praça Araújo Martins, no bairro de São Brás e estende até o dia 07.

No estado mais delicado na disputa pela terra do País, a jornada visa promover a luta pela reforma agrária, a defesa da cultura e a resistência do campo para a cidade.

Além da produção orgânica dos assentamentos, a feira terá apresentação de artistas alinhados na defesa da reforma agrária, exposição de artesanato, troca de saberes e livros.

 

Convide a família, os amigos e venha fortalecer quem produz comida de verdade!

Serviço:

V Feira da Reforma Agrária

📍 Praça Araújo Martins – São Brás – Belém

📅 05, 06 e 07 de junho de 2026

Live pela democracia: coletivo de Santarém/PA promove debate pela democracia com participação de José Genuíno

 


Inquietos com a onda reacionária que nubla o País, um coletivo mobilizado a partir do Espaço Cultural Quintal Sapucaia, em Santarém, oeste do Pará,  tem mobilizado esforços na promoção de um debate qualificado para contemplar tanto a democracia nacional, quanto o futuro da Amazônia.

Nesta direção, educadores, pesquisadores, profissionais liberais, sindicalistas, estudantes, artistas, jovens e mulheres iniciam na noite de hoje, uma rodada de lives. José Genuíno, Florêncio Vaz, com a mediação da professora Ítala Nepumuceno descortinam o primeiro debate, que reflete sobre a democracia.

Genuíno possui destaque nacional na defesa democracia desde os tempos da ditadura empresarial-militar. É ex-deputado federal pelo PT (SP). Vaz, professor da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e frei franciscano é um reconhecido ativista junto às causas indígenas no Baixo Amazonas.  Enquanto a mediadora Nepumuceno tem destacado papel como antropóloga na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

O evento é híbrido. O presencial terá como espaço o Quintal Sapucaia. E nas redes pode ser acompanhado no link  https://youtube.com/live/H_Z5zjY9ZE4?feature=share, a partir das 19h.

Serviço

Live – Democracia em Debate

No dia 05 de junho

Horário 19h às 21h

Presencial: Centro Cultural Quintal Sapucaia recebe um debate com:

Debatedores

🎙️ José Genuíno

🎙️ Prof. Florêncio Vaz (UFOPA)

🎙️ Profª Ítala Nepomuceno (mediação/Ufam)

📍 Presencial: Centro Cultural Quintal Sapucaia, (Avenida São Sebastião, 1233)

💻 Transmissão ao vivo pelo YouTube:

https://youtube.com/live/H_Z5zjY9ZE4?feature=share

📜 Haverá emissão de certificado e carga horária complementar. Apenas para os que comparecerem presencialmente.

Inscrições para certificação:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd0xRixJXQqdC_zCvx4kUk7oRnpTf5zUhtHtnQ_hmWRCOgzww/viewform?usp=publish-editor

 

terça-feira, 2 de junho de 2026

Lavagem de ouro na Amazônia: relatório elaborado pelo Greenpeace faz a anatomia da fraude


Em períodos de instabilidade econômica e geopolítica, o ouro volta a ocupar posição estratégica no mercado global. Historicamente associado à segurança financeira, o metal se fortalece em cenários marcados por guerras, crises econômicas e incertezas internacionais. Mas por trás do brilho, se esconde a anatomia de uma fraude que está destruindo o coração da maior floresta tropical do planeta.

O relatório inédito do Greenpeace Brasil Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude usa dados públicos para detalhar que o principal instrumento utilizado para legitimar o ouro ilegal é a Permissão de Lavra Garimpeira (PLG). A investigação mostra que o regime das PLGs, que deveria funcionar como regulamentação do garimpo artesanal, na prática permite que elas sejam utilizadas como fachada para fraudes em larga escala. Leia mais AQUI

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Lúcio Flávio Pinto presta homenagem ao jornalista Carlos Mendes, falecido no dia 31 de maio


O juiz substituto da 3ª vara da justiça federal em Belém, Pedro Maradei Neto, condenou o jornalista Carlos Mendes a dois anos de detenção por ter colocado no ar a Rádio Tabajara FM, em 2008. Sem ter autorização “das autoridades competentes” para funcionar, a emissora foi considerada clandestina e retirada do ar pela Anatel em agosto de 2010. A partir daí, Mendes, o único responsável pela rádio, foi processado na justiça pelo Ministério Público Federal. Leia mais no site do Lúcio

sábado, 30 de maio de 2026

Fordilândia (PA): MPF condena poder público a recuperar complexo histórico

 


A Justiça Federal emitiu sentença favorável a pedidos do Ministério Público Federal (MPF) e condenou a União, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o estado do Pará e o município de Aveiro (PA) a promoverem a recuperação e a conservação do conjunto urbano, arquitetônico e paisagístico do distrito de Fordlândia. Leia a íntegra no MPF

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Ligas Camponesas: MPF ajuíza ação contra continuidade da violência no campo na PB

 O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública, nesta terça-feira (26), contra a União e o estado da Paraíba para responsabilização por graves violações de direitos humanos praticadas contra integrantes das Ligas Camponesas e trabalhadores rurais entre 1964 e 1981. A ação sustenta que a repressão não foi composta por episódios isolados, mas por um sistema organizado de perseguição política, sustentado pela atuação conjunta de agentes estatais e estruturas privadas ligadas ao latifúndio, com efeitos que, segundo o MPF, ultrapassaram o período da ditadura militar e permanecem presentes até hoje. Leia mais no site do MPF

Terra e território: Valter Cruz, professor da UFF, ministra palestra amanhã, na unidade Rondon da Ufopa

 

 


Valter Cruz, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), unidade de Niterói, ministra na noite do dia 28, a partir das 19h, no auditório Laranjão, do campus Salé, palestra que  sobre terra e território na perspectiva da ecologia política. O evento integra a agenda de debate do curso de Geografia da Ufopa.  

Ex coordenador do curso de pós graduação de Geografia  da UFF, Valter Cruz é uma referência nacional no debate em torno do conjunto de ideias em torno do debate da  decolonialidade. Paraense do Baixo Tocantins, Cruz assina vários artigos sobre o tema da colonialidade, além de organização de livros.




Autor de vários artigos sobre o debate, o professor refflete que a questão central do modelo reside em elementos de permanência, onde a colonialidade opera naturalizando as formas do imaginário de matriz europeia como única forma de relacionamento com a natureza, com o mundo social e com a própria subjetividade.

Cruz argumenta que a colonialidade é um resíduo irredutível na formação econômica, política, social e cultural em nossa sociedade. Ela se manifesta cotidianamente em nossas relações nas mais variadas maneiras.

Sejam elas políticas, econômicas e culturais. Ela estabelece padrões de hierárquicos de mando e obediência a partir de critérios de raça, cor, gênero, sexo, linguagem, imaginário e localização geográfica.   

A conquista do novo mundo é considerado um marco histórico nesta construção. Ela descortina o projeto civilizatório eurocêntrico de caráter universalizante e superior, a partir da deia de ciência, humanismo, Estado e progresso.

Tais amparos ainda hoje orientam políticas públicas para a Amazônia, onde é recorrente o apelo à ideia de desenvolvimento e progresso desta matriz em tela, onde as populações locais são enquadradas como um empecilho, uma pedra no caminho ao processo civilizatório exógeno.

Inscreva-se pelo link: https://forms.gle/25XekttEWvkBND1L6

Dia do Agro: Giovana Girardi analisa a patada da bancada da boiada

 Talvez nem nos sonhos de Ricardo Salles a boiada passaria causando tanto estrago. Em dois dias, de baciada, a bancada ruralista na Câmara dos Deputados aprovou e deu encaminhamento a um conjunto de projetos de lei que dificultam a fiscalização de crimes ambientais, reduzem a proteção de vegetação nativa e, de quebra, ainda aumentam os poderes do Ministério da Agricultura. Ações que, juntas, podem abrir caminho para aumentar o desmatamento e piorar as mudanças climáticas. Leia a íntegra na Agência Pública.

Grupo Matheus: a jornalista Flávia Regina faz um mergulho para entender o "milagre" da multiplicação da rede


O que têm em comum o ex-prefeito de Recife, João Campos (PSB), de centro-esquerda, e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), de centro-direita? Ou ainda o governador do Piauí, o petista Rafael Fonteles, e o prefeito de Belém, o emedebista Igor Normando? O governador de Sergipe, o empresário Fábio Mitidieri (PSD) e o ex-prefeito de Maceió, o tucano João Henrique Holanda Caldas, conhecido como JHC em referência ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso? Leia a íntegra na Agência Pública