Em tempos de seca e sol inclemente é mister recordar um crime
recente ocorrido na Amazônia, o Dia do Fogo.
Faz sete anos que criminosos que operam no sudoeste do Pará protagonizaram
o Dia do Fogo. O lema do governo de então era “passar a boiada”. E, assim,
motivados e mobilizados pelo obscurantismo atearam fogo em parte da Amazônia
paraense, já ferida de guerra por ações ilegais de traficantes de madeira,
ouro, drogas e quetais.
Com tal bandeira – passar a boiada - o autor do enredo foi eleito
deputado federal por São Paulo. Na época ministro do Meio Ambiente, o “cidadão
do bem” estufava o peito e dizia ter orgulho em não conhecer Chico Mendes.
O cabra encarna o espírito bandeirante, onde pilhar, saquear, sequestrar,
torturar e matar funcionam como bússola. Por trapaça da sorte, ele veste a
camisa de partido denominado de Novo. Nada
mais contraditório.
Novo Progresso, Brasil Novo, Itaituba, São Félix do Xingu foram o
epicentro da selvageria. Por estas
paragens é recorrentes setores reacionários possuírem ojeriza contra servidores
públicos do Ibama, Icmbio, PF e afins.
O modus operandi dos setores em desacordo com a Lei é constranger
os funcionários em hotéis e espaços públicos. Não raro, você encontra personagens
empreendendo tramas contra operações de órgãos de fiscalização em cafés dos hotéis
da região.
Não faço a menor ideia qual foi o desfecho dos crimes cometidos em
operação ativada a partir de comunicados nas redes sociais ou seria um SALVE?
Quando da passagem de um ano, o Greenpeace fez um registro sobre o crime. Leia AQUI
Na mesma quadra temporal, a polícia forjou uma ação com vistas a imputar crimes contra jovens brigadistas que operavam em Alter do Chão. Alguns foram presos, tiveram os cabelos raspados e passaram por toda ordem de constrangimentos públicos.
Terra, floresta, rios, sobsolo e um voraz especulação imobiliária em
jogo. O plano oficial é consolidar a região como um corredor de exportação de
produtos primários. Santarém, a cidade polo da região, verticaliza com
ligeireza.
Ocupação, loteamentos, condomínios enquadrados como de alto padrão,
vilas de kitnetes,
O site Amazônia Real fez excelente reportagem sobre a questão. Leia
AQUI