sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Amazônia: temperatura máxima na estação seca já aumentou mais de 3º em área preservada

Luciana Constantino | Agência FAPESP  



Uma área de mais de 700 mil quilômetros quadrados no centro-norte da Amazônia – quase o tamanho do Chile – registrou um aumento de pelo menos 3,2 °C nas temperaturas extremas da estação seca desde 1981. Nesse território, a elevação foi de, no mínimo, 0,75 °C por década, revela pesquisa publicada nesta quinta-feira (10/09) na revista Communications Earth & Environment por um grupo de 53 cientistas internacionais, incluindo brasileiros. Leia a íntegra AQUI



quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Alfaiates



Tibico e Fedor dominaram a régua e o compasso da alfaiataria na Camboa do Mato, em São Luís, ali na ilharga da Rua da Viração com Silva Jardim e arredores nos idos dos anos 1980.   Ambos eram negros.  Um era porrudo e o outro pouquinho.

Em comum, além da atividade como alfaiates nutriam afeição em atender os clientes desnudos da cintura para cima. Talvez o inclemente calor explique a opção. Sobre o cós da calça ou bermuda a samba canção ficava exposta. Geralmente era branca.

Antônio Carlos era o nome de registro de Tibico. Era encorpado. Sempre andava armado com um riso largo. Os tamancos sobre a rua de paralelepípedos denunciavam quando o artista da tesoura rumava para a feira da Liberdade armado como uma cesta de vime ou uma sacola mais resistente.

Antônio Carlos herdou a habilidade da costura do pai. A prole de Tibico era vasta. Ao menos umas três meninas e o Junior. A família robusta obrigava que além da alfaiataria o apaixonado por futebol defendesse um extra como enfermeiro. Seria o contrário?

Era seu Tibico, além do comerciante Alden, os responsáveis pela aquisição da bola de futebol de praia no bairro. Toda a tropa da rua era levada para a praia da Ponta D´areia na camionete de Alden, que além do comércio na Viração tocava outro do Mercado Central. Na cabeça da ponte do São Francisco era cultural conceder carona.

Seu Alden deve ter ido direto para o céu, caso ele exista. Era justo na esquina da casa dele que a molecada resolvia sentar praça toda noite. Era barulho que não acabava mais. Ele nunca raiou com ninguém. Nem mesmo durante as gritarias mais ferozes após os clássicos dominicais ou do meio de semana.

As paredes da casa de Tibico eram recheadas de fotos das crianças. Aqueles quadros clássicos do século passado onde várias fotos do mesmo rebento tomavam todo o espaço. Umas seis, pelo menos.

Fedor era franzino. Desconheço o nome de batismo. Esse morava na Viração.  A casa fazia frente com a garagem da oficina da UFMA. Salve engano, ele possuía somente uma filha. Moça estudada. Não dava confiança para a moçada. Sob sol ou chuva, ela atravessava impoluta com máxima elegância o corredor polonês dos moleques que tomavam a rua. Fosse ela para o serviço ou para a escola.

Tibico e Fedor eram os ases indomáveis da costura popular da comunidade. Recordo bem deles no período da farda da escola. Eram eles os estilistas de quase toda a gurizada daquela latitude da Quinta do Macacão e imediações.  

A produção das calças, em particular, era por eles assinada. Assim como as fantasias de carnaval e mesmo as roupas das quadras juninas. Na Camboa, Liberdade e Diamante e demais bairros diante da escassez festa abundava.

Em tempos de aperreio e rareamento de grana, o fiado comia solto. Muitas das vezes não era honrado. Os panos para a produção de parte das fardas eram adquiridos na Rua Grande, assim como das demais agendas do ano. Não carecia de tomar transporte até o comércio. A operação era feita a pé.

Tesouras, alfinetes, fita métrica, ferro de passar à brasa eram as ferramentas recorrentes dos mal ajambrados estúdios. Tão precários quanto os ateliês das escolas de samba da segunda divisão.

E, claro, a velha e boa máquina de costura. Aquele movida a pedal.  Azeitada com o lubrificante óleo Singer, quando do excesso de uso.  Tudo muito simples e original. Longe da desfaçatez de fóruns, palácios e catedrais e superiores tribunais.

Trabalho escravo no Pará: trabalhadores são resgatados no sul do estado

 Ação integrada do MPT, MTE e DPU também constatou violações trabalhistas em Conceição do Araguaia e São Geraldo do Araguaia. Empregadores firmaram TAC para regularizar situação.

                                                                    Alojamento em São Félix do Xingu

Três trabalhadores rurais foram encontrados em condições degradantes de trabalho e moradia em uma fazenda localizada na zona rural de São Félix do Xingu, no sudeste do Pará. A força-tarefa, realizada entre os dias 17 e 26 de agosto, integra a Operação Resgate VI com foco no combate ao trabalho análogo ao escravo e tráfico de pessoas no país. No Pará, a ação envolveu representantes do Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá (MPT PA-AP), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Defensoria Pública da União (DPU). Leia mais AQUI

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Amador, doutora Zélia, ancestralizou

 

 


 Amador, doutora Zélia, ancestralizou.   Em 2017, creio, junto com discentes de jornalismo Lilian Campelo e Daniel Leite Junior  do curso de jornalismo da Unama, unidade de Belém, realizamos um pequeno perfil sobre a professora e militante do movimento negro. 

O trabalho integra o volume I do projeto Arenas Amazônicas, denominado de negros, mulheres, periferia cultura e resistência. O livro pode ser baixado AQUI

Neste ano, atualizamos o perfil e fizemos um texto que acreditamos ser um ensaio. Ele também coteja informações sobre a sindicalista de Santarém, Ivete Bastos. O trabalho foi finalista do concurso Margarida Alves.

Faz poucos dias a UFPA assentou um baobá em homenagem à longa jornada da educadora. Veja AQUI

Ao lado de Nilma Bentes e outros pares Zélia Amador foi essencial nas batalhas contra o racismo. 

A ventania Zélia emprenhou o solo do Pará e além riomar de  sementes de insubordinações.  Oxalá, que a terra lhe seja leve!!!

 

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Direitos Humanos e o povo Munduruku: corte internacional visita aldeia no Pará

Comitiva acompanhou as atividades para dialogar com a comunidade e apresentar iniciativas implementadas para garantir proteção

Assessoria do MPF/Santarém/PA

Ministério Público Federal (MPF) integrou a delegação que acompanhou a visita da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) ao Território Indígena Munduruku, no Pará. Entre os dias 1º e 3 de setembro, representantes do MPF, do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e do Ministério Público do Trabalho (MPT) acompanharam as atividades no local com o objetivo de dialogar diretamente com as comunidades beneficiárias das medidas protetivas decretadas pelo tribunal internacional. As determinações exigem que o governo brasileiro garanta a integridade física, a saúde e a segurança do território contra invasões e o avanço do garimpo ilegal. Leia mais no site do MPF

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Raimundo Jinkings: uma vida marcada pela generosidade e pela luta em prol da emancipação humana



Por Ivana Jinkings

Era pra ser uma biografia. Juntamos documentos, fotografias e a fonte principal seria, claro, a companheira de toda uma vida: Isa Jinkings, minha mãe. O plano, ter o volume sobre o dirigente comunista, jornalista e livreiro Raimundo Jinkings, meu pai, pronto para ser publicado nos dez anos de seu falecimento. Leia a íntegra AQUI

Entre eleições, bandeiras e desumanidade do trabalho

 

A robustez das nuvens de poeira que se formam rotineiramente na avenida Ghilon é proporcionalmente direta ao porte dos veículos que diariamente percorrem a principal via da área de expansão do município de Santarém.  

Trata-se de uma geografia que expressa de forma nítida os diferentes sujeitos que operam pelo controle do território. Cá temos ocupação, loteamentos, vilas de kitinetes em abundância, atacarejos, shopping, Centro de Convenções, inúmeros prédios residências e outros em construção, conjunto classificado como de alto padrão a rivalizar com o Minha Casa, Minha Vida. Classes diametralmente em oposição. 

A ausência de calçamento povoa os bairros populares. Escolas públicas celebram representantes das burguesias locais. A exemplo de famílias de confederados e mães de oligarcas. Pequenas e médias "quitandas" da fé competem com comércios convencionais. 

Verão. O calor é inclemente. Beira a casa dos 40º.  Desconforto que é incrementado com a umidade que por cá nesta época do ano precipita. Situação que exige hidratação a todo momento.

É tempo de eleição. É sob tal guarda-chuva de aridez de múltiplas dimensões acima   mencionado que os párias da sociedade seguram bandeiras de candidatos a cargos nos legislativos e executivos (União e estado) desprovidos de quaisquer resquícios de identidade com a classe a que integram. Violências estruturais.

Árvores rareiam na via. O que obriga os temporários a caçarem sombra de postes que conforme o movimento do sol, muda de lugar.  A cada eleição, quase nada da situação precária a que os “bandeiras” estão acorrentados muda.

Sequer usam um boné, em vã tentativa de proteção. Dirá um kit de sobrevivência diante de sol tão potente. Protetor solar desponta como artigo de luxo. Assim como possível garrafa de água.  

Não faço ideia da carga horária diária a que estão submetidos, e se ao menos existe algum tipo de contrato como prestador de serviço em empunhar e sacudir a bandeira do opressor. Contudo, aposto na inexistência de qualquer de seguro para acidentes.

Cena triste. Mais triste que uma manhã de quarta-feira cinza de carnaval, quando a ilusão e a fantasia voltam de mãos dadas para o refúgio do barracão. Será que um dia o império da lei há de chegar no coração do Pará?

 

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Quilombolas de Oriximiná/PA: MPF atua em acordo para garantir regularização de territórios

Conciliação assegura uso das terras e prevê prazos para regularização fundiária dos territórios Alto Trombetas I e II


O Ministério Público Federal (MPF) participou das negociações que resultaram em acordo para garantir a regularização fundiária e o uso das terras pelas comunidades quilombolas dos territórios Alto Trombetas I e II, em Oriximiná (PA). A solução conciliatória compatibiliza os direitos das comunidades com os objetivos de conservação ambiental da Reserva Biológica (Rebio) do Rio Trombetas e da Floresta Nacional (Flona) Saracá-Taquera. Leia a íntegra no site do MPF


segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Educação quilombola: Justiça Federal manda estado e União regularizarem ensino médio quilombola em Santarém (PA)

Sentença estabelece 60 dias para garantir professores, determina reposição de aulas e impõe pagamento por dano moral coletivo 


A Justiça Federal acolheu pedidos do Ministério Público Federal (MPF) e determinou que o estado do Pará restabeleça e mantenha, de forma contínua e regular, as aulas do ensino médio para os estudantes de 14 territórios quilombolas de Santarém (PA). A sentença também obriga a União a prestar apoio técnico e pedagógico e a fiscalizar a educação escolar quilombola na região. Leia a íntegra no site do MPF

sábado, 29 de agosto de 2026

Decreto de privatização dos rios da Amazônia: o Tapajós não está à venda, a resistência continua


 
Desde a publicação do Decreto 12.600, em agosto de 2025, diferentes medidas adotadas por órgãos públicos avançaram sobre o Rio Tapajós sem garantir direitos fundamentais dos povos indígenas e comunidades tradicionais. O decreto, que incluiu as hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização, sob o argumento de modernizar a navegação por meio da concessão das hidrovias, foi acompanhado de sucessivas violações de direitos.  Leia mais no site da Terra de Direitos

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Memorial da Luta Camponesa no sudeste e sul do Pará: comuna apresenta projeto em Marabá





O evento ocorre durante todo o dia, no espaço do Centro de Educação, Pesquisa e Assessoria Sindical e Popular (Cepasp).  Cartazes, livros, textos constam no acervo. O Cepasp existe há mais de 40 anos atuando junto aos movimentos sociais da região e em diálogo com outras instituição de assessoria. 

O MEMORIAL DA LUTA CAMPONESA NO SUDESTE E SUL DO PARÁ é desenvolvido pela Comuna Cepasp e pelo CEPASP com valiosas parcerias. Trata-se de um projeto político capaz de fazer permanecer viva a memória de lutas travadas por indígenas, quilombolas e camponeses, principalmente camponeses, na defesa e conquista de territórios nos espaços amplamente disputados na gloriosa região do Araguaia/Tocantins, que honrosamente recebeu os guerrilheiros do Araguaia.

O memorial trata de um projeto político de atualização permanente com métodos e formas submetidas ao plano político, garantindo a visibilidade, a compreensão da região e de suas lutas sangrentas ou não, mas que demarcam o processo histórico, valorizando vitórias e derrotas como aprendizado para a luta permanente até ao fim do latifúndio.

Traz a memória dos assassinatos, massacres, chacinas, da destruição das benfeitorias com queima de barracos seus pertences e plantações, das prisões e resistências, em várias situações onde ocorreram heróicos enfrentamentos. Podemos tratá-los como batalhas de uma guerra no campo, como nos casos de “Cuxiu e Almescão”, “ Dos Perdidos”, e outros. 

Devemos valorizar as lutas de nossos heróis e nossas heroínas que bravamente colocaram suas vidas a serviço do povo até a morte, em defesa da terra, da floresta, das águas e das culturas, de um povo que está sempre a migrar refugiados de guerras que se desencadeiam ao longo da história de nosso país pelas forças reacionárias do Estado e por jagunços a serviço de latifundiários e do sistema imperialista, que a cada dia procura concentrar as terras agricultáveis e minerárias ainda não abocanhadas pela gula insaciável do capital.

Procuramos valorizar as gloriosas conquistas de terras e conseqüentes derrotas do latifúndio como registro em mapas dos mais de 500 Projetos de Assentamentos criados na região a partir das bravas lutas de resistências e enfrentamentos travadas por indígenas, posseiros, trabalhadores rurais, sem terra, camponeses pobres, em vários momentos da história da região, do tempo dos castanhais ao tempo da mineração, ou da floresta ao aço, passando pelos garimpos e mariscos.

Disponibilizamos textos elucidativos do processo histórico da região, audiovisuais, baneres de fotografias, painéis, alguns livros, cartilhas, boletins, jornais, textos, que possam servir como amostra do conjunto da realidade. Conteúdos que possam orientar estudos e pesquisas, com aporte do acervo da biblioteca popular Ademir Martins dos Reis, no CEPASP, e os acervos da CPT em Marabá, Xinguara e Belém, SPDDH.

O memorial deverá expressar um sentimento de lutas necessárias diante da opressão e repressão do Estado, grileiros, fazendeiros e jagunços, contra camponeses, indígenas e quilombolas, lideranças sindicais, religiosos, advogados e diversos defensores das causas dos povos. Sentimento de revolta, indignação e da necessidade de continuidade da luta para destruir o latifúndio derrotando as forças do Estado.

A instalação do Memorial não será o fim do projeto, mas sim seu inicio, sitam-se tod@s como parte ativa contribuindo da forma que melhor puder, com sugestões, com doações de livros, textos, cartilhas, documentários, e participando das atividades que serão desenvolvidas pelo memorial. Esse projeto foi selecionado no Edital 002/2025 – Fomento à Criação de Projetos Culturais da PNAB - Pará e apoiada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de fomento à Cultura.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Assédio eleitoral: instituições firmam cooperação contra a prática no Pará


O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá (MPT PA-AP), o Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT-8) e o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) firmaram, nesta sexta-feira (21), um acordo de cooperação técnica para atuação conjunta na prevenção e no enfrentamento do assédio eleitoral, da violência política de gênero e de outras práticas que possam comprometer a liberdade de voto e a integridade do processo democrático durante as eleições gerais de 2026. Leia a íntegra no site do MPF

domingo, 23 de agosto de 2026

30 anos da Lei Kandir: conheça os impactos em Minas Gerais


Criada em 1996, a Lei Complementar 87, conhecida como Lei Kandir, chega aos 30 anos sob críticas de movimentos populares e pesquisadores, que apontam seus impactos sobre a arrecadação pública, a indústria e a exploração de recursos naturais. Ao isentar do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) as exportações de produtos primários e semimanufaturados, a legislação buscou ampliar a competitividade brasileira no mercado internacional. Três décadas depois, porém, especialistas avaliam que o modelo ajudou a consolidar uma economia cada vez mais dependente da exportação de commodities. Leia a íntegra no Brasil de Fato

sábado, 22 de agosto de 2026

Regularização fundiária: MPF articula frente para acelerar reconhecimento de comunidades tradicionais no AM

Reunião alinha ações entre órgãos estaduais para garantir direitos territoriais em Tefé e Alvarães

O Ministério Público Federal (MPF) reuniu órgãos do governo do Amazonas para discutir medidas voltadas à regularização fundiária para povos e comunidades tradicionais em áreas públicas nos municípios de Tefé e Alvarães, localizados na região do Médio Solimões. A reunião contou com representantes da Secretaria de Estado das Cidades e Territórios (Sect), do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), da Casa Civil do governo estadual e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE/AM). Leia mais no site do MPF

MPF pede cumprimento de decisão que obriga Incra a adotar medidas sobre ocupações em assentamento no Pará

Instituto não apresentou cronograma determinado pela Justiça Federal para concluir a análise dos processos de ocupação irregular


O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) comece a cumprir, desde já, a decisão que obriga o órgão a dar andamento à supervisão ocupacional do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Terra Nossa, no sudoeste do Pará. O pedido, chamado de cumprimento provisório de sentença, foi apresentado na quarta-feira (19). Leia mais no MPF

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Após ação do MPF, Justiça estabelece medidas para reforçar controle sobre mineração na APA do Tapajós (PA)

Sentença impõe obrigações à ANM e homologa acordo entre MPF e ICMBio para fiscalização e suspensão de atividades irregulares



A Justiça Federal determinou novas medidas para controlar atividades de pesquisa e lavra mineral na Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós, no sudoeste do Pará. A sentença, proferida nesta quarta-feira (19), atende parte dos pedidos feitos pelo Ministério Público Federal (MPF) em ação civil pública. A Justiça também homologou um acordo entre o MPF e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para ampliar a fiscalização e a proteção da unidade de conservação. Leia a íntegra no MPF

UFPA homenageia Zélia Amador de Deus com plantio de baobá no Campus Guamá


Uma história que criou raízes na Universidade Federal do Pará (UFPA) há quase cinco décadas ganhou forma também na paisagem do Campus Guamá nesta terça-feira, 18 de agosto. A professora emérita Zélia Amador de Deus participou do plantio de um baobá em sua homenagem. Assim como a árvore que agora começa a crescer no campus, o legado de Zélia atravessa o tempo e permanece ligado à construção de uma universidade mais plural, inclusiva e comprometida com a igualdade racial. Leia mais no site da UFPA

terça-feira, 18 de agosto de 2026

A reprimarização do Brasil e a possível virada, por Márcio Pochmann

Nos anos 1980, um episódio da financeirização global abriu as portas para nosso retrocesso – mas o falta de um projeto de país a prolonga há quatro décadas. Surgem novas condições para revertê-la. Quais são elas e como aproveitá-las?



A história econômica do Brasil no século XX pode ser lida como a tentativa de transformar o agrarismo primário-exportador em sociedade urbana, industrial e tecnologicamente autônoma. Entre os anos de 1930 e 1980, o país construiu uma das estruturas produtivas mais complexas do mundo periférico, apesar de desigualdades persistentes. Leia artigo completo em Outras Palavras

Geopolítica: professor Claudio Katz analisa o declínio da hegemonia dos EUA

Fonte: outras mídias

El imperialismo estadounidense intenta contrarrestar su retroceso con agresiones militares. El predominio del siglo XX quedó tan atrás como la unipolaridad y es muy visible el declive frente al rival chino. La primera potencia concentra desequilibrios económicos capitalistas y fracasos bélicos mayúsculos, que fueron anticipados por los críticos de la resurrección imperial. Las analogías con Roma explican la violencia autodestructiva y las comparaciones con Gran Bretaña ilustran la dificultad para remodelar el imperio. Leia a íntegra AQUI


Eleição: MPF ajuíza ação contra Renan Ferreira dos Santos, candidato do MBL à presidência por discurso de ódio contra indígenas no Pará



Manifestantes foram barrados na porta da Câmara Municipal de Altamira (PA). Reprodução/Foto: Júlio César.

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação na Justiça Federal, nesta segunda-feira (17), contra o empresário e candidato à presidência pelo partido Missão, Renan Antônio Ferreira dos Santos, e a entidade Movimento Renovação Liberal, responsável pelo Movimento Brasil Livre (MBL). A ação cobra a responsabilização civil e o pagamento de indenização de R$ 500 mil por danos morais coletivos devido a publicações em rede social contendo declarações discriminatórias e discurso de ódio contra 14 etnias indígenas da região do Baixo Tapajós, no Pará. Leia a íntegra AQUI