segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Dorothy Stang: 21 anos de martírio
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Postado por rogerio almeida às 2/09/2026 06:55:00 AM 0 comentários
domingo, 8 de fevereiro de 2026
Lourdes Barreto será homenageada pela escola Porto da Pedra, da série ouro do Rio de Janeiro
Porto da Pedra desfila na noite do dia 14, sábado
Renomada militante pelos direitos das profissionais do sexo no
estado do Pará, a paraibana Lourdes Barreto, que soma mais de 80 primaveras, será
destaque no desfile da escola Porto da Pedra, que faz uma reflexão sobre a
prostituição.
O carnavalesco Mauro Quintaes assina o enredo “Das Mais Antigas da
Vida, o Doce e Amargo Beijo da Noite”, que teve como enredista o jornalista Diego
Araújo.
Quintaes esclarece que o enredo contempla a prostituição em suas
mais variadas nuances: mulheres, trans e garotos de aluguel. Embora o foco principal seja sobre a mulher,
por conta dos elementos históricos que conformaram a questão em nosso país, a exemplo
das polacas em remotas eras do Rio de Janeiro, bem como o personagem Madame
Satã.
Em entrevista concedida ao podcast Deixa Falar, da Rádio Tupi, o
carnavalesco recupera que a ideia do enredo soma uns 30 anos, e que só foi
possível desengavetar agora.
Quintaes destaca que a proposta resulta de inúmeros diálogos realizados
com vários coletivos de prostitutas, entre eles, o Daspu, liderado pela
prostituta e socióloga Gabriela Leite, já falecida. A sigla é uma provocação à grife Daslu.
O carnavalesco fala com profundo entusiasmo e apreço sobre Barreto.
“Eu estava em um evento da área de saúde aqui no Rio de Janeiro, e todos faziam
questão em cumprimentar a Lourdes, tirar fotos com ela. Ele relembra ainda que
em 2024, a BBC de Londres a elegeu entre as 100 mulheres mais importantes do século”.
Em 2020, com pompa e circunstância, Barreto lançou biografia no
suntuoso Teatro da Paz, em Belém. Na ocasião a revista Piauí fez um perfil sobre
Barreto.
Porto da Pedra desfila na noite do dia 14, sábado.
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Postado por rogerio almeida às 2/08/2026 11:23:00 AM 0 comentários
TODO APOIO AOS POVOS DAS AMAZÔNIAS
Neste momento que vivemos a fase superior do capitalismo, o
imperialismo, em alto grau de decomposição, para sua salvação lhes resta buscar
todas as formas de acumulação, com uso das mais diversas possíveis brutais forças
de dominação e apropriação, com possibilidades de chegar onde jamais se
imaginava, na mais longínqua comunidade de povos tradicionais, do Oriente ao
Ocidente.
As forças inter-imperialistas sejam dos Estados Unidos, Rússia
ou China, tendo a primeira sempre buscado esmagar as demais, que avançam de
forma avassaladora em todos os continentes, às vezes atuam em conluio, para
mais uma vez realizarem a partilha das riquezas dos países dominados, sejam da
África, Ásia ou América Latina, e agora inclui-se a minúscula comunidade da
Groenlândia, devido a ocorrência em seu território de uma potencial reserva de
minerais estratégicos para a nova geopolítica mundial.
Enquanto que após a primeira guerra mundial, da partilha do
planeta se beneficiaram um número maior de dominadores, incluindo alguns países
europeus, nos dias atuais em fase monopolista do capitalismo, a partilha tende
a ser feita entre as três grandes potências, caso Rússia e China sobrevivam às
pressões dos Estados Unidos.
Trilhões de dólares do capital especulativo e de capitais gerados
de petróleos apropriados à força, como o da Venezuela, poderão ser aplicados para
a restauração da estrutura física da Ucrânia, Palestina, Síria, Líbia e outros,
gerando mais acumulação e enriquecimento ilícito de diversos grupos
oligárquicos, monárquicos ou aristocráticos, mantenedores das burguesias
serviçais dos imperialistas nos países subjugados.
Na América Latina está em curso a continuidade da brutal
destruição, de dimensões jamais imaginadas, através do que passamos a chamar na
Amazônia brasileira, a partir da ditadura militar iniciada em 1964, de grandes
projetos agrominerários com créditos subsidiados de altos riscos de degradação
social e ambiental, muitos deles irreparáveis, principalmente a destruição de
culturas, os grandes desmatamentos, poluição generalizada das águas e do solo,
destruição de habitat de seres vivos, extinção de milhares de espécies de
animais, a geração de grandes depósitos de rejeitos altamente tóxicos, com
ampla crise de segurança alimentar.
Nos rastros da destruição, além dos grandes projetos oficiais
de extração mineral e de desmatamentos para implantação de pastagens, estão a
construção de hidroelétricas, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, linhões
de transmissão de energia, a garimpagem com uso de grandes equipamentos, a
aplicação de agrotóxicos com uso de aviões e drones, e para a construção de
hidrovias as dragagens e derrocagens nos rios, agora privatizados, pelo
entreguista de plantão, governo Lula.
Para este sinistro desastre os imperialistas contarão com
seus gerentes de turno, ou seja, os governos dos Países, Estados, Municípios e
Províncias. Estes deverão se tornar os melhores gerenciadores dos interesses do
capital, o que já os fazem ao longo dos séculos em troca de interesses
particulares e de migalhas. Os governos da ditadura militar, com sua
geopolítica traçada para a Amazônia, cumpriram fielmente este papel, assim como,
todos os governos ditos civis que os sucederam, com maior fidelidade os
governos do PT.
Com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), os
governos do PT avançaram sobre a Amazônia com a implantação de grandes projetos
de infra-estrutura para possibilitar o avanço do capital na região. Dentre os
projetos os mais desastrosos foram a construção das hidroelétricas de Santo
Antonio e Jirau, em Rondônia e a de Belo Monte, no Pará, sacrificando dezenas
de milhares de povos do campo e da cidade.
Todo este aparato, colocado em prática ao longo do tempo,
possibilitou a grilagem de terras com a expansão de latifúndios sobre as terras
até então de indígenas, quilombolas e camponeses pobres com pouca terra,
impossibilitando camponeses pobres sem terras de terem acesso às mesmas, o que
desencadeou em sangrentos conflitos no campo, principalmente nos Estados de Mato
Grosso, Rondônia, Pará e Maranhão. Conflitos que se intensificaram até os dias
de hoje, incluindo os indígenas do Estado de Mato Grosso do Sul, em justa
retomada de seus territórios, bravamente enfrentam as polícias do Estado e os pistoleiros
contratados por latifundiários.
No momento, camponeses, indígenas e quilombolas na Amazônia
travam duras lutas em defesa de seus territórios, envolvendo grandes
corporações, latifundiários, grileiros, pistoleiros e as estruturas jurídicas,
policiais e administrativas do Estado, com enorme poder de fogo e repressão,
com prisões e assassinatos seletivos. A tomada de terras dos povos acontece através
de viciados métodos, com a formação de conluios entre órgãos federais,
estaduais, prefeituras, cartórios, polícias e tribunais, como vem sendo
denunciado com maior ênfase no Estado do Maranhão.
No Vale do Gurupi, que envolve os Estados do Pará e Maranhão,
camponeses e quilombolas denunciam o ataque armado de pistoleiros e grileiros,
sobre a cobertura de policiais, em áreas de comunidades históricas no município
de Vizeu, no Pará, comandado por um grileiro e dois filhos que querem tomar as
terras conquistadas pelos povos, em lutas travadas contra grileiros e a polícia
do governador Jader Barbalho na década de 1980, que culminou na nefasta
perseguição e assassinato do defensor dos posseiros da gleba CIDAPAR, o
Quintino.
Em Rondônia acontece a perseguição histórica a camponeses que,
após o massacre de Corumbiara em 1995, decidiram continuar defendendo seus
direitos à terra para nela trabalhar. Está acontecendo a expulsão de camponeses
de suas terras, torturas, prisões e assassinatos, como também a criminalização
dos movimentos sociais, no caso bastante divulgado pelo Jornal A Nova
Democracia, da Liga dos Camponeses Pobres-LCP e seus advogados, e da Comissão
Pastoral da Terra-CPT.
No Pará, indígenas, quilombolas e camponeses, têm suas terras
tomadas para a implantação de empreendimentos das corporações agrominerais, com
irreparáveis danos ambientais, nos casos mais emblemáticos a dragagem do rio
Tapajós para viabilização da hidrovia para transporte de grãos de grileiros e
latifundiários dos Estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia, sem consultas às
populações e sem licenciamento ambiental, como foi construído o porto da CARGIL
na orla de Santarém. A destruição do Pedral do Lourenção, no rio Tocantins,
para viabilizar a hidrovia Araguaia/Tocantins para os mesmos fins que a do
Tapajós, repetindo os mesmos vícios e danos. Em Barcarena, Abaetetuba e Moju,
problemas que se arrastam e se multiplicam desde a década de 1980.
Assim, como a nível mundial, os povos estão sendo impiedosamente
assassinados ou se tornando refugiados por conta das guerras inter-imperialistas
na Amazônia, repetindo nas mesmas proporções gerenciadas pelos serviçais dos
imperialistas, principalmente ianques, com o emprego da doutrina América para
os americanos (EUA), com enorme desterritorialização, massacres e chacinas dos
povos, considerados como obstáculos aos saques.
Entendendo que o sistema é imperialista, e a luta deva ser de
classes, conclamamos todos os seguimentos sociais para o entendimento da
realidade, que é de guerra, para somarmos esforços unificados, superando a
dispersão, em apoio à luta digna e necessária dos povos da Amazônia, em
particular, e de todos os povos no geral, ao enfrentamento ao imperialismo, ao
latifúndio e as grandes burguesias, rumo a uma sociedade justa e igualitária.
A defesa da Amazônia nos parece que seja, AGORA OU NUNCA!
Centro de Educação, Pesquisa e Assessoria Sindical e Popular –
CEPASP, Marabá/PA, fevereiro de 2026
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Postado por rogerio almeida às 2/08/2026 09:00:00 AM 0 comentários
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
Cardeais políticos do Pará tentam silenciar jornalista investigativo
O Sindicato de Jornalistas no Estado do Pará (SINJOR-PA) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) vêm a público repudiar as decisões judiciais que impuseram censura às denúncias divulgadas pelo jornalista paraense Adriano Wilkson sobre a Reforma Administrativa Municipal da Prefeitura de Belém — conhecida como “pacote de maldades”, instituída pela Lei nº 10.266/26 — e sobre a suspeita de contratos superfaturados firmados pela gestão municipal com a empresa BRA Produtora.
As decisões determinaram a retirada imediata, das redes
sociais do jornalista, especificamente do Instagram, dos vídeos intitulados
“Igor e mídia Barbalho criam fantasia sobre salário dos professores”, “A
denúncia de uma professora do Pará”, “POV: você alugou o fone mais caro do
mundo” e “R$ 16 milhões num estúdio de aula online”, além de impor censura ao
jornalista, proibindo-o de tratar publicamente dos referidos assuntos.
Tais decisões, inclusive com a decretação de segredo de
justiça em temas de evidente interesse público, configuram grave afronta à
liberdade de imprensa e de expressão, bem como aos princípios assegurados pela
Constituição Federal.
O jornalista Adriano Wilkson tem se consolidado como uma das
principais referências do jornalismo investigativo alternativo no Pará, ao
divulgar, com apuração rigorosa, relações espúrias entre os poderes político e
empresarial. Sua atuação tem sido fundamental na denúncia de ataques a direitos
de trabalhadores, povos indígenas, comunidades tradicionais e demais povos da
Amazônia.
O SINJOR-PA e a Fenaj informam que estão em contato com o
jornalista Adriano Wilkson para prestar todo o apoio necessário. As entidades
consideram tais decisões judiciais arbitrárias, cerceadoras da liberdade de
imprensa, caracterizando censura prévia e assédio judicial contra o exercício
do jornalismo.
O Sindicato e a Federação solicitarão explicações formais ao
Prefeito de Belém, Igor Normando, e à Prefeitura Municipal de Belém (PMB) sobre
as medidas adotadas, além de comunicar os fatos às entidades nacionais e
internacionais de defesa da liberdade de imprensa e dos direitos humanos.
Belém, 4 de fevereiro de 2026.
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Postado por rogerio almeida às 2/05/2026 07:06:00 AM 0 comentários
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
MPF e indígenas cobram presença de autoridades em diálogos sobre ilegalidades da dragagem do Rio Tapajós (PA)
Em reunião promovida pelo Ministério Público Federal (MPF), lideranças indígenas do Baixo Tapajós e o MPF exigiram a presença física de ministros e autoridades do governo federal para tratar do projeto de dragagem do Rio Tapajós e do decreto presidencial que incluiu a hidrovia do Tapajós no Programa Nacional de Desestatização. O encontro ocorreu na última sexta-feira (30), no acampamento montado em frente à empresa Cargill, em Santarém (PA), onde o movimento indígena mantém uma ocupação desde o último dia 22. Leia a íntegra AQUI
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Postado por rogerio almeida às 2/04/2026 05:13:00 PM 0 comentários
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
Araguaia-Tocantins: fios de uma História camponesa- 20 anos do lançamento do livro
O livro é de livre acesso. Acesse o link no fim do texto.
Faz 20 anos que a obra veio ao mundo. Nove capítulos lhe
conferem corpo. Emergiu como uma homenagem pelos 40 anos de militância do
maranhense Manoel da Conceição, o cabra da máxima; “minha perna! minha classe!.
Lá pelos idos dos anos de 1960, a violência de pistoleiros e
policiais o feriram de morte. Na ocasião, por conta de tiros que alcançaram uma
das pernas, e sem tratamento, teve a amputação como desfecho.
Figura rara, Mané pelejou pela democracia, reforma agrária,
meio ambiente e direitos humanos. Correu o mundo durante o exílio. Nestes
rolês, esteve com Mao, de quem ganhou uma prótese.
No exílio, com outros pares semeou a criação do PT e da CUT.
Salvo engano, o nome de Mané figura como o terceiro no livro de fundação do
partido. Além do capítulo sobre Conceição, o livro reflete sobre políticas públicas
daquele contexto de avanço das políticas neoliberais, realça a construção da
hidroelétrica do Estreito, na fronteira do Maranhão com o Tocantins.
Trata ainda de experiências contra insurgentes, a exemplo
dos grandes acampamentos de camponeses em Marabá, o Projeto Frutos do
Cerrado/MA, algumas experiências de comunicação popular, além de cotejar sobre
a violência como um elemento estruturante e de permanência da territorialização
do grande capital na região do Bico do Papagaio.
A violência possui dois registros. O primeiro trata da
execução do dirigente José Dutra Costa (Dezinho), assassinado na porta de casa
em Rondon do Pará. Um segundo aborda o
recrudescimento da violência como resultado da expressiva mobilização dos
movimentos sociais.
Naquele período, no fim do texto, uma lista apontava para 24
pessoas ameaçadas de morte. Dentre elas constava Zé Cláudio, executado em Nova
Ipixuna, em emboscada que também tirou a vida da esposa, Maria do Espírito
Santo.
A lista dos ameaçados é uma constante em paragens do estado
do Pará. Em livro recém lançado, somente em projeto de assentamento, o Lago
Grande, no município de Santarém, há 20 pessoas na mira da bala.
Manoel da Conceição e o autor do livro, por ocasião do lançamento. Creio que em João Lisboa, em um espaço de formação dos trabalhadores rurais, denominado de Cetral.
Francisco Carlos Junior, mano dos tempos da UFMA foi
essencial no processo de carpintaria/edição. Luciana Carla fez as correções
gramaticais, o diagramador, músico, quadrinista e punk Joacy Jamys (não mais
entre nós) assina a diagramação. Rildo
Brasil assina a obra da capa, um coletor de castanha do Pará. Um nanquim. Jorge
Néri/MST assina a poética e bela apresentação.
Os professores da UFPA Rosa Acevedo e Gutemberg Guerra
fizeram a primeira leitura do esboço da iniciativa. Recordo que fizeram recomendações. Mas, não
recordo se as cumpri.
O livro resulta de vivências na região do Bico do Papagaio,
na tríplice fronteira dos estados do Pará, Maranhão e Tocantins. O local onde mais se mata na luta pela terra
no Brasil.
Deu-se em 1997 o primeiro rolê/campo. Foi no meio do ano. Época de
queimadas. Calor infernal. Um ano após o Massacre de Eldorado. Eu estava na
condição de entrevistador no processo de avaliação da Rede Fórum Carajás. Creio
que fiquei perto de 30 dias na estrada.
O orelhão a cartão era o recurso de comunicação. Viajei com
dinheiro em espécie. Uma coleção de camisetas brancas no embornal, que voltaram
para casa em tom amarelo barro de estrada.
As queimadas imperavam. As baterias de “rabos quentes”
assim eram tratados os fornos
responsáveis pela queima da floresta para a produção de carvão vegetal que
alimentava as empresas de gusa em Açailândia/MA e em Marabá/PA.
Um verdadeiro desastre ambiental e humano, posto a cadeia
produtiva embutir o trabalho escravo.
Em 1998 retornei à região. Em 1999 sentei praça em Marabá na
condição de assessor do Centro de Educação, Pesquisa e Assessoria Sindical e
Popular (Cepasp), onde fiquei até 2003. Uma referência na mediação da luta
popular urbana e rural.
Nos primeiros anos a república com gente de tudo que é canto
foi o salva vidas. Eram mais de dez pessoas em sistema de rodízio, por conta
das atividades de campo. Uma lindeza só. Nunca ocorreu uma briga. Ainda hoje
tenho contato com os irmãos de errâncias destes tempos.
A vivência nesta quebrada foi fundamental em minha formação
política, profissional, afetiva e como ser humano. Uma faculdade sem parede.
Costumo brincar que foi a minha primeira pós-graduação sem papel. Talvez a mais
valiosa.
O livro foi impresso com o apoio da Rede Fórum Carajás, a
Comissão Pastoral de Balsas/MA e da Cooperativa de Serviços, Pesquisa e
Assessoria Técnica.
Duas pessoas foram fundamentais nesta jornada da retirada do
litoral para o sertão. A educadora e agrônoma Marluze Pastor, que conferiu a
missão das entrevistas, ainda que eu não fosse a primeira opção.
À época Pastor era coordenadora da rede, que operava a
partir de um espectro internacional, com capilaridade pelas barrancas da
Alemanha e EUA, a partir de um leque de
heterogêneos sujeitos, onde encontrávamos de pesquisadores a metalúrgicos,
pescadores, quebradeiras de coco babaçu, etc.
O igualmente agrônomo e cientista social, Raimundo Gomes da
Cruz Neto, vulgo, Raimundinho do Cepaps fez o convite para que eu fosse
experienciar os combates populares na luta pela terra na região mais
emblemática do país sobre a questão.
Mundinho é veterano de guerra. É dos tempos da Guerrilha do
Araguaia. Assim como tantos outros com quem, de alguma forma, tive a
oportunidade de conviver.
Chove em Santarém, onde mês que vem somarei uma década de
jornada. Assalta-me uma certa melancolia.
“O rio corre e vai sem ter começo/nem foz, e o curso, que é constante, é
vário/Vai nas águas levando, involuntário/luas onde me acordo e me adormeço.”
Ferreira Gullar – sete poemas portugueses.
Acesse o livro AQUI
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Postado por rogerio almeida às 1/26/2026 09:00:00 AM 0 comentários
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
Na batida do ganzá da virada do ano, Mirosmar bamburra em Marabá
O artista é acusado de usar playback em show
![]() |
| Mirosmar e o prefeito de Marabá, Toni Cunha (PL). Foto: redes sociais |
Mirosmar, o Zezé de Camargo ficou um pouco mais abastado nesta virada do ano. Ele abocanhou mais um R$ 1 milhão em suas contas bancárias.
O espetáculo foi classificado
como precário por testemunhas oculares e virtuais. O uso de playback foi o motivo
do desconforto, reporta matéria do Diário do Pará, que esclarece ainda que
mesmo antes do fim da primeira canção, a prefeitura interrompeu a transmissão do
evento em seus canais de comunicação.
Playback é uma artimanha que
adota recurso pré gravado ao invés do valendo do cantador na hora H.
Rusgas entre a União e a gestão
do prefeito do PL, Toni Cunha, precederam o réveillon. A questão era quem iria
pagar o mimo/cachê. Até o ministério publico do estado entrou em campo por
conta da questão.
O show que embalou a chegada de
2026 sucedeu na cidade de Marabá, no sudeste do Pará.
Marabá é considerada a capital da
região sudeste do Pará. A latitude é a mais letal do país quando o assunto é a
luta pela terra. A região concentra o maior
rebanho de bovino do Brasil, onde o município de São Félix do Xingu possui mais
gado que gente.
A conformação territorial é
composta por grandes latifúndios e inúmeros projetos de assentamentos rurais (PAs).
Classes em luta. É a região de maior concentração
de PAs do Brasil.
Farinha pouca meu pirão primeiro
- A média de cachê para os artistas locais é de R$ 3 mil reais. Para um trabalhador
da cultura do município alcançar o cachê recebido por Mirosmar, ele terá de
labutar quase todos os dias do ano.
O valor do cachê somente do
sertanejo chega a representar pelo menos 12,5% do orçamento da pasta de cultura
estabelecido na LOA (Lei Orçamentária Anual) do município, estimado em R$ 8 milhões.
O fato do recurso constar na LOA, não implica que ele será aplicado.
A tática em engordar os
dividendos negociando espetáculos em cidades médias e pequenas no interior do
Brasil consta no portfólio de estratégia da fauna sertaneja. Uma ação coordenada
por frações de classe do mesmo campo da sociedade: a agricultura capitalista e
pares, onde constam chefes de executivos país a fora.
O mesmo setor também se
especializou em captar recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES), como registra a reportagem de 2022, de Célio Turino, publicada
no site Outras Palavras.
Segundo Turino, o setor captou R$320
milhões a partir de empresas recém constituídas, um mês antes da liberação do empréstimo
para gestar as carreiras dos artistas.
A mão grande na cumbuca do
dinheiro público
O cachê de Mirosmar só foi
inferior aos recebidos pelos artistas Ana Castela e Bruno & Marrone, que
receberam R$1,1 milhão, na virada de 2024/2025. Todos os shows realizados em
capitais, esclarece reportagem do site UOL, assinada por Rodrigo Ortega.
O primeiro em São Paulo e o
segundo em São Luís. Cachês milionários
em extremos, uma capital considerada a locomotiva da economia do país, e a
segunda de um estado empobrecido, marcado pela hegemonia de coronéis.
Sobre os cachês milionários
daquela passagem, a reportagem de Ortega realça que Castela e a dupla Bruno &
Marrone, recebiam à época R$ 700 mil e R$600 mil, respectivamente. Contudo,
tiveram os cachês turbinados.
Na fauna sertaneja, o cantor Gustavo
Lima desponta como o maior cachê, R$1,2 milhão. Não à toa, o nicho, ocupa os
primeiros lugares em acesso aos recursos da Lei Rouanet.
A música sertaneja é uma
mercadoria típica do nosso tempo. Um produto criado e difundido em uma cadeia
poderosa que articula o público e o privado para a sua difusão, seja a partir
de grandes conglomerados de mídia, em feiras agropecuárias ou em aniversários de
pequenas e médias cidades em uma simbiose com o que o Brasil possui de mais
reacionário, “os senhores de terras”.
Antigos pensadores já alertavam
que quem controla os meios de produção material, tende a controlar os meios de
produção intelectual. No caso em tela, a tese fica mais que evidente.
O dito popular, assim esclarece o
caso: “ isso é um garimpo sem malária!”
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Postado por rogerio almeida às 1/07/2026 11:36:00 AM 0 comentários
sábado, 20 de dezembro de 2025
Xingu sem água: A pedido do MPF, Justiça obriga Norte Energia a garantir água potável a 635 famílias da Volta Grande do Xingu (PA)
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Postado por rogerio almeida às 12/20/2025 07:04:00 PM 0 comentários
quinta-feira, 18 de dezembro de 2025
Com vitória da direita no Chile, Triângulo do Lítio e metade das reservas globais ficam sob governos alinhados aos EUA; entenda
A vitória de José Antonio Kast no Chile, no segundo turno das eleições presidenciais de outubro, consolida um novo cenário geopolítico na América do Sul. Pela primeira vez desde que o lítio passou a ser considerado um insumo estratégico global, os três países que formam o chamado Triângulo do Lítio – Argentina, Bolívia e Chile – passam a ser governados por presidentes abertamente alinhados aos Estados Unidos e aos interesses do capital transnacional. Leia no Brasil de Fato
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Postado por rogerio almeida às 12/18/2025 10:45:00 AM 0 comentários
Arenas Amazônicas: em Santarém o livro contou com dois lançamentos.
O livro foi lançado em espaço público e em espaço institucional, no Quintal Sapucaia e na Unidade Rondon da Ufopa.
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| Roda de conversa e noite de autografo no Quintal Sapucaia, no dia 03/12. Foto: T.C. Esteves |
Trem Caipira foi a segunda canção executada pela banda musical da Escola Almirante Soares Dutra, durante o lançamento/bate papo do livro Arenas Amazônicas: economia, natureza e sociedade, autoria do professor Rogerio Almeida. O evento ocorreu na noite do dia 03 de dezembro, no espaço cultura Quintal Sapucaia. A tradicional e laureada banda é regida pelo maestro Júlio Eleno.
Tanto a banda, quanto a família Peloso,
que anima o espaço Sapucaia, possuem destaque na cena cultural e política do
município. No concurso de bandas do município, é recorrente a Almirante vencer
na categoria musical, como ocorrido em 2024. Já a família Peloso, entre outras barricadas,
possui destaque junto ao Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR)
e na educação.
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| Rogerio Almeida e o maestro Julio Eleno, Quintal Sapuacia. Foto: T.C. Esteves |
Quinta Geográfica - o
segundo lançamento do livro ocorreu na noite do dia 11, na unidade Rondon, da
Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). Na ocasião o professor participou
de um debate sobre a categoria trabalho, dividindo a mesa com Eusébio Martins, gestor
do aplicativo Urbano, que presta serviço do setor de transporte e o professor
Gilber Cordovil.
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| Mesa de debate no auditório da Unidade Rondon da UFOPA. |
Tais projetos possuem como um dos
eixos orientadores com vistas a maximizar os lucros a precarização do trabalho,
onde a superexploração da mão de obra composta em sua maioria por migrantes é
organizada a partir da terceirização, onde a equação consiste em alargar a
jornada de trabalho e achatar o salário.
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| Auditório da unidade Rondon da Ufopa. |
O livro composto por 13 trabalhos é de livre acesso e pode ser baixado neste LINK.
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Postado por rogerio almeida às 12/18/2025 08:43:00 AM 0 comentários
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
MPF pede suspensão da validade de assembleia sobre licenciamento de terminal hidroviário em Santarém (PA)
Órgão aponta descumprimento de decisão judicial e desrespeito aos protocolos de consulta prévia de comunidades tradicionais
O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal a suspensão urgente da validade da assembleia geral deliberativa convocada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de Santarém (PA) para a manhã desta segunda-feira (15). Leia a íntegra no MPF
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Postado por rogerio almeida às 12/17/2025 09:20:00 AM 0 comentários
Omissão do ITERPA pode resultar em mortes no acampamento Dorothy Stang em Breu Branco, Pará
Eterno barril de pólvora na luta pela terra, o Pará pode ter neste natal uma combinação de despejo e morte em acampamentos de sem terra
A situação é cada vez mais tensa na área do acampamento Dorothy Stang no município de Breu Branco. Desde 2008 que um grupo de 54 famílias lutam pela posse da terra em uma área pública do estado do Pará, que corresponde às fazendas Chama e Santa Inês, com área total de 2.158 hectares.
O imóvel é objeto de grilagem, com o uso de “laranja”, por parte de uma empresária madeireira em Breu Branco de nome Eliene Rodrigues da Silva. Nos últimos dias ela tem intensificado as incursões violentas na área com o uso de pistoleiros, na tentativa de expulsar as famílias, que ocupam a parte da fazenda Santa Inês. Não há liminar de reintegração de posse na área da fazenda Santa Inês.
Em 2012, a fazendeira ingressou no ITERPA com um pedido de regularização da fazenda Santa Inês, com área de 824 hectares, usando o nome de um “laranja”, Arlindo Rodrigues (2012/273440-ITERPA). Em 2021, ignorando a ocupação das famílias em parte do imóvel, o ITERPA entregou o título de propriedade nas mãos de Eliene. Arlindo nunca apareceu.
Ainda no ano de 2012, Eliene entrou com um segundo pedido de regularização, dessa vez da fazenda Chama, com área de 1.334 hectares (processo administrativo 2012/27423). Nesse segundo pedido, usou outro “laranja” de nome Jucilene Carvalho Barros. De acordo com levantamento feito, essa pessoa reside em uma cidade do Mato Grosso. Em relação à fazenda Chama, a empresária madeireira, ingressou com uma ação de reintegração de posse perante a Vara Agrária de Marabá (processo 0806045-72.2019.814.0028), também com o uso da “laranja” Jucilene. Todas as informações das fraudes foram juntadas ao processo, mesmo assim, o juiz da vara agrária de Marabá, deu sentença em favor de Eliene, determinou o despejo imediato das famílias e a proteção jurídica da área em favor empresária. A decisão está pendente de cumprimento.
Em 2021, a associação que representa o acampamento, ingressou com pedido de regularização dos lotes das famílias perante o ITERPA, por se tratar de área pública estadual, ainda sem destinação (Processo nº 2021/975774 - ITERPA). O processo está parado no ITERPA.
De posse de todas essas informações, em 27 de março de 2023, a Associação requereu ao ITERPA o arquivamento do processo de regularização objeto da grilagem, em nome da “laranja” Jucilene. Mesmo assim, o ITERPA mantém o processo de regularização em tramitação. Um segundo requerimento com mais denúncias foi protocolado em junho de 2024, a Associação continua aguardando uma decisão por parte do órgão fundiário.
A Associação ingressou também perante o ITERPA com pedido de cancelamento do título expedido em relação à fazenda Santa Inês, por entender que o
Estado desrespeitou a lei de regularização fundiária que proíbe a titulação de imóveis objeto de conflito. Sem resposta até o momento.
A Associação protocolou também perante a Procuradoria de Justiça do Estado, pedido para que ingressasse com uma Ação Civil Pública, no sentido de requerer a imissão de posse do Estado do Pará no imóvel e, dessa forma, possa promover a regularização da área em nome das famílias. Não há informação se o pedido foi encaminhado.
A ocupação Irmã Dorothy também recebeu a visita da Comissão de Soluções Fundiárias do TJPA, mas o resultado foi totalmente negativo. A comissão tentou apenas mediar um acordo entre as partes envolvidas e a proposta feita para as 54 famílias foi que ficassem com 20% da área e a empresária, acusada de grilagem, ficasse com 80%. As famílias não aceitaram. Então a comissão devolveu o processo para o juiz da Vara Agrária para que fosse cumprida a liminar e despejadas as famílias.
Breu Branco/Marabá, 16 de dezembro 2025.
Associação das famílias da ocupação Dorothy Stang
Comissão Pastoral da Terra – CPT regional Pará
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Postado por rogerio almeida às 12/17/2025 08:37:00 AM 0 comentários
Famílias do acampamento Terra e Liberdade, no Pará, vivem risco de despejo violento às vésperas do Natal
Em um cenário de intensa escalada de tensão, milhares de famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do acampamento Terra e Liberdade, na divisa entre Parauapebas e Curionópolis, no sudoeste do estado do Pará, enfrentam um iminente risco de despejo forçado que pode acontecer nesta segunda-feira (15). Leia mais no site do MST
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Postado por rogerio almeida às 12/17/2025 08:29:00 AM 0 comentários
terça-feira, 16 de dezembro de 2025
Alter do Chão: para frear desmatamento e especulação, MPF recomenda criação de unidade de conservação federal
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) o início imediato de processo para a criação de uma ou mais Unidades de Conservação (UC) federais na região de Alter do Chão, em Santarém (PA). Leia mais no site do MPF
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Postado por rogerio almeida às 12/16/2025 07:59:00 AM 0 comentários
quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
Marco Temporal: o Congresso mais reacionário da história da República vota contra os povos indígenas
Aprovando a PEC do Marco Temporal, o Congresso atinge os povos indígenas, negando direitos originários e normalizando uma violência histórica. Foto: Ludmila Pereira
A Comissão Pastoral da Terra manifesta profunda indignação à aprovação, em dois turnos, da PEC do Marco Temporal pelo Senado Federal. Em pleno ano da COP-30, quando o Brasil se apresenta ao mundo uma imagem de responsabilidade ecológica e respeito aos povos da floresta, o Senado escolhe caminhar na direção contrária ao compromisso com a Constituição, com a Casa Comum e acordos internacionais como a Convenção 169 da OIT. Ao aprovar essa PEC, o Congresso atinge de forma cruel os povos indígenas, negando seus direitos originários e tentando transformar em regra constitucional uma violência histórica que já foi reconhecida como inconstitucional pelo STF. Leia a íntegra da nota da CPT Aqui
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Postado por rogerio almeida às 12/11/2025 06:49:00 AM 0 comentários
MST ocupa maior latifúndio improdutivo no sudeste do Pará
Na manhã desta terça-feira, 09/12, o Acampamento Terra e Liberdade, localizado no sudeste do Pará, ocupa o maior latifúndio da região: o Retiro Bom Jesus, dentro do complexo Santa Maria, em Curionópolis. A ocupação é realizada no dia em que completam 2 anos da tragédia que vitimou nove trabalhadores e trabalhadoras rurais com descarga elétrica e incêndio, durante a instalação de um serviço de internet. Leia a íntegra no site da CPT
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Postado por rogerio almeida às 12/11/2025 06:44:00 AM 0 comentários
terça-feira, 9 de dezembro de 2025
Festival de Cinema do Caeté: Francisco Weyl faz uma reflexão crítica sobre o evento
Ao contrário dos festivais tradicionais, o do Caeté transcorre durante todo o ano
A relação entre o FICCA – Festival Internacional de Cinema do Caeté – e a Mostra Internacional de Cinema Negro (MICINE) não se sustenta em homenagens protocolares ou aproximações circunstanciais. O que une os dois projetos é uma orientação intelectual compartilhada: compreender o cinema como prática crítica, como forma de organização do pensamento político e como ferramenta de resistência estética diante das estruturas que historicamente tentam controlar os modos de ver e narrar o Brasil. Leia a íntegra AQUI
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Postado por rogerio almeida às 12/09/2025 08:58:00 AM 0 comentários
domingo, 7 de dezembro de 2025
Ditadura empresarial militar: general ameaça professor da UFRJ por posição crítica ao regime
Historiador e professor titular da UFRJ, Francisco Carlos Teixeira publicou uma nota em que denuncia intimações judiciais por parte de um general da reserva e ameaças anônimas contra sua vida e integridade física recebidas após criticar figuras da extrema direita.
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Postado por rogerio almeida às 12/07/2025 06:57:00 AM 0 comentários
sábado, 6 de dezembro de 2025
Fórum Permanente sobre Igualdade Racial no município comemorou o avanço e definiu ações de combate à violência contra a juventude negra
A inclusão formal da perspectiva racial no Plano Plurianual (PPA) de Marabá foi celebrada como o principal resultado concreto do trabalho conjunto entre o Ministério Público Federal (MPF) e os coletivos sociais que este ano lançaram o Fórum Permanente sobre Igualdade Racial no município. A conquista foi destacada nesta quinta-feira (4), durante a reunião pública que marcou o encerramento do ciclo anual de atividades do fórum, consolidando a atuação da entidade no combate ao racismo estrutural e à vulnerabilidade da população negra na região. Além do avanço orçamentário, o encontro definiu uma ampla agenda de fiscalização em saúde, educação e segurança pública, como forma de combate à violência contra a juventude negra. Leia a íntegra no MPF
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Postado por rogerio almeida às 12/06/2025 10:14:00 AM 0 comentários
sexta-feira, 5 de dezembro de 2025
MPF recomenda ao Iphan proteção urgente e tombamento de sítios arqueológicos em Santarém (PA)
Recomendação cita riscos da expansão urbana e portuária aos sítios Porto e Aldeia e cobra mapeamento e fiscalização do órgão em 30 dias
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que sejam adotadas medidas urgentes para a proteção e o tombamento dos sítios arqueológicos Porto e Aldeia, localizados na zona urbana de Santarém (PA). A ação visa reduzir os danos causados pelo avanço imobiliário e pela expansão de atividades portuárias sobre o que é considerado o maior complexo arqueológico urbano da Amazônia. Leia mais AQUI
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Postado por rogerio almeida às 12/05/2025 04:43:00 PM 0 comentários















