O objetivo do dossiê é receber trabalhos que reflitam sobre as dinâmicas territoriais nas regiões do Tapajós, Xingue e Araguaia-Tocantins
segunda-feira, 8 de junho de 2026
Capital e fronteiras no Pará: dossiê recebe trabalhos até o fim de julho
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Postado por rogerio almeida às 6/08/2026 10:06:00 AM 0 comentários
Mineração na Amazônia: UEPA sediará seminário a partir do dia 25 de junho
O seminário busca promover o diálogo entre universidades, pesquisadores e movimentos sociais.
Entre 25 a 27 de junho, a Universidade do Estado Pará (UEPA), campus de Belém, sediará o I Encontro de Professores(as) e Pesquisadores(as) sobre o Problema Mineral na Amazônia.
A iniciativa é do Movimento pela
Soberania Popular na Mineração (MAM) em diálogo com as universidades Federal do
Pará (UFPA), Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) e UEPA, que tem como
horizonte a promoção de diálogos com vistas ao fortalecimento de pesquisas
alinhadas com os movimentos sociais.
Possuem relevo neste caso,
situações de conflitos, desafios e contradições associados à atividade
mineradora. Assim como contribuir para a troca de informações e a difusão do
conhecimento tendo base a perspectiva crítica e interdisciplinar.
O evento resulta de uma
trajetória de 11 anos de parcerias construídas, em âmbito nacional, entre o e
pesquisadores/as e professores/as comprometidos com o debate crítico sobre a
mineração no Brasil e nas Amazônias.
Ao longo de suas jornadas o MAM
em parceria com universidades de todo o Brasil, tem produzido uma série de documentos
e livros sobre o tema.
O evento espera reunir militantes
do MAM, docentes do ensino superior, núcleos e grupos de pesquisa, bem como
pesquisadores/as vinculados a cursos e programas de graduação e pós-graduação
dedicados à análise crítica da mineração na região amazônica.
Pretende-se de forma coletiva,
construir leituras, caminhos e uma agenda de atuação que articule a academia,
os territórios em luta frente ao setor mineral e a sociedade amazônica e
brasileira, contribuindo para o fortalecimento da soberania popular na
mineração.
A inscrições para apresentação de
trabalho podem ser realizadas até o dia 12. Saiba mais AQUI
Mineração no Pará – Existe
minério praticamente em todo o estado, – de seixo a ouro -, todavia, até o
momento, Carajás tem se constituído como o principal polo exportador.
O extrativismo mineral possui
relevância na composição da balança comercial do estado do Pará, chegando a
contribuir em patamar que beira casa dos 40% do Produto Interno Bruto (PIB ).
E, responde por cerca de 90% das exportações do estado, onde o minério de ferro
possui destaque, seguido de cobre, manganês e bauxita.
O mesmo minério que pesa na
composição do PIB e nas exportações é
responsável por uma renúncia fiscal expressiva por conta da Lei Kandir (lei
complementar federal n.º 87, de 13 de setembro de 1996), que desonera as
empresas em recolher o Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviço (ICMS) dos
produtos primários e semielaborados.
No cenário de corporações
internacionais que exploram ou reivindicam licença para prospecção mineral
junto à Agência Nacional de Mineração (ANM) em solo paraense, constam a suíça Xstrata, a estadunidense Alcoa,
a francesa Ymeris, a Reinarda, subsidiária da australiana Troy Resourse, a
norueguesa Norsk Hidro, a chilena Codelco, a canadense Belo Sun Mining Corp e a
Vale, esta a de maior musculatura.
A Alcoa explora bauxita em
Juruti, no oeste do paraense desde os anos de 2000. Em processos de licenciamento
ambiental marcados por judicializações. Nos últimos anos a mineradora tem
pleiteado minerar o subsolo do Projeto Agroextrativista (PAE) Lago Grande, no
município de Santarém.
A mesma região vem experimentando
a ampliação da atividade na cidade de Terra Santa, vizinha à Oriximiná, onde a
Mineração Rio do Norte (MRN), explora bauxita desde os anos de 1970.
Ao longo dos anos a modalidade de
política pública para a Amazônia baseada em grande empreendimento tem sido um
indutor de desagregação econômica e social. O fenômeno se manifesta a partir do
rompimento de laços de solidariedade, vizinhança, formas de reprodução
econômica, social e cultural de pescadores, indígenas, trabalhadores rurais,
extrativistas e demais formas da sociodiversidade.
Na região do Xingu, dois
projetos, a hidroelétrica de Belo Monte e a moneradora canadense Belo Sun fazem
parte de um cenário que tem redefinido os territórios já estabelecidos na
Pan-Amazônia.
Tais empreendimentos colocam em
flancos opostos grandes corporações de construtoras de barragens, mineradores,
agricultura capitalista e noutro as populações consideradas tradicionais, numa
lógica secular marcada pela expropriação dos últimos. Para não falar da
atividade garimpeira.
Saiba mais sobre o MAM
Serviço:
I Encontro de Professores(as) e Pesquisadores(as) sobre o Problema Mineral na Amazônia
Local: UEPA, Campus Belém
Período: 25 a 27 de junho
Promoção: Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) e parceiros
Mais informações:
Katiane de Jesus (93) 9 8814-5368
Márcio Zonta - 98 98156-1749
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Postado por rogerio almeida às 6/08/2026 09:51:00 AM 0 comentários
sexta-feira, 5 de junho de 2026
Belém sedia V Feira Estadual da Reforma Agrária
Até o dia 07, Belém será o palco da defesa da reforma agrária
O MST do Pará, inicia hoje, em
Belém, a V Feira da Reforma Agrária. O
evento ocorre na Praça Araújo Martins, no bairro de São Brás e estende até o
dia 07.
No estado mais delicado na disputa
pela terra do País, a jornada visa promover a luta pela reforma agrária, a
defesa da cultura e a resistência do campo para a cidade.
Além da produção orgânica dos
assentamentos, a feira terá apresentação de artistas alinhados na defesa da
reforma agrária, exposição de artesanato, troca de saberes e livros.
Convide a família, os amigos e venha fortalecer quem produz
comida de verdade!
Serviço:
V Feira da Reforma Agrária
📍 Praça Araújo Martins – São Brás – Belém
📅 05, 06 e 07 de junho de 2026
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Postado por rogerio almeida às 6/05/2026 05:28:00 PM 0 comentários
Live pela democracia: coletivo de Santarém/PA promove debate pela democracia com participação de José Genuíno
Inquietos com a onda reacionária que nubla o País, um coletivo
mobilizado a partir do Espaço Cultural Quintal Sapucaia, em Santarém, oeste do
Pará, tem mobilizado esforços na promoção
de um debate qualificado para contemplar tanto a democracia nacional, quanto o
futuro da Amazônia.
Nesta direção, educadores, pesquisadores, profissionais liberais,
sindicalistas, estudantes, artistas, jovens e mulheres iniciam na noite de
hoje, uma rodada de lives. José Genuíno, Florêncio Vaz, com a mediação da
professora Ítala Nepumuceno descortinam o primeiro debate, que reflete sobre a
democracia.
Genuíno possui destaque nacional na defesa democracia desde os
tempos da ditadura empresarial-militar. É ex-deputado federal pelo PT (SP).
Vaz, professor da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e frei
franciscano é um reconhecido ativista junto às causas indígenas no Baixo
Amazonas. Enquanto a mediadora
Nepumuceno tem destacado papel como antropóloga na Universidade Federal do
Amazonas (Ufam).
O evento é híbrido. O presencial terá como espaço o Quintal
Sapucaia. E nas redes pode ser acompanhado no link https://youtube.com/live/H_Z5zjY9ZE4?feature=share,
a partir das 19h.
Serviço
Live – Democracia em Debate
No dia 05 de junho
Horário 19h às 21h
Presencial: Centro Cultural Quintal Sapucaia recebe um debate com:
Debatedores
🎙️ José Genuíno
🎙️ Prof.
Florêncio Vaz (UFOPA)
🎙️ Profª Ítala
Nepomuceno (mediação/Ufam)
📍 Presencial:
Centro Cultural Quintal Sapucaia, (Avenida São Sebastião, 1233)
💻 Transmissão ao
vivo pelo YouTube:
https://youtube.com/live/H_Z5zjY9ZE4?feature=share
📜 Haverá emissão
de certificado e carga horária complementar. Apenas para os que comparecerem
presencialmente.
Inscrições para
certificação:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd0xRixJXQqdC_zCvx4kUk7oRnpTf5zUhtHtnQ_hmWRCOgzww/viewform?usp=publish-editor
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Postado por rogerio almeida às 6/05/2026 05:16:00 PM 0 comentários
terça-feira, 2 de junho de 2026
Lavagem de ouro na Amazônia: relatório elaborado pelo Greenpeace faz a anatomia da fraude
O relatório inédito do Greenpeace Brasil Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude usa dados públicos para detalhar que o principal instrumento utilizado para legitimar o ouro ilegal é a Permissão de Lavra Garimpeira (PLG). A investigação mostra que o regime das PLGs, que deveria funcionar como regulamentação do garimpo artesanal, na prática permite que elas sejam utilizadas como fachada para fraudes em larga escala. Leia mais AQUI
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Postado por rogerio almeida às 6/02/2026 05:10:00 PM 0 comentários
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Lúcio Flávio Pinto presta homenagem ao jornalista Carlos Mendes, falecido no dia 31 de maio
O juiz substituto da 3ª vara da justiça federal em Belém, Pedro Maradei Neto, condenou o jornalista Carlos Mendes a dois anos de detenção por ter colocado no ar a Rádio Tabajara FM, em 2008. Sem ter autorização “das autoridades competentes” para funcionar, a emissora foi considerada clandestina e retirada do ar pela Anatel em agosto de 2010. A partir daí, Mendes, o único responsável pela rádio, foi processado na justiça pelo Ministério Público Federal. Leia mais no site do Lúcio
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Postado por rogerio almeida às 6/01/2026 10:46:00 AM 0 comentários
sábado, 30 de maio de 2026
Fordilândia (PA): MPF condena poder público a recuperar complexo histórico
A Justiça Federal emitiu sentença favorável a pedidos do Ministério Público Federal (MPF) e condenou a União, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o estado do Pará e o município de Aveiro (PA) a promoverem a recuperação e a conservação do conjunto urbano, arquitetônico e paisagístico do distrito de Fordlândia. Leia a íntegra no MPF
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Postado por rogerio almeida às 5/30/2026 07:05:00 AM 0 comentários
quarta-feira, 27 de maio de 2026
Ligas Camponesas: MPF ajuíza ação contra continuidade da violência no campo na PB
O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública, nesta terça-feira (26), contra a União e o estado da Paraíba para responsabilização por graves violações de direitos humanos praticadas contra integrantes das Ligas Camponesas e trabalhadores rurais entre 1964 e 1981. A ação sustenta que a repressão não foi composta por episódios isolados, mas por um sistema organizado de perseguição política, sustentado pela atuação conjunta de agentes estatais e estruturas privadas ligadas ao latifúndio, com efeitos que, segundo o MPF, ultrapassaram o período da ditadura militar e permanecem presentes até hoje. Leia mais no site do MPF
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Postado por rogerio almeida às 5/27/2026 04:44:00 PM 0 comentários
Terra e território: Valter Cruz, professor da UFF, ministra palestra amanhã, na unidade Rondon da Ufopa
Valter
Cruz, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), unidade de Niterói,
ministra na noite do dia 28, a partir das 19h, no auditório Laranjão, do campus Salé,
palestra que sobre terra e território na
perspectiva da ecologia política. O evento integra a agenda de debate do curso
de Geografia da Ufopa.
Ex
coordenador do curso de pós graduação de Geografia da UFF, Valter Cruz é uma referência nacional no
debate em torno do conjunto de ideias em torno do debate da decolonialidade. Paraense do Baixo Tocantins,
Cruz assina vários artigos sobre o tema da colonialidade, além de organização
de livros.
Autor
de vários artigos sobre o debate, o professor refflete que a questão central do
modelo reside em elementos de permanência, onde a colonialidade opera naturalizando as
formas do imaginário de matriz europeia como única forma de relacionamento com
a natureza, com o mundo social e com a própria subjetividade.
Cruz argumenta que a colonialidade
é um resíduo irredutível na formação econômica, política, social e cultural em
nossa sociedade. Ela se manifesta cotidianamente em nossas relações nas mais
variadas maneiras.
Sejam elas políticas, econômicas
e culturais. Ela estabelece padrões de hierárquicos de mando e obediência a
partir de critérios de raça, cor, gênero, sexo, linguagem, imaginário e localização
geográfica.
A conquista do novo mundo é
considerado um marco histórico nesta construção. Ela descortina o projeto civilizatório
eurocêntrico de caráter universalizante e superior, a partir da deia de
ciência, humanismo, Estado e progresso.
Tais amparos ainda hoje orientam
políticas públicas para a Amazônia, onde é recorrente o apelo à ideia de
desenvolvimento e progresso desta matriz em tela, onde as populações locais são
enquadradas como um empecilho, uma pedra no caminho ao processo civilizatório exógeno.
Inscreva-se pelo link: https://forms.gle/25XekttEWvkBND1L6
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Postado por rogerio almeida às 5/27/2026 04:38:00 PM 0 comentários
Dia do Agro: Giovana Girardi analisa a patada da bancada da boiada
Talvez nem nos sonhos de Ricardo Salles a boiada passaria causando tanto estrago. Em dois dias, de baciada, a bancada ruralista na Câmara dos Deputados aprovou e deu encaminhamento a um conjunto de projetos de lei que dificultam a fiscalização de crimes ambientais, reduzem a proteção de vegetação nativa e, de quebra, ainda aumentam os poderes do Ministério da Agricultura. Ações que, juntas, podem abrir caminho para aumentar o desmatamento e piorar as mudanças climáticas. Leia a íntegra na Agência Pública.
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Postado por rogerio almeida às 5/27/2026 10:08:00 AM 0 comentários
Grupo Matheus: a jornalista Flávia Regina faz um mergulho para entender o "milagre" da multiplicação da rede
O que têm em comum o ex-prefeito de Recife, João Campos (PSB), de centro-esquerda, e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), de centro-direita? Ou ainda o governador do Piauí, o petista Rafael Fonteles, e o prefeito de Belém, o emedebista Igor Normando? O governador de Sergipe, o empresário Fábio Mitidieri (PSD) e o ex-prefeito de Maceió, o tucano João Henrique Holanda Caldas, conhecido como JHC em referência ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso? Leia a íntegra na Agência Pública
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Postado por rogerio almeida às 5/27/2026 08:55:00 AM 0 comentários
Julgamento de chacina de Pau d’Arco é retomado no Pará, depois de 9 anos
DEPOIS de quase uma década sem que os acusados fossem levados a júri, o caso da chacina de Pau d’Arco volta ao centro das atenções na terça-feira (26). Nesta data, o TJPA (Tribunal de Justiça do Pará) deve julgar os recursos apresentados pelas defesas dos policiais civis e militares indiciados pelo homicídio de dez trabalhadores rurais, ocorrido em 24 de maio de 2017. Leia a íntegra no site Repórter Brasil
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Postado por rogerio almeida às 5/27/2026 08:39:00 AM 0 comentários
sexta-feira, 22 de maio de 2026
Canaã dos Carajás: a pedido da Vale, Justiça ordena despejo de sem terra pela segunda vez
A disputa envolve sem terra e a mineradora Vale
Após terem sido despejados por ordem do juiz da comarca de Canaã, as famílias do Acampamento Grotão do Mutum enfrentam nova ameaça de despejo, dessa vez, a pedido da VALE.
O acampamento foi transferido para uma área pública federal, de 2.500 hectares, que a Empresa VALE se apropriou ilegalmente no entorno do futuro projeto de mineração Cristalino em processo de implantação pela empresa.
Mesmo o acampamento estando localizado em uma área pública federal, o juiz da comarca local, atendeu o pedido da VALE de concedeu a liminar que autoriza novamente o despejo das famílias, no entanto, decidiu manter a liminar suspensa até que a Comissão do Soluções Fundiárias do TJPA estabeleça um processo de mediação entre as partes em um prazo de 90 dias.
As famílias, representadas pelo STR de Canaã e pela FETAGRI Regional, defendem a proposta de só saírem do local para uma nova área onde serão definitivamente assentadas pelo INCRA.
Canaã/Marabá, 21 de maio de 2026.
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Postado por rogerio almeida às 5/22/2026 07:54:00 AM 0 comentários
sábado, 16 de maio de 2026
Força-tarefa resgata dois trabalhadores em condições análogas às de escravo em Jacundá (PA)
Vítimas estavam submetidas a condições degradantes de trabalho em uma fazenda de criação de gado
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Postado por rogerio almeida às 5/16/2026 08:00:00 AM 0 comentários
quarta-feira, 13 de maio de 2026
Reforma agrária e a defesa do território é tema de seminário dos trabalhadores rurais em Santarém/PA
Ivete Bastos, pres. do STTR, Rosenilce dos Santos, pres. da Feagle e Sara Pereira, técnica da Fase
Passados 45 anos, assim como a
violência como elemento estruturante nos processos de luta pela terra, a pauta
pela defesa da terra, da floresta, dos rios e do território permanece como
bandeira de luta dos/as trabalhadores/as rurais.
Nesta direção do STTR realizou no
dia 12, o seminário sobre a reforma agrária, na sede da instituição. Além da categoria, contou com a presença de
estudantes do curso de Geografia da Universidade Federal do Oeste do Pará
(Ufopa), pesquisadores/as e professores/as, e de técnicos/as da Federação de
Órgãos para a Assistência Social e Educacional (FASE), histórica parceira do
sindicato.
Constavam tanto estudantes do
fluxo normal, quanto os contemplados pelo Programa Nacional de Educação da
Reforma Agrária (Pronera), que soma um quarto de século em 2026. O programa é
dos desdobramentos dos processos de luta das instituições do campo popular,
como esforço para manter o homem no campo.
Auditório do STTR de Santarém/PA
Ivete Bastos, presidenta do STTR,
histórica militante da região, adverte que a efetivação de políticas públicas
que favoreçam a permanência do assentado em seu território representa um grande
empecilho na luta pela defesa terra.
“Eu mesma estou na lista de
beneficiários (RB) do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
(INCRA) desde 2005 e nunca recebi o crédito de fomento lá do assentamento Lago
Grande”. O território figura entre os mais tensos na luta pela terra no município.
A dirigente alertou para a
centralidade que possui a Amazônia, diante das múltiplas que precipita sobre a
sociedade contemporânea, entre elas, a civilizatória e climática. “Cumprimos um
importante papel do uso equilibrado das riquezas há milênios. A nossa relação com a terra não é de
propriedade ou negócio é de trabalho. É de vida. Por isso defendemos o nosso
território e a posse coletiva”, adverte Bastos.
Rosenilce dos Santos, atual
presidenta da Federação das Associações do Projeto de Assentamento Lago Grande
(Feagle), seguindo toada equivale às falas de Bastos, interpreta que “por conta
das inúmeras riquezas que o território agrega, acaba sendo alvo da cobiça de
pescadores clandestinos da própria região e de fora dela, exploradores ilegais
de madeira, grileiros de terra e de grandes corporações, a exemplo da
mineradora estadunidense Alcoa, que tem
pleiteado a todo custo explorar bauxita na região”.
A mineradora opera no município
de Juruti, na divisa com Santarém, desde o começo dos anos 2000. A jornada de
instalação da mineradora é eivada por abusos denunciados pelas populações
afetadas junto aos Ministérios Públicos Federal e Estadual. Na mesma quadra temporal da construção
ilegal do porto da igualmente estadunidense Cargill, na orla de Santarém.
Tais abusos encarnam uma fase
recente da presença do grande capital no Baixo Amazonas. É no começo do século
passado, que o multimilionário Ford
senta na praça na região. A experiência do empresário é considerara a primeira
experiência essencialmente capitalista na região.
Naquela época, assim como hoje, a
anuência do Estado para o saque cumpre papel fundamental. Seja afrouxando
normas, renunciando impostos, concedendo terras e financiamentos ou promovendo
a coerção pública contra as populações locais.
Sobre o caso da Alcoa, a
penalização de secretários da pasta de meio do estado no processo de
licenciamento ambiental configura foi um dos desdobramentos. Tensão que
permanece pelo constante assédio da empresa junto às populações do PAE Lago
Grande, quanto pela drenagem irregular do rio Amazonas. Ambos judicializados no
Ministério Público Federal (MPF).
Assentamentos pressionados
pela grilagem e a mineração
Prof Eneas/UFOPA e a técnica da Fase/RJ, Julianna Malerba
A Amazônia concentra o maior
número de projetos de assentamentos da reforma agrária do País. Em particular o
estado do Pará, com ênfase nas regiões sul e sudeste. As mais violentas quando
o tema é a agudeza da luta pela terra no território.
Os massacres de Corumbiara (RO),
ocorrido em 1995, e o de Eldorado do Carajás (PA), além da mobilização de
várias frentes pela reforma agrária, colaboram para a conformação do cenário. O
Estado brasileiro passou a reconhecer várias áreas ocupadas como PAs. Muitas
delas com histórico de mais de duas décadas. Como ocorre com a luta do PAE Lago
Grande.
Todavia, a descontinuidade de
políticas e a morosidade, entre outros vetores, colaboram para o abandono ou a
negociação dos lotes. O que redunda, na reconcentração da terra nas mãos de
poucos, novamente.
Como advertido pela presidenta da
Feagle, tem-se as constantes pressões e ameaças de vários setores que operam na
fronteira entre o lícito e o ilícito, grandes corporações do mercado mundial,
oligarquias regionais, bem como garimpeiros e facções criminosas.
Eneas Guedes, doutor em Geografia
pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da UFOPA, sobre a
reconcentração da terra nos PAs avalia, assim como as sindicalistas, que a
descontinuidade de políticas públicas como elemento estruturante.
Julianna Malerba, técnica da
Fase, do Rio de Janeiro e membro da Rede Brasileira de Justiça Ambiental
(RBJA), apresentou dados focados no avanço da fronteira mineral, geração de
energia e obras de infraestrutura, com foco nas grandes corporações.
Malerba apresentou dados
preliminares sistematizados pela Coalizão Terra é para Plantar e Proteger. Eles
apontam que: i) 18.276 processos
minerários incidem sobre assentamentos; ii) 4.691 assentamentos possuem áreas
sobrepostas a processos minerários; iii) 256 assentamentos são afetados por projetos de
energia, e iv) 2.884 assentamentos estão afetados por infraestrutura logística.
Acesse o estudo AQUI
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Postado por rogerio almeida às 5/13/2026 08:05:00 PM 0 comentários
segunda-feira, 11 de maio de 2026
STTR de Santarém realiza seminário Reforma Agrária e Direitos Territoriais
O Seminário Reforma Agrária e Direitos territoriais, que acontecerá no dia 12 de maio (terça-feira), em Santarém (PA), é uma iniciativa do Sindicato de Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras familiares de Santarém, da Feagle, Federação do PAE Lago Grande e da FASE Amazônia, organização de educação popular. O evento será realizado no auditório do STTR de Santarém e contará com mesas de debate, presença de representantes dos Ministérios Públicos e do Incra, apresentação do café agroecológico, além de exposição de vídeos e fotografias que mostram a realidade dos assentamentos de reforma agrária da região. Leia a íntegra no site da FASE
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Postado por rogerio almeida às 5/11/2026 09:40:00 AM 0 comentários
terça-feira, 5 de maio de 2026
MPF cobra providências de autoridades contra cerco policial a acampamento em área federal em Marabá (PA)
Movimentos sociais apontam restrição ao acesso à água e alimentos, além de atuação de civis armados
O Ministério Público Federal (MPF) expediu ofício na noite deste domingo (3), em caráter de urgência, requisitando providências ao governo do estado do Pará e às autoridades estaduais de segurança pública para garantir a imediata desobstrução do acesso a itens essenciais no acampamento Maria da Glória, situado em Marabá (PA).
Segundo movimentos sociais de defesa da reforma agrária, o local encontra-se sob cerco policial que está impedindo a entrada de água, alimentos e medicamentos destinados às famílias assentadas, afetando diretamente grupos vulneráveis, como crianças, idosos e gestantes. Leia a íntegra no site do MPF
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Postado por rogerio almeida às 5/05/2026 08:25:00 AM 0 comentários
Garimpo ilegal em Jacareacanga: pesquisadores da UEPA e da ONG Mãe Crioula apresentam relatório sobre retirada de intrusos
Tênue fronteira entre público e privado, lícito e
ilícito em espiral de transbordamento de violências constam nas digitais de
certidão de nascimento do País. Tudo forjado pelos pilares mais profundos de
privilégios, a partir de redes econômicas, políticas, culturais e sociais que
articulam o local ao global, em um eterno contínuo de apropriação privada do
Estado por frações da classe burguesa, já dizia, em certa medida, Chico de
Oliveira, em “Reconquista da Amazônia (1994)”, texto que não economiza em ironia
e nome de cardeais.
O argumento sobre a acumulação originária é a chave
interpretativa mobilizada por Oliveira, onde lá pela página 12, sobre as redes
interativas destes variados circuitos, ele dispara sem dó ou piedade: “[...] o
mesmo canal que serve para desovar cocaína, desova ouro, cassiterita, madeiras,
lava dólares do tráfico, subfatura nas exportações e superfatura nas
importações da Zona Franca de Manaus”.
Já que estamos em tempo de copa do mundo, o
professor usa a alegoria para escalar o escrete de ilicitudes, onde: “Numa
ponta, um alto executivo da Paranapanema, na meia direita, um deputado federal
ligado ao narcotráfico (que combina com o exercício de pastor de almas), na
meia esquerda, o contrabandista do garimpo e o madeireiro, e na ponta esquerda
o cartel de Medellin.”
Oliveira arremata que é desse cipoal de violência
privada, que forja representações de interesses (pois elege deputados e
senadores) no Congresso e nas grandes empresas estatais, Passarinhos, Barbalhos
e Mestrinhos, elegantes e refinados Lacombes, Associações de Empresários da
Amazônia (que têm sede em São Paulo), ações na bolsa entre as mais valorizadas
[....].
Em síntese, espaços dito normativos da política e
da economia acodem no processo em metamorfosear ilegalidades da atividade
garimpeira, entre outras.
Neste cenário, a extração mineral do ouro ocupa
centralidade na economia de Jacareacanga, adverte o relatório sobre desintrusão
(retirada de intrusos) em terras indígenas do povo Munduruku na cidade de
Jacareacanga, sudoeste paraense.
O documento é coordenado pelos pesquisadores Aiala
Colares e Fabiano Bringel, do curso de Geografia, da Universidade do Estado do
Pará (UEPA) e da ONG Mãe Crioula, que sinalizam que há uma minero-dependência do município com
relação a exploração ilegal do ouro. Bruno Malheiro (UFPA) é o pesquisador convidado e uma farta equipe de trabalho de campo.
O trabalho adota como amparo teórico os circuitos
espaciais de produção pensado por Milton Santos. Eles correspondem às
diferentes etapas pelas quais um produto percorre, desde o início do processo
produtivo até sua inserção no consumo final.
Além da extração ilegal de minério, o caleidoscópio
de ilegalidades contempla ainda grilagem de terras, atividade madeireira e
pecuária em boa parte da região amazônica. Seja a porção da Amazônia brasileira
ou não.
Como sugere o relatório em sua parte de
contextualização, as atividades mobilizam uma geografia que ativa processos
migratórios em diferentes escalas: local, regional, nacional e Panamazônica.
No caso nacional, há proeminência de nordestinos
com ênfase em maranhenses. Pará e Maranhão rivalizam em precários indicadores
sociais, violência no campo, desmatamento, trabalho análogo à escravidão e por
aí vai.
24.042 é a população do município de Jacareacanga.
Deste total, estima-se que 57% sejam indígenas. Um caso único na
geografia brasileira, apontam os números do derradeiro censo do IBGE (2022).
No caso da exploração de ouro, a cidade dialoga com os municípios
vizinhos, onde constam Itaituba, Novo Progresso, Trairão e Novo Progresso,
entre outros.
Jacareacanga opera como um nó urbano estratégico em
redes ilícitas e semi-ilícitas que articulam garimpos situados em áreas rurais
e terras indígenas, rotas fluviais e aéreas, e o comércio de ouro,
combustíveis, equipamentos e serviços, alerta o relatório.
Ambiente perfeito para argumento de série policial,
como o faz Edir Augusto Proença em sua literatura sobre o universo paralelo
paraense. Crime ao tucupi desprovido de gourmetização.
Ainda que o relatório não mencione, as relações
familiares, de amizade e de compadrio tendem ao esgarçamento quando do anúncio
de obras de infraestrutura do governo, projetos privados, exploração de ouro e
afins.
Assim sucedeu com a construção da hidroelétrica de
Belo Monte em Altamira, exploração de ouro em Novo Progresso e exploração
mineral em Carajás, sudeste do Para e em Juruti sudoeste do estado, entre
outras situações.
No caso de Novo Progresso, a ação ilegal de garimpeiros
promoveu a cisão entre contrários e alinhados à exploração do ouro no povo Kayapó na Terra Indígena (TI) Baú. O cardápio de
danos da exploração ilegal é extenso. Passa por questões ambientais, a exemplo
do desmatamento e a contaminação dos rios por mercúrio, violência, alcoolismo e
outras drogas.
Incremento da violência, alcoolismo, prostituição e
bolsões de miséria – seja por conta do processo migratório ou da desintrusão -
são outros elementos na composição da aquarela. Quando do pico das obras da
construção de Belo Monte, a cidade de Altamira ocupou o topo entre os
municípios mais violentos do Brasil.
Desintrusão
O comitê interministerial de desintrusão de terras
indígenas foi instituído em setembro de 2023, pelo decreto n.11.702 com a
missão em planejar, coordenar e operacionalizar medidas para efetivar o direito
dos povos indígenas ao usufruto exclusivo de seus territórios.
A desintrusão pode representar um grande
gargalo/nó/calcanhar de Aquiles?? O relatório sobre desintrusão adverte que ao
mesmo tempo que colabora para reestabelecer a configuração do território, cria
problemas de ordem humanitária por conta da efetivação de bolsões de miseráveis
no entorno na cidade, o que sobrecarrega a já precária estrutura de serviços do
município.
A ação dos garimpos ilegais não se restringe a
territórios indígenas. Abrange ainda várias modalidades de assentamentos da
reforma agrária e unidades de conservação sob a responsabilidade tanto do
governo federal, quanto do estadual.
Equacionar tal situação desponta como tarefa
hercúlea, que demanda ação integrada entre os vários níveis do governo de forma
continuada, tanto nos processos de fiscalização, quanto no equacionamento
de outras demandas que envolvem a organização, educação, produção, segurança,
saúde, fomento de oportunidades que contemplem jovens e mulheres, entre outras
questões.
Com pouco de mais 100 páginas, em percurso que
contempla revisão bibliográfica, atividade de campo – sempre algo oneroso e
arriscado – registro fotográfico, produção de mapas, quadros e figuras
ilustrativas a partir do uso da IA, o documento apresenta um quadro delicado
para que se alcance a superação da minero-dependência do município ilegal de
ouro no município.
Sobre a ação estatal, o documento avalia que tem sido marcada pela seletividade e pela descontinuidade, que, ao invés de enfrentar as bases econômicas e territoriais da ilegalidade, acaba por reforçar ciclos recorrentes de conflito, violência e vulnerabilização dos territórios e dos modos de vida do povo Munduruku.
O relatório pode ser baixado AQUI.
Acompanhe o lançamento do relatório no dia 11.
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Postado por rogerio almeida às 5/05/2026 08:19:00 AM 0 comentários
Comissão Pró Índio alerta sobre expansão da mineração em Oriximiná/PA e vizinhança
A exploração da bauxita em Oriximiná se dá pela Mineração Rio do Norte (MRN),
uma sociedade anônima de capital fechado, que tem como acionistas as empresas
Glencore (45% das ações), South32 (33%) e Rio Tinto (22%). A MRN é a maior
produtora e exportadora de bauxita do Brasil. O minério extraído em Oriximiná
representa 40,17% da produção nacional.
As operações da MRN consistem na extração do minério, beneficiamento, transporte ferroviário, secagem e embarque de navios. Em 2024, a MRN embarcou 13,1 milhões de toneladas de bauxita, sendo 9,8 milhões de toneladas para o mercado interno e 3, 3 milhões para o mercado externo. No mesmo ano, segundo o Relatório de Administração da empresa, foram vendidas 12,7 milhões de toneladas, sendo 62% destinadas para refinarias brasileiras, 18 % para América do Norte, 14% para Europa e 6% para a Ásia. Leia a íntegra AQUI
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Postado por rogerio almeida às 5/05/2026 07:58:00 AM 0 comentários
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Trabalho no Pará: observatório da UFPA apresenta relatório sobre cenário no estado
No Pará, os números revelam um mercado de trabalho estruturalmente mais frágil. Apesar da queda do desemprego (de 8,7% para 5,8% ao longo de 2025), a informalidade segue elevada, o desalento atinge 3,7% da força de trabalho – bem acima da média nacional – e os jovens de 18 a 24 anos enfrentam as maiores taxas de subutilização. Enquanto o comércio e a administração pública concentram a ocupação, a indústria de transformação encolhe, e o rendimento médio real no estado (R$ 2.487 no último trimestre) corresponde a apenas 71% do rendimento nacional, com trabalhadores domésticos e por conta própria recebendo menos da metade da média brasileira. Leia a íntegra AQUI
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Postado por rogerio almeida às 5/01/2026 07:12:00 PM 0 comentários