A obra foi lançada durante a programação do I Encontro de professoras e professores pesquisadores na mineração da Amazonia nos dias 25 a 27 de junho em Belém do Pará, o livro “A RENDA DA MINERAÇÃO- a economia política do subsolo brasileiro”. Editorial iGuana, 2026.
Organizado por Giliad de Souza
Silva e Charles Trocate, a obra reúne sete estudos que partem da teoria
marxiana da renda da terra para analisar a economia política da mineração
brasileira.
A análise dos capítulos converge
para um diagnóstico comum: a Compensação Financeira pela Exploração Mineral
(CFEM), instrumento pelo qual o Estado se apropria de parcela da renda gerada
pelo subsolo, está estruturalmente subdimensionada.
No Pará, a remuneração do capital
responde por 95,2% do Valor Adicionado Bruto da indústria extrativa de minério
de ferro, ao passo que salários e impostos somados ficam abaixo de 5%.
Municípios receptores de royalties, como Parauapebas e Oriximiná, apresentam
indicadores de desenvolvimento humano aquém da média estadual.
Os estudos demonstram que esse
resultado decorre de um modelo de exploração projetado para a extração e
concentração de renda. A financeirização das grandes mineradoras, a captura
regulatória exercida pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) sobre o
aparato estatal, a isenção fiscal garantida pela Lei Kandir e a lógica do lucro
por expropriação compõem uma arquitetura política e jurídica que transfere
sistematicamente ao capital privado a riqueza gerada por um bem público.
Cada capítulo ilumina uma
dimensão específica desse dispositivo: a rolagem do capital e o horizonte do
controle social; a teoria da renda mineral e o contrato fundiário em Marx; a
taxonomia do rentismo no capitalismo contemporâneo; a renda diferencial nas
minas de Carajás; os limites dos royalties como instrumento de desenvolvimento;
a financeirização no Pará; e o papel do IBRAM como aparelho privado de
hegemonia.
A obra dirige-se a pesquisadores
de economia política, aos pesquisadores e pesquisadoras do problema mineral
brasileiro, aos afetados e afetadas nas territorialidades urbanas e rurais que
esta fase incontrolável da mineração conturba sem assinalar publicamente o seu
significado, seja na forma como também nos seus resultados, se dirige aos
gestores públicos e movimentos sociais comprometidos com a soberania popular
sobre os bens minerais do povo brasileiro.
Acesse a obra AQUI
Divulgação da editora Iguana.






0 comentários:
Postar um comentário