sexta-feira, 12 de junho de 2026


Enquanto povos do mundo todo comemoram a riqueza dos encontros entre culturas nos estádios da Copa do Mundo de Futebol, uma campanha que será lançada em Belém (PA) convida a população a seguir sempre celebrando e colocando em prática o respeito, a inclusão e a proteção de pessoas estrangeiras, refugiadas e apátridas que vivem no estado. O lançamento oficial da campanha será nesta segunda-feira (15), das 9h às 11h, na sede do Ministério Público Federal (MPF), localizada na rua Domingos Marreiros, 690, no bairro do Umarizal. Leia a íntegra no MPF

“Os Povos Indígenas e o Futuro”: Cartilha une quadrinhos, fuga do capitalismo e a retomada da Terra pela terra


Em meio ao avanço das mudanças climáticas antrópicas, à escalada da desigualdade e ao esgotamento do modelo capitalista de produção, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) lança uma ferramenta pedagógica, em história em quadrinhos, que pode ser utilizada como um manifesto e um compêndio de saberes tradicionais: a cartilha “Os Povos Indígenas e o Futuro”. Baixe a cartilha AQUI

Transamazônica e BR 163: projeto 50+50 lança livros e documentários em Santarém/PA

Afã de integrar Amazônia levou a desmatamento e morte de índios -  27/06/2020 - Poder - Folha

Lançamento de livros, palestras, exibição de documentários, entrega da comenda Avelino Ganzer, entre outras atividades, agita a devolutiva do projeto Transamazônica e BR 163 50+50, no dia 12.  A agenda inicia no auditório da Ufopa, campus Salé, em Santarém, passa pelo João Fona e Alter do Chão.  Acesse a íntegra da programação AQUI

Volkswagen é condena a pagar indenização de R$ 2 milhões por trabalho escravo no Pará

Foto: Wolfgang Weihs/picture alliance

A Vara do Trabalho de Redenção (PA) proferiu uma decisão histórica, nesta quinta-feira 11 de junho de 2026, ao condenar a Volkswagen do Brasil ao pagamento de R$2 milhões em indenização por danos morais e existenciais a um trabalhador submetido a condições análogas à escravidão na Fazenda Vale do Rio Cristalino, em Santana do Araguaia (PA), durante a década de 1980. Leia a íntegra no site da CPT

2 mil famílias ocupam o INCRA de Marabá/PA

Desde o dia 11 de abril deste ano, 2 mil famílias dos movimentos populares da luta pela Reforma Agrária Popular do campo e cidade, entre eles do MST, ocupam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), na Superintendência Regional do Sudeste do Pará (SR-27), no município de Marabá. Leia mais no MST

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Capital e fronteiras no Pará: dossiê recebe trabalhos até o fim de julho

 O objetivo do dossiê é receber trabalhos que reflitam sobre as dinâmicas territoriais nas regiões do Tapajós, Xingue e Araguaia-Tocantins



Fronteiras amazônicas: a permanência do avanço do capital no oeste, sudoeste e sul/sudeste do estado do Pará, nomeia o dossiê proposto pelos professores Carla Giovana Rocha (UFPA-Altamira), Fernando Michelotti (Unifesspa-Marabá-PA), Haroldo Souza (Unifesspa-Marabá-PA) e Rogerio Almeida (Ufopa-Santarém/PA), a partir da publicação Terceira Margem Amazônia (Qualis B1). Os trabalhos serão recebidos até o fim de julho. Leia o edital AQUI ou acesse o QRcode na imagem. 

Mineração na Amazônia: UEPA sediará seminário a partir do dia 25 de junho

 O seminário busca promover o diálogo entre  universidades, pesquisadores  e  movimentos sociais. 


Entre 25 a 27 de junho, a Universidade do Estado Pará (UEPA), campus de Belém, sediará o I Encontro de Professores(as) e Pesquisadores(as) sobre o Problema Mineral na Amazônia.

A iniciativa é do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) em diálogo com as universidades Federal do Pará (UFPA), Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) e UEPA, que tem como horizonte a promoção de diálogos com vistas ao fortalecimento de pesquisas alinhadas com os movimentos sociais.  

Possuem relevo neste caso, situações de conflitos, desafios e contradições associados à atividade mineradora. Assim como contribuir para a troca de informações e a difusão do conhecimento tendo base a perspectiva crítica e interdisciplinar.  

O evento resulta de uma trajetória de 11 anos de parcerias construídas, em âmbito nacional, entre o e pesquisadores/as e professores/as comprometidos com o debate crítico sobre a mineração no Brasil e nas Amazônias.

Ao longo de suas jornadas o MAM em parceria com universidades de todo o Brasil, tem produzido uma série de documentos e livros sobre o tema.

O evento espera reunir militantes do MAM, docentes do ensino superior, núcleos e grupos de pesquisa, bem como pesquisadores/as vinculados a cursos e programas de graduação e pós-graduação dedicados à análise crítica da mineração na região amazônica.

Pretende-se de forma coletiva, construir leituras, caminhos e uma agenda de atuação que articule a academia, os territórios em luta frente ao setor mineral e a sociedade amazônica e brasileira, contribuindo para o fortalecimento da soberania popular na mineração.

A inscrições para apresentação de trabalho podem ser realizadas até o dia 12. Saiba mais  AQUI

Mineração no Pará – Existe minério praticamente em todo o estado, – de seixo a ouro -, todavia, até o momento, Carajás tem se constituído como o principal polo exportador.

O extrativismo mineral possui relevância na composição da balança comercial do estado do Pará, chegando a contribuir em patamar que beira casa dos 40% do Produto Interno Bruto (PIB ). E, responde por cerca de 90% das exportações do estado, onde o minério de ferro possui destaque, seguido de cobre, manganês e bauxita.

O mesmo minério que pesa na composição do PIB e nas exportações  é responsável por uma renúncia fiscal expressiva por conta da Lei Kandir (lei complementar federal n.º 87, de 13 de setembro de 1996), que desonera as empresas em recolher o Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviço (ICMS) dos produtos primários e semielaborados.

No cenário de corporações internacionais que exploram ou reivindicam licença para prospecção mineral junto à Agência Nacional de Mineração (ANM) em solo paraense, constam a suíça Xstrata, a estadunidense Alcoa, a francesa Ymeris, a Reinarda, subsidiária da australiana Troy Resourse, a norueguesa Norsk Hidro, a chilena Codelco, a canadense Belo Sun Mining Corp e a Vale, esta a de maior musculatura.

A Alcoa explora bauxita em Juruti, no oeste do paraense desde os anos de 2000. Em processos de licenciamento ambiental marcados por judicializações. Nos últimos anos a mineradora tem pleiteado minerar o subsolo do Projeto Agroextrativista (PAE) Lago Grande, no município de Santarém.

A mesma região vem experimentando a ampliação da atividade na cidade de Terra Santa, vizinha à Oriximiná, onde a Mineração Rio do Norte (MRN), explora bauxita desde os anos de 1970.   

Ao longo dos anos a modalidade de política pública para a Amazônia baseada em grande empreendimento tem sido um indutor de desagregação econômica e social. O fenômeno se manifesta a partir do rompimento de laços de solidariedade, vizinhança, formas de reprodução econômica, social e cultural de pescadores, indígenas, trabalhadores rurais, extrativistas e demais formas da sociodiversidade.

Na região do Xingu, dois projetos, a hidroelétrica de Belo Monte e a moneradora canadense Belo Sun fazem parte de um cenário que tem redefinido os territórios já estabelecidos na Pan-Amazônia.

Tais empreendimentos colocam em flancos opostos grandes corporações de construtoras de barragens, mineradores, agricultura capitalista e noutro as populações consideradas tradicionais, numa lógica secular marcada pela expropriação dos últimos. Para não falar da atividade garimpeira.

Saiba mais sobre o MAM

Serviço: 

I Encontro de Professores(as) e Pesquisadores(as) sobre o Problema Mineral na Amazônia

Local: UEPA, Campus Belém

Período: 25 a 27 de junho

Promoção:  Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) e parceiros

Mais informações:

Katiane de Jesus (93) 9 8814-5368

Márcio Zonta - 98 98156-1749