terça-feira, 19 de março de 2019

Teia de Comunicação Popular do Brasil completa um ano

Coletivo de comunicadores aglutina ativistas de Norte a Sul do país

Roda de conversa no lançamento da Teia, durante o FSM. Foto de Joka Madruga



De norte a sul do Brasil, existem muitas e diferentes experiências de comunicação contra-hegemônica. São jornais impressos, blogs, sites, coletivos de fotografia, programas de rádio e de TV que se dedicam a divulgar informações a partir da perspectiva dos trabalhadores, quilombolas, povos originários, sindicalistas, sem-terra, sem-teto e artistas populares. Pelas lentes dessas iniciativas, é possível conhecer o Brasil que sofre com a opressão, mas que também se organiza na resistência e na luta por direitos. Leia mais AQUI

segunda-feira, 18 de março de 2019

Barragens de rejeitos da Vale no Pará: movimento agenda encontro para abril em Canaã dos Carajás


Em abril Canaã dos Carajás recebe encontro sobre os impactos da Vale

Foto: Ocupação da Ferrovia de Carajás/Evandro Medeiros      

Redução do território da agricultura camponesa, conflitos agrários, abastecimento de água, e poluição de variadas formas foram alguns dos pontos debatidos reunião realizado no sábado, na Vila de Bom Jesus, no município de Canaã dos Carajás, no sudeste do estado do Pará.

O município abriga o maior projeto de exploração da Vale, o S11D, extrai ferro de alto teor de pureza. O movimento social do estado do Pará tem promovido vários diálogos com os afetados do estado de Minas Gerais, marcado por dois crimes da mineradora com relação a barragens.

A realização de um encontro para refletir sobre os impactos dos projetos da Vale e a consolidação de uma agenda comum de enfrentamento são alguns dos encaminhamentos da reunião ocorrida no ultimo sábado, 16. Leia a integra da memória do encontro AQUI

sexta-feira, 15 de março de 2019

Barragens da Vale no Pará: riscos serão discutidos amanhã, 16, em Canaã dos Carajás


Canaã dos Carajás abriga o maior projeto de mineração da Vale



Amanhã, dia 16, na Vila de Bom Jesus, no município de Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará, trabalhadores rurais e moradores em geral discutem os riscos da barragem do Projeto Sossego, da mineradora Vale.

A iniciativa é do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Canaã dos Carajás e da ONG com mais de 30 anos de atuação na região,  o Centro de Educação, Pesquisa e Assessoria Sindical e Popular (Cepasp). 

Com investimentos estimados aproximadamente em  U$$ 500 milhões, foi inaugurado com toda pompa e circunstancia no ano de 2004.

O projeto que explora cobre é festejado no site da corporação como exemplo de responsabilidade social.  A produção estimada por ano é de 140 mil toneladas.

O município abriga o maior projeto de mineração da Vale, o S11D, que extrai minério de ferro, e deve conceder ao Pará a liderança no setor, superando o estado de Minas Gerais. 

Para viabilizar o projeto a mineradora duplicou a Estrada de Ferro de Carajás, incrementou estações de transbordo e as instalações portuárias em São Luís, no Maranhão. 

Trata-se do maior trem do mundo, com 330 vagões, puxados por quatro locomotivas que operam diuturnamente para alimentar o mercado asiático e aprofundar a condição colonial da região. 

A mineração afeta a vida de populações camponesas, indígenas e quilombolas nos estados do Pará e Maranhão. 




Latitude Amazônia: publicação eletrônica visa promover um debate crítico sobre a região.




Marcos Colón, o realizador e  professor da Universidade de Madison, nos EUA é o ponta de lança da revista eletrônica Latitude Amazônia.  

Ela acabou de cair na rede com a intenção em promover uma reflexão critica sobre os problemas que afligem a hileia.

O principio é possibilitar a publicação de artigos analíticos sobre a região de estudantes, professores e pesquisadores a partir de um cardápio interdisciplinar.

Os trabalhos podem ser lidos em seis idiomas. Além do português, espanhol, inglês, francês, alemão e russo.

Eu colaboro com um pequeno artigo que trata sobre o delicado momento de incertezas que nubla os nossos dias. Ele pode ser acessado AQUI.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Caso Lago do Maicá - conheça todas as notas contra a decisão da Câmara de Vereadores e do prefeito Nélio Aguiar



Ao apagar das luzes de 2018 um ato combinado e covarde  entre o Legislativo e o Executivo do municipal mandaram às favas todo o processo de revisão do Plano Diretor do município de Santarém.  Os poderes acenaram positivamente ao  agronegócio ao liberar a construção de um complexo portuário na área do Lago do Maicá.  A decisão desrespeitou a assembleia final da revisão do plano, que acenou para a manutenção da área sem a estrutura que deve servir à logística de infraestrutura da produção de grãos do Brasil Central. 

A medida dos poderes repercutiu negativamente na cidade, no país, e mesmo no exterior. Por conta da decisão dos poderes legislativo e executivo do município, considerada arbitrária, vários setores da sociedade produziram notas em oposição aos poderes. Neste conjunto, temos desde setores da Igreja Católica, setores ligados ao urbanismo, professores de universidades centrais do país, a exemplo da USP, Ufscar,  grupo de professores da UFOPA, ONGs, entre outras.  Conseguimos acessar 15 destas notas.

Sobre a decisão do legislativo e o executivo local, o Sindicato dos Sociólogos do Estado do Pará (2018), critica:
A Câmara de vereadores de Santarém ao decidir pela autorização de obras portuárias no Maicá, passou por cima da Plenária final de Revisão do Plano Diretor Participativo, que reprovou a ideia. De nada valeram meses de intensos debates entre os mais diversos setores da sociedade – empresariais, acadêmicos, entes públicos e organizações sociais. Com a decisão, a Câmara demonstra não ter compromisso com os anseios da população e atua na contramão do desenvolvimento com sustentabilidade social, econômica e ambiental.  
           
Já o manifesto animado pela professora da USP, Erminia Maricato, que contou com a adesão de professores da UFRJ, Adauto Cardoso, UFPR, José Ricardo Vargas de Faria, UFSC, Maria Inês Sugai, entre outros, declara que:
A conferência municipal ocorrida nos dias 23 e 24 de novembro de 2017 foi, sem dúvidas, o fórum mais representativo do exercício da cidadania ativa pelas moradoras e moradores de Santarém. Estiveram presentes diversos segmentos da sociedade civil: associações de moradores, empresários, ambientalistas, pastorais, movimento indígena, quilombola, diversos coletivos, estudantes, professores, entre outros. Todas essas pessoas construíram esse espaço como forma de contribuir para discussões acerca do planejamento urbano da cidade, ações que impactam diretamente em suas vidas cotidianas. Nesse fórum, ficou registrada a rejeição do projeto de transformar a Área de Proteção Ambiental do Maicá em área portuária devido às evidentes consequências predatórias ao meio ambiente e às populações cujo sustento depende dos recursos naturais existentes na área.

A nota de repúdio da Federação das Associações de Moradores e Organizações Comunitárias de Santarém (Famcos), entidade que integrou a comissão executiva do processo de revisão do Plano Diretor, salienta que dos 21 vereadores que compõem a Câmara Municipal, somente três participaram de forma esporádica das jornadas de debates.  A Famcos esclarece que:
Na Conferência final do processo de revisão do Plano Diretor, duas propostas divergentes e relacionadas à questão portuária foram apresentadas. Numa delas, o agronegócio queria para si o Lago do Maicá, especificamente para a construção de um complexo portuário. Na outra proposta, defendida pela sociedade civil organizada e pelos movimentos sociais, priorizava-se o Lago do Maicá como área de pesca artesanal, turismo de base comunitária e também para embarque e desembarque de pequenos barcos. E foi esta segunda proposta a aprovada pela ampla maioria das pessoas presentes, em sintonia com as regras e com a dinâmica do Plano Diretor Participativo (PDP) que estava sendo conduzido pela própria prefeitura de Santarém. A vitória da proposta defendida pelos movimentos sociais não foi digerida pelos representantes do agronegócio que saíram ameaçando reverter a situação quando a votação do texto final na Câmara de Vereadores.
           
O caso repercutiu internacional a partir do artigo bilíngue assinado por Marcos Colón, publicado às vésperas do Natal. Colón é professor do Departamento de Português e Espanhol e membro do Center for Culture, History and Environment (CHE) do Nelson Institute for Environmental Studies, da Universidade de Wisconsin-Madison. Nele, o professor adverte sobre o risco da região vir a se tornar uma commoditie. Leia AQUI

A decisão da Câmara de Vereadores em atender a demanda do setor do agronegócio e o respectivo endosso do prefeito Nélio Aguiar convergem de forma direta para o contexto da fragilidade da democracia nacional. Bem como para o ambiente de reinserção da região aos circuitos mundiais de trocas desiguais, no qual é premissa pétrea a fragilização dos marcos jurídicos formais que, de certa forma, garantem os processos democráticos de revisão do Plano Diretor municipal.

Como bem analisado pelo antropólogo Alfredo Wagner Berno de Almeida ao tratar de agroestratégias, o setor visa a fragilizar ou suprimir os direitos das populações consideradas, no campo da antropologia, como tradicionais, destaque aqui para os remanescentes de quilombolas.

Acesse todas as notas AQUI

Livro sobre migração, luta pela terra e educação do campo será lançado em seminário da Unifesspa, nesta sexta,22


A educação é a face mais expressiva no processo de luta pela terra no sul e sudeste do estado do Pará. A região considerada a mais violenta do país, é onde mais se matou camponeses e seus apoiadores. São casos considerados clássicos as execuções da família ´Canuto e do sindicalista Expedito Ribeiro e de Raimundo Ferreira Lima (Gringo).

As regiões constituem-se como lócus marcado pelas políticas de integração do regime ditatorial do século passado. Políticas que reconfiguraram as feições territoriais, econômicas, sociais, culturais e políticas. 

Desta forma, grandes projetos, a exemplo da construção da hidrelétrica de Tucuruí, a exploração mineral em Carajás, e a edificação de rodovias federais descortinaram um novo momento histórico marcado pela inserção subordinada aos grandes mercados mundiais. 

Boa parte destes contextos estão registrados em pesquisas de inúmeras universidades da região, do país e mesmo mundiais. Neste memorial, educadores, camponeses, na condição de migrantes narram a sua própria saga. A maioria é oriunda da região do Nordeste, ênfase do estado do Maranhão. Aportaram na Amazônia fugidos da seca de forma espontânea ou induzida, numa perspectiva de frear as tensões sociais daquela região. 

Trata-se de uma relato comovente e vivo para quem a universidade pública sempre foi um muro muito alto, quase intransponível. Os 13 relatos aqui elencados, com predominância para a presença de mulheres, materializam uma nuance da luta pela terra e pela democratização da educação em diferentes níveis. 

Neste memorial sobre a luta pela terra nos castanhais da Amazônia Oriental, os educadores do campo subvertem a ordem da condição subordinada, e se afirmam como protagonistas e narradores da sua própria história.

As narrativas são fragmentos dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) da turma de 2011, do curso de Licenciatura Plena em Educação do Campo (LEPC), do Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica (PARFOR), da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa).

A organização do livro é dos professores Rogerio Almeida, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA, Haroldo de Souza (Unifesspa) e da educadora Luciana Barbosa de Melo, com edição e revisão de texto da professora e doutorando em Antropologia da UFPA, Maria de Nazaré Trindade.

A capa é uma gentileza do artista plástico e professor da Universidade Federal do Rio do Janeiro, padre Ricardo Rezende, que na década de 1980 foi assessor da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em Conceição do Araguaia.  Esta versão da obra resulta de uma parceria do Curso de Educação do Campo da Unifesspa e da Editora Iguana, com sede em Marabá. A Iguana tem dedicado esforços em editar obras da luta popular.  

Baixe o livro AQUI
Veja a programação do seminário AQUI

sábado, 12 de janeiro de 2019

O modelo de Fordândia ainda persiste entre nós a partir do monocultivo da soja e outras experiências , sinaliza o filme sobre o tema


Beyond Fordlândia tem abocanhado prêmios por onde passa desde 2017


O professor Marcos Colón realizou um  documentário sobre a presença de Henri Ford na Amazônia, no Baixo Amazonas paraense. 

O filme está correndo o mundo em inúmeras festivais, e já abocanhou um cipoal prêmios.

A película possibilita uma rica variedade de vozes de dentro da própria da região, incluídos aí os historicamente marginalizados, e doutos da terra e fora dela.  Lúcio Flávio Pinto, João de Jesus Paes Loureiro, Pe Edilberto Sena, entre eles.  Bem como agricultores, ex funcionário do projeto e o cacique Munduruku.

Sob a inspiração de Mário de Andrade, Colón faz um mergulho sobre o processo que culminou na experiência do multimilionário Ford no começo do século passado na região.

Elucida a partir de ricas imagens da época a tentativa em domesticar a floresta do estadunidense, e o quanto tem sido desalentador o exemplo por ele legado como modelo em “dominar” a natureza. 

O filme faz um paralelo como os dias atuais, em particular ao iluminar o processo de avanço da fronteira agrícola  a partir do monocultivo da soja. 

Coteja informações e dados esclarecedores sobre as dinâmicas de expropriação, empobrecimento e os danos ambientais e à saúde das populações nativas.  Conheça um pouco sobre o autor. 


Teaser do filme, que ainda não foi disponibilizado para acesso por conta de agenda em festivas.  Veja https://vimeo.com/239074969


terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Rádio Brasil Atual repercute luta em torno do Lago do Maicá



O ativista ambiental e padre Edilberto Sena, a professora Ana Beatriz e Sara Pereira relatam o golpe promovido pelo legislativo de Santarém-PA.  Ouça AQUI

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

A complexa peleja em torno do Lago Maicá

Os advogados Laiza Santos e Pedro Martins colaboram no entendimento sobre a redes que se mobilizam na disputa territorial. O trabalho consta no Dossiê Baixo Amazonas. publicado pela Terceira Margem Amazônia. 

O contexto nos ajuda a entender que o conflito é, apesar de local, também global, marca o interesse de uma empresa, mas também de um mercado financeiro que reorganiza os territórios conforme as ondas de desenvolvimento do capital. Com a demanda para aumento da exportação da soja, as obras de infraestrutura e logística avançam. Leia o artigo AQUI

Caso Maicá - o golpe do Legislativo de Santarém ao apagar das luzes de 2018

Em evento secreto vereadores beneficiam setor do agronegócio, e jogam no lixo processo de revisão do Plano Diretor da cidade

Após reunião com segmentos do agronegócio, como Sirsan (Sindicato Rural de Santarém) e grupos econômicos interessados na exploração da região, os vereadores – no encerramento das atividades legislativas e sem espaço para participação da população – definiram a área do Lago do Maicá como Zona Portuária 3. O projeto de revisão do Plano Diretor segue para sanção do prefeito ainda neste ano. Leia a íntegra no site Terra de Direitos

A batalha do Lago Maicá

Sena, religioso e ativista ambiental mesmo antes da decisão em atropelar a decisão que revisou o Plano Diretor da cidade já alertava para o risco do golpe 

"O plano é outra batalha. Felizmente conseguimos vencer e manter a região como Área de Proteção Ambiental (APA), e vetar a proposta em verticalizar o nosso paraíso Alter do Chao. No entanto existe um porém, a Câmara Municipal é frágil aos encantos do capital. Lá tá cheio de gente seduzida pelas empresas, que ao menor descuido nosso, passa os interesses das empresas. Precisamos manter a vigilância, alertava Edilberto Sena, antes da decisão da Câmara de Vereadores em desrespeitar a decisão da Assembleia de reformulação do Plano Diretor do município, e ter o endosso do prefeito. A entrevista foi concedida semanas após a assembleia. A mesma poder lida do Dossiê Baixo Amazonas, publicado no fim do ano pela Terceira Margem Amazônia. Leia a entrevista AQUI

Caso do Complexo Portuário do Lago do Maicá, Santarém-PA. Professor Marcos Colón, da Universidade de Wisconsin-Madison analisa a questão

Construção de megaempreendimento para exportação de soja na Amazônia coloca em perigo comunidades, povos tradicionais e meio ambiente

Há quase dois séculos, os naturalistas e exploradores britânicos Henry Walter Bates e Alfred Russel Wallace passaram cerca de três anos estudando animais e insetos na região do Lago do Maicá, no município de Santarém, em plena Amazônia Legal. Apesar das dificuldades, a dupla celebrou o que chamaram de “floresta gloriosa”. Estima-se que ao final da empreitada de três anos, eles tenham coletado mais de 14.000 espécies, que fizeram parte de um amplo estudo, que serviu de base para The Naturalist on the River Amazon, considerado um clássico de Bates. Leia a íntegra no site Envolverde

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Novo, velho ano



Av. Paulista. Garoa. Primeiras horas do novo, velho ano. Sob as marquises em traje e cobertores em desalinho, seres humanos buscam abrigo. Contraditórias contradições, no espaço dedicado a grandes negociatas e desfiles de patos amarelos pessoas passam privações.


“Tenho fome. Me ajude” roga um cartaz de papelão segurado por um adulto em um dos acessos do metrô. Não há tanta luz na avenida.  São escassos os enfeites nas edificações.  “Outrora ocorria uma espécie de competição entre as empresas”, informa Thulla, a companheira. “O normal era tudo iluminado até o dia 10 de janeiro”, arremata.   

Tal um carro alegórico pós desfile de carnaval, o palco que abrigou shows da virada do ano ainda ocupa a rua. Gal e Jorge Bem foram as atrações principais.

Tempo lento. Ao menos esta noite, a via opera assim.  Grupos e casais de todas as tendências e idades circulam na mesma velocidade. Alguns assistiram ao novo longa-metragem de Spike Lee no Espaço das Artes.

Os conflitos raciais configuram o centro de gravidade. Entendi como uma provocação à reflexão sobre a aurora/ocaso dos nossos dias. A película ilumina arenas onde rivalizam os grupos Pantera Negras e a KKK.

Cenas de violências nos dias atuais ocorridas nos EUA encerram o filme, entrecortadas por discursos de ativistas e do atual presidente. Antes do acender das luzes decretando o fim da seção, ecoam gritos em oposição ao presidente do Brasil, e aplausos ao filme.

O mesmo desfecho teve o delicado musical dedicado à vida de Elza Soares, encenado num espaço do Sesc. A apoteose ocorreu durante a canção que protesta sobre a carne negra do mercado sendo a mais barata.

Assim com os/as Panteras Negras, as interpretes cometeram o gesto do punho cerrado e o braço erguido em protesto. Comovente. Confesso: as lágrimas ocorreram em mais de uma ocasião.

Estranhamento: árvores no centro da medusa concreta.

Novo, velho ano. Portela celebra Clara Nunes, Mangueira em um samba suntuoso exalta o povo preto [Brasil, meu nego deixa eu te contar aquilo que a história não conta..] enquanto Salgueiro invoca Xangô. Oxalá nos alumie.