“O homem coletivo sente a necessidade de lutar” versou Chico Science,
o linha de frente da banda Nação Zumbi, de Pernambuco. E, é isso que todas as
categorias da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará) fizeram no dia de
ontem.
Diante do cenário político do avanço dos setores mais reacionários
do país, professores, técnicos e estudantes estiveram reunidos no sentido em
priorizar ações em defesa da candidatura Lula e em defesa da universidade.
Produção de documentos em defesa da universidade pública, conteúdos
para redes sociais e ações de rua foram algumas das indicações, assim como uma
grande reunião com todas as categorias juntas.
A Ufopa tem sua base na cidade de Santarém e opera com multicamp na
região do Baixo Amazonas. É a universidade com o maior número de indígenas e
quilombolas do Brasil em uma região estratégica e de interesse da agricultura
capitalista.
O possível triunfo do obscurantismo coloca em xeque a universidade
em geral, e tais categorias em particular, assim como os seus territórios e
várias unidades de conservação de inúmeras modalidades.
Os cardeais do estado mínimo já deixaram claro o ódio que nutrem
pelos setores, assim como pela educação, a cultura e a Amazônia e os seus
sujeitos.
Isso já foi materializado na gestão do patriarca da famiglia,
quando nomeou para a pasta do meio ambiente um especulador imobiliário, um negro
racista na Fundação Palmares, um operador do mercado na pasta de Economia e um
fundamentalista na Educação, que ficou notório ao imprimir bíblias contendo a
própria face na contracapa.
Representante da reitoria da Ufopa, participou da reunião e socializou
as informações sobre os diálogos que a Andifes (Associação Nacional dos
Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) vem realizando em defesa
da universidade pública.
Já a representação do sindicato dos docentes da Ufopa também
compartilhou informes sobre a agenda de luta do sindicato nacional da categoria,
o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior).
O voto em Lula é a garantia da permanência das universidades
públicas, em particular as mais jovens, criadas em gestões anteriores dele,
quando o Haddad esteve à frente do ministério.
“Em defesa da civilização, o voto é em Lula”, aclamou a assembleia.

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