Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta Inco. Ordenar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta Inco. Ordenar por data Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Funcionários da Vale no Canadá aprovam acordo e encerram greve Uma greve de quase um ano nas operações de níquel da Vale no Canadá - a Inco

Uma greve de quase um ano nas operações de níquel da Vale no Canadá - a Inco - chegou ao fim na sexta-feira, com a aprovação dos novos acordos coletivos acertados com a United Steelworkers (USW), o sindicato que representa os trabalhadores das unidades de Sudbury e Port Colborne, em Ontário. Leia mais no IHU

quinta-feira, 4 de março de 2010

Vale - Inco/Canadá- faz sete meses que operários da Vale estão em greve




Centenas de metalúrgicos em greve bloquearam o acesso a instalações da Vale Inco em fevereiro, descarga de frustração com tudo, desde a contratação de trabalhadores substitutos para o cancelamento de uma audiência de negociação má-fé a uma queixa apresentada contra a empresa. Leia mais no Justiça nos Trilhos

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Vale: operários do Canadá entram na sétima semana de greve

Greve de trabalhadores em mineração em Sudbury, Canadá, da INCO entra na sétima semana. A empresa explora níquel.
Entre os motivos da paralisação estão: a imposição de alteração do plano de pensão. No novo plano os operários teriam que contribuir.

Atualmente os trabalhadores recebem um bônus dependendo do preço do níquel no mercado.
A Vale quer impor um teto e congelar os salários durante os próximos três anos.
Os operários não concordam e desejam a manutenção dos direitos adquiridos.
Não há sinais que a Vale se disponha atender as demandas dos operários.


No mercado a demanda e o preço do níquel estão em alta. A paralisação já compromete o cumprimento de contratos por parte da Vale.

Trabalhadores dizem que a mina é altamente rentável, e que durante os últimos dois anos faturou $4 bi.

O sindicato avalia que o governo do Canadá deveria proteger seus cidadãos contra as ameaças da Vale.
FONTE: a informação é síntese de vídeo (em inglês) postado no youtube e publlicado na edição de ontem no site do jornalista Paulo Henrique Amorim.
Tradução de Glenn Switkes

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Operários da Vale no Canadá estão em greve há sete meses

Faz sete meses que operários da Vale no Canadá da empresa Inco estão em greve. Os mesmos reclamam de uma série de perdas trabalhistas. Com a compra da Inco em 2006 a Vale passou a ocupar o segundo lugar no setor de mineração no mundo.

O movimento sindical de Campo Grande, no Rio de Janeiro, em encontro realizado no início do mês aprovou uma nota de solidariedade aos trabalhadores canadenses.

E ao mesmo tempo aproveitou para denunciar que o empreendimento desenvolvido pela Vale na região tem impulsionado a destruição ambiental. A Vale desenvolve em Campo Grande um projeto junto com a ThyssenKruppa Companhia Siderúrgica Atlântico (TKCSA).

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Vale deve fechar refinaria no Canadá e demitir 500 operários



Sindicato United Steelworkers responde a anúncio da Vale – Comunicado à imprensa

O que se segue é um comunicado à imprensa do sindicato United Steelworkers (USW), em resposta à divulgação de um investimento, feita pela Vale.

TORONTO, 17 de novembro de 2010 – O mais recente anúncio de um “investimento” da Vale dá seguimento a uma campanha de relações públicas mais preocupada com a imagem da empresa que com trazer benefícios reais às comunidades canadenses.

“O anúncio de hoje da Vale é talvez o exercício de relações públicas mais cínico até hoje visto por parte desta empresa estrangeira,” disse Ken Neumann, Diretor Nacional do USW para o Canadá. “Enquanto alega honrar seus compromissos nos termos da Lei de Investimentos no Canadá, a Vale decide fechar as operações de refino e fundição em Thompson, província de Manitoba,” disse Neumann.

“Este fechamento eliminará um componente crucial de agregação de valor na mineração em Thompson, levando à potencial perda de 500 postos de trabalho, o que terá um efeito devastador para a comunidade.”

“Isto demonstra claramente a falta de compromisso da Vale com Manitoba. Ao invés de investir em suas operações de Thompson, a Vale opta por cortar 40% de sua força de trabalho e causar mais desestruturação às famílias trabalhadoras canadenses.”

“Esta decisão dá continuidade ao histórico desastroso da Vale, desde que ela teve permissão para adquirir a Inco Ltd. quatro anos atrás,” Neumann acrescentou. “A Vale já lucrou bilhões em nosso país, no processo eliminando centenas de empregos e causando sofrimento a comunidades canadenses.”

“A máquina de propaganda da Vale trabalha dobrado para tirar o foco das atenções de sua ofensiva contra os empregos e condições de trabalho canadenses, e dos conflitos trabalhistas causados por ela em andamento em nossas comunidades.”

“Em Voisey’s Bay, por exemplo, a Vale continua a usar fura-greves, numa disputa que já está em seu 16º mês. Pelo jeito, o compromisso da Vale com o Canadá não inclui estender aos seus trabalhadores na província de Newfoundland and Labrador — muitos deles indígenas — o mesmo acordo coletivo que negociou com seus trabalhadores na província de Ontario.”

Segundo o USW, o investimento de CA$ 10 bilhões anunciado hoje pela Vale merece ser examinado mais detidamente.

O sindicato observou que a maior parte do que foi anunciado pela Vale consiste de uma combinação de investimentos que foram impostos à empresa pelo governo e de investimentos especulativos que talvez nunca ocorram. Quando todos estes dispêndios são retirados da equação, o compromisso real da Vale de fazer novos investimentos voluntários no Canadá nos próximos cinco anos torna-se bem menor que o divulgado.

A propaganda da Vale indica que boa parte do investimento anunciado para o Canadá — pelo menos CA$ 4 bilhões — ainda não foi aprovada e, portanto, talvez não se materialize. Isto inclui a especulação em torno de uma mina de potassa na província de Saskatchewan que a Vale alega poderá custar CA$ 3 bilhões, e uma mina na província de Manitoba, que segundo a Vale poderá custar CA$ 1 bilhão.

Na realidade, o grosso do investimento que a Vale se comprometeu a fazer no Canadá consiste de dispêndios ordenados pelo governo, e não investimentos feitos por vontade própria da empresa em suas operações canadenses.

O custo de CA$ 3 bilhões associado com as novas unidades de Long Harbour, província de Newfoundland and Labrador, surgiu porque a governo provincial insistiu que as unidades fossem construídas na província. Na verdade, este requisito antecede a Vale, pois foi imposto à Inco Ltd. em troca do direito de explorar a rica jazida mineral de Voisey’s Bay.

Além disso, o investimento de entre CA$ 1,5 e CA$ 2 bilhões para melhorar os padrões ambientais nas operações da Vale em Sudbury foi determinado pelo governo provincial de Ontario, e não corresponde a melhorias voluntariamente propostas pela Vale. Na realidade, após a província ter ordenado o aperfeiçoamento ambiental, a Vale pressionou por uma extensão de cinco anos ao prazo para se adequar aos novos padrões.

As práticas ambientais da Vale resultaram numa interpelação judicial em Newfoundland and Labrador, onde a empresa planeja despejar resíduos tóxicos num lago ainda intocado, ao invés de investir num método mais custoso de gestão de resíduos.

Fonte:Jornal Sudbury Star | Noticiário Local

terça-feira, 20 de julho de 2010

Carajás – interesses da Vale pressionam territórios de camponeses e indígenas

Rio Tocantins em Marabá/PA
Queimada na região de Carajás para a produção de novos pastos


Canaã dos Carajás

José de Ribamar, presidente do STR de Canaã (boné branco) e Raimundo Gomes, sociólogo do Cepasp (boné vernelho) discutem sobre as áreas de tensão na mineração da Vale.



Vale de mineração na região de Canaã dos Carajás/PA



Elevada taxa de violência contra camponeses, desmatamento, trabalho escravo e infantil, prostituição, concentração de terra e renda estão entre os elementos que resultaram do processo internalização do capital no sul e sudeste do Pará. Tais passivos quase sempre são ocultos da pauta dos grandes meios de comunicação e nos discursos políticos.

No século passado o regime de exceção (1964-1985) é considerado um marco histórico da integração da Amazônia ao resto do país. O estado foi consagrado como o principal indutor da economia que tem ainda hoje como matriz o extrativismo. E tem sido o extrativismo mineral que inseriu o Pará entre os estados que mais contribui para a formação do superávit primário do país.

O ciclo da mineração na Amazônia iniciado na década de 1950 na Serra do Navio, no Amapá, e que se aprofundou com a descoberta do ferro e outros minérios na região de Carajás, agora ganha outras nuances com a exploração mineral em outros municípios do Pará. Canaã dos Carajás, Paragominas, São Félix do Xingu, Ourilândia do Norte, Xinguara e Juruti são alguns deles.

O aprofundamento do extrativismo mineral dialoga com outros projetos, como a produção de energia e transporte. Eles configuram eixos de desenvolvimento que norteiam a ação do planejamento do governo federal. O modelo coloca no primeiro plano a disputa pelo território e as riquezas naturais existentes.

Estão em oposição grandes corporações do capital nacional e internacional que gozam do financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e as populações locais consideradas tradicionais, como camponeses, extrativistas, pescadores, quilombolas e indígenas. Vale, Alcoa, MMX estão entre as empresas mineradoras. Entre as construtoras de hidrelétricas tem-se, entre outras: Camargo Correa, Alcoa e Tractebel Suez. Sem falar da própria Vale e Alcoa.

Carajás - tensões na disputa pelo território - 21 municípios do Pará estão entre os cem que mais desmatam na Amazônia. Dessas duas dezenas de cidades, 19 estão no sudeste do Pará, que além da mina de Carajás abriga o pólo siderúrgico. Boa parte desses municípios que ocupa linha de frente em desmatamento também lidera o ranking de violência. Somente no primeiro semestre de 2010 cerca de 300 pessoas foram assassinadas de forma violenta no sul e sudeste do Pará.

Os estudos foram realizados através do Projeto Prodes – Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite/2007. Uma outra questão, esta de ordem trabalhista, reside em índices recordes de ações contra a Vale no município de Parauapebas. A região também lidera o ranking de trabalho escravo em fazendas e carvoarias.

É a mineradora, por conta do poder econômico, controle de tecnologia de ponta, além das relações políticas em diferentes níveis de poder, que tem estruturado e reestruturado o território na região de Carajás. É ela que pressiona áreas de projetos de assentamento da reforma agrária e áreas indígenas, e tem induzido a remodelação das cidades, há exemplo do que ocorre em Marabá.

O município considerado pólo da região passa por alterações em sua geografia. Registra inúmeras ocupações, loteamentos, ampliação de vias consideradas estratégicas, como a duplicação da ponte sobre o rio Tocantins, duplicação de parte da Transamazônica que corta a cidade, ampliação do pólo industrial com a construção da indústria Aços Laminados do Pará (ALPA). A empresa que será movida a carvão mineral deverá produzir 2,5Mt/ano de aço plano, na forma de placas e bobinas. O município registra ainda o fenômeno da proliferação da construção de inúmeras vilas de kitnet para atender a demanda de operários e migrantes.

A mineração da Vale encontra-se em expansão. Tal ampliação tem implicado incremento da infra-estrutura de transporte multimodal para escoar a produção. A ferrovia de Carajás terá a duplicação de 600 km do total de 800. Tem-se ainda a efetivação da hidrovia do Araguaia-Tocantins, a construção de um porto em Marabá e ampliação do Porto do Itaqui em São Luís, Maranhão. E a construção de inúmeras Hidrelétricas na bacia do Araguaia-Tocantins, a exemplo da hidrelétrica de Estreito, na fronteira do Maranhão com o Tocantins, onde as mineradoras Vale e Alcoa são associadas da Camargo Corrêa e da Tractebel Suez.

Os territórios já efetivados são pressionados a cada novo projeto de mineração e construção de obras de infra-estrutura. O que implica em novas tensões. Na ferrovia de Carajás circula o maior trem do mundo, com 330 vagões e uma extensão de 3.500 metros com capacidade de carregar 40 mil toneladas de minério. Os números sempre são estratosféricos, assim como os problemas.

Ourilândia do Norte - O conflito norteia a realidade da região de Carajás, que às vésperas de cada eleição coloca a emancipação em pauta. Documentos sistematizados pelo Centro de Educação, Pesquisa e Assessoria Sindical e Popular (CEPASP) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT), com sede em Marabá, descrevem situações de tensão entre empresas mineradoras e camponeses ns cidades de Canaã dos Carajás, Ourilândia do Norte, Curionópolis e Marabá. Os dados atestam que no município de Ourilândia do Norte, onde se explora níquel, lotes de famílias assentadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) foram adquiridos de forma ilegal desde 2003.

A Canico do Brasil Mineração Ltda, uma subsidiária da canadense INCO foi a primeira empresa que controlou as minas. Em seguida foi a Mineradora Onça Puma. A Vale adquiriu o direito da exploração de níquel no município em 2005. Somente num módulo de exploração a estimativa é de 57 mil toneladas de níquel por ano e investimento de 1,1 bilhão de dólares. A Vale adquiriu a INCO no ano da celebração da primeira década de privatização da mineradora.

Ao menos para a empresa, o empreendimento é considerado de excelente viabilidade econômica, ponderam especialistas em cadernos de economia dos principais jornais do país. O destino da produção é a Ásia. Além do município de Ourilândia do Norte o níquel incide em São Félix do Xingu e Parauapebas.

No caso de Ourilândia, os lotes envolvidos na compra ilegal pela Vale são provenientes dos projetos de assentamento Tucumã, Campos Altos e Santa Rita. Os dados indicam que pelo menos 80 foram negociados. Em seguida a empresa derruba as casas, plantações e outras benfeitorias. O documento denuncia que 20 mil pés de cacau financiados pelo Banco da Amazônia (BASA) para fins de reflorestamento foram destruídos.

A situação de conflito entre a empresa mineradora e assentados da reforma agrária resultou na fragilização da cadeia de produção de leite. A extração do minério tem poluído o rio Cateté, que corta a reserva indígena do povo Xikrin. No mesmo documento há a informação que pelo menos duas nascentes de água foram soterradas para a implantação do projeto.

Por conta da situação, na passagem de 2007 para 2008, o INCRA nacional criou uma comissão para avaliar a situação. O Ministério Público Federal indicou que o INCRA não tem competência para deferir ou indeferir a desafetação de áreas de interesse da Vale.

Conforme a assessoria da CPT, as tensões sobre os territórios de interesse da mineração ou para as obras de infra-estrutura estão configurando as principais demandas da instituição. Desde 2007 a CPT tem acompanhado a questão. No caso de Ourilândia do Norte, um acordo entre as partes envolvidas vai garantir o reassentamento de 20 famílias afetadas. Conforme o acordo, a Vale fica obrigada a construir casas, estradas vicinais, escolas, cemitérios e outras infra-estruturas.

A mineradora deve investir pelo menos 16 milhões. A metade do recurso será administrada por um fundo coletivo. E a outra metade distribuída entre as famílias. Para a assessoria jurídica trata-se de uma grande vitória, posto a resistência da Vale para sentar à mesa quando do início da mobilização dos trabalhadores rurais.

Canaã dos Carajás - integra área de atuação da Vale. Se na bíblia a terra seria a prometida para o povo de Deus, onde correria leite e mel em abundância, tal profecia soa mais coerente para os interesses da mega corporação, no caso do Pará.

A cidade nasceu como projeto de assentamento agrícola na década de 1980, quando da implantação do projeto Grande Carajás. No ano da privatização da Vale, 1997, o distrito foi emancipado da cidade de Parauapebas, que abriga a mina de ferro de Carajás.

A inquietação de militantes populares é o dia seguinte após o encerramento da extração mineral. A lógica do saque das riquezas naturais continua a mesma desde os tempos coloniais, avaliam.

O cobre é extraído da mina do Sossego. A estimativa de exploração da mina é de duas décadas. O projeto soma seis anos. Por ano a Vale extrai dois milhões de toneladas. Calcula-se que a mina tenha 244,7 milhões de toneladas de minério de cobre. A Vale investiu 1,2 bilhão de reais.

Devastação do meio ambiente por conta de transbordamento de tanques de rejeitos do processo de extração do minério, assédio da Vale e da empresa terceirizada Diagonal sobre camponeses assentados para a aquisição de lotes, problema de abastecimento de água, violência, não democratização da informação são algumas das questões levantadas por algumas das associações ligadas ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) no município de Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará.

O CEPASP e a CPT estão assessorando as representações camponesas no processo de organização de dados e debates sobre a mineração na região. Além das situações citadas acima, uma questão considerada grave é o abastecimento de água. Em suas propagandas e artigos sobre responsabilidade social, a Vale informa que efetivou o saneamento e o abastecimento de água da cidade. No entanto, os depoimentos de pessoas indicam o contrário.

Dirigentes de associações informam que além da má qualidade da água, há problemas de abastecimento. E tem ainda a tarifa do serviço cobrado pela prefeitura, que chega às vezes a taxas de R$ 400,00. Com relação à compra de lotes de pessoas assentadas, há uma estimativa que a Vale tenha adquirido pelo menos 124 lotes em áreas de interesse para a exploração de minério ou para a construção de infra-estrutura. O Ministério Público Federal (MPF) já foi acionado.

Faz cinco anos que a empresa explora cobre no município. A praxe quando da efetivação desse tipo de projeto é a especulação do mercado de terras no campo e na cidade, aumento do preço da terra e da locação e venda de imóvel e elevação dos preços de diárias em hotéis.

Elevação da taxa de migração, alcoolismo, prostituição e uso de drogas são elementos que resultam da implantação de grandes projetos na região. Tais empreendimentos são considerados como enclaves, transferem riquezas para outros locais.

As relações de solidariedade e companheirismo entre as pessoas que moram no local também são afetadas. A “terra prometida” fica cravada no vale com vários platôs a serem explorados pela empresa.

A estrada para se alcançar Canaã é sinuosa. Mas, bem pavimentada. No percurso atravessamos algumas fazendas e ocupações. A extração do minério e a pecuária conformam a economia local. Nos municípios onde tais projetos são instalados é comum a elevação do Produto Interno Bruto (PIB) e da renda per capita, em contrapartida, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e demais, costumam ser os piores.

Sossego é o nome da mina em que a mineradora extrai cobre. O nome da mina passa a batizar empreendimentos na cidade. Apesar de inúmeros alertas nos mais diferentes níveis, as queimadas ainda fazem parte da realidade local.

Uma delicada situação fundiária, disputa pelo controle do território, posse e uso das riquezas locais, modelo de projeto de desenvolvimento, papel do Estado constam como elementos de pano de fundo sobre a região, que conecta o local ao global por conta do extrativismo dos minérios.

No caso de Canaã a tensão recai sobre a Vila de Mozartinópolis, localmente tratada de Rachaplaca. 80 famílias de médias e pequenas propriedades estão envolvidas na disputa pelo território de interesse da Vale. Desse total a maioria é de baixa renda. A vila não tem uma representação política que aglutine os interesses das famílias afetadas. O elemento religioso costuma ser a principal mobilização de católicos e evangélicos. O STR em associação com a CPT e o Cepasp realizam a mediação entre os interesses das famílias e a mineradora.

Já ocorreu uma primeira no dia 09 de julho. Agora as organizações deverão apresentar uma proposta de reassentamento das famílias. Batista Afonso, advogado da CPT, reflete que a terra foi conquistada com muita luta. Peleja que durou mais de duas décadas, e que é marcada por grandes enfrentamentos com pistoleiros, Estado e fazendeiros. E que não é justo a renúncia nem mesmo de um palmo de chão.

A garantia de reassentamento das famílias com as mesmas condições e infra-estrutura tem orientado a reivindicação das organizações populares. Afonso sublinha que a maioria é pobre. E que a pauta principal reside na efetivação das mesmas condições de reprodução econômica, política e social encontrada pela mineradora.

O advogado explica ainda que um outro ponto de tensão entre a Vale e camponeses recai no município de Marabá por conta da ALPA. Conforme informações do agente pastoral, a CPT conseguiu reverter a desapropriação de 41 famílias do projeto de assentamento Belo Vale. A localização do projeto de assentamento é considerada ótima para o escoamento da produção, próximo à Transamazônica.

Conforme dados sistematizados pela prestadora de assistência técnica rural, Coopserviços, o assentamento chega a faturar por ano um milhão e duzentos mil reais numa produção volumosa e diversificada. A produção envolve frutas, hortaliças, pequenos animais, mel, gado, leite e artesanato. Os projetos de assentamento rurais representam hoje cerca de 52% do território do sul e sudeste do Pará e aglutinam perto de 80 mil famílias.

domingo, 21 de março de 2010

Vale é alvo de greve e protestos no Canadá

Amanhã, a maior empresa privada brasileira será alvo da fúria de mais de 4.000 pessoas de várias cidades canadenses reunidas em Sudbury (centro-sul do Canadá). Trata-se de passeata planejada por sindicatos em apoio a 3.200 grevistas em quatro unidades da Vale Inco, subsidiária da Vale. Deu no IHU

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

TRABALHADORES (AS) PARALISAM MINERAÇÃO DA VALE


Hoje (05) a partir da 05 horas da manhã trabalhadores e trabalhadores dos projetos de assentamento Campos Altos e Tucumã, dos municípios de São Félix do Xingu e Ourilândia do Norte, ocuparam uma estrada que dá acesso à usina de transformação mineral, da Vale.

O projeto da empresa está localizada no município de Ourilândia do Norte, no sul do Pará, para extração do minério de Níquel e transformação em liga ferro-níquel. Os direitos foram adquiridos pela Vale, em 2008, da empresa canadense INCO, e está em operação a partir do primeiro semestre deste ano, com 30% de sua capacidade.

As famílias que se sentem prejudicadas pelo projeto e sem atenção da empresa, aproveitaram esta data por terem informações de que diretores da empresa estão na localidade para visitas ao empreendimento. Segue as reinvidicações:
À VALE

Desde o ano de 2006 que vimos sendo assediados pelo projeto Onça Puma, e a partir de 2008 pela Vale, no sentido de desfazermos de nossas propriedades, só que o processo tem sido seletivo, ou seja, daquelas áreas que a empresa necessita de imediato para implantação de seus empreendimentos.
            
Com a primeira retirada das famílias sentimos impactos sociais na área de saúde, educação, transporte e econômica,com grande isolamento, mas entendíamos que seria possível continuarmos na área, recuperando algumas perdas.
            
 Com a segunda retirada de famílias e a implantação da usina de transformação mineral, os problemas acima citados aumentaram, inclusive com destruição dos prédios de escolas, como também apareceram os problemas ambientais.
            
Um outro problema é que passamos a ser vigiados, ameaçados e humilhados, pelos guardas da empresa que todos os dias estão a nos perturbar, retirando a nossa liberdade.
            
 Neste período a vale mandou fazer um levantamento sócio-econômico que de nada nos valeu, por isto temos insistido com  a empresa para que providencie o remanejamento de todas as famílias que ainda estão no PA Campos Altos, PA Tucumã e na vila Minerasul, mas a empresa não tem levado em consideração.

Diante da situação por entendermos que não temos condições de continuar na área, exigimos da Vale, o seguinte:
1.   Remanejamento e indenização integral  e imediata das famílias que ainda se encontram no  PA Campos Altos, Vila Minerasul e algumas famílias do PA Tucumã;
2. Garantia de um fundo de uso coletivo coletivo p/ colônia Santa Rita, para sueração de suas perdas;
3. Construção de um centro de convivência(formação, cultura, lazer e produção) na colônia Santa Rita;
4.  Conclusão imediata dos projeto sociais  iniciados na colônia Santa Rita.

Ourilandia do Norte Pa, 05 de outubro de 2011.

ASSOCIAÇÃO DOS PEQ. PROD. RURAIS DA COLONIA SANTA RITA.
ASSOCIAÇÃO DOS PEQ.PROD.  DO PA CAMPOS ALTOS.
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DA VILA MINERASUL.
SINDICATO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS RURAIS DE TUCUMÃ.
 

quarta-feira, 4 de março de 2009

Vale faz corte de 900 funcionários em sua operação global de níquel

A Vale Inco, subsidiária internacional da mineradora Vale, informou nesta terça-feira (3) que demitirá 900 trabalhadores que atuam na produção de níquel da companhia. As demissões serão pulverizadas em várias operações, mas não afetarão o Brasil, de acordo com a mineradora.Observatório Social.

domingo, 21 de março de 2010

Vale suspende tratamento de saúde de filho especial de sindicalista no Pará

A Vale suspendeu tratamento de saúde de garoto especial filho de funcionário fábrica de Barcarena, Pará, região do Baixo Tocantins. O filho de Gilvandro Santa Brígida é portador de paralisia cerebral. O garoto tem 10 anos. Santa Brígida foi um dos fundadores do Sindicato dos Químicos e é funcionário da Alunorte.

O garoto necessita de tratamento em São Paulo, que realizava desde 2001. A informação do cancelamento do tratamento foi repassada pelo gerente de recursos humanos no dia 19 de março, apesar do parecer favorável da médica responsável. Santa Brígida tentou contato com o gerente de relações trabalhistas, e não obteve retorno.

O dirigente avalia que a suspensão do tratamento do filho é uma represália contra ele. Brigida vai encabeçar uma chapa no Sindicato dos Químicos de Barcarena, Pará. A eleição ocorrerá em maio.

Em 2007 a Vale cometeu práticas anti-sindicais em Barcarena. Dirigentes sindicais denunciaram que a Vale montou uma chapa e assediou funcionários.

A Vale foi a empresa que mais investiu em propaganda no país ano passado. No Pará é robusta a propaganda com apelo de responsabilidade social e ambiental.

Faz oito meses que sindicalistas do Canadá realizam greve na mineradora Inco da Vale, por conta de corte de direitos.

A Vale é segunda maior mineradora do mundo e as plantas industriais que fabricam alumina e alumínio em Barcarena passam por processo de aumento da produção.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Vale/Canadá- operários permanecem em greve

Faz mais de 12 meses que operários da Inco/Vale estão em greve. Eles acusam a Vale de rever garantias. trabalhistas A operação da companhia no Canadá é desenvolvida em inúmeros locais. A nota explica que em determinadas provincicas o tratamento tem sido diferenciado. O comunicado acusa a Vale de tratar os operários com se fossem canadenses de segunda categoria. Leia a nota AQUI

segunda-feira, 15 de março de 2010

Vale- a incomum pauta negativa

É incomum pauta negativa sobre as operações da Vale. Na semana passada a empresa foi multada por conta de questões de trabalhistas no município de Parauapebas.

No Canadá, onde a Vale comprou a mineradora Inco, faz oito meses que operários estão em greve.

Em 2007 a mineradora foi acusada de interferir no processo de eleição do Sindicato dos Químicos no município de Barcarena, no Pará.

Um livro sobre saúde do trabalhador relata as condições de operários das fábricas de alumínio no mesmo município citado acima.

No município de Ourilândia do Norte, no sudeste do Pará, a Vale é acusada de expulsar camponeses.
Relatos de assédio não raros em conversas informais com alguns operários.
Sob o apelo verde da companhia, Maklouf Carvalho realizou reportagem tempos atrás.