Em frente ao riomar
Imensa melancolia assobia em vento quente
Anuncia que a
tristeza sabe nadar
Velas ao mar
Barravento
Quão sem graça
é deus
Que despreza a
arte de chorar
Quando o
peixe-mulher triunfa sobre o mar...agitado...
Em oposição às
ondas
Pescador sem
pescado não dispõe de encanto em navegar
Diante da rede
vazia
Edificante soa
o naufragar
Camões...Pessoa....longe
de Lisboa
Quem sabe da
vida é o instante de se findar
Tal as folhas
de outono sobre o solo do quintal do lar
Tempo de
mormaço
A varar o peito
de aço
Um fado entope
a casa em desalinho
Um samba
dolente ocupa a mesa do bar
Pixinguinha a dedilhar
em casa de Ciata
Alegria em
combustão a dispersar notas e rimas
Enquanto o solo
de Cavaquinho corrompe as sílabas da dor
Poesia inventa
Melodia
Um riso de
Ivone a clarear o terreiro
Tinindo
Trincando
Assim...em dia
solar.....
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