sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Dia do Fogo: sete anos depois....



Em tempos de seca e sol inclemente é mister recordar um crime recente ocorrido na Amazônia, o Dia do Fogo.

Faz sete anos que criminosos que operam no sudoeste do Pará protagonizaram o Dia do Fogo. O lema do governo de então era “passar a boiada”. E, assim, motivados e mobilizados pelo obscurantismo atearam fogo em parte da Amazônia paraense, já ferida de guerra por ações ilegais de traficantes de madeira, ouro, drogas e quetais.

Com tal bandeira – passar a boiada - o autor do enredo foi eleito deputado federal por São Paulo. Na época ministro do Meio Ambiente, o “cidadão do bem” estufava o peito e dizia ter orgulho em não conhecer Chico Mendes.

O cabra encarna o espírito bandeirante, onde pilhar, saquear, sequestrar, torturar e matar funcionam como bússola. Por trapaça da sorte, ele veste a camisa de partido denominado de Novo.  Nada mais contraditório.

Novo Progresso, Brasil Novo, Itaituba, São Félix do Xingu foram o epicentro da selvageria.  Por estas paragens é recorrentes setores reacionários possuírem ojeriza contra servidores públicos do Ibama, Icmbio, PF e afins.  

O modus operandi dos setores em desacordo com a Lei é constranger os funcionários em hotéis e espaços públicos. Não raro, você encontra personagens empreendendo tramas contra operações de órgãos de fiscalização em cafés dos hotéis da região.

Não faço a menor ideia qual foi o desfecho dos crimes cometidos em operação ativada a partir de comunicados nas redes sociais ou seria um SALVE? 

Quando da passagem de um ano, o Greenpeace fez um registro sobre o crime. Leia AQUI

Na mesma quadra temporal, a polícia forjou uma ação com vistas a imputar crimes contra jovens brigadistas que operavam em Alter do Chão.  Alguns foram presos, tiveram os cabelos raspados e passaram por toda ordem de constrangimentos públicos.

Terra, floresta, rios, sobsolo e um voraz especulação imobiliária em jogo. O plano oficial é consolidar a região como um corredor de exportação de produtos primários. Santarém, a cidade polo da região, verticaliza com ligeireza.   

Ocupação, loteamentos, condomínios enquadrados como de alto padrão, vilas de kitnetes,

O site Amazônia Real fez excelente reportagem sobre a questão. Leia AQUI


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