Valter
Cruz, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), unidade de Niterói,
ministra na noite do dia 28, a partir das 19h, no auditotório do campus Rondon,
palestra que sobre terra e território na
perspectiva da ecologia política. O evento integra a agenda de debate do curso
de Geografia da Ufopa.
Ex
coordenador do curso de pós graduação de Geografia da UFF, Valter Cruz é uma referência nacional no
debate em torno do conjunto de ideias em torno do debate da decolonialidade. Paraense do Baixo Tocantins,
Cruz assina vários artigos sobre o tema da colonialidade, além de organização
de livros.
Autor
de vários artigos sobre o debate, o professor refflete que a questão central do
modelo reside em elementos de permanência, onde a colonialidade opera naturalizando as
formas do imaginário de matriz europeia como única forma de relacionamento com
a natureza, com o mundo social e com a própria subjetividade.
Cruz argumenta que a colonialidade
é um resíduo irredutível na formação econômica, política, social e cultural em
nossa sociedade. Ela se manifesta cotidianamente em nossas relações nas mais
variadas maneiras.
Sejam elas políticas, econômicas
e culturais. Ela estabelece padrões de hierárquicos de mando e obediência a
partir de critérios de raça, cor, gênero, sexo, linguagem, imaginário e localização
geográfica.
A conquista do novo mundo é
considerado um marco histórico nesta construção. Ela descortina o projeto civilizatório
eurocêntrico de caráter universalizante e superior, a partir da deia de
ciência, humanismo, Estado e progresso.
Tais amparos ainda hoje orientam
políticas públicas para a Amazônia, onde é recorrente o apelo à ideia de
desenvolvimento e progresso desta matriz em tela, onde as populações locais são
enquadradas como um empecilho, uma pedra no caminho ao processo civilizatório exógeno.
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