domingo, 29 de janeiro de 2012

A sabedoria do boêmio

Ana Ferraz

 Noite dessas, Paulo Vanzolini sonhou com uma poesia de Olavo Bilac que decorou quando ainda era rapazote. Os versos, que são muitos, vieram por inteiro. Aos 88 anos, o autor de composições que atravessaram gerações sem perder a força, como Ronda e Homem de Moral, conserva a prodigiosa memória e se mantém imperturbável diante da fama. Leia mais em Carta Capital

Terras, grilagens e guerra na mídia

 
Maioranas montam farsa para incriminar lideranças (Foto: Thiago Araújo)
Matérias veiculadas pelo grupo ORM ligam moradores a grilagem (Foto: Thiago Araújo)
Inconformados em terem indeferida pela Justiça a sua tentativa de grilar terras públicas da União, as Organizações Rômulo Maiorana (ORM), da qual são proprietários os irmãos Rômulo e Ronaldo Maiorana, partiram para o jogo do tudo ou nada. Ao mesmo tempo que perseguem e aterrorizam as mais de 800 famílias da ocupação “Newton Miranda”, no bairro Fama, em Outeiro, os jornais “O Liberal” e “Amazônia” e a TV Liberal, que integram o grupo, iniciaram uma campanha midiática para difamar moradores e lideranças da ocupação, incluindo reportagens de TV e jornal forjadas. As vítimas das falsas matérias denunciaram o caso à polícia, que já investiga o caso. Leia mais no DOL

Nação Zumbi - melhor que tratado científico

Belo Monte. ''O capital fala alto, é o maior Deus do mundo''. Entrevista especial com Ignez Wenzel

Há 35 anos, Irmã Ignez Wenzel deixou as atividades que desenvolvia no Colégio São João, em Porto Alegre, onde trabalhava junto aos lassalistas, para abraçar a causa dos colonos que migraram para o Pará em função da construção da Rodovia Transamazônica (BR-230). Em Medicilândia (PA) e Altamira (PA), iniciou os trabalhos pastorais, visitando mais de 80 comunidades, onde pôde observar de perto o abandono do Estado e os problemas sociais que se arrastam há anos na região. Leia mais no IHU

Pendências tributárias da Vale chegam a R$ 9,8 bilhões

A Vale informou que foram proferidas, na esfera administrativa, decisões desfavoráveis em processos concernentes a imposto de renda sobre lucros no exterior. O valor total é de R$ 9,8 bilhões, acrescidos de juros e multa. A Vale apresentará os recursos necessários nas instâncias administrativas e judiciais superiores, com o objetivo de suspender a exigibilidade dos valores envolvidos, até que o julgamento do mérito apresentado por sua área jurídica ocorra.  Leia mais em Brasil Mineral

Depois de eleita pior empresa do mundo, "Oscar da Vergonha", Vale cria página para rebater acusações

Vale - pior empresa do mundo

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Vale 'apanha' em Davos e no Fórum Social: pior empresa do mundo

Eleição patrocinada por organizações internacionais aponta mineradora brasileira como pior empresa do mundo, por crimes sociais e ambientais. Companhia privatizada por FHC supera até mesmo a japonesa responsável pelo acidente nuclear em Fukushima. Anúncio da 'vitória' foi feito em Davos, onde ocorre Fórum Econômico Mundial, e repercute no Fórum Social, anti-Davos
A mineradora brasileira Vale foi eleita a pior empresa do mundo pelo Publics Eye Awards, prêmio organizado anualmente pelas organizações internacionais Greenpeace, da ;area ambiental, e Declaração de Berna, da área social, para constranger corporações responsáveis por crimes sociais e ambientais. Com 25 mil votos de internautas, desbancou até mesmo a japonesa Tepco, responsável pelas usinas nucleares de Fukushima, que ficou em segundo lugar, com 800 votos a menos.  Leia mais em  Carta Maior

Vale é a pior empresa do mundo, parece que somente o Estadão soube

Não encontrei nenhuma nota em outros veículos da mídia grandalhona. Aqui no PA também parece que ninguém sabe da chancela da Vale, ainda que o anuncio tenha sido dado no fórum social dos ricos, em Davos.

Pela primeira vez, uma companhia brasileira ganhou o inglório título de pior empresa por uma premiação criada desde 2000 pelas ONGs Greenpeace e Declaração de Bernia, a "Public Eye People's". O prêmio, também conhecido como o "Oscar da Vergonha" será anunciado hoje durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. Leia mais AQUI

Ferramentas digitais potencializam os movimentos sociais

Bibiana Borba
O debate Ferramentas Sociais para Ativismo e Militância Política teve a participação do sociólogo Sérgio Amadeu, do gestor do Circuito Fora do Eixo Pablo Capilé, e dos espanhois Javier Toret, organizador do movimento 15M, Vicente Jurado, desenvolvedor de ferramentas de colaboração, e Bernardo Gutiérrez, jornalista e consultor de mídias radicado em São Paulo. Marcelo Branco, representante da Associação SoftwareLivre.org, organizadora do evento, mediou a discussão que, segundo ele, foi um dos exemplos do "hackeamento" proposto pelas novas formas de ativismo. "Hackear é entrar nos espaços, é penetrar dentro das estruturas para construir as nossas propostas", esclareceu. Leia mais em IHU

Vale e os conflitos com as populações em Moçambique

“Dividir para reinar”. É assim que os cidadãos moçambicanos interpretam o reassentamento de aproximadamente 1313 famílias decorrente da conclusão da primeira fase do projeto de mineração da Vale no Distrito de Moatize, Província central de Tete. A instalação da mineradora brasileira em Moçambique tem gerado polêmica e diversos conflitos entre o governo e os órgãos de direitos humanos locais. Representando as comunidades reassentadas, a Justiça Ambiental submeteu uma Carta Queixa e uma petição à Comissão dos Assuntos Sociais, Gênero e Ambiente da Assembleia da República, mas as ações “foram ignoradas”, segundo o jornalista Jeremias Vunjanhe. Leia mais no IHU

Latuf interpreta ação violenta do governo de São Paulo

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Governo libera licença ambiental no dia em que a Vale é eleita pior empresa do mundo

"A licença de operação permite a abertura de um novo corpo mineral na mina de N5 - que possui as reservas de mais alto teor de ferro dentro de nosso portfólio", diz trecho do documento. Matéria da Reuters

Carajás - o minério é nosso!

Ocorre amanhã, no Campus da UFPA de Marabá, a Campanha Contra o Saque do Minério em Carajás. A cerimônia será às 18 h. A coordenação da ação é de várias entidades que integram o coletivo Justiça nos Trilhos no Pará.  Saiba mais AQUI

Justiça nos Trilhos - quem é o Davi que colocou a Vale como a pior empresa do mundo?



A Vale acaba de ser eleita a pior empresa do mundo pelo 'Public Eye Award', que reúne o Greenpeace e a Declaração de Berna, que elegem desde 2000 a corporação que viola os direitos humanos e não respeita o meio ambiente. O documento base com as denúncias contra a Vale foi encaminhado pelo coletivo Justiça nos Trilhos, nascido no município de Açailâdia, oeste do Maranhão. A região abriga uma parte do polo de gusa de Carajás, que é abastecido pelo minério extraído na mina  homônima, que fica no sudeste do Pará. Somente essa cadeia de gusa fomenta a devastação florestal, a poluição dos recursos hídricos e o trabalho escravo. Numa mobilização que iniciou em 2007, e ganhou uma articulação internacional em 2009, com a realização do Fórum Social Mundial em Belém, conseguiu colocar na berlinda a mega corporação que opera em várias frentes na Amazônia. O missionário Camboniano, Padre Dário Bossi, um dos coordenadores da rede, que agora é mundial, avalia o significado de ter colocado a mega corporação em xeque.  

Furo - O que é o Justiça nos Trilhos?


Padre Dário - Justiça nos Trilhos é uma rede de entidades, movimentos, comunidades atingidas e pesquisadores universitários que monitora os impactos provocados pela Vale e o Programa Grande Carajás no Pará e no Maranhão.  Essa rede nasceu no final de 2007, teve uma primeira projeção nacional e internacional em ocasião do Fórum Social Mundial de Belém/PA em 2009 e consolidou ao longo dos anos a rede internacional. Nasceu assim o Movimento Internacional dos Atingidos pela Vale, autor de um dossiê sobre as violações da empresa em várias partes do mundo e de várias formas de mobilização organizada, entre as quais a participação crítica às assembleias de acionistas da companhia.

O Justiça nos Trilhos tem como objetivo proporcionar para a região de Carajás um modelo de vida e sustentação econômica que não seja agressivo para as comunidades e territórios. Escolher um contexto geográfico delimitado e monitorar especificamente uma empresa são estratégias para enfrentar, em rede com outros movimentos, o próprio modelo de desenvolvimento que está impondo novamente aos países das periferias do mundo um modelo neo-colonizador.

Furo - O que é a região de Carajás?
Padre Dário - A região de Carajás é conhecida internacionalmente por hospedar a mina de ferro com maior qualidade do mundo (e uma reserva minerária de 19 bilhões de toneladas de ferro). O corredor de Carajás liga Parauapebas (a mina) e São Luís (o maior porto comercial da América Latina, de onde o minério é exportado, em grande maioria para a China). A linha de ferro que une a mina e o porto tem 892 Km de comprimento e nela passam a cada dia 12 trens carregados de minério e outros 12 voltando para re-abastecer. O valor bruto transportado a cada dia pelo trem corresponde a cerca de 50 milhões de reais. Ao lado da ferrovia vivem comunidades com o menor IDH do País, sobrevivendo com menos de um salário mínimo por mês. Carajás, então, é símbolo desse modelo de desenvolvimento, que enriquece poucos às custas de muitos impactos.

Furo -  Quais as principais estratégias que o coletivo usa para enfrentar a gigante Vale?

Padre Dário - Como o pequeno Davi escolheu cinco pedrinhas para enfrentar o gigante Golias, assim também nossa rede tem que aprimorar, a cada dia, as técnicas do enfrentamento. Até hoje temos trabalhado na denúncia mediática (pois a Vale continua promovendo uma maquiagem de empresa 'socialmente e ambientalmente responsável': é necessário desfazer essa falsa imagem); também temos construído várias denúncias no âmbito jurídico, tanto nos tribunais como com representações ao MPE e MPF; outra estratégia é a formação popular e a construção de uma rede de comunidadades que se reconheçam na categoria de 'atingidos'; temos uma dimensão de rede internacional que é muito importante: encontros internacionais dos atingidos, dossiês sobre os impactos nos vários países, participação internacional à assembleia dos acionistas, intercâmbios...Enfim, cuidamos de alternativas possíveis em nossos territórios, como a agroecologia e a economia solidária, além do estudo de modelos alternativos de redistribuição da renda da mineração.

Furo - Como o coletivo avalia a visibilidade mundial da luta contra a Vale?

Padre Dário - Com o prêmio 'Public Eye Award' a visibilidade mundial aumentou muito. A imprensa internacional está buscando vários representantes dos atingidos pela Vale e finalmente aparece um rosto da empresa que ela estava cuidadosamente escondendo. Esperamos que com isso a Vale diminua a arrogância com que geralmente lida com quem a critica, e aceite de rever suas práticas junto às comunidades e territórios.


Furo - Qual o significado político da vitória do coletivo?
Padre Dário - Emerge a força de um movimento que está geograficamente distante, mas unido pelas mesmas violações sofridas. Até nós ficamos surpreendidos pela força e o impacto dessa resposta: conseguir 25mil votos em 21 um dias é sinal de um grande descontentamento e da importância de continuar com essa agregação progressiva. 


Vale é eleita a pior empresa do mundo

Após 21 dias de acirrada disputa, a mineradora brasileira Vale foi eleita, nesta quinta, 26, a pior corporação do mundo no Public Eye Awards, conhecido como o “Nobel” da vergonha corporativa mundial. Criado em 2000, o Public Eye é concedido anualmente à empresa vencedora, escolhida por voto popular em função de problemas ambientais, sociais e trabalhistas, durante o Fórum Econômico Mundial, na cidade suíça de Davos.

Este ano, a Vale concorreu com as empresas Barclays, Freeport, Samsung, SyngentaTepco. Nos últimos dias da votação, a Vale e a japonesa Tepco, responsável pelo desastre nuclear de Fukushima, se revesaram no primeiro lugar da disputa, vencida com 25.041 votos pela mineradora brasileira.

De acordo com as entidades que indicaram a Vale para o Public Eye Award 2012 – a Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale (International Network of People Affected by Vale), representada pela organização brasileira Rede Justiça nos Trilhos, e as ONGs Amazon Watch e International Rivers, parceiras do Movimento Xingu Vivo para Sempre, que luta contra a usina de Belo Monte -, o fato de a Vale ser uma multinacional presente em 38 países e com impactos espalhados pelo mundo, ampliou o número de votantes. Já para os organizadores do prêmio, Greenpeace Suíça e Declaração de Berna, a entrada da empresa, em meados de 2010, no Consórcio Norte Energia SA, empreendimento responsável pela construção de Belo Monte, foi um fator determinante para a sua inclusão na lista das seis finalistas do Public Eye deste ano.

A vitória da Vale foi comemorada no Brasil por dezenas de organizações que atuam em regiões afetadas pela Vale. “Para as milhares de pessoas, no Brasil e no mundo, que sofrem com os desmandos desta multinacional, que foram desalojadas, perderam casas e terras, que tiveram amigos e parentes mortos nos trilhos da ferrovia Carajás, que sofreram perseguição política, que foram ameaçadas por capangas e pistoleiros, que ficaram doentes, tiveram filhos e filhas explorados/as, foram demitidas, sofrem com péssimas condições de trabalho e remuneração, e tantos outros impactos, conceder à Vale o titulo de pior corporação do mundo é muito mais que vencer um premio. É a chance de expor aos olhos do planeta seus sofrimentos, e trazer centenas de novos atores e forças para a luta pelos seus direitos e contra os desmandos cometidos pela empresa”, afirmaram as entidades que encabeçaram a campanha contra a mineradora. Em um hotsite (http://xinguvivo.org.br/votevale/) criado para divulgar a candidatura da Vale, forma listados alguns dos principais problemas de empreendimentos da empresa no Brasil e no exterior.

Coletiva
No Brasil, as entidade Rede Justiça nos Trilhos, Núcleo Amigos da Terra Brasil e International Rivers farão uma coletiva de imprensa sobre o premio nesta sexta, 27, ás 12:00 h, na Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre.

Já em Davos, Suíça, também ao meio dia, horário local, os organizadores do Public Eye, Declaração de Berna e Greenpeace Suíça, farão a entrega do premio durante uma coletiva no Fórum Econômico Mundial, que contará com a presença do economista americano e vencedor do Premio Nobel, Joseph Stiglitz.

Serviço

Coletiva no Brasil
Quando: sexta, 27, às 12:00h
Onde: Casa de Cultura Mário Quintana, Rua dos Andradas, 736 – Centro, Porto Alegre, RS
Organizadores: Rede Justiça nos Trilhos, Núcleo Amigos da Terra Brasil e International Rivers

Para mais informações:
Danilo Chammas, Justiça nos Trilhos – (99) 8844-2331
Padre Dario, Justiça nos Trilhos – (99) 8816-1788

Ass. comunicação:
Verena Glass, Movimento Xingu Vivo – (11) 9853-9950

Enviado por Justiça nos Trilhos

Índios Aikewara bloqueiam rodovia BR-153 no Pará

Índios Aikewara – eles também são chamados Suruí, mas preferem a primeira denominação – estão bloqueando desde ontem o tráfego na BR-153, na altura de São Domingos do Araguaia, no sudeste do Pará. O protesto reivindica o cumprimento de medidas de controle e mitigação ambiental para os impactos causados pela rodovia, que corta a Terra Indígena Sororó, onde eles vivem. Leia mais em MPF

Canteiro de obras da Andrade Gutierrez é ocupado, em Belém.


Ativistas do Comitê Metropolitano Xingu Vivo Para Sempre se incorporam nas lutas dos movimentos sociais e participam da ocupação do canteiro de obras da Andrade Gutierrez, em Belém, Pará.

No dia 26/01, há um ano, o IBAMA liberou a Licença de Instalação "parcial", rasgando a legislação ambiental e dando início à construção do canteiro de obras da UHE Belo Monte.
 
Fonte - Xingu Vivo

Após avanços, governo ‘mudou de atitude’ sobre Amazônia, diz ‘NYT’

Uma reportagem publicada na edição desta quarta-feira pelo jornal americano New York Times afirma que o Brasil teve “grandes avanços” nos últimos anos no combate ao desmatamento da Amazônia, mas que recentemente há sinais de uma “mudança de atitude” do governo. Leia mais no Amazônia

Palmério Dória vai meter o pau na imprensa grandalhona


Sarney mandou jogar ovo nele em lançamento do livro Honoráveis bandidos. Autor de sete livros, dono de humor sagaz, o mocorongo radicado em São Paulo  troca uma idéia hoje no IAP. Papo sobre política, jornalismo e poder melhor que 300 aulas.Vai lá.