quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Amazônia do MA pode sumuir

A Amazônia maranhense é dona de rica biodiversidade, ocupa 26% do bioma amazônico, encontra-se em 62 municípios do Maranhão e representa, em termos de bioma, 34% do território do Estado. No entanto, ela corre o sério risco de desaparecer. Há anos vem sofrendo com desmatamentos, retirada ilegal de madeira, mineração, produção de carvão, caça excessiva e criação de gado. Além disso, recebe pouca atenção do poder público estadual e federal e sua importância é ignorada por grande parte dos  maranhenses. Leia mais em o ECO

Pessimismo sobre Rio + 20 marca Fórum Social

A aposta dos movimentos sociais é que, no caso de esvaziamento da reunião da ONU, as propostas apresentadas pela sociedade civil deverão ganhar força. Militantes ambientais, comunidades indígenas, sindicalistas, agricultores, grupos de mulheres, jovens e negros farão a Cúpula dos Povos, também no Rio, em paralelo à Rio +20, patrocinada pelos governos. Matéria do Valor replicada no IHU

Povo impede mineração nos Andes

“A água vale mais do que o ouro”, argumenta a população carregando cartazes. O pároco local, o franciscano Omar Quinteros, toca o sino no menor movimento de representantes da mineradora querendo alcançar a área da montanha Famatina, conta o repórter Juan Grinberg, da Agência Rofolfo Walsh. Leia mais no IHU

Vale concorre a pior empresa do mundo, repercussão






No vasto mundo virtual não encontrei nenhuma nota nos jornais do Pará. Hoje é o último dia de votação.  Vote AQUI

O Coletivo Justiça nos Trilhos, uma rede de organizações populares germinada a partir das quebradas da região de Carajás, no município de Açailândia, no oeste do Maranhão é uma das protagonistas na campanha que denúncia os passivos da Vale no Pará, Maranhão e Tocantins e países onde a Vale opera.

Apesar da riqueza extraída na região de Carajás, os empreendimentos tratados como grandes projetos socializam entre a população pobre de Carajás desastres como a destruição da floresta para a produção de carvão, que alimenta as siderúrgicas.

A atividade além de engendrar a destruição da floresta, fomenta o trabalho escravo,  poluição dos recursos hídricos, favelização das cidades, prostituição infantil, entre outras mazelas.   

O Justiça nos  Trilhos empenhou esforços em mobilizar trabalhadores e populações atingidos pela Vale. Realizou pequenos encontros nas localidades impactadas e dois encontros internacionais com pessoas do Brasil, Canadá, Moçambique e outros países onde a corporção tem empreendimentos.

O Coletivo produziu documentários, reportagens, dossiês, revistas e vários seminários sobre os impactos da Vale. Outra rede importante, que precede o Justiça é o Fórum Carajás. O mesmo assina inúmeras publicações e documentos desde o fim da década de 1980.  


A visibilidade negativa da empresa, que costuma neutralizar a veiculação dos passivos de seus empreendimentos, constitui um grande feito da população marginalizada que sobrevive no entorno dos locais de operaçaõ da empresa.

Além de colocar em xeque as estratégias de marketing da Vale, que deve em breve veicular alguma bela peça nas TV´s abertas.  Ao menos tem sido assim.

O feito suscitará na sociedade o debate sobre os grandes projetos em que a Vale é ponta de lança, muitas das vezes com recursos do BNDES? Resta esperar.....

A empresa passará a manter um diálogo com essas populações impactadas, ou apenas manterá a política de buscar cooptar alguns segmentos para efeito de publicidade batizada de responsabilidade social?




Revista Exame
Revista Veja
Estadão
Folha de SP
Plataforma BNDES
MST
Bol Notícias
Investimax
Rede Agenda 21
Justiça nos Trilhos
Documento em inglês

Vale - Alunorte reduz a participação dos trabalhadores nos resultados da empresa

As vésperas da Vale receber em Davos Oscar da Vergonha, por conta da violação de direitos humanos e danos ambientais e sociais resultante dos seus projetos espalhados pelo mundo,  indústria da cadeia de alumínio do portfólio da corporação resolveu reduzir a participação dos operários no lucro da Alunorte,  empresa instalada no município de Barcarena, Pará.  

A planta industrial faz parte de cadeia uma mega cadeia de alumínio, considerada uma das maiores do mundo. A Vale é sócia da norueguesa NorskHidro, que passou a ser majoritária no empreendimento. A denúncia é de um coletivo chamado Oposição Sindical. Abaixo o documento enviado por Gilvandro Santabrigida.  

Oposição Sindical “Valorização e Luta”

Alunorte/NoskHidro rasga acordo de PR e penaliza trabalhadores

Em uma atitude unilateral a empresa Alunorte/Hidro diminuiu o valor da Participação nos Resultados (PR) da equipe de eletromecânica da gerência de produção II. Tal atitude foi tomada pelo gerente geral da área devido ter acontecido um acidente com um dos membro da equipe.

Acontece que no dia 13 de janeiro a empresa divulgou o resultado final da PR e ratificou no dia 20 do mesmo mês no seu jornal semanal “Alunews”, onde os trabalhadores da Gepro II garantiram um valor de 2,74 salários base pelos resultados apurados nos parâmetros setoriais e corporativos.

Ontem os trabalhadores da manutenção foram surpreendidos com a decisão do gerente geral da área informando que a PR dos mesmos seria de 2,56 salários base e alegando que devido a acidente estavam sendo penalizados com a redução do valor.

O programa PR da empresa contempla apenas o setorial que envolve toda a área e o corporativo, em nenhum momento é medido por equipes, simplesmente o gerente geral da Gepro II, com esta atitude jogou na lama todo o plano de Participação nos resultados da empresa, e com esta postura encontra uma maneira de punir os companheiros do trabalhador que em nenhum momento pediu para se acidentar. Como o trabalhador que está em São Paulo se restabelecendo do acidente vai se sentir quando ficar sabendo desta decisão da sua gerência geral? Será que não vai atrapalhar sua recuperação? A única coisa que ele precisa agora é se sentir culpado pela que aconteceu.

    
Sindicato se cala frente atitude unilateral de Gerente geral

O sindicato como sempre se finge de morto, e não responde aos questionamentos dos trabalhadores, muitos são sócios da entidade e por respeito deveriam ser atendidos pelo seu presidente. Principalmente porque o programa de PR foi discutido com membros do Sindicato durante todo o ano de 2011 e foram eles que fecharam o programa sem resultados por equipes e sim por áreas.

A Oposição Sindical se solidariza com os companheiros da manutenção eletromecânica e espera que a empresa use o bom senso e não sustente esta decisão tomada pelo gerente geral da Gepro II.

A direção do Sindicato tem que entender que eles representam a classe trabalhadora e não a patronal, que a entidade é classista e que deve lutar pelo bem estar dos empregados.     

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Vale pode ganhar o Oscar da Vergonha, afirma reportagem de O Globo

Companhia brasileira está à frente da operadora de Fukushima em votação sobre ambiente

Thiago Herdy
 Pela primeira vez uma empresa brasileira concorre ao título inglório de pior empresa do mundo pelo “Public Eye People’s”, votação realizada desde 2000 pelas ONGs Greenpeace e Declaração de Berna, também conhecida como “Oscar da Vergonha”. A Vale assumiu a liderança do pleito ontem — contava com 20,1 mil votos no início da noite. A escolha será realizada pela internet, no site <www.publiceye.ch/en/vote>, até quinta-feira. O resultado final deve ser divulgado durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, que começa hoje. Leia mais AQUI

PF ocupou campus do IFPA em Marabá após protesto de estudantes

No dia 24 de janeiro a PF ocupou o campus do IFPA por conta de protesto de estudantes por melhores condições no local. Conforme nota de entidades de classe, os estudantes protestavam entre outras coisas, pela falta de água.  Leia mais no blog do profº Ribamar Ribeiro Jr

Ministério lança manual sobre trabalho escravo e diz que problema está perto do fim

Najla Passos
O ministro do Trabalho, Paulo Roberto dos Santos Pinto, disse nesta terça-feira (24), durante o lançamento do Manual de Combate ao Trabalho em Condições Análogas às de Escravo, que o Brasil está muito perto de erradicar a prática, embora não haja dados totalmente confiáveis sobre o assunto. “A política do governo federal de extinguir a miséria passa necessariamente pela erradicação do trabalho escravo”, afirmou. Leia mais em Carta Maior

Trabalho escravo - todo o país vai debater o assunto

Este ano, a mobilização inclui atividades no Fórum Social, em Porto Alegre (RS), onde está marcado um debate com a presença da ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, e o procurador geral do Ministério Público do Trabalho, Luís Antônio Camargo, para analisar a relação entre o trabalho escravo e os danos ao meio ambiente. O Fórum Social, este ano, será temático e irá preparar terreno para a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, prevista para junho. Leia mais no IHU

FSM - movimentos sociais protestam contra Código Florestal

Pela manhã, na primeira atividade do fórum social, o diretor-geral da FAO disse que a economia brasileira avançou muito nos últimos anos e que o país precisa "retribuir ao mundo" com cooperação técnica. Graziano propôs a criação de uma Embrapa internacional e defendeu que o país exporte tecnologia para outras nações. "O Brasil precisa criar uma institucionalidade. Precisamos ter uma agência brasileira de cooperação que seja efetivamente uma agência. Precisamos ter uma Embrapa internacional que seja efetivamente uma agência de cooperação técnica, apoiando os países que precisam'', afirmou. Matéria do Valor replicada no IHU

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Trabalho escravo em questão, o procurador Cazetta é um dos debatedores

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Consórcio europeu revê projeto de Belo Monte

O consórcio de fornecedores de turbinas de hidrelétricas formado pelas empresas europeias Alstom, Andritz e Voith também está tendo que renegociar certos aspectos técnicos da turbina que vai ser fornecida para Belo Monte. O consórcio Norte Energia pediu que fossem feitas algumas alterações no projeto das máquinas que podem significar um aumento de custo para os fornecedores. Leia mais em Amazônia

FSM - sustentabilidade é o tema central

Se em 2001, quando o Fórum Social Mundial (FSM) foi criado em contraponto ao Fórum Econômico de Davos, o neoliberalismo era o principal alvo da crítica dos que acreditavam em “um outro mundo possível”, atualmente é outra face do capitalismo que preocupa os altermundistas: a falta de sustentabilidade do modelo econômico. O tema será o centro dos debates do Fórum Social Temático (FST), que começa amanhã (24) em Porto Alegre. Matéria da EBC replicada no IHU

Fórum Social Temático: sociólogo defende que debate avance além da ideia de economia verde

O sociólogo português Boaventura Sousa Santos participou de todos os encontros promovidos pelo Fórum Social Mundial (FSM), desde a sua criação, em 2001. A expectativa para a edição temática deste ano, segundo ele, é que o debate possa ir além da simples ideia de economia verde, abrindo espaço para modelos não capitalistas como a economia solidária. Matéria da EBC replicada no IHU

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Puty é indicado como candidato do PT para a prefeitura de Belém

A tendência Democracia Soialista (DS) do Partido dos Trabalhadores (PT) lançou o nome do professor Cláudio Puty para concorrer na convenção que deve decidir pelo candidato ao executivo de Belém.  O professor é ex cardeal do desastrado governo do estado Ana Júlia. Em segundo lugar na votação do encontro estadual ficou o também professor Alfredo Costa e em terceiro o deputado estadual Carlos Bordalo. Leia mais no blog Proposta Democrática do profº José Trindade

O ambiente não aceita desaforos, afirma pesquisador

O economista mineiro Eduardo Giannetti da Fonseca, professor do Insper de São Paulo, teve um estalo há alguns anos. Diante dos sinais irrefutáveis da mudança no clima, percebeu que a vida no planeta está indo para um buraco perigoso - e sem retorno - em virtude do modo insustentável de produção. Fã da economia de mercado, Giannetti alerta para a "cegueira" do sistema de preços, que considera omisso quanto ao custo ambiental das escolhas de produção e consumo. "Ele padece de uma falha tão ou mais grave no longo prazo do que o planejamento central. Nunca imaginei que diria isso na vida." Para Giannetti, é preciso uma mudança nos valores e na forma de produzir e consumir. Senão, diz o economista, a conta recairá sobre o meio ambiente. "E o a ambiente não aceita desaforos." Matéria do Valor replicada no IHU

Belo Monte e as muitas questões em debate. Entrevista especial com Ubiratan Cazetta


Apesar de as condicionantes fixadas na licença prévia ambiental não terem sido cumpridas, as obras da usina hidrelétrica de Belo Monte iniciaram e trazem à tona velhos e novos questionamentos.  Seis meses após o início de instalação dos canteiros de obras, ainda há “imprecisão quanto à dimensão da área a ser desapropriada e da quantidade de pessoas que serão atingidas, removidas ou indenizadas”, diz o procurador da República Ubiratan Cazetta. Leia a íntegra no IHU

domingo, 22 de janeiro de 2012

Um canção para o pessoal do Papão ou do Leão?

Fórum Social vai repercutir protestos anticapitalistas

Um dos focos do Fórum Social será o movimento global de protesto contra o mercado financeiro. São aguardados integrantes das manifestações da Europa, como os "Indignados" espanhóis, e dos Estados Unidos, em uma tentativa de aproveitar a repercussão desses protestos pelo mundo em 2011. Matéria da Folha replicada no IHU

Recursos de programas indígenas são fraudados

Documentos e depoimentos obtidos pelo Globo apontam para a existência de esquemas de desvio de recursos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e do Ministério da Saúde em pelo menos nove dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) distribuídos de Norte a Sul do Brasil, além de ONGs que receberam dinheiro para ações de saúde indígena. As fraudes estão concentradas no serviço de abastecimento de combustível de barcos e veículos, compra de alimentos e pagamento por horas de voo para o deslocamento de pacientes, médicos e insumos. Apenas o contrato nacional de combustível, firmado entre a Funasa e a Ticket Serviços S/A, pagou, nos últimos 4 anos, R$ 142,5 milhões nos 26 estados e no Distrito Federal. Leia mais no IHU