terça-feira, 18 de outubro de 2011

''O 15-M é emocional, lhe falta pensamento'', afirma Zygmunt Bauman


Pergunto ao professor emérito da Universidade de Leeds (Inglaterra) se lhe parece que essas grandes manifestações massivas, pacíficas e tão heterogêneas conseguirão enfrentar os abusos dos mercados, promover uma democracia real, reduzir as injustiças e, em suma, melhorar a equidade no capitalismo global, mas como professor que é, não responde a questão de uma vez só. Leia matéria do El País no IHU

Seminário Mundial contra Belo Monte


Belo Monte vai expulsar de seus lotes e residências mais de 50 mil pessoas; vai secar mais de 100 km do rio Xingu; impactar diretamente 04 comunidades indígenas e afetar mais de 15 mil indígenas; entregar 30 bilhões para empreiteiras e amigos do governo; emitir toneladas de gás metano, gás 25 vezes mais impactante que o carbônico em relação à camada de ozônio. Tudo isso para beneficiar mineradoras, indústrias do centro sul do país e políticos de conduta muito questionável. Leia mais em IHU

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Saga da Amazônia


Mostra de cinema do Pará em Curitiba


A relação Amazônia, mídia e meio ambiente será debatida em encontro internacional na UFPA


No dia 19, 4ª feira, a partir das 9h ocorre no Auditório do Centro de Eventos Benedito Nunes da UFPA a mesa que debate a relação da Mídia e Meio Ambiente. A coordenação será da Dra Neusa Pressler, professora da Universidade da Amazônia (UNAMA). Os debatedores serão Isaltina Araújo (Universidade Federal de Pernambuco – UFPE), Antonio Almeida (Universidade de São Paulo – USP) e Luciana Miranda (Universidade Federal do Pará – UFPA). A mesa integra a programação do Mídia Cidadã e da Associação Latinoamericana de Investigadores em Comunicação  (Alaic). 

A relação da mídia com a região a partir do viés ambiental tem sido pauta de investigação em inúmeros trabalhos de pesquisa. Dentre eles podemos nomear os tratados do professor Manuel Dutra, Otacílio do Amaral e da Luciana Miranda, todos da UFPA.

E recentemente a pesquisa para obtenção de título de doutoramento na Universidade Federal Fluminense (UFF) da professora Ivana Torres da Universidade da Amazônia (UNAMA).

Em comum em algumas investigações sobre a construção de sentidos sobre a (s) Amazônia (s) ocorrem pontos como a perspectiva homogênea sobre as diversas realidades que integram a região. Os horizontes do exótico, do exuberante ou do estranho são recorrentes.

O professor Dutra adverte que o processo colonial que a região experimentou explica algumas construções sobre a Amazônia. Em particular as visões sobre os  modos de vida locais. Neste sentido as populações consideradas tradicionais são consideradas representações do atraso, e que por isso devem sucumbir ao discurso do progresso e do desenvolvimentismo.  

As populações indígenas, quilombolas, as várias modalidades de extrativistas são enquadradas como incompetentes em gerir as riquezas locais. Perspectiva que vem sendo sedimentada desde os relatos de naturalistas, viajantes, religiosos e mesmo na literatura. E que a mídia atual revigora nos mais diversos suportes.

O antropólogo Alfredo Wagner Berno de Almeida ao tratar das principais disputas  que  envolvem os megas projetos que regem a agenda desenvolvimentista e as populações tradicionais, sublinha o cenário conservador da mídia local.
Como o nacional, a contextualização regional é marcada pelo controle dos meios de comunicação em mãos de interesses politico partidário e de grupos familiares. O que acaba redundando numa cobertura parcial sobre o interesse público.  

Um exemplo já considerado clássico é a cobertura sobre os conflitos de terra, marcados pela execução de dirigentes da reforma agrária, os que defendem o meio ambiente e camponeses que lutam pela terra. Tais conflitos costumam ocupar as páginas dos cadernos policiais, sem a devida contextualização da complexa situação do assunto. 

Apesar da Amazônia ser uma pauta internacional em múltiplos fóruns, os jornais locais não possuem um espaço que privilegie a reflexão séria sobre a região. É neste vazio que o nanico Jornal Pessoal, um quinzenário editado pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto se consolidou como a principal referência no jornalismo sobre os temas que ele considera históricos, e que nunca estão nas páginas dos principais diários do estado.

Registre-se que a produção do mesmo é tema de pelo menos uns três trabalhos que serão apresentados no encontro de Mídia Cidadã e da Alaic. O reconhecimento no espaço acadêmico de Lúcio pode ainda ser observado na participação do mesmo numa das mesas do evento.  

Saiba mais sobre o encontro AQUI

Colóquio Internacional sobre Rádios Comunitárias Integra Programação do I Seminário Regional da ALAIC - Bacia Amazônica


Compor um painel das distintas realidades das emissoras comunitárias na região pan-amazônica, assemelhadas por desafios e complexidades comuns. Este é o objetivo do Colóquio “Rádios Comunitárias na Pan-Amazônia: desafios da comunicação comunitária em regiões periféricas”, espaço que integra a programação do I Seminário Regional da Associação de Pesquisadores Latinoamericanos da Comunicação (ALAIC) - Bacia Amazônica, que acontece em Belém do Pará, entre os dias 17 e 19 de outubro de 2011.Leia mais AQUI

Conferência sobre investigação em comunicação na América Latina abre encontros de Comunicação em Belém


A conferência "La investigación en Comunicación en América Latina: Interdisciplina, Pensamiento Crítico y Compromiso social na Amazônia" abriu na pouco na Universidade Federal do Pará (UFPA) os encontros de Mídia Cidadã e o da Associação Latino Americana de Investigação em Comunicação.

Cesar Bolaño (Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación – ALAIC),Eduardo Villanueva (Pontificia Universidad Católica – Peru), Jean Michel Aupoint (Organização das Guianas do Direitos Humanos- Guiana Francesa) foram os debatedores da mesa coordenada pela professora da UFPA Maria Ataide Malcher .

Conforme a página dos encontros os mesmos objetivam promover o diálogo entre as pesquisas acadêmicas produzidas no campo das Ciências da Comunicação, Ciências Jurídicas, Ciências da Arte, Ciências da Educação, e vários outros campos, junto com as experiências de produção de mídia da sociedade civil, mercado e Estado que contemplem temáticas e abordagens voltadas para uma prática cidadã. Reafirmar as intersecções entre a comunicação, fruto da resistência cultural das classes subalternas e dos grupos social e politicamente marginalizados, e a mídia massiva, cujos espaços podem ser compartilhados e os conteúdos, sendo comuns, podem fortalecer a diversidade cultural.

1) Fomentar a pesquisa acadêmica na Região Norte e a produção de conhecimento sobre a comunicação e os direitos humanos, na perspectiva da produção diversificada de mídias cidadãs;

2)Promover o intercâmbio de experiências midiáticas, produzidas por movimentos sociais e organizações não-governamentais, empresas privadas e entidades públicas de todo o Brasil;

3) Estimular o diálogo entre as áreas de Comunicação, Direito, Informática, Artes, Saúde e Educação, com os movimentos sociais, organizações não-governamentais, empresas privadas e empresas públicas, que debatem e produzem mídia;

4) Criar e fortalecer um novo espaço de diálogo e difusão de conhecimento sobre a produção midiática e os direitos humanos entre a Universidade Federal do Pará e a sociedade civil organizada (ONG´s, Movimentos Sociais, Conselhos de Direitos
municipais e estaduais; associações de profissionais e empresas do setor);

5) Contribuir com as discussões internacionais, nacionais e regionais sobre o direito humano à comunicação; a democratização dos meios e a participação das diversidades como produtores de conteúdos midiáticos;


6) Disseminar a experiência em diversos espaços acadêmicos e políticos.
Saiba mais AQUI

Carne ilegal: MPF notifica maior frigorífico do mundo por descumprir acordo pela pecuária sustentável

Nesta segunda-feira (17/10), o Ministério Público Federal enviou uma notificação recomendatória ao frigorífico JBS S/A pelo descumprimento ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em maio de 2010, para regularizar a cadeia produtiva da carne em Mato Grosso. Leia mais em MPF

Defensores da divisão do Pará dizem que novos estados trarão desenvolvimento


Ivan Richard

Dividir para multiplicar, assim o deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA) defende a ideia de divisão do estado do Pará para a criação dos estados de Carajás e do Tapajós.  Coordenador-geral da Frente pela Criação do Estado do Carajás, o parlamentar argumenta que devido à extensão do Pará o Poder Público não consegue atender a todas as demandas da população e a divisão melhoraria a gestão do estado.Leia mais no Amazônia

Com 1 voto favorável ao MPF, julgamento de Belo Monte é adiado

Relatora Selene Almeida considerou inválido o decreto que autorizou a usina e o licenciamento, pela falta da consulta aos índios, mas Fagundes de Deus pediu vistas do processo 
 
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) iniciou nesta segunda-feira, 17 de outubro, o julgamento do processo sobre a falta das consultas indígenas para autorizar Belo Monte. A relatora do caso, Selene Almeida, em um longo voto lido durante duas horas, votou pelo acolhimento do pedido do Ministério Público Federal (MPF) e considerou inválido o decreto legislativo 788/2005, que autorizou o início da usina, assim como todo o licenciamento ambiental posterior. Leia mais no MPF

Opositores à divisão do Pará dizem que novos estados aprofundarão desigualdades

Ivan Richard

A divisão do Pará não resolverá os problemas do estado e ainda aprofundará as desigualdades.  Essa é a avaliação do deputado federal Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), um dos principais líderes do movimento contra a criação dos estados de Carajás e do Tapajós.  Em vez de dividir, ele acredita que a melhor saída para desenvolver o estado é reivindicar da União maior repasse de recursos para recompensar a desoneração de vários tributos decorrentes das exportações. Leia mais em Amazônia

Dia dos indignados em Belém, celebrado no dia 15


Cientistas sobem o tom contra novo Código Florestal


A SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e a ABC (Academia Brasileira de Ciências) entregaram na semana passada a senadores propostas para embasar as mudanças na lei. Para elas, a ciência não foi levada em conta no relatório do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), aprovado em maio no plenário da Câmara. Leia matéria da Folha no IHU

A maldição da violência. O extrativismo posto a nu. Artigo de Alberto Acosta

Fica difícil entender como um Governo popular, que se preza como revolucionário e que assume a defesa dos interesses populares, pode reprimir violentamente setores populares que reclamam seus direitos. Isso acontece na Bolívia. O Governo do presidente Evo Morales, fazendo caso omisso dos reiterados pedidos para que abra o diálogo com os moradores do Território e Parque Nacional Isibore Sécure (TIPNIS), optou pela repressão. Leia mais em IHU

Crise financeira global reduz o consumo de produtos sustentáveis

Em agosto, Llloyd Alter se deparou com os limites de suas convicções ambientais quando teve que trocar o telhado de sua casa em Toronto, que estava com goteiras. “Durante anos, eu disse que instalaria um telhado de metal refletor”, porque ele ajuda a reduzir o calor e baixa os custos de energia durante o verão, disse Alter, 58, arquiteto que escreve sobre design para o site Treehugger, voltado para a sustentabilidade. Mas “na hora do vamos ver, comprei um de asfalto”, disse ele. Leia mais em Ecodebate

domingo, 16 de outubro de 2011

Zizek: o casamento entre democracia e capitalismo acabou

Durante o crash financeiro de 2008, foi destruída mais propriedade privada, ganha com dificuldades, do que se todos nós aqui estivéssemos a destruí-la dia e noite durante semanas. Dizem que somos sonhadores, mas os verdadeiros sonhadores são aqueles que pensam que as coisas podem continuar indefinidamente da mesma forma. Leia mais em Carta Maior

Feira de Ciência e Tecnologia

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Indígenas universitários lançam portal sobre a história dos índios no Brasil


Com o objetivo de auxiliar professores e alunos no estudo da História e das Culturas Indígenas no Brasil, um grupo de seis índios universitários lançou na última quarta-feira, dia 12 de outubro, o site "Índio Educa”. A proposta conta com o apoio da ONG Thydêwá e faz parte do Plano de Ação Conjunto Brasil – Estados Unidos para a Promoção da Igualdade Racial e Ética (Japer).Leia mais em Adital

Obras na Amazônia atraem 7 'trens-bala'

O governo federal e o setor privado inauguraram um novo ciclo de desenvolvimento e ocupação da Amazônia Legal, onde vivem 24,4 milhões de pessoas e que representa só 8% do PIB brasileiro. O pacote de investimento para os nove Estados da região até 2020 já soma R$ 212 bilhões. Parte já foi realizada. O valor deverá subir quando a totalidade dos projetos tiver orçamentos definidos. Leia a íntegra no IHU

''Contra o poder financeiro, político, militar e midiático''

Eduardo Febbro
Há uma semana, centenas de indignados vindos de toda a Europa se instalaram na capital belga para participar da Ágora Internacional Bruxelas, uma antessala da manifestação mundial que será realizada neste sábado, dia 15 de outubro. “O maior perigo que nos ameaça é a passividade”: essa é a consigna com a qual trabalha todos aqueles que vieram a Bélgica através de uma marcha de 1.200 quilômetros. Leia matéria da Carta Capital no IHU