O seminário busca promover o diálogo entre universidades, pesquisadores e movimentos sociais.
Entre 25 a 27 de junho, a Universidade do Estado Pará (UEPA), campus de Belém, sediará o I Encontro de Professores(as) e Pesquisadores(as) sobre o Problema Mineral na Amazônia.
A iniciativa é do Movimento pela
Soberania Popular na Mineração (MAM) em diálogo com as universidades Federal do
Pará (UFPA), Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) e UEPA, que tem como
horizonte a promoção de diálogos com vistas ao fortalecimento de pesquisas
alinhadas com os movimentos sociais.
Possuem relevo neste caso,
situações de conflitos, desafios e contradições associados à atividade
mineradora. Assim como contribuir para a troca de informações e a difusão do
conhecimento tendo base a perspectiva crítica e interdisciplinar.
O evento resulta de uma
trajetória de 11 anos de parcerias construídas, em âmbito nacional, entre o e
pesquisadores/as e professores/as comprometidos com o debate crítico sobre a
mineração no Brasil e nas Amazônias.
Ao longo de suas jornadas o MAM
em parceria com universidades de todo o Brasil, tem produzido uma série de documentos
e livros sobre o tema.
O evento espera reunir militantes
do MAM, docentes do ensino superior, núcleos e grupos de pesquisa, bem como
pesquisadores/as vinculados a cursos e programas de graduação e pós-graduação
dedicados à análise crítica da mineração na região amazônica.
Pretende-se de forma coletiva,
construir leituras, caminhos e uma agenda de atuação que articule a academia,
os territórios em luta frente ao setor mineral e a sociedade amazônica e
brasileira, contribuindo para o fortalecimento da soberania popular na
mineração.
A inscrições para apresentação de
trabalho podem ser realizadas até o dia 12. Saiba mais AQUI
Mineração no Pará – Existe
minério praticamente em todo o estado, – de seixo a ouro -, todavia, até o
momento, Carajás tem se constituído como o principal polo exportador.
O extrativismo mineral possui
relevância na composição da balança comercial do estado do Pará, chegando a
contribuir em patamar que beira casa dos 40% do Produto Interno Bruto (PIB ).
E, responde por cerca de 90% das exportações do estado, onde o minério de ferro
possui destaque, seguido de cobre, manganês e bauxita.
O mesmo minério que pesa na
composição do PIB e nas exportações é
responsável por uma renúncia fiscal expressiva por conta da Lei Kandir (lei
complementar federal n.º 87, de 13 de setembro de 1996), que desonera as
empresas em recolher o Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviço (ICMS) dos
produtos primários e semielaborados.
No cenário de corporações
internacionais que exploram ou reivindicam licença para prospecção mineral
junto à Agência Nacional de Mineração (ANM) em solo paraense, constam a suíça Xstrata, a estadunidense Alcoa,
a francesa Ymeris, a Reinarda, subsidiária da australiana Troy Resourse, a
norueguesa Norsk Hidro, a chilena Codelco, a canadense Belo Sun Mining Corp e a
Vale, esta a de maior musculatura.
A Alcoa explora bauxita em
Juruti, no oeste do paraense desde os anos de 2000. Em processos de licenciamento
ambiental marcados por judicializações. Nos últimos anos a mineradora tem
pleiteado minerar o subsolo do Projeto Agroextrativista (PAE) Lago Grande, no
município de Santarém.
A mesma região vem experimentando
a ampliação da atividade na cidade de Terra Santa, vizinha à Oriximiná, onde a
Mineração Rio do Norte (MRN), explora bauxita desde os anos de 1970.
Ao longo dos anos a modalidade de
política pública para a Amazônia baseada em grande empreendimento tem sido um
indutor de desagregação econômica e social. O fenômeno se manifesta a partir do
rompimento de laços de solidariedade, vizinhança, formas de reprodução
econômica, social e cultural de pescadores, indígenas, trabalhadores rurais,
extrativistas e demais formas da sociodiversidade.
Na região do Xingu, dois
projetos, a hidroelétrica de Belo Monte e a moneradora canadense Belo Sun fazem
parte de um cenário que tem redefinido os territórios já estabelecidos na
Pan-Amazônia.
Tais empreendimentos colocam em
flancos opostos grandes corporações de construtoras de barragens, mineradores,
agricultura capitalista e noutro as populações consideradas tradicionais, numa
lógica secular marcada pela expropriação dos últimos. Para não falar da
atividade garimpeira.
Saiba mais sobre o MAM
Serviço:
I Encontro de Professores(as) e Pesquisadores(as) sobre o Problema Mineral na Amazônia
Local: UEPA, Campus Belém
Período: 25 a 27 de junho
Promoção: Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) e parceiros
Mais informações:
Katiane de Jesus (93) 9 8814-5368
Márcio Zonta - 98 98156-1749






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