quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Sebrae apresenta em Palmas (TO) o Amazontech 2011


O auditório do Palácio Araguaia se transformou numa extensão da Floresta Amazônica para o lançamento do principal programa de tecnologia do Norte do Brasil, o Amazontech 2011. A iniciativa reuniu diretores do Sebrae dos nove estados da região da Amazônia Legal, o governador do Tocantins, José Wilson Siqueira Campos e demais autoridades. Um painel de led, de alta definição, retratou um pouco do que promete ser o evento, pela primeira vez realizado no Tocantins, entre os dias 18 e 22 de outubro.Leia mais no Sebrae

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Rock Rio Guamá chega à quinta edição com programação diversificada


A beira do rio da Universidade Federal do Pará (UFPA), que dá nome ao jornal oficial da Instituição e representa um lugar de contemplação e encontro entre os discentes, será palco da quinta edição do Festival Rock Rio Guamá, evento que acontece a partir desta terça-feira, 18, e vai até dia 27 de outubro. A programação é ampla e diversificada, e contará com dois momentos: a programação estruturante, que terá mesas-redondas, oficinas e workshop, e a programação cultural, com apresentação de bandas, teatro, dança, mostra de produções audiovisuais e fotografia. Leia mais em UFPA

Terras e Territórios Indígenas no PPA 2012-2015

Ricardo Verdum
O Plano Plurianual 2012-2015 enviado ao Congresso Nacional no final de agosto está dividido em 65 programas temáticos, com 491 objetivos e 2.503 iniciativas. Para sua execução, o Governo federal prevê um investimento global de aproximadamente R$ 5,4 trilhões. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Plano Brasil Sem Miséria (PBSM) são anunciados como as duas principais prioridades do PPA, que serão objeto de tratamento diferenciado ao longo dos quatro anos. Visto no conjunto, o novo PPA revela uma vontade de trabalho ambiciosa, com factibilidade ainda por ser verificada.Leia mais em Adital

Polícia Federal dá ultimato a sem-terra em Marabá

Policiais federais intimaram os sem-terra acampados na Praça do Mogno, em Marabá, a desocupar a área até domingo, dia 23.  Ontem (17/10) pela manhã, pelo menos 10 famílias remanescentes da fazenda Pioneira, reintegrada em agosto deste ano por ordem judicial, continuavam na área, de propriedade da siderúrgica Cosipar. Leia mais em Quaradouro

Siderurgia em Marabá - sai a Vale entra a Cikel


Quem primeiro levantou a lebre, em julho deste ano, foi o blog de Hiroshi Bogéa: “A usina de ferro gusa da Vale, instalada no Distrito Industrial de Marabá, tem data definida para desativação. Em outubro próximo, a Ferro Gusa Carajás desmobiliza seu parque industrial, no embalo da crise que abate o setor há mais de três anos.” Leia mais no Quaradouro

Brega em defesa do rio Xingu


Alto custo de energia na Amazônia Legal será investigado por comissão

O alto custo da energia elétrica nos estados da Amazônia Legal será tema da audiência pública nesta quarta-feira (19) na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional.  O presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Consumidores de Energia Elétrica e Combustíveis, deputado César Halum (PPS-TO), foi convidado pelo 2º vice-presidente da Comissão da Amazônia, deputado Raul Lima (PP-RR), para explicar o que ele chama de “grande paradoxo”.  Ele quer conhecer a opinião do colega “considerando que a energia é obtida a partir de fonte permanente, a usina hidrelétrica, uma das fontes mais baratas para se produzir esse recurso essencial aos brasileiros”, acrescentou Lima. Leia mais no Amazônia

Movimentos sociais protestam contra adiamento de decisão sobre Belo Monte

Luana Lourenço

Entidades contrárias à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), protestaram ontem (17) contra o adiamento da decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) sobre uma ação que questiona a construção da barragem sem a consulta aos povos indígenas da região.  O julgamento do TRF-1 foi interrompido por um pedido de vista do desembargador Fagundes de Deus. Leia mais no Amazônia

Violência no Campo- Caso Brasília: após quase uma década, execução de dirigente vai a julgamento

No dia de 20 outubro, em Belém, a partir das 8h  vão a julgamento os réus Alexandre Trevisan (Maneco) e Marcio Sartor (Marcio Cascavel) acusados da morte do dirigente sindical e do PT de Altamira Bartolomeu Morais da Silva (o Brasília). O militante tinha 47 anos  quando foi morto com 21 tiros após sessão de tortura, numa comunidade batizada de Castelo dos Sonhos, região de Altamira, sudoeste do Pará.

A execução ocorreu no dia 21 de julho de 2002.  No primeiro julgamento em 2009 os réus foram absolvidos. O processo segue o mesmo diapasão de outras execuções de dirigentes, a morosidade da justiça. É o segundo julgamento do caso. O dirigente denunciava o processo de grilagem de terras, desmatamento e corrupção em órgãos públicos. O Pernambucano de Serra Talhada ajudou a organizar a delegacia sindical no distrito de Castelo dos Sonhos.  

Conforme relatório do movimento de Direitos Humanos, Castelo dos Sonhos é um distrito de Altamira, fica localizado às margens do rio Curuá (principal afluente do Rio Iriri, na Bacia do Xingu), a 153km ao sul do município de Novo Progresso, no chamado Vale do Jamanxim. Típica região de fronteira, concentrando cerca de 12 mil habitantes, Castelo dos Sonhos vive uma situação de total isolamento já que pertence ao município de Altamira, cuja sede municipal situa-se a 1100km de distância.

A região de fronteira integra a área da BR 163, a Cuiabá-Santarém, perímetro que passou a abrigar a violência contra camponeses, antes concentrada a sul e sudeste do Pará. A BR 163 é um dos eixos de integração do governo federal para a Amazônia do Pará e Mato Grosso, onde se pretende erguer a hidrelétrica de Belo Monte.

A região é conhecida por abrigar a derradeira reserva de mogno, madeira de grande valor comercial. E palco de agudas disputas e grilagens de terra. Foi lá que Cecílio do Rego Almeida, empreiteiro falecido em 2008 realizou a maior grilagem de terras da Amazônia, mais de cinco milhões de hectares. A operação foi protagonizada pela empresa Incenxil, que integra o grupo CR Almeida, radicado em Curitiba, que fez fortuna nos anos da ditadura. Almeida era natural do Pará.    

A  violência contra camponeses e seus apoiadores e assessores deu o primeiro sinal na região com a morte de sindicalista Ademir Federecci (o Dema), 36 anos, executado na região de Altamira, em 2001, quando denunciava o processo de exploração ilegal de madeira, a corrupção nos processos de financiamento da extinta Sudam e grilagens de terras.

Já em 2003 uma chacina envolvendo seis trabalhadores rurais e um médio produtor denuncia o deslocamento do morticínio do sul e sudeste do Pará rumo a sudoeste do estado. E em seguida , 2005,  ocorre a morte da missionária Dorothy Stang.

Mais informações
Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SPDDH)
Erika Morhy
(91) 9991-0104

MPF denuncia grupo por fraude no seguro-defeso em Itupiranga (PA)

Presidente e tesoureiro da colônia de pescadores cobravam “taxas” até de quem tinha direito ao benefício 
 
Um grupo que inscrevia falsos pescadores no cadastro que dá direito ao seguro-defeso foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público Federal (MPF). Os sete acusados por estelionato agiam na colônia de pescadores Z-44, em Itupiranga, no sudeste paraense. Leia mais no MPF

Rock de Belém, Madame Saatan


Cultura de direitos humanos: as transformações através do cinema

A Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul chega em sua sexta edição alcançando um sonho colocado desde a sua criação em 2006: estar presente nas 27 capitais brasileiras. As recém-chegadas Macapá, Vitória, Boa Vista, Campo Grande, Porto Velho, Florianópolis e Palmas vibraram por fazer parte da maior mostra de cinema do gênero no mundo.

Este grande evento nacional só é hoje possível em tais proporções pelo trabalho incansável de inúmeras pessoas, autoridades e anônimos, que acreditaram e acreditam que o fim das violações aos Direitos Humanos é uma meta a ser perseguida, principalmente com ações de promoção e divulgação das garantias e direitos fundamentais de nosso povo, numa verdadeira estratégia de formação de uma massa crítica dona de seu próprio destino.Leia mais no site do evento

Belo Monte e as cobras, artigo de Rodolfo Salm

Conta o artigo “Devemos ter medo de Dilma Dinamite?,” de Eliane Brum, repórter especial da revista ÉPOCA (publicado em setembro no blog Brigada Contra a Corrupção Brasileira), que, em 2004, a então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, concedeu uma audiência a Antônia Melo, liderança na luta contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, sobre os estudos para a construção da barragem. Segundo Eliane, depois de ouvir brevemente as preocupações de seus interlocutores com o projeto, Dilma teria apenas dado um murro na mesa, dito “Belo Monte vai sair”, levantado e ido embora. Em 2009, o então presidente Lula pegou pelo braço Dom Erwin Kräutler, bispo do Xingu e disse: “Não vamos empurrar esse projeto goela abaixo de ninguém”. Empurraram. Dom Erwin voltou para Altamira com a promessa de Lula de que uma nova audiência seria marcada para conversarem mais sobre os receios da comunidade local, o que nunca aconteceu. Artigo publicado no Correio da Cidadania e replicado no Ecodebate

''O 15-M é emocional, lhe falta pensamento'', afirma Zygmunt Bauman


Pergunto ao professor emérito da Universidade de Leeds (Inglaterra) se lhe parece que essas grandes manifestações massivas, pacíficas e tão heterogêneas conseguirão enfrentar os abusos dos mercados, promover uma democracia real, reduzir as injustiças e, em suma, melhorar a equidade no capitalismo global, mas como professor que é, não responde a questão de uma vez só. Leia matéria do El País no IHU

Seminário Mundial contra Belo Monte


Belo Monte vai expulsar de seus lotes e residências mais de 50 mil pessoas; vai secar mais de 100 km do rio Xingu; impactar diretamente 04 comunidades indígenas e afetar mais de 15 mil indígenas; entregar 30 bilhões para empreiteiras e amigos do governo; emitir toneladas de gás metano, gás 25 vezes mais impactante que o carbônico em relação à camada de ozônio. Tudo isso para beneficiar mineradoras, indústrias do centro sul do país e políticos de conduta muito questionável. Leia mais em IHU

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Saga da Amazônia


Mostra de cinema do Pará em Curitiba


A relação Amazônia, mídia e meio ambiente será debatida em encontro internacional na UFPA


No dia 19, 4ª feira, a partir das 9h ocorre no Auditório do Centro de Eventos Benedito Nunes da UFPA a mesa que debate a relação da Mídia e Meio Ambiente. A coordenação será da Dra Neusa Pressler, professora da Universidade da Amazônia (UNAMA). Os debatedores serão Isaltina Araújo (Universidade Federal de Pernambuco – UFPE), Antonio Almeida (Universidade de São Paulo – USP) e Luciana Miranda (Universidade Federal do Pará – UFPA). A mesa integra a programação do Mídia Cidadã e da Associação Latinoamericana de Investigadores em Comunicação  (Alaic). 

A relação da mídia com a região a partir do viés ambiental tem sido pauta de investigação em inúmeros trabalhos de pesquisa. Dentre eles podemos nomear os tratados do professor Manuel Dutra, Otacílio do Amaral e da Luciana Miranda, todos da UFPA.

E recentemente a pesquisa para obtenção de título de doutoramento na Universidade Federal Fluminense (UFF) da professora Ivana Torres da Universidade da Amazônia (UNAMA).

Em comum em algumas investigações sobre a construção de sentidos sobre a (s) Amazônia (s) ocorrem pontos como a perspectiva homogênea sobre as diversas realidades que integram a região. Os horizontes do exótico, do exuberante ou do estranho são recorrentes.

O professor Dutra adverte que o processo colonial que a região experimentou explica algumas construções sobre a Amazônia. Em particular as visões sobre os  modos de vida locais. Neste sentido as populações consideradas tradicionais são consideradas representações do atraso, e que por isso devem sucumbir ao discurso do progresso e do desenvolvimentismo.  

As populações indígenas, quilombolas, as várias modalidades de extrativistas são enquadradas como incompetentes em gerir as riquezas locais. Perspectiva que vem sendo sedimentada desde os relatos de naturalistas, viajantes, religiosos e mesmo na literatura. E que a mídia atual revigora nos mais diversos suportes.

O antropólogo Alfredo Wagner Berno de Almeida ao tratar das principais disputas  que  envolvem os megas projetos que regem a agenda desenvolvimentista e as populações tradicionais, sublinha o cenário conservador da mídia local.
Como o nacional, a contextualização regional é marcada pelo controle dos meios de comunicação em mãos de interesses politico partidário e de grupos familiares. O que acaba redundando numa cobertura parcial sobre o interesse público.  

Um exemplo já considerado clássico é a cobertura sobre os conflitos de terra, marcados pela execução de dirigentes da reforma agrária, os que defendem o meio ambiente e camponeses que lutam pela terra. Tais conflitos costumam ocupar as páginas dos cadernos policiais, sem a devida contextualização da complexa situação do assunto. 

Apesar da Amazônia ser uma pauta internacional em múltiplos fóruns, os jornais locais não possuem um espaço que privilegie a reflexão séria sobre a região. É neste vazio que o nanico Jornal Pessoal, um quinzenário editado pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto se consolidou como a principal referência no jornalismo sobre os temas que ele considera históricos, e que nunca estão nas páginas dos principais diários do estado.

Registre-se que a produção do mesmo é tema de pelo menos uns três trabalhos que serão apresentados no encontro de Mídia Cidadã e da Alaic. O reconhecimento no espaço acadêmico de Lúcio pode ainda ser observado na participação do mesmo numa das mesas do evento.  

Saiba mais sobre o encontro AQUI

Colóquio Internacional sobre Rádios Comunitárias Integra Programação do I Seminário Regional da ALAIC - Bacia Amazônica


Compor um painel das distintas realidades das emissoras comunitárias na região pan-amazônica, assemelhadas por desafios e complexidades comuns. Este é o objetivo do Colóquio “Rádios Comunitárias na Pan-Amazônia: desafios da comunicação comunitária em regiões periféricas”, espaço que integra a programação do I Seminário Regional da Associação de Pesquisadores Latinoamericanos da Comunicação (ALAIC) - Bacia Amazônica, que acontece em Belém do Pará, entre os dias 17 e 19 de outubro de 2011.Leia mais AQUI

Conferência sobre investigação em comunicação na América Latina abre encontros de Comunicação em Belém


A conferência "La investigación en Comunicación en América Latina: Interdisciplina, Pensamiento Crítico y Compromiso social na Amazônia" abriu na pouco na Universidade Federal do Pará (UFPA) os encontros de Mídia Cidadã e o da Associação Latino Americana de Investigação em Comunicação.

Cesar Bolaño (Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación – ALAIC),Eduardo Villanueva (Pontificia Universidad Católica – Peru), Jean Michel Aupoint (Organização das Guianas do Direitos Humanos- Guiana Francesa) foram os debatedores da mesa coordenada pela professora da UFPA Maria Ataide Malcher .

Conforme a página dos encontros os mesmos objetivam promover o diálogo entre as pesquisas acadêmicas produzidas no campo das Ciências da Comunicação, Ciências Jurídicas, Ciências da Arte, Ciências da Educação, e vários outros campos, junto com as experiências de produção de mídia da sociedade civil, mercado e Estado que contemplem temáticas e abordagens voltadas para uma prática cidadã. Reafirmar as intersecções entre a comunicação, fruto da resistência cultural das classes subalternas e dos grupos social e politicamente marginalizados, e a mídia massiva, cujos espaços podem ser compartilhados e os conteúdos, sendo comuns, podem fortalecer a diversidade cultural.

1) Fomentar a pesquisa acadêmica na Região Norte e a produção de conhecimento sobre a comunicação e os direitos humanos, na perspectiva da produção diversificada de mídias cidadãs;

2)Promover o intercâmbio de experiências midiáticas, produzidas por movimentos sociais e organizações não-governamentais, empresas privadas e entidades públicas de todo o Brasil;

3) Estimular o diálogo entre as áreas de Comunicação, Direito, Informática, Artes, Saúde e Educação, com os movimentos sociais, organizações não-governamentais, empresas privadas e empresas públicas, que debatem e produzem mídia;

4) Criar e fortalecer um novo espaço de diálogo e difusão de conhecimento sobre a produção midiática e os direitos humanos entre a Universidade Federal do Pará e a sociedade civil organizada (ONG´s, Movimentos Sociais, Conselhos de Direitos
municipais e estaduais; associações de profissionais e empresas do setor);

5) Contribuir com as discussões internacionais, nacionais e regionais sobre o direito humano à comunicação; a democratização dos meios e a participação das diversidades como produtores de conteúdos midiáticos;


6) Disseminar a experiência em diversos espaços acadêmicos e políticos.
Saiba mais AQUI