quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Situação indígena no MS - governo afirma que o assunto é questão de honra

O governo federal considera “uma questão de honra” a solução dos problemas enfrentados pelas comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul, segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Além da questão do território, a saúde e a educação são as principais preocupações do Estado. Matéria da EBC

Amazônia e Direitos Humanos é tema de Congresso Nacional do MP

Em sua 19ª edição, o Congresso Nacional do Ministério Público reunirá de 23 a 26 de novembro de 2011, em Belém do Pará, no Centro de Convenções e Feiras da Amazônia (Hangar), Promotores e Procuradores de Justiça de todo o País para discutir o tema “Amazônia, Direitos Humanos e Sustentabilidade”. Leia mais AQUI

Ativismo ambiental - comunicadores e ONG´s animam plataforma para denúncias desde o começo de novembro


Baseada na tecnologia da plataforma Ushahidi, de software livre, utilizada para o mapeamento de situações de perigo, em emergências ou calamidades (usada pela Cruz Vermelha no terremoto do Haiti, por exemplo), a Revela permite a inclusão de informações simultâneas, e em tempo real, por qualquer pessoa que disponha naquele momento, de um telefone ou computador. Com isso, a intenção é construir, de forma colaborativa, um grande mapa georreferenciado, que alerte para informações sobre desmatamento, queimadas, contaminações de rios, de solos, ameaças às espécies em extinção, para citar alguns exemplos. Leia mais no IMAZON

Código Florestal - conheça os pontos polêmicos

O Código já havia sido aprovado na Câmara em maio, com um projeto do então deputado e hoje ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB-SP). No entanto, como essa proposta sofreu diversas modificações até ser votada no Senado, ela voltará para a avaliação dos deputados e, só depois disso, passará pela sanção presidencial. Matéria da BBC replicada no IHU

Há 20 anos, nascia o WWW

Ricardo Luna

“Não houve um momento 'eureka' na criação da Web, um momento preciso em que eu disse: está feita! Ao contrário, foi um percurso longo. Se eu tenho que indicar um início, até poderia ser 1980, quando eu escrevi um programa que se chamava Enquire: eu era um jovem físico e trabalhava no CERN de Genebra. Esse programa me servia para manter o controle do complexo de relações entre pessoas, ideias, projetos e computadores daquela extraordinária comunidade de cientistas. Era só de uso pessoal Matéria do Observatório da Imprensa

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A cidade: condomínios X áreas verdes


A rua onde moro sempre que chove vira um rio. Fica na região metropolitana de Belém, que se verticaliza a passos largos. A cada dia um condomínio vertical ou horizontal desponta. Alguns são de luxo. 

Como explicar tanto condomínio numa realidade econômica árida? Ainda existem inúmeras áreas verdes onde moro. Passarinhos levantam a barra do dia. É possível visualizar camaleões, besouros...Até quando? Uma vasta área verde acaba de ser comercializada.

As empresas prometem erguer mais de vinte torres. Mais um naco de verde que vai para o espaço. Outros tiveram o mesmo destino. Mas, alguns sítios ajudam a manter árvores.

Pelo andar da carruagem restarão somente um parque ambiental no município de Ananindeua e os sítios que poderão resistir a pressão imobiliária.

Nesta área onde deverão erguer as torres as ruas não são asfaltadas. O esgoto corre a céu aberto. Nela as crianças brincam. A prefeitura ladria as ruas próximas onde despontam  condomínios. Se esta rua fosse minha...

O Trem de Guerra


A dinâmica marca as terras dos Carajás, sudeste do Pará. Isso desde tempos remotos. Nos dias atuais o local respira a agenda de um plebiscito que visa a emancipação da região, conhecida mundialmente pela riqueza mineral e os conflitos pela terra.

A disputa pelo território e as riquezas lá existentes mobiliza a grande corporação de mineração Vale, indígenas, posseiros, assentados da reforma agrária, fazendeiros, garimpeiros, grileiros.  É uma fronteira agro-mineral, que cimentou um desmatamento de forma sistemática a partir dos planos de integração do governo federal no século passado.  

Os rios Tocantins Araguaia aliviam um certo aspecto inóspito, rude, obtuso. O calor é escaldante. As constantes transformações em seus aspectos territoriais, sociais e econômicos mobilizam uma gama de produções sobre a região. Narrada em audiovisuais, canções, livros acadêmicos, reportagens e poesia.

A miséria e a riqueza são paralelas. O Trem que corta quintais de assentamentos e aldeias indígenas arrasta os minerais até São Luís. Vez ou outra por semana um Trem de passageiros carrega pessoas grávidas de alguma esperança de trabalho ou riqueza “mágica” em algum garimpo.  

Quantos são os vagões do Trem-Serpente? Quanto se esvai de fartura? Quanto fica em sangue e destruição?

Sobe gente!
Sobe mala
Saco
Embrulho
Caixa de papelão
Sacola
Mochila
Velhos crianças,
Mulheres
Crianças velhas
Gente! Gente!Gente!Gente!
Uh! Mana.....

Versos de Gutembeg Guerra, um paraense que nasceu na Bahia integra o livro Trem, lançado em 2010, mas que somente agora chega ao meu “cafofo”. Guerra é moço sabido. É professor doutor com letra de pós-graduação no estrangeiro.

Morou na região. Tem trabalho acadêmico e agora um poético. O Trem de Guerra goteja inflexões sobre o cotidiano da fronteira. É simples, coloquial. Ele mesmo interroga: um poema ou uma dor?

O saque serpenteia na fronteira. Dessa massa trata a obra de Guerra, num trecho, encaixa: “quem disse que o maior assalto foi ao trem pagador?”

Aos que investigam Carajás, vale conhecer a obra. 
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Belo Monte e Teles Pires - CNJ irá acompanhar os processos

A pedido do conselheiro Gilberto Martins, a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça deve incluir no programa Justiça Plena os processos judiciais que tratam de irregularidades na hidrelétrica de Belo Monte e nas hidrelétricas do rio Teles Pires. A recomendação é uma resposta a pedido de providências feito pelo Ministério Público Federal e do Ministério Público do Mato Grosso. Leia mais no MPF

Atingidos pela Vale de países denunciam impactos da companhia

Coletiva de imprensa é parte do Encontro Tripartite Canadá-Moçambique-Brasil, que acontece em São Luís

“Questões trabalhistas e socioambientais de comunidades afetadas pela Vale”. Este é o tema do Encontro Tripartite Canadá-Moçambique-Brasil que acontece em São Luís entre 23 e 25 de novembro, para tratar de diversos conflitos ocorridos nas áreas de atuação da empresa mundo afora. Leia mais AQUI

Petroleiros reivindicam segurança no trabalho. Entrevista especial com Anselmo Ruoso

A precarização e a falta de segurança no ambiente de trabalho são as principais motivações de uma possível greve no setor petroleiro da Petrobras. Se medidas de segurança não forem adotadas pela empresa nos próximos dias, a categoria ameaça entrar em greve por tempo indeterminado. De acordo com Anselmo Ruoso, o atual sistema de trabalho da empresa está gerando “uma série de fatalidades”. “De 1995 até hoje, mais de 310 trabalhadores da Petrobras morreram trabalhando e, desses, mais de 85% eram terceirizados”, denuncia em entrevista concedida à IHU On-Line. Leia mais AQUI

Índios ocupam obras de usina em Mato Grosso

Armados com arcos, flechas e bordunas, cerca de 50 índios das etnias arara e cinta-larga estão acampados desde segunda-feira na Usina Hidrelétrica de Energia Dardanelos em Aripuanã, noroeste de Mato Grosso, a 883 km de Cuiabá. Eles reivindicam cumprimento do pagamento do direito de compensação ambiental pela Energética Águas da Pedra S.A. (Epsa), concessionária da usina. Matéria do Estadão replicada no IHU

Ibama embarga carvão ilegal utilizado na produção de ferro-gusa em siderúrgicas do Pará


O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) fez ontem (22) uma operação em uma das maiores siderúrgicas do Pará para embargar carvão ilegal, produzido a partir de madeira nativa, utilizado na produção de ferro-gusa. Leia mais em Ecodebate

terça-feira, 22 de novembro de 2011

MPF/TO obtém condenação de empresário que vendia pedras fossilizadas de sítio arqueológico


O empresário Perseu Vaz Barbosa Matias foi condenado pela Justiça Federal a quatro anos de reclusão e pagamento de 36 dias multa, no valor de um salário mínimo vigente em novembro de 2008, pela retirada clandestina de material fossilizado da unidade de conservação Monumento Natural das Árvores Fossilizadas no Estado do Tocantins, sítio arqueológico localizado no município de Filadélfia, norte do Estado. Leia mais no Amazônia

Justiça Federal restabelece direito à anistia de 44 camponeses do Araguaia

Gilberto Costa

A juíza federal Marceli Maria Carvalho Siqueira, da 27ª Vara Federal do Rio de Janeiro, restabeleceu o pagamento da indenização mensal a 44 camponeses do Araguaia anistiados em junho de 2009 pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.  A indenização foi suspensa por liminar de setembro do mesmo ano.  O valor da indenização é de R$ 1.090 (dois salários mínimos). Leia mais em Amazônia

Romaria das Águas solta 1200 tartaruguinhas no Xingu em protesto contra Belo Monte


Movimentos sociais de Altamira, Vitória do Xingu e Senador José Porfírio (Souzel), no Pará, realizaram domingo (20) a primeira Romaria das Águas em defesa do Rio Xingu e contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O ato, idealizado pela Igreja Católica em parceria com o Movimento Xingu Vivo Para Sempre e o Movimento Negro da Transamazônica, contou com a  participação de cem pessoas, entre ativistas, pescadores e ambientalistas. Leia mais em Xingu Vivo

Belo Monte, militância de artistas irrita ministro

O movimento Gota D´água já conseguiu mais de um milhão de assinaturas

"Eles tentam mostrar que estamos cometendo um desatino. Chego a pensar que aqueles que se manifestam no exterior contra a usina o fazem por inveja ou má-fé", diz ele, numa clara referência ao cineasta canadense James Cameron, que tem levantado a bandeira mundo afora contra a construção da usina. "Ele entende muito bem de cinema, mas não sabe nada de energia." Matéria do Estadão replicada no IHU

Cimi pede intervenção federal em Mato Grosso do Sul

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) repudia com veemência as acusações infundadas e sem escrúpulos feitas pelo presidente do Sindicato Rural de Aral Moreira, Osvin Mittanck, através de um órgão de imprensa do Mato Grosso do Sul. Esse senhor desprovido de verdade diz querer justiça, sendo ela regozijada com a desocupação dos indígenas daquilo que ele considera como fazenda invadida e que a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Cimi dêem garantias de que não incentivarão novas invasões. Em nenhum momento pede para que os assassinos do cacique Nísio Gomes e de supostamente dois jovens, desaparecidos, sejam trazidos a público para comprovar a natureza da defesa que voluntariamente faz de seus associados. Matéria da EBC replicada no IHU

O genocídio do povo Guarani no MS- Veja o documentário


Foi lançado nesta terça-feira (21) uma versão HD para internet do documentário que denuncia o processo de genocídio dos Guarani Kaiowá. “À Sombra de um Delírio Verde” mostra a triste situação do povo indígena com a maior população no Brasil que trava, quase silenciosamente, uma luta desigual pela reconquista de seu território contra as transnacionais do agronegócio. Trata-se de uma produção independente (assinada por produtores da Argentina, Bélgica e Brasil) que procura expor em 29 minutos as sistemáticas violências vividas por este povo. Leia a íntegra no Ecodebate

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Hidrelétricas na Amazônia são foco de divergências

A grande área disponível hoje para a construção de novas barragens é a Amazônia, especialmente nas bacias dos Rios Tapajós, Xingu e Madeira. De acordo com o Plano Nacional de Energia 2030, cerca de 80% do total do potencial energético que o Brasil precisa acrescentar ao que já existe deve vir daquelas bacias. Leia matéria do Estadão no IHU

Índios cobram empenho nas buscas do corpo de cacique assassinado

O acampamento Guaviry, da etnia indígena guarani-caiuá, atacado por um grupo armado na manhã da última sexta-feira, recebeu, no fim de semana, a adesão de cerca de 70 índios da mesma etnia, também procedentes de aldeias de Amambai, a 342 quilômetros de Campo Grande (MS), na fronteira com o Paraguai. Segundo o coordenador estadual do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Flávio Vicente Machado, os índios afirmam que não vão deixar a área e prometem resistir, apesar da ação recente de 40 pistoleiros, que teria resultado em uma morte e três sequestros. Leia matéria do Globo no IHU