quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Censo Agropecuário 2006: Desigualdade na distribuição de terras é a mesma de 20 anos atrás

A desigualdade na distribuição de terras no país permaneceu inalterada nos últimos 20 anos. Enquanto as unidades rurais com até 10 hectares ocupam menos de 2,7% da área total dessas unidades, a fatia ocupada pelas propriedades com mais de mil hectares concentram mais de 43% da área total. Essa realidade é a mesma indicada nos Censos Agropecuários de 1985, 1995-1996 e 2006, este último divulgado ontem (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Saiba mais AQUI

Museu realiza exposição sobre o povo Kayapó


Vai até o dia 18 de outubro no Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG, Brasil), em parceria com o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD, França) e comunidades indígenas Mebêngôkre-Kayapó, a exposição “Kayapó - Mebêngôkre nhõ pyka, nossa terra Mebêngôkre”. Organizada no Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP) como parte da programação do Ano da França no Brasil, a mostra visa à promoção de um intercâmbio cultural com o povo Mebêngôkre, revelando aspectos da vida cotidiana, do território e detalhes do universo simbólico-cultural produzido por eles. Saiba mais na Agência do Museu

Milirarização na América Latina

Reativação da Quarta Frota Americana e a Militarização da América Latina é o tema do debate que ocorre no dia 07, às 16h, no auditório do Núcleo de Altos Estudos da Amazônia (NAEA), da Universidade Federal do Pará, em Belém.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

''Todo o Povo Yanomami está contra a mineração''. Entrevista com Davi Kopenawa

O pajé Davi Kopenawa Yanomami ganhou em 1989 o prêmio da ONU Global 500, porque ele lutou contra os garimpos ilegais no seu território, em Roraima. Hoje, 20 anos depois, o território demarcado dos Yanomami está novamente invadido pelos garimpeiros. Além disso, há uma outra ameaça: o novo projeto de lei para liberar a mineração nas territórios indígenas e o risco de mineração de urânio. A socióloga Márcia Gomes de Oliveira falou com Davi Kopenawa, atual presidente da Hutukara Associação Yanomami. Leia mais AQUI

Belo Monte foi proposto por megalômanos e trambiqueiros há mais de 20 anos”. Entrevista especial com Oswaldo Sevá

“Acho que engenharia é uma coisa muito séria para ser praticada por pessoas que são mentirosas como este grupo que inventou e está tocando o projeto de Belo Monte há vinte anos. São mentirosos e agora estas mentiras estão começando a vir à tona, felizmente”. A afirmação é do professor Oswaldo Sevá, que faz, nesta entrevista que concedeu à IHU On-Line por telefone, uma crítica à construção da hidrelétrica de Belo Monte. Leia mais no site da UNISINOS

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Pará quer tarifa menor para Estado produtor de energia

O governo do Estado do Pará pretende colocar na mesa de negociações para a viabilidade do leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte a alteração da forma de mensuração das tarifas de energia elétrica no país. A governadora do Estado, Ana Júlia Carepa (PT), quer que a União proponha um projeto que mude a legislação e permita que os Estados produtores possam ter menor tarifa do que aqueles que recebem a energia. Deu no Valor Econômico

Honduras na arte de Latuff


Dirigentes visitam Marabá e debatem criação da Universidade do Sul e Sudeste do Pará

O reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Carlos Maneschy, e parte da nova coordenação superior visitaram o Campus da Universidade em Marabá, na quinta-feira (24). Após um dia inteiro de reuniões, audiências, visitas e vistorias a reformas e obras, a equipe estabeleceu parcerias com prefeitos, deputados, vereadores e representantes de entidades civis de Marabá e do entorno em apoio à criação urgente da Universidade do Sul e Sudeste do Pará. Leia mais no site da UFPA

MST auxilia índios da Raposa-Serra do Sol no plantio de arroz

Parceria entre índios ligados ao Conselho Indígena de Roraima (CIR) e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vai levar assistência técnica para a produção de arroz na terra indígena Raposa Serra do Sol. Líderes indígenas vão ser treinados nas escolas do MST que ficam no Rio Grande do Sul, e o movimento vai doar 10 mil quilos de sementes para o início do plantio de arroz orgânico na reserva. Leia mais AQUI

Decisão da justiça ignora problemas ocorridos em licenciamento da usina de Santo Antônio", alertam organizações

A concessão da Licença de Instalação (LI) sem o cumprimento de condicionantes, além da falta de autorização do Congresso Nacional para o aproveitamento de recursos hídricos que impactem terras indígenas. Essas e outras irregularidades ocorridas durante o processo de licenciamento da usina de Santo Antônio, no rio Madeira (RO), foram ignoradas pelo juiz federal de Rondônia, Élcio Arruda, ao indeferir o pedido de liminar para suspensão da LI da hidrelétrica. Leia mais no site AMAZÔNIA

MA: Pistoleiros atacam acampamento

Na tarde do último sábado (26/9), 20 homens armados e encapuzados invadiram uma área onde 20 famílias da comunidade Retiro Velho, município de São Mateus (MA), estavam acampadas. Leia mais no site da CPT

ESTREITO: famílias exigem direitos do Ceste

Foto: construção da hidrelétrica de Estreito, Rogério Almeida/2008
O consórcio é formado pela Alcoa, Vale, Camargo Corrêa e a belga Suez Tractebel


20 mil famílias devem ser afetadas pela hidrelétrica de Estreito, construída no rio Tocantins, na fronteira do Maranhão com o Tocantins.

A ilha de São José ficará submersa com a construção do lago.

Famílias que vivem da pesca, do extrativismo do babaçu e de outros recursos naturais estão acampadas na sede do escritório do Ceste, no município de Babaçulândia, no estado do Tocantins.

As famílias exigem esclarecimentos sobre os processos de indenização e remanejamento.

A coordenação do movimento que envolve pescadores, extrativistas, agricultores declara que a direção do Ceste os tem empurrado com a barriga.

Das famílias 20 mil famílias que serão afetadas o Ceste reconhece somente 10%.

Desde as primeiras audiências públicas no início da década, os estudos de impacto ambiental omitiram a existência de indígenas, agricultores e de floresta no local.

O Ceste aglutina as grandes corporações do quilate da Camargo Corrêa (4.44%), ALCOA (25.49%), Vale (30%) e a belga Suez-Tractebel (40.07%)

Babaçulandia é uma pacata cidade no norte do estado do Tocantins. O nome remete a palmeira de babaçu, que abunda na vegetação local.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Em briga de boi grande quem mete a colher?

A fusão de grandes corporações é um elemento que conforma a atualidade da economia mundial.

Os mastodontes do mundo de frigoríficos não escapam ao diapasão econômico e somam esforços para aperfeiçoar os ganhos, como refletiria algum executivo do setor.

No Brasil quem acaba de celebrar o enlace matrimonial foram o Bertin e o JBS.

As núpcias não tem sido um mar de rosas.

Tudo devido ao descontentamento de quem engorda o boi, leia-se a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), que tem como timoneira a xiita de direita, senadora Kátia Abreu (DEM/TO).

A fundamentalista do agronegócio agitou a mídia do Pará no início do ano pedindo a cabeça de “Donana”, Ana Júlia Carepa (PT/PA), governadora do estado.

A motivação foi a ocupação de inúmeras fazendas em nome da Agropecuária Santa Bárbara pelos movimentos camponeses.

A empresa é vinculada ao banqueiro Daniel Dantas e tem a vida no Pará nublada por várias acusações de ilícitos, entre eles a lavagem de dinheiro e crime ambiental.

Ocorre interrogar qual será a atitude da senadora ante o “casamento” dos grandes frigoríficos: será que ela pedirá no Congresso a reinvenção da lógica do mercado?

Ou exigirá uma CPI para investigar os financiamentos públicos nas empresas?

A senadora é considerada o Ronaldo Caiado de saias dos tempos modernos.
Caiado para quem não se lembra dirigiu a União Democrática Ruralista (UDR).
Uma sigla sinônima da intolerância na década de 1980.

Período marcado pelas execuções de camponeses e apoiadores da reforma agrária no Pará.

Nos corredores do Congresso e nas publicações que festejam o mundo rural, Abreu é notória por espumar de ódio somente em ver uma bandeira vermelha.

Mesmo que seja do afetuoso, “Ameriquiha/RJ”, somente por conta da mesma lembrar o MST.

O mesmo sentimento é manifestado aos que defendem o meio ambiente e os direitos humanos.

Em particular aos que denunciam a prática de trabalho escravo nas fazendas da Amazônia.

A pergunta roda: e agora Abreu, essa marra que tu tem, qual é?

Ibama quer retirar cem mil bois da Floresta Amazônica

Numa tentativa de conter o avanço da pecuária sobre vastas áreas da Floresta Amazônica, fiscais do Ibama planejam apreender ou forçar a retirada de aproximadamente cem mil bois que estão sendo criados em áreas de preservação ambiental na fronteira entre Mato Grosso e Pará, mais especialmente no município de Novo Progresso. Leia mais AQUI

Belo Monte: ainda falta muito a ver, artigo de Washington Novaes

Certamente ainda haverá tempestades no caminho do licenciamento e da implantação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, que o ministro do Meio Ambiente anunciou que “provavelmente” receberá licença provisória do Ibama em novembro e, pelos cálculos oficiais, deverá estar concluída até 2014, ao custo estimado de R$ 16 bilhões (Estado, 23/9). Leia mais AQUI

domingo, 27 de setembro de 2009

Duas guitarras, um Brasil: Herbert e Mestre Vieira

FOTO: Thiago Araújo- Diário do PA
Então toca um pouquinho para mim para mostrar um pouco desse som”. Essa foi uma espécie de senha para que o velhinho de 75 anos pegasse a guitarra e começasse a mostrar os sons que encantaram ingleses, alemães, italianos, escoceses, portugueses e paraenses. Leia mais no Diário do PA

Moradores de reserva por onde vão passar linhas de transmissão ficarão sem luz

Fabíola Munhoz
Moradores da Reserva Extrativista (Resex) Verde para Sempre, por onde deverão passar linhas de transmissão de energia que o governo federal pretende construir entre a hidrelétrica de Tucuruí e as subestações Xingu e Jurupari, não terão acesso à energia elétrica. A iniciativa de construir os linhões ao longo do rio Xingu faz parte do plano de interligar usinas do Norte do país ao sistema energético nacional. Leia mais no site Amazônia.

Memória: em tempos de grandes barragens


Chafurdando no arquivo não lá muito organizado encontrei o boletim Arca. O mesmo foi editado no século passado, lá pela década de 1980.

O boletim tinha como objetivo ser um canal de denúncia sobre os passivos sociais e ambientais da grande barragem de Tucuruí, erguida no rio Tocantins, no sudeste do Pará.


Além de reportagem de Lúcio Flávio Pinto, quando o mesmo ainda militava no jornal O Liberal, outra matéria chamava a atenção sobre as ações do Grupo Executivo das Terras do Araguaia-Tocantins (GETAT).
A atmosfera ainda era impregnada pelo autoritarismo. Um período conhecido como a militarização da Amazônia.

Amazônia: 30 anos de grandes projetos

Os grandes projetos econômicos abriram clareiras na floresta amazônica e nela instalaram o capitalismo mais moderno do mundo. Os primeiros desses empreendimentos entraram em operação há 30 anos, no Jari. Quem se lembra? O que acha? Leia mais AQUI

Uma vida a serviço da causa da justiça. Entrevista com Frei Henri Burin des Roziers

Entrevista feita pelo estudantes Dominicanos ao Frei Henri Burin des Roziers OP para o site da EDT, realizada no Hospital São Camilo do Ipiranga, São Paulo, 16 de agosto, no dia em que a Igreja comemorava o dia do religioso.A entrevista foi revista pelo Frei Henri com a ajuda de Aparecida Almeida no Hospital Sarah Kubtschek, no dia 15-09-2009, em Brasília. Leia mais AQUI