quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Festa na floresta

Leia o release AQUI

El Pais-Espanha - O jornal que é um país

Alberto Dines

No sábado (22/1), o diário espanhol El País ofereceu aos leitores espalhados pelo mundo uma edição especial do caderno cultural Babelia para celebrar o seu número 1.000 – um tesouro de quarenta páginas que deve ser saboreado de ponta a ponta mesmo por aqueles que só conhecem o portunhol falado na Calle Florida (Buenos Aires), Puerta del Sol (Madri) ou Las Ramblas (Barcelona). Leia mais no OI

Brasil de Fato:oito anos de jornalismo popular

Michelle Amara

No dia 25 de janeiro de 2003, o jornal Brasil de Fato era lançado. O auditório Araújo Viana, em Porto Alegre, estava lotado. Cerca de cinco mil pessoas de diversas nacionalidades saudaram o surgimento do semanal em meio à realização do 3º Fórum Social Mundial. Nascido com a missão de produzir uma visão sobre a política, a economia e a sociedade a partir dos trabalhadores, o Brasil de Fato completa em 2011 o seu 8º aniversário. Este feito, na avaliação daqueles que o acompanham desde o lançamento, é uma vitória a ser comemorada. Leia mais no OI

UFPA entrega ao MEC projeto de criação da Universidade do sul do PA


A Universidade Federal do Pará entregou à Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação o projeto, revisado e reformulado, de criação e implantação da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa). O documento foi entregue pelo pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento da UFPA, professor doutor Erick Nelo Pedreira, em solenidade realizada em Brasília, este mês. Leia mais na UFPA


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Vale compra empresa de Biodiesel da Amazônia

A Vale anunciou nesta semana a compra do controle da Biopalma da Amazônia por US$ 173,5 milhões.  A empresa, produtora de óleo palma, matéria-prima para a produção de biodiesel, possui seis pólos de produção em desenvolvimento na região do Vale do Acará e Baixo Tocantins, no Pará.  As informações são do jornal O Estado de São Paulo. Leia mais no Amazônia

O povo ribeirinho do São Francisco traduz as lutas populares do Brasil. Entrevista especial João Zinclar

Um fotógrafo operário. Assim se define João Zinclar que já foi metalúrgico e hoje vive da fotografia. O gaúcho, que hoje vive em Campinas-SP, durante seis anos percorreu as margens do rio São Francisco e registrou a vida deste e de quem depende dele para viver. Assim nasceu o livro O Rio São Francisco e as Águas no Sertão (Campinas: sem editora, 2010). Em entrevista à IHU On-Line, realizada por email, Zinclar conta como foi esse processo de captação das imagens e convivência com o povo da região. Leia a entrevista AQUI

Construtor de Belo Monte desiste de linha do BNDES

A Nesa (Norte Energia S.A.), empresa que reúne os 18 investidores da usina hidrelétrica de Belo Monte, desistiu do empréstimo-ponte (linha de curto prazo) de R$ 1,087 bilhão aprovado em 21 de dezembro do ano passado pelo BNDES. Matéria da Folha replicada no IHU

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Atlas revira entranhas do trabalho escravo no Maranhão

Elaborado pelo Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos (CDVDH) de Açailândia (MA), Atlas Político-Jurídico do Trabalho Escravo Contemporâneo no Maranhão reúne informações e análises preciosas para entender o fenômeno
Bianca Pyl

Apreendidos durante as fiscalizações, os cadernos com anotações de débitos servem normalmente para comprovar sistemas de servidão por dívidas existentes nos casos de trabalho escravo contemporâneo.  Não foi diferente na operação trabalhista que libertou 27 pessoas submetidas à escravidão na Fazenda Sagrisa, em Codó (MA), que pertence ao Grupo Maratá, com sede em Lagarto (SE).  Em novembro de 2005, os auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que estiveram no local encontraram oito cadernos na cantina da propriedade no interior do Maranhão. Leia mais no Amazônia

Esquerda terá presença inédita no Congresso

A esquerda terá um espaço inédito no Congresso Nacional que toma posse hoje (1º). A classificação ideológica das siglas brasileiras e o impacto disso na produção legislativa podem provocar longos debates. Porém, uma coisa é certa: PT, PCdoB e Psol, tidos como de esquerda, e PSB, PDT, PPS e PV, historicamente associados à centro-esquerda, ocuparão 219 (37%) das 594 cadeiras do Parlamento. Entre eles, apenas Psol e PPS não fazem parte da base de apoio da presidenta Dilma Rousseff. Deu no Congresso em Foco

Barragens:relatório aponta violações de direitos humanos


Qual a extensão e gravidade das violações de direitos humanos no planejamento, construção e operação de barragens no Brasil? A resposta pode ser encontrada no Relatório da Comissão Especial “Atingidos por Barragens”, aprovado pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, e lançado na quarta-feira (26), na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, no Rio de Janeiro. Leia mais no IBASE

O que o "Fantástico" não disse sobre o Maranhão

Assessoria de Roseana Sarney tentou impedir a veiculação da matéria 
O advogado Antônio Filho, ligado ao Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos de Açailândia (CDVDH), está ameaçado de morte por denunciar a violência, o crime e a impunidade tão comuns no Maranhão. Este assunto tem relação com a reportagem veiculada ontem (30/01) no Fantástico (TV Globo) sobre a situação das delegacias de polícia do Brasil Leia mais no Vias de Fato

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Oeste do Pará: exploração ilegal de madeira torna o clima tenso na região

Assassinato de trabalhador rural, ameaça de morte e “empate” marcam a disputa entre madeireiros e a população local  em Juruti
Os grandes projetos e as tragédias que a instalação deles acarreta no interior da Amazônia, têm ajudado para colocar na pauta nacional e internacional municípios como Anapu, Juruti, Nova Olinda, Jacareacanga e Castelo dos Sonhos, localizados no oeste do Pará.
A disputa pelo território e as riquezas existentes possuem um xadrez nítido: grandes corporações e madeireiros versus comunidades consideradas tradicionais. A execução de Dorothy Stang em fevereiro de 2005 alertou sobre a delicada situação desta parte da Amazônia.
A região tem abrigado a tensão entre madeireiros e as populações locais desde o início da década de 2000. Além da execução da missionária estadunidense, foram assassinados os dirigentes sindicais Alfeu Federicci (Dema) e Bartolomeu dos Santos (Brasília). Tem-se ainda o registro de uma chacina.
Além de cidades como Anapu e Nova Olinda, a situação de conflito tem se acirrado no município de Juruti. É nele que a mega corporação estadunidense do setor de alumínio Alcoa, explora uma mina de bauxita, matéria prima para a produção de alumínio.
Além da tensão entre a Alcoa e os quilombolas que lá residem, existem situações de risco com a exploração ilegal de madeira. Em janeiro já ocorreu uma execução de trabalhador rural. O dirigente sindical Gerdeonor Pereira dos Santos denuncia novas ameaças de morte.
Na comunidade de Galiléia trabalhadores realizaram um “empate”. A prática começou no Acre, como forma dos seringueiros enfrentarem a exploração ilegal de madeira.  Na comunidade de Galiléia, em Juruti Velho, moradores retiveram um caminhão com toras de madeira. O local abriga o Projeto de Assentamento Extrativista (PAE).
A Associação das Comunidades de Juruti Velho (Arcojuve) já encaminhou documento para a superintendência regional do Incra de Santarém, Ministério Público Estadual e Polícia Federal informando sobre a situação.   
O futuro para a região não parece muito promissor. Ela integra um dos eixos de integração do governo federal. Há projetos de construção de um conjunto de hidrelétricas no rio Tapajós, projeto de uma hidrovia e o asfaltamento da BR 163.  Sem falar na exploração de outras áreas pra a mineração.  E a concessão de exploração de reservas florestas para a iniciativa privada.
O cenário sinaliza que a região pode experimentar o que o sudeste do estado passou na década de 1980, o que a imortalizou como a mais violenta na disputa pela terra do país.  
Com informações de Isabel Cristina - Juruti Velho- oeste do PA

  

Vale inicia obras do novo Carajás

Junto ao crescimento da extração, estimado em 170 milhões de toneladas, vem degradação ambiental e distúrbios sociais


Márcio Zonta
de Canaã dos Carajás (PA)

Um dos maiores projetos de exploração mineral da Vale no mundo, o S11D, na Serra Sul de Carajás, será implantado até 2015 em Canaã dos Carajás (PA). O escoamento de minério passará de 110 milhões de toneladas por ano, para 220 milhões de toneladas no primeiro ano da efetivação da mina, com previsão de crescimento para 280 milhões nos próximos cinco a dez anos. Leia mais no Brasil de Fato

STR de Imperatriz\MA soma 44 anos

Outro líder camponês que contribui consideravelmente para a reestruturação politica do Sindicato é Manoel da Conceição. O Mané que sempre relembra que o STTR também já teve seus dias de” peleguimos”Leia mais no blog do Cerrado

Juiz notifica Ibama a explicar licença de Belo Monte

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a empresa e a concessionária Norte Energia S.A., que vai construir a hidrelétrica de Belo Monte, no município de Altamira (PA), têm até a próxima semana para prestar informações à Justiça Federal sobre licença ambiental que autoriza a abertura do canteiro de obras do empreendimento. Leia mais no IHU

Pequeno, bonito e mais barato

 Washington Novaes

Houve tempo em que se popularizou a expressão “small is beautiful” (o pequeno é bonito), que pretendia demonstrar, principalmente na área ambiental, que pequenas iniciativas, pequenas obras, eram um caminho mais fértil, mais barato, de benefícios sociais mais amplos. Hoje a expressão parece em desuso, ao mesmo tempo que se ampliam informações sobre megaobras (que custam fortunas) como solução para problemas sociais, ambientais e econômicos – quando, quase sempre, elas são desperdiçadoras de recursos e concentradoras de benefícios, principalmente nas megaempresas que as executam e influenciam as macropolíticas do País. Artigo do [O Estado de S.Paulo] replicado no Ecodebate

O jornalismo precisa ser reinventado. Entrevista especial com Edelberto Behs


Coordenador do curso de Jornalismo da Unisinos desde 2003, o professor Edelberto Behs conversou com a IHU On-Line sobre a atual situação deste curso no Brasil e na Unisinos. “Em levantamento realizado pela Agência Experimental de Comunicação (Agexcom), 6% dos que responderam disseram que estavam desmotivados e que procurariam outro curso. Em contrapartida, 42% assinalaram que, independente do diploma, não deixariam o curso de forma alguma, porque essa era a carreira que queriam seguir”, revela.Leia mais no IHU

domingo, 30 de janeiro de 2011

Cultura FM - Samba de primeira

Janjão é o locutor de um longevo programa de rádio dedicado ao samba em Belém. O mesmo vai ao ar na manhã de sábado na Rádio Cultura FM, emissora estatal.
Na manhã de ontem o programa deu show de um rádio dinâmico e vivo. Nos estúdios recebeu bambas do gênero musical da cidade. Entre eles o vocalista Pedrão, que é linha de frente do Galo Garnisé, que anima as tardes de sábado da Casa do Gilson.
Além de Pedrão, o time contou com o sete cordas, Paulo Moura e o bandolinista Adamor do Bandolim. O músico é o único da região Norte a concorrer em concurso nacional de rádios estatais no gênero instrumental, com a música Chegou o Zé. Vote na canção AQUI
O programa encerrou com uma entrevista com o veterano  Jards Macalé. Coisa de primeira.

Meio ambiente – Leitão mudou o discurso

Procurem no grande oráculo as análises de Miriam Leitão sobre o polêmico licenciamento do porto construído pela empresa estadunidense Cargil, no município de Santarém, oeste do Pará.
Ela advogava em alto elevado som o azeitamento dos processos de licenciamento ambiental. Sublinhava que os procedimentos atrapalhavam a ação dos investidores e empreendedores.
Não sei que bicho mordeu a jornalista, que antes atentava somente no setor da economia. Ao ler e ouvir os comentários da Leitão sobre o projeto de construção da mega hidrelétrica no rio Xingu, Belo Monte, nota-se um influxo do discurso da global.
Antes a entrincheirada na defesa das grandes empresas, tem optado pela moderação. No derradeiro discurso sobre o atropelamento do IBAMA no licenciamento da obra, ela alertou sobre a violência do estado, o ciclo de oscilação dos rios na Amazônia. Foi prudente, como deve ser qualquer análise sobre megas projetos numa delicada região.
No mais, a violência em diferentes níveis - física e simbólica - e o autoritarismo do estado ainda regem a lógica dos grandes empreendimentos. A assimetria dos agentes envolvidos norteia a peleja, que no Estado o principal financiador via recursos do Bando Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Queda do prédio de luxo em Belém:quem é o responsável?


A construção de um edifício de luxo de 32 andares ruiu ontem,29, em Belém. Um acidente da mesma proporção ocorreu no ano de 1987, quando o prédio Raimundo Farias de 13 andares caiu e matou 40 operários. 

A construtora Real Class Construções é a responsável pela obra. A avaliação é que o desastre poderia ter sido bem maior caso ocorresse num dia útil. Cada apartamento do prédio localizado na Travessa Três de Maio, no centro da capital do Pará, estava sendo negociado por 500 mil reais.   

Faz uns 10 anos que a cidade respira um boom imobiliário. A cidade é quase uma ilha e se verticaliza numa velocidade impressionante, a se considerar a per capita do estado. Prédios de luxo serpenteiam nas áreas mais nobres da cidade, que tem um dos metros quadrados mais caros do país.

Até agora o corpo de uma mulher foi encontrado nos escombros. É sabido que o “jeitinho brasileiro” impera no país. O acidente lança luz o processo de aprovação técnica da obra. Alguém tem que ser responsabilizado pelo desastre.  

A cidade a cada dia fica mais quente. A modificação do clima tem sido  creditada ao conjunto de prédios que alteram o processo de circulação dos ventos e a impulsiona a redução de áreas verdes.

Nas áreas mais afastadas da cidade, no perímetro da Avenida Augusto Montenegro, a paisagem é enfeitada por placas que anunciam novos empreendimentos e canteiros de obras.  A região abriga por parte de áreas verdes da cidade.