quinta-feira, 21 de março de 2013

Ditadura na Amazônia - Entrevista com a profª Hecilda Veiga


Há jovens que se inquietam com a realidade passada e presente. Um indicador disso é a produção de uma entrevista das jornalistas e um estudante universitário sobre a ditadura militar na Amazônia.

Lilian Campelo, Luena Barros (jornalistas) e Dilermano Gadelha (estudante de jornalismo da UFPA) participaram de programa no Diário do Pará.
O produto multimídia produzido por eles sobre o delicado tema, pode ser acessado no reconhecido site paulista Carta Maior.  A Luena Barros assina o texto de apresentação do vídeo. Leia abaixo.

Hecilda Fontelles Veiga lutou contra o regime militar ao lado do marido Paulo Fontelles, assassinado em 11 de junho de 1987, a mando da União Democrática Ruralista (UDR).

A militante atuou no PC do B e na Ação Popular (AP) e ajudou a fundar a Sociedade de Defesa de Direitos Humanos (SDDH). Hoje, a professora de Ciência Política da Universidade Federal do Pará conta as histórias de terror e barbárie da ditadura: "Às vezes eu tenho uma certa dificuldade, mas já passou aquela fase mais difícil dos primeiros tempos (...) eu acho que é preciso que a gente conte pra que essas coisas não se repitam mais", ensina Hecilda.

Veja o vídeo AQUI

quarta-feira, 20 de março de 2013

Amazônia - mais uma agenda negativa

O repórter Azenha apresenta desde ontem uma série de matérias sobre a prostituição de crianças e adolescentes no estado do Amapá.
 
O estado irrigado pelo Amazonas faz fronteira com a Guiana-Francesa, foi\é placo de grandes projetos de mineração e hidrelétricas. Acompanhe,  compartilhe e denuncie. 
 

Crônica de uma rua distante


O caos atormenta os fundos de um shopping no entroncamento. Não  existe mão ou contramão. Um negro gordo faz as honras de flanelinha. A categoria nunca faz parte de planos de governos dos candidatos ao cargo de executivo da cidade.  

O dono do bar da esquina outro dia foi morto em assalto. Há um bar de frente para o outro. Operários, malandros, biscateiros, moçoilas flutuam por ali. O anotador do jogo do bicho decifra sonhos dos apostadores. Memorizei que sonhar com morte é jacaré.

Manhã de segunda. Os tricolores tiram sarro da cara dos remistas. O Paysandu emplacou três na cachola do Leão. Uma trinca compartilha cerveja. A média de idade é quarenta anos.  Um gordo, um baixinho e um mais encorpado. Fazem graça com todas as mulheres que passam próximo.

O gordo reclama a perda de quinze mil reais. Emprestou a juros para um amigo. Ele está ansioso para seguir para a Ilha de Outeiro. A farra será lá. O baixinho pede uma cerveja atrás da outra. Dia de promoção. Lembro do livro Os Éguas do Proença. A obra trata do submundo dos bacanas de Belém.

A parada dos quinze mil foi agiotagem. Eles parecem indignados pelo fato do amigo que tomou a grana emprestada ter prestado queixa na PF. O amigo é da polícia. As horas se adiantam. Meio dia aporta. As nuvens cinza se anunciam. O trio ternura come algo e segue para a ilha num Honda. Umas duas horas de estrada.

Dias depois volto ao boteco. Uma semana, creio. O pessoal da quebrada informa que os caras foram espancados no dia anterior. Foram PM´s. Um deles exibe um vídeo da prisão. Uns comentam que o preço da liberdade morreu em cinquenta mil.

Altamira - UFPA apresenta relatório sobre violência sexual contra crianças e adolescentes





Nesta quarta-feira, 20, um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) em Altamira apresenta dados inéditos sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes no município. O relatório final da Pesquisa "Diagnóstico Rápido Participativo – Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes no Município de Altamira" será divulgado a partir das 19h no Auditório do campus da UFPA, localizado em Altamira. Leia mais em UFPA

Vicente Salles, presente

 
Em homenagem à memória do pesquisador, historiador, musicólogo, folclorista e doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Pará, Vicente Salles, falecido no último dia 7 de março, o Projeto UFPA 2.0 fará uma série de postagens especiais em seu blog.Leia mais em UFPA

Pororoca pequena - jornal Beira Rio da UFPA resenha o livro

Walter Pinto
 
Autor de dissertação sobre o campesinato no sudeste do Pará, laureada com o Prêmio NAEA/2008, da Universidade Federal do Pará (UFPA), o jornalista maranhense Rogério Henrique Almeida milita nos movimentos rurais da região do Araguaia-Tocantins desde 1997, ano em que, por lá, aportou ainda como estudante de jornalismo da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), integrando a equipe de pesquisadores que avaliava a rede Fórum Carajás. Leia mais em Beira Rio\UFPA

segunda-feira, 18 de março de 2013

CNV - Lúcio Flávio e Paulo Roberto Ferreira falam na quinta, 21, na Alepa

A Comissão da Verdade e Memória dos Jornalistas do Pará fez visita oficial, no dia 22 de fevereiro de 2013, ao presidente da Alepa, deputado Márcio Miranda, quando foi celebrada parceria do Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará com o Poder Legislativo para a realização de Audiências Públicas com o fito de resgatar fatos históricos e documentar depoimentos de jornalistas que foram alvo de perseguição durante o regime militar, no período de 1964 a 1985, no Estado do Pará.  Leia mais em Franssinete Florenzano

Ditadura na Amazônia – memória de uma mulher da frente de batalha

O estafe político ideológico estadunidense exerceu papel decisivo no século passado no processo de instalação de estados de exceção em países da América Latina. No continente a Argentina passa a limpo o período ditatorial, e puniu e continua a julgar os responsáveis pela violação de direitos humanos. Leia mais em  Carta Maior

quinta-feira, 14 de março de 2013

Xingu Vivo

No dia contra as barragens manifestantes realizam ato em favor do Xingu em Belém e Altamira
 
Em 1997 ocorreu no Brasil o 1º encontro internacional dos povos atingidos por barragens. A partir deste ano ficou decidido que o dia 14 de março ficaria definido como o Dia Internacional de Luta Contra as Barragens. Leia mais no Xingu VIvo

terça-feira, 12 de março de 2013

Prorrogadas as inscrições para o I Prêmio Paraense de Jornalismo Científico

 

 
Prorrogadas as inscrições para o I Prêmio Paraense de Jornalismo Científico
Foram prorrogadas, até o dia 18 de março de 2013, as inscrições para jornalistas interessados em concorrer ao I Prêmio Paraense de Jornalismo Científico, lançado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e Fundação Amazônia Paraense de Amparo à Pesquisa. O objetivo é valorizar os profissionais da imprensa que atuam no jornalismo sobre ciência, incentivando o aumento do interesse e do conhecimento popular científico-tecnológico no Estado. Leia mais AQUI

segunda-feira, 11 de março de 2013

Monocultura do dendê - MPF e MPE recomendam atenção da Secretaria do Meio Ambiente

A monocultura do dendê tem pressionado territórios quilombolas

Não é recomendável a monocultura na Amazônia, atestam os tratados acadêmicos. Ela tende a desestabilizar o equilíbrio do processo de vida da biodiversidade onde ela é implantada. E tudo pode ficar mais grave se a cultura for alienígena, exótica. No aspecto social o modelo de projeto pressiona territórios já estabelecidos, como no caso de populações quilombolas e outras modalidades.  

No nordeste do Pará a monocultura do dendê, a cada ano, ganha mais musculatura. O processo iniciado na década de 1990 recebeu maior robustez com os incentivos públicos federais, que drenam recursos para aumentar em escala os cultivos, com vistas azeitar a o projeto de biocombustíveis.

Antes a região era conhecida como importante polo produtor de mandioca, e seus derivados, como farinha e goma para a produção de tapioca.  Uma das explicações possíveis para o elevado preço da farinha no mercado de Belém é a pressão da monocultura. Nunca antes na história do Pará o preço da farinha havia alcançado preço tão elevado. A média é de R$8,00, atesta pesquisa do Departamento Intersindical de Economia e Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Inquietos com o aumento da produção e dos impactos por ela provocada, os Ministério Públicos Federal (MPF) e Estadual (MPE) recomendam maior atenção por parte da Secretaria de Meio Ambiente do Estado.   

Assinam o documento os promotores de justiça Eliane Cristina Pinto Moreira, de Castanhal, Raimundo de Jesus Coelho de Moraes, pela promotoria do Meio Ambiente, Patrimônio Cultural, Habitação e Urbanismo da capital e Coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente, e o Procurador da República Felicio Pontes Junior.

O documento recomenda ao secretário de Estado de Meio Ambiente José Alberto da Silva Colares que suspenda a tramitação, no Conselho Estadual de Meio Ambiente, do Projeto de Resolução que “Define os critérios para enquadramento de obra ou empreendimentos/atividades de baixo potencial poluidor/degradador ou baixo impacto ambiental passíveis de Dispensa de Licenciamento Ambiental (DLA), de obra ou empreendimentos/atividades de baixo potencial poluidor/degradador e dá outras providências”, adverte nota divulgada hoje. Pelo MPF.

Ainda conforme o MPF, o projeto insere dentre os empreendimentos que seriam isentos de licenciamento ambiental as atividades agrosilvopastoris, incluindo a agricultura familiar de até quatro módulos fiscais, inserindo neste rol as Culturas de Ciclo Longo de até 20 hectares, sem considerar as características assumidas pelo plantio da palma de dendê no estado do Pará e ignorando sua interação com as atividades de monocultura de larga escala. Leia mais no MPF

 

terça-feira, 5 de março de 2013

Dia da Mulher no PA - 300 mulheres do campo e da cidade fazem mobilização em Belém


Inicia-se nesta terça-feira (05/03), o II  ENCONTRO DAS MULHERES DO CAMPO E DA CIDADE  com o tema: Mulheres  Sem Terra na luta contra o Capital e pela Soberania dos Povos- “08
 de março: em defesa da vida, basta de violência contra a mulher”.
 
Para o evento são esperadas  mais trezentas trabalhadoras na capital paraense que será realizado  na Escola Estadual Augusto Meira até o dia 08, quando se somará ao  ato político com diversas entidades e organizações de mulheres.
 
Temas com o Capitalismo na  Amazônia: os impactos e consequências sobre a vida das Mulheres e Violência contra as Mulheres, Políticas Públicas e o papel do  Estado, fazem parte dos debates do encontro que contará também com  estudos sobre o Patriarcado, relações de gênero, etnia e  classe.
 
Haverá também o Lançamento  Estadual da Campanha Internacional “Basta de Violência Contra a  Mulher”, que é organizada pela Vía Campesina e contará com o  apoio da Sociedade Paraense em Defesa dos Direitos Humanos (SDDH).


Mais informações -91-9139.0907
 
Coordenação:
 MST, Coletivo MARIAS e Levante Popular da Juventude.

Apoio: CESE, Rádio Cabana FM, Rádio Resistência FM, SDDH, FASE

Local: Escola Augusto Meira (São Braz, Belém do Pará)

sexta-feira, 1 de março de 2013

Vale - trem descarrilha em Carajás

Hoje, (1), um trem operado pela Vale na ferrovia Carajás descarrilou à altura do Km 356, município de Buriticupu-MA, entre os povoados de Vila Labote e Centro dos Farias. Onze vagões que transportavam diversos combustíveis tombaram à beira do Rio Pindaré e ocasionaram o vazamento de gasolina e óleo diesel. Há a probabilidade de que tenham sido lançados dentro do rio, que na localidade, corre ao lado da ferrovia.
O vazamento pode provocar a morte de peixes e animais da região, colocando em perigo os moradores das comunidades circunstantes. No povoado de Vila Labote moram 27 famílias, em Centro dos Farias vivem 53 famílias, nos povoados próximos residem cerca de outras 1.300 famílias que vivem de pesca e da agricultura.
Além disso o vazamento também tende a comprometer drasticamente o abastecimento de água de todas essas famílias, que normalmente já se dá em condições precárias. O rio Pindaré é um dos principais rios maranhenses e conta com 686 Km de extensão. Nasce na serra do Gurupi e deságua no rio Mearim, nas proximidades da cidade de São Luís. Ele é margeado pela Estrada de Ferro Carajás por mais de 200 Km, entre os municípios de Bom Jesus das Selvas e Santa Inês. O trem percorria a ferrovia em São Luís - Açailândia, onde o combustível transportado em vagões fretados pela Vale normalmente é descarregado no polo petroquímico local.
As causas do acidente ainda são desconhecidas. Nos últimos meses têm se verificado a intensificação de vários acidentes de trabalho e de operação do trem em Carajás, provavelmente relacionados à urgência das obras de duplicação dos trilhos, que vêm sendo operada através de licenciamentos de legalidade duvidosa.
No ano passado, uma decisão judicial da 8ª Vara da Justiça Federal no Maranhão impôs à Vale e ao IBAMA o dever de não prosseguir com o licenciamento e as obras. Essa decisão durou por mais de 45 dias e se baseou na flagrante ilegalidade do licenciamento ambiental, realizado sem a elaboração de Estudos de Impactos Ambientais e Relatórios de Impactos Ambientais (EIA-RIMA) e a observação de outras regras ambientais básicas.
Depois de uma decisão do Tribunal Regional Federal que liberou temporariamente a volta das obras até sentença definitiva do processo, a Vale S. A. acelerou os ritmos de trabalho e o escoamento do minério, o que tem justificado o aumento do numero de acidentes.
 
Rede Justiça nos Trilhos

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Capangas de Daniel Dantas expulsam camponeses no PA


POLICIAIS E SEGURANÇAS DO GRUPO SANTA BÁRBARA PROMOVEM TERROR EM ÁREA DE OCUPAÇÃO NO MUNICÍPIO DE PIÇARRA.

Policiais civis de São Geraldo do Araguaia, da Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá e seguranças das fazendas do Grupo Santa Bárbara promoveram um verdadeiro terror contra um grupo de 110 famílias que estão ocupando, há cinco anos, parte da fazenda Castanh...ais no município de Piçarra, sudeste do Pará. O antigo castanhal foi comprado pelo Grupo Santa Bárbara.

De acordo com denúncias feitas por vários agricultores à FETAGRI e a CPT de Marabá, na manhã do último sábado, dia 09 de fevereiro, policiais civis de São Geraldo e da DECA de Marabá, entraram na área acompanhados de seguranças da fazenda e algumas pessoas encapuzadas, que não puderam ser identificadas. Alegando estarem cumprindo um mandado de busca e apreensão, mas sem mostrar cópia do referido mandado, o grupo de policiais e de supostos seguranças, entraram em todas as casas, apreenderam motos, celulares, máquinas fotográficas, facões, espingardas de caça e outro pertences. Em seguida, prenderam 17 homens e uma mulher e levaram para a sede da Fazenda Espírito Santo, de propriedade do Grupo Santa Bárbara.
Enquanto os policiais prendiam os trabalhadores e apreendiam seus pertences, homens encapuzados e os seguranças ateavam fogo nas casas, muitas delas, sem que as famílias pudessem retirar o que tinha dentro. Durante a ação policial no sábado, dia 09, foram queimadas 16 casas. Após atearem fogo nas casas, tratores da fazenda passavam a destruir as plantações das famílias. Pequenos animais como porcos, galinhas, bodes, patos foram mortos ou ficaram perdidos no meio do mato. Mulheres foram humilhadas, crianças e idosos foram abandonados no meio da fazenda, debaixo de chuva e sem nenhuma proteção ou alimentação.
Da sede Espírito Santo, os trabalhadores foram levados em um ônibus da fazenda até a beira da PA 150 onde foram embarcados em uma VAN, locada pelo gerente da fazenda. Em Marabá, todos foram interrogados na DECA e liberados no dia seguinte.
Na segunda feira, dia 11, o gerente da fazenda conhecido por CAIM retornou para a área acompanhado dos seguranças e dos homes encapuzados. Ameaçando e humilhando as famílias, continuou com a destruição das casas e das roças. De acordo com levantamento feito pelas famílias, 98 casas foram queimadas e mais de 45 alqueires de roça de arroz, milho, mandioca, banana, abóbora, etc foram destruídos. Grande parte das famílias mal conseguiram retirar alguns pertences de dento das casas.
A trabalhadora rural LEANDRA conta que, reuniu 13 crianças, sendo uma delas deficiente e levou para seu barraco. Segundo ela, chovia quando o gerente chegou em sua casa acompanhado dos seguranças e deu ordens para que todos saíssem. Sem ter para onde ir com as crianças, se negou a sair e implorou para que sua casa fosse poupada até o dia seguinte. O gerente então, deu ordens para que o tratorista derrubasse a casa com todos dentro. A casa só não foi derrubada porque um dos seguranças de nome FRANK, discutiu com o gerente e não permitiu a ação violenta.
Durante o tempo que estiveram detidos na sede da Fazenda Espírito Santo, os trabalhadores presenciaram o gerente dando ordens para que os carros da polícia fosse abastecidos, bem como, policiais gesticulando que receberiam dinheiro após a operação. No processo que tramita na Vara Agrária de Marabá não há ordem de despejo a ser cumprida contra as famílias. As famílias estão abandonadas em um canto da fazenda sem apoio, sem alimentos e sofrendo ameaças permanentes dos jagunços da Santa Bárbara.
A CPT e a FETAGRI irão denunciar os responsáveis pela ação ilegal ao Ministério Público, à Ouvidoria Agrária Nacional, à Corregedoria de Polícia e às Entidades de defesa dos direitos humanos.

Marabá 20 de fevereiro de 2013.

FETAGRI Regional Sudeste.
Comissão Pastoral da Terra da diocese de Marabá.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

MPT-MA pede R$ 37,8 milhões em Ação Civil contra a Vale

Por conta de violações às normas de meio ambiente e segurança do trabalho, o Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA) ingressou com uma Ação Civil Pública (ACP) contra a mineradora Vale, na 7ª Vara do Trabalho de São Luís. A indenização solicitada por dano moral coletivo chega a 37,8 milhões de reais – valor recorde na história da justiça trabalhista maranhense. Leia mais em MPT-MA

BR Belém-Brasília - Famílias ligadas ao MST ocupam rodovia


Famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ocuparam nesta sexta-feira (15), a Br 010 (Belém- Brasília) a partir das 6:30h da manhã. As famílias dos Assentamento Luís Carlos Prestes, do município de Irituia, revindicam melhorias e mais investimentos para o assentamento.
O MST afirma que não há como fomentar a produção agrícola, senão houver investimentos e qualidade de vida para os camponeses. Cansadas de promessas e descaso, as famílias exigem audiência com prefeito de Irituia e representantes do governos estaduais e federais e afirmam que permaneceram na rodovia enquanto não forem atendidas.

Mais informações: 91- 88758633// 91257056

Pauta de reinvindicações

Desde o dia 3 de janeiro de 2007 cerca de 180 famílias começaram a se organizar junto ao Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST para ocupar a antiga Fazenda São Felipe e Divisa reivindicando sua desapropriação para fins de reforma agrária. Após um conflito com os pistoleiros mandados pelo latifundiário Zeunísio que deixou seis feridos e uma vítima fatal, Antônio Santos do Carmo, as famílias ocuparam a sede da fazenda no dia 3 de maio de 2007.
 
Na luta por um pedaço de chão todos os crimes cometidos ficaram impunes até hoje.
Finalmente no dia 29 de dezembro de 2008 através da Portaria nº 94 publicada no Diário Oficial da União a área foi expropriada e as famílias receberam a notícia de que a reforma agrária para elas havia começado. Mas a reforma agrária não é só a demarcação de lotes e necessita de todas as condições para que as famílias possam se desenvolver e viver com dignidade, como o acesso à educação, saúde, crédito e fomento, cultura e lazer, entre outros.
           
 
Essas condições ainda não chegaram para as 47 famílias do assentamento Luis Carlos Prestes e 15 famílias do acampamento Carlos Mariguella ambas localizadas em Irituia – Pará. A energia elétrica ainda não chegou em nenhum dos lotes e isso dificulta o beneficiamento da produção das famílias, a segurança durante o deslocamento principalmente à noite, a possibilidade de ter condições para o estudo, além de outros problemas como a dificuldade de armazenar alimentos. 
 
O pedido de implantação da energia através do Programa Luz Para Todos já foi realizado de acordo com a prorrogação até dia 31 de dezembro de 2011 pelo decreto nº7.324/2010 de 5 de outubro de 2010. O primeiro pedido foi realizado ao Governo do Estado do Pará na data de 10 de dezembro de 2010 através do protocolo nº 2010/294617.
 
O segundo pedido foi direcionado à Rede CELPA na data de 10 de fevereiro de 2011 de acordo com projeto de nº 1125/2011 da própria empresa. A CELPA respondeu a solicitação indicando que a energia seria implantada no prazo de 180 dias (julho de 2011) a partir da contratação de empreiteira. Mas até hoje o assentamento continua no escuro.
           
Outra reivindicação é a conclusão da estrada vicinal que dá acesso aos lotes do assentamento, pois em período de chuvas a estrada não oferece condições de interligação entre as famílias, de acessibilidade à escola (que atualmente funciona na sede da antiga fazenda localizada às margens da BR 010), posto de saúde, escoamento da produção agrícola, ou seja, as famílias ficam isoladas. Esse pedido foi protocolado em ofício nº 0021/2011 da APROLCAPES, associação que representa as famílias assentadas, junto ao INCRA na data de 24 de agosto de 2011 mas até agora não houve resposta concreta para resolução do problema.
           
Quanto à educação também existe a solicitação para construir a Escola Antonio Santos do Carmo na área do projeto de assentamento destinada à estruturação para a vida social, inclusive com Declaração de Cedência para a SEMED do município de Irituia. Essa solicitação foi encaminhada à SEMED no dia 17 de março de 2010 segundo ofício da APROLCAPES nº 002/2010. A solicitação feita foi para a construção de uma escola com seis salas de aula para atender as necessidades do assentamento e do acampamento.
           
As famílias também sofrem com a dificuldade de acesso à água de qualidade, sendo que em uma das reuniões com o Superintendente do INCRA realizada em abril de 2012 foi acordado o envio de técnicos para avaliar a área e localizar quantos e onde seriam abertos poços artesianos para o abastecimento de água das famílias com prazo de 10 dias. Até hoje as famílias utilizam água proveniente de igarapé que corta o assentamento.
           
Outra questão encontrado devido à desistência de algumas famílias por falta de estrutura, é a necessidade de inclusão de novas famílias na relação de Beneficiários do Programa de Reforma Agrária do INCRA para a conclusão da construção de habitações para as famílias assentadas, pedido já realizado através do ofício nº 0038/2012 da APROLCAPES, entendendo que isso também possibilita que elas acessem as políticas públicas referentes à crédito e fomento para a produção.
           
A reforma agrária que deveria seguir a Constituição Brasileira de 1988 não existe e por isso nega o direito dos camponeses e camponesas de cultivar a terra para produzir alimentos saudáveis para todo o país.
 
As famílias que conseguem um pedaço de chão ainda tem que enfrentar a burocracia do Estado para ter acesso às estruturas básicas que possibilitam viver e trabalhar com dignidade. Terra, água, casa, estrada, luz, escola, saúde e lazer não são concessões, são um direito do povo trabalhador.
Reforma agrária por justiça social e soberania popular!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Com o meu, com o seu, com o nosso.....


Com o meu, com o seu, com o nosso dinheiro vereadores de Belém passam a receber R$ 15 mil reais.

E tem ainda auxílio paletó, ticket alimentação, gasolina e coisa e tal. Pasmem: tudo conforme a lei. O aumento foi de 63%.

Enquanto isso do Pronto Socorro da 14, há 3 dias não há água.

A galera tá sem banho e sem poder usar os banheiros.

Questão agrária - MST ocupa fazenda em Igarapé Açú


Por volta de 02:00h da madrugada de sábado(02/02/2013, 93 famílias Sem Terra organizadas pelo MST ocuparam a Fazenda Dom Bosco no município de Igarapé Açú, a cerca de 100 Km de Belém do Pará. A área faz parte de uma antiga colônia estadual reconcentrada por grileiros e fazendeiros que destruíram sua cobertura vegetal e agora a reivindicam sua posse para implantação de plantações de palmeiras de dendê atendendo aos interesses do agronegócio da região que visa consolidar o maior pólo de biodiesel do mundo.
As famílias sem terra continuam chegando e construindo seus barracos e afirmam que a área já foi reivindicada junto ao Instituto de Terras do Pará – ITERPA em inúmeras reuniões. O órgão, de acordo com os dirigentes do MST, ainda não se manifestou quanto á disposição de iniciar o processo de criação do assentamento para as famílias.
No sábado pela manhã, três viaturas de policiais civis e militares chefiadas pelo delegado Casimiro de Castanhal e pelo tenente Mariano também de castanhal foram ao acampamento para intimidar os trabalhadores e afirmaram que na segunda- feira irão realizar o despejo das famílias.
O MST reafirma sua luta pela terra e pela reforma agrária que está completamente paralisada no governo da presidente Dilma Roussef e lutará para que a Fazenda Dom Bosco retorne para o controle do povo, aja vista que se trata de terra pública estadual que foi indevidamente reconcentrada por especuladores da região.
Reafirmamos também a responsabilidade dos Governos Estadual e Federal no assentamento imediato das famílias acampadas, bem como com qualquer tipo de violência que ocorra contra as famílias.
Coordenação Estadual do MST – Pará
Reforma Agrária. Por Justiça Social e Soberania Popular!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Belo Monte - consórcio não cumpre acordo com indígenas

O Ministério Público Federal pediu à Justiça Federal que execute com urgência o acordo extrajudicial assinado pela Norte Energia S.A com os índios que ocuparam os canteiros de obras de Belo Monte. Eles reinvindicavam que a empresa cumprisse as condições socioambientais da licença da usina e aceitaram sair dos canteiros depois que a empresa assinou acordo, em 17 de outubro de 2012, durante audiência de conciliação ordenada pela Justiça. Leia mais em MPF

Manaus sediará Intercom

Um dos temas debatidos durante a reunião de diretoria da Intercom, ocorrida em São Paulo, foi sobre os preparativos do 36º Congresso Nacional, que acontecerá de 4 a 8 de setembro na cidade de Manaus, no coração da Amazônia. Juntamente com os demais diretores da entidade, a Vice-Presidente da Intercom, Marialva Barbosa, analisou e fez ajustes na programação prévia do evento, a qual deve ser futuramente divulgada. Leia mais AQUI