segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Mineraçao na Amazônia - a cadeia do alumínio em questão


Com o apoio do estado começa hoje no Hangar Centro de Convenções, em Belém,  o 3º Congresso de Mineração da Amazônia.  Os pesquisadores locais não estão agendados nas mesas de palestras.
Alcoa, Vale e a Norueguesa Norsk Hidro são as principais empresas da cadeia do alumínio no Pará. A americana Alcoa controla uma mina no município de Juriti, oeste do estado, e mantém uma planta industrial na cidade de São Luís, capital do Maranhão.

A mineração no município paraense é marcada por várias polêmicas, entre elas o azeitamento do processo de licenciamento ambiental.  Uma série de irregularidades motivou a intervenção dos ministérios públicos Federal e Estadual na mediação dos conflitos entre a grande corporação e as populações.

Entre as motivações consta a omissão de dados sobre os impactos ambientais da exploração da bauxita. As situações de tensão ocorrem desde 2005. Nestes termos, a Alcoa funciona na ilegalidade em terras do Pará, posto as contestações dos MP’S sobre o processo de licenciamento ambiental.

O não cumprimento da recomendação dos MP’S também resvala no governo do estado do Pará. Gabriel Guerreiro, deputado estadual (PV) e Walmir Ortega, ex- secretário do meio ambiente e atual respectivamente, respondem por improbidade administrativa. O primeiro pela aprovação da licença de operação da Alcoa e o segundo pela manutenção, contrariando a recomendação dos MP’S, que decidiram pela suspensão.

A Vale faz par com a Hidro em inúmeros projetos. No Vale do Trombetas exploram a matéria para a produção de lingotes de alumínio desde a década de 1980. Foi lá que ocorreu um dos mais graves acidentes ambientais da Amazônia, a poluição por mais de dez anos do lago do Batata.

Atualmente a Hidro possui o controle acionário dos empreendimentos da cadeia do alumínio. Além da mina no Trombetas existe outra exploração mineral  no município de Paragominas, nordeste paraense. A matéria prima para a produção de alumina, e em seguida os lingotes de alumínio ocorre na cidade de Barcarena, norte do estado.

Funcionários da Alunorte e Albrás sinalizam que desde que a Hidro passou a controlar os projetos a precarização no trabalho tem se agudizado. Um funcionário de uma das fábricas que os benefícios nas áreas de educação, moradia e saúde passam por processo de suspensão.

Os dutos conduzem a matéria prima até o porto da cidade de Barcarena. O mesmo corta uma série de comunidades consideradas tradicionais, entre elas áreas consideradas de remanescentes de quilombos. A energia é o principal insumo para a produção de lingotes de alumínio. Por isso o governo fomentou a construção de hidrelétrica de Tucuruí, no sudeste do Pará, e recentemente duplicou a capacidade de produção da mesma.


É a sociedade em geral que financia tais eixos de “desenvolvimento” agendados pelo governo federal. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o principal agente financiador em todo o país e em escala continental.

Leia mais informações AQUI   

domingo, 4 de novembro de 2012

Há sustentabilidade da mineração na Amazônia?


Sustentabilidade é o tema do 3º Congresso de Mineração da Amazônia, que começa no dia 05, em Belém. No entanto a atividade é marcada pela presença de trabalho escravo, violência, desmatamento, péssimos indicadores socioeconômicos e a renúncia fiscal.  

51 pessoas em condições análogas a escravidão foram libertas em carvoarias no sudeste do Pará. O caso ocorreu no dia 10 de novembro de 2008. As carvoarias integram a cadeia produtiva de ferro gusa na região de Carajás. O fato banalizado e às vezes omitido pela maioria da imprensa ocorreu no mesmo dia da abertura do congresso de mineração organizado pelas grandes empresas do setor, no confortável Hangar Centro de Convenções, em Belém.  

Crianças de 15 anos e mulheres constavam no rol das pessoas flagradas pelo Ministério do Trabalho. A escravidão é um dos indicadores negativos que integram a cadeia produtiva da mineração na Amazônia. Tem-se ainda o desmatamento e a tensão sobre os territórios das populações locais e a prostituição infantil, entre outros fatores. Para não falar da Lei Kandir, uma criação dos tucanos que sangra os cofres públicos com isenção de impostos da exportação de produtos primários e semielaborados, e ainda a não cobrança do fornecimento de água e o subsídio em energia para as empresas.

Naquele momento da abertura do evento do patronato em 2008, a cadeia de gusa passava por uma crise. Em Açailândia, oeste do Maranhão, que abriga uma parcela do polo de gusa da região, operários recebiam férias coletivas. O motivo foi a crise econômica nos EUA, principal mercado consumidor da gusa produzida em Carajás,  que consumia na época cerca de 60% da produção.

Nova crise no setor - A partir do dia 5 de novembro, as grandes corporações celebram o 3º Congresso de Mineração da Amazônia, sob o guarda-chuva da sustentabilidade. Assim como naquele momento, a cadeia de gusa experimenta outra crise. A Cosipar, empresa que opera na parte paraense do polo, no município de Marabá, sudeste do estado, encontra-se com as operações suspensas. A guseira não tem honrado compromissos com os fornecedores. Conforme os jornais e blogs de Marabá, somente para os fornecedores de carvão a empresa deve R$ 5 milhões.

Ainda no Pará, na mesma região, a empresa Onça Puma, que integra o portfolio da Vale passa por uma crise desde acidentes nos fornos da mineradora, que explora níquel no município de Ourilândia do Norte.

Um forno danificou em maio e o outro em junho. A recuperação de cada um dura pelo menos um ano a custo elevado. Pelo menos mil e quinhentos funcionários trabalhavam no local. Não se sabe se a Vale irá repassar o projeto para outra empresa.  A Comissão Pastoral da Terra (CPT) denunciou passivos sociais e ambientais do projeto.    

A siderúrgica Fergumar, implantada em Açailândia acaba de ser multada em R$ 489 mil por adquirir carvão vegetal sem licença. A multa foi aplicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA).

Crianças em risco - No dia 13 de abril deste ano a Assembleia Legislativa abrigou uma audiência para debater a situação de vulnerabilidade de crianças e adolescentes na Ferrovia de Carajás, que escoa o minério de melhor qualidade do mundo da Serra de Carajás, no sudeste do Pará até o porto do Itaqui, na capital do Maranhão, São Luís.  Em 2011 a empresa explorou 322. 632 toneladas de minério.

A ação pública contra a companhia é da responsabilidade da 1ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de São Luís. O assunto é tema de um processo administrativo (PA 116/2005 – 1ª PIJ) em tramitação na promotoria, cujo titular é o promotor de Justiça Márcio Thadeu Silva Marques.

O assunto não é novo e não se constitui como problema isolado relacionado à infância e à adolescência no empreendimento da mineradora. É comum nas estações em que os trens de passageiros param encontrar crianças comercializando água, comida, frutas e outros produtos para os passageiros da classe econômica.  A cada encontro a Vale não tem assinado o termo de reponsabilidade.  

Vale – pior empresa social e ambiental do mundo - Por essas e outras a Vale foi laureada no início ano com o prêmio de pior empresa social e ambientalmente do mundo. A Public Eye People´s” é uma  premiação realizada pelo Greenpeace da Suíça e pela ONG Declaração de Berna.  
 
A Vale concorreu com as empresas Barclays, Freeport, Samsung, SyngentaTepco. Nos últimos dias da votação, a Vale e a japonesa Tepco, responsável pelo desastre nuclear de Fukushima, se revesaram no primeiro lugar da disputa, vencida com 25.041 votos pela mineradora brasileira.

O coletivo Justiça nos Trilhos, que uma rede mundial que busca pautar os passivos sociais e ambientais da Vale, é o grande responsável pela organização de dossiês, livros, documentários e mobilizações no presente contexto.  

Mais indicadores negativos - O próprio setor empresarial do Pará reconhece que a atividade não dinamiza a economia local, apesar de contribuir com cerca de 80% do superávit do estado.  Uma publicação da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), Mineração no Pará, organizado por Maria Amélia Enriquez. O Pará ocupa os últimos locais em Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), sendo o 16º. A renda per capita caiu da 14ª para 20ª entre 1994 a 2003.

21 municípios do Pará estão entre os cem que mais desmatam na Amazônia. Dessas duas dezenas de cidades, 19 estão no sudeste do Pará, que além da mina de Carajás abriga o pólo siderúrgico. Boa parte desses municípios que ocupa linha de frente em desmatamento também lidera o ranking de violência. Somente no primeiro semestre de 2010 cerca de 300 pessoas foram assassinadas de forma violenta no sul e sudeste do Pará.

Os estudos foram realizados através do Projeto Prodes – Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite/2007. Uma outra questão, esta de ordem trabalhista, reside em índices recordes de ações contra a Vale no município de Parauapebas.
   

Mineração na Amazônia - O extrativismo tem regido a economia na Amazônia. O ciclo mais recente é o mineral, iniciado a partir da década de 1950 do século passado, no estado do Amapá, quando o mesmo ainda tinha o status de território.

A exploração do manganês na Serra do Navio foi ponta pé inicial. A experiência durou apenas cinco décadas. Ficou apenas o buraco, literalmente.

A exploração mineral no Amapá, considerada a primeira na Amazônia, foi ativada pela empresa estadunidense de Daniel Ludwig, a Bethlehem  Steel Company em sociedade com o empresário Augusto Trajano de Azevedo Antunes, dono da Indústria e Comércio de Mineração S/A (ICOMI).

O ciclo da mineração ganhou maiores proporções na Amazônia a partir da região de Carajás, com a presença da Vale na extração do minério de ferro na década de 1980, no sudeste do Pará. Mas, com as atividades de prospecção inauguradas no regime militar. 

O processo da transição democrática descortinou outros cenários na economia, política e na sociedade civil brasileira. Ainda que prepondere o constrangimento econômico e político em processos de definição de instalação de grandes projetos, há alguns avanços no campo normativo. 

No entanto, tais avanços, - se podemos tratar assim -, carecem de aperfeiçoamento ou uma refundação.   Para a instalação de grandes projetos o empreendedor é obrigado a atender uma série de exigências. Como o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), que devem ser apresentados em audiências públicas. Sob um grave problema, a assimetria de forças entre as parte envolvidas: grandes empreendedores versus comunidades tradicionais.

O processo é marcado por uma infinidade de limites, que passa pela incorreção e manipulação dos EIA/RIMA, não publicização das informações e a cobertura da mídia marcada pela parcialidade.  O que denuncia a fragilidade da democracia nacional, que não universaliza o acesso ao direito. E que às vezes exibe as nuances autoritárias do Estado. 

sábado, 3 de novembro de 2012

Trabalho escravo é a base da pecuária na Amazônia

Segundo Xavier, o número de ocorrências é alto porque a pecuária reúne tarefas que não exigem especialização e que empregam mão de obra de maneira apenas esporádica — fatores normalmente relacionados a baixos salários, ausência de carteira assinada e condições degradantes. Leia mais no IHU

Hidrelétricas na Amazônia - CPT do PA denuncia ameaças de morte no Complexo Tapajós

No dia 22 de outubro, a casa do presidente da Comunidade do Pimental, José Odair Pereira, que estava reunido com outros membros da comunidade, foi invadida por quatro pessoas que os agrediram e os ameaçaram de morte. As ameaças se estenderam também ao Pe. João Carlos Portes, da CPT de Itaituba, que apóia os ribeirinhos. O motivo das agressões e ameaças é que as lideranças da comunidade da Vila de Pimental, localizada às margens do Rio Tapajós, no município de Trairão, Pará, com aproximadamente 800 ribeirinhos se opõem ao projeto da Construção da Hidrelétrica do São Luiz do Tapajós. Leia mais no IHU

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Agência Pública de Jornalismo Investigativo - Natália Viana explica


Amazônia - seminário debate sobre o universo agrário da região

Na ocasião será lançada a coleção Economia Política da Amazônia
 
O Seminário vai ocorrer no período de 30 outubro a 1º de novembro, no auditório de Ciências Jurídicas da UFPA, e reunirá diversos especialistas de instituições nacionais e internacionais para discutir cada um dos seis volumes da Coleção de autoria do professor Francisco de Assis Costa, o professor Chiquito. Leia mais na UFPA

domingo, 28 de outubro de 2012

Eleição - PSDB deve comandar Belém


A pesquisa de O Liberal indica vitória do PSDB em Belém.

Já o Diário do Pará aponta empate.

E o instituto de pesquisa do professor Edir Veiga segue a mesma trilha de O Liberal.

Nas pesquisas de primeiro turno Zenaldo (PSDB) não aparecia como o candidato que enfrentaria psolista Edmilson.
 
No segundo turno  o PSDB contou com a máquina do Estado e a prefeitura do desastroso Duciomar Costa (PTB), que não apareceu no horário eleitoral dos tucanos, tanta é a rejeição da criatura.
O Psolista arrefeceu do radicalismo e teve o apoio do PT. No horáio eleitoral Lula e Dilma endossaram a candidatura do ex petista.
 
Finda a eleição, triste como um amor de carnaval.

O TRE garante que terá o resultado às 20h.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Energia em questão - manifesto de operários e camponeses

As medidas apresentadas pelo governo federal, que preveem a renovação das concessões para o setor elétrico nacional e a diminuição das tarifas de energia elétrica, e que neste momento estão em debate no Congresso Nacional, no nosso entendimento, incluem-se no bojo de uma resposta do Governo à crise econômica mundial. Crise esta, cuja previsão é que seja longa, com um cenário de baixo crescimento econômico e com retração das atividades industriais, fatos já verificados nos últimos anos, inclusive em nosso país. Leia a íntegra no IHU

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Guerrilha do Araguaia - Sônia e Tânia Haas avaliam o movimento

Com a abertura democrática, Sônia Haas engajou-se na luta pela busca dos desaparecidos políticos e, desde então, fez algumas visitas ao Araguaia, onde seu irmão foi enterrado. “Ainda suspeitamos que João Carlos esteja enterrado no cemitério de Xambioá, e se Deus quiser ainda vamos encontrar seus restos mortais. Nós, familiares, tivemos que ter muita coragem para remexer nesta história, porque não era fácil, sempre sofremos pressões indiretas (...). Cada familiar é engajado na luta coletiva, mas a busca é por cada um dos nossos entes queridos, é pelo resgate da história e a conquista da dignidade do sepultamento”, disse à IHU On-Line, quando esteve, recentemente, em São Leopoldo para participar de uma homenagem feita ao seu irmão pela prefeitura do município. Leia mais AQUI

Prêmio Herzog - pronunciamento de Alberto Dines

Saudação proferida na solenidade de entrega do 34º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, que homenageou os jornalistas Alberto Dines e Lúcio Flávio Pinto com o Prêmio Especial “pelos relevantes serviços prestados à causa da Democracia, da Paz, da Justiça e contra a Guerra”. O evento ocorreu na terça-feira (23/10/2012), no Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Leia mais em OI

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Professora da UFPA contribui em publicação que avalia as relações étino-raciais

A coordenadora do Grupo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (GEABI), Vilma Aparecida de Pinho, do Campus Universitário de Altamira representa a Universidade Federal do Pará no lançamento de uma coletânea que reunirá artigos apresentados na 34ª Reunião Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped). Estes artigos são resultados de um dos Grupos de Trabalho que fazem parte do evento, o GT21 (Grupo de Trabalho Educação e Relações Étnico-raciais). O lançamento acontece na noite desta terça-feira, 23, na cidade de Porto de Galinhas, Pernambuco. Leia mais na UFPA

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Marajó - UFPA debate criação de território

O arquipélago do Marajó é conhecido por suas belas praias, entretanto apresenta, também, elevados índices de pobreza gerando precárias condições de vida. Mas será que torná-lo um Estado independente do Pará poderá ajudar a melhorar a situação da população local? Discutir soluções para os problemas, enumerar pontos positivos e negativos sobre a criação do território do Marajó e esclarecer a sociedade sobre essas decisões são temas da mesa-redonda “Criação do Território do Marajó”, que será realizada pela Universidade Federal do Pará (UFPA), nesta quarta-feira, 24, no Auditório Setorial Básico, do Campus Guamá. Leia mais na UFPA

Marabá - secretários são presos acusados de corrupção

Secretários são presos em Marabá. Foram detidos os titulares das pastas de Saúde e o de Obras. Nilson Piedade e Lucídio Colinetti, respectivamente.
A administração de Maurino Magalhães é considerada um desastre. Estive no fim de agosto no município. Ouvi de professores que vale alimentação e salários estavam atrasados.
Jornalistas e blogueiros denunciaram os deslizes éticos de Magalhães e abusos contra o estado laico. Por isso foram processados.

Leia sobre as prisões no blog de ChagasFilho

Mineração na Amazônia - reunião em Brasília discute exploração em terra quilombola

O Ministério Público Federal (MPF) vai realizar na próxima segunda-feira, 29 de outubro, reunião na Procuradoria Geral da República, em Brasília, para obter informações sobre os planos de expansão da empresa Mineração Rio do Norte em terras ocupadas por comunidades quilombolas na região da Calha Norte do Pará. O evento vai ser realizado a pedido de quilombolas do município de Oriximiná, no Pará, e da Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI-SP). Leia mais em MPF

Prêmio Herzog - dois paraenses são laureados

Em março, o Ministério Público Federal pediu à Justiça a condenação do oficial de reserva Sebastião Curió Rodrigues de Moura, 78 anos. Depois de 38 anos, os crimes cometidos pelo ‘Major Curió’ durante a Guerrilha do Araguaia são novamente discutidos. Era o gancho que Ismael precisava para explorar um dos episódios mais sangrentos e controversos da história recente do Pará. “O período de apuração durou mais ou menos um mês, mas isso é muito relativo. Eu já tinha feito reportagens antes sobre a Guerrilha, sobre Serra Pelada, já tinha estado no local onde se buscavam os corpos dos desaparecidos. Era algo que eu já conhecia. Foi uma questão de redimensionar, mudar o foco e procurar uma nova abordagem”, explica Machado.  Leia mais em DOL

Portaria 303 opõe agronegócio e indígenas

Em nota enviada ao Estado ontem, a AGU disse que a medida foi adiada até que o STF julgue os embargos movidos contra a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, que estabeleceu os marcos do setor. A AGU informou que não dá a luta por perdida e espera retomar a vigência da portaria, de preferência sem alteração, ao longo de 2013, quando o STF terá decidido seis recursos contestando as condicionantes da Raposa Serra do Sol. Leia matéria do Estadão em IHU

Eleições - tucano lidera disputa em Belém


Menos de uma semana para o segundo turno das eleições o tucano Zenaldo Coutinho lidera as pesquisas de opinião pública para a prefeitura de Belém.

No primeiro turno ele aparecia em quarto lugar, atrás do primo de Jader Barbalho, o deputado federal José Priante, que acabou em quarto lugar.

O psolista Edmilson Rodrigues, deputado estadual que governou a capital paraense em duas ocasiões aparece em segundo lugar, após liderar todas as pesquisas no primeiro turno.

Agora enfrenta duas máquinas públicas que endossam a campanha de Coutinho, o estado e a prefeitura, sem falar no apoio dos principais grupos de comunicação do estado. A semana tem sido marcada por debates, que atrai um público mais restrito.

Nas ruas, os bandeiraços profissionalizados proliferam. Na tentativa de reverter a diferença de uma média de 10 pontos, Rodrigues aceitou o apoio do PT e a exposição do ex presidente Lula no programa eleitoral do partido.

A se confirmar o nome de Coutinho, o PSDB terá o comando do estado e duas cidades estratégicas para a eleição de 2014, Belém e Ananindeua.

Conforme a direção do TRE local, até 20h de domingo o nome do novo prefeito será conhecido.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Ocupações irregulares tomam 23% das florestas protegidas

As florestas protegidas do país, áreas que já foram demarcadas e que devem ser fiscalizadas pela União, estão contaminadas por milhares de ocupações irregulares, um imenso caos fundiário que tem colaborado para escancarar ainda mais as portas da Amazônia para a mineração e o desmatamento ilegais. Leia matéria do Valor no IHU

Hidrelétricas ameaçam unidades de conservação na Amazônia, alerta matéria do Valor

O expediente deverá ser usado para viabilizar a instalação de duas grandes usinas planejadas para o Juruena, no norte do Mato Grosso. Nesse rio - que segue ao lado do Teles Pires, para formar o Tapajós - o governo pretende erguer as hidrelétricas de São Simão Alto e Salto Augusto Baixo, usinas que somam quase 5 mil megawatts de potência. No Plano Decenal de Energia (PDE), a previsão é de que os dois projetos estejam em operação a partir de 2021. Leia mais em IHU

Sudeste do PA - juiz nega pedido de reintegração de posse




 
Em sentença publicada no final da semana, o Juiz da Vara Agrária de Marabá, Jonas da Conceição Silva, indeferiu o pedido de Reintegração de Posse, da área denominada de Fazendinha, cuja propriedade era requerida pela pecuarista Kênia de Freitas Barreto. O juiz extinguiu o processo com julgamento do mérito da causa e sentenciou como improcedente o pedido da autora. Para o juiz, a autora estava ocupando ilegalmente terra pública e não preenchia os requisitos para regularizar o imóvel em seu nome.

A área encontra-se parcialmente ocupada, há dois anos, por 280 famílias sem terra ligadas ao MST. O acampamento “Frei Henri” (em homenagem ao Padre e Advogado dominicano que trabalha na CPT do sul do Pará), está localizado no município de Curionópolis, próximo da cidade de Parauapebas.

Há 15 dias que os fazendeiros de Parauapebas e Curionópolis, cercam o acampamento e ameaçam expulsar as famílias de forma violenta. Os fazendeiros, usando tratores, cavaram trincheiras a uma distância de 500 metros do acampamento de onde lançam holofotes nos barracos das famílias e soltam fortes bombas durante todas as noites. Muitos tiros de armas de fogo também são disparados. A ofensiva dos fazendeiros tem como objetivo não permitir que as famílias possam dormir e, aterrorizadas, abandonem o acampamento, com isso, facilitaria a ação do grupo para expulsar à força os que ainda resistissem.

A violência dos fazendeiros e pistoleiros contra as famílias tem sido denunciada a todos os órgãos competentes, mas, não há informações se a polícia sequer instaurou inquérito para apurar os fatos.

Mesmo enfrentando uma situação de terror permanente, as famílias têm resistido e permanecido no local. A preocupação é que os fazendeiros decidam invadir o acampamento o que poderia resultar em uma tragédia com muitos mortos e feridos.

A decisão do juiz traz segurança jurídica para as famílias. É uma vitória importante. No entanto, caberá ao INCRA, ingressar imediatamente, com uma ação de reintegração de posse perante a Justiça Federal, retirar os fazendeiros que ocupam ilegalmente a área e destiná-la para o assentamento das famílias acampadas. Enquanto isso, o MST continuará resistindo a qualquer tentativa de expulsão ilegal por parte dos latifundiários.

Marabá, 22 de outubro de 2012
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST
Comissão Pastoral da Terra - CPT de Marabá