quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A tecnologia evolui, mas traz novas formas de desconforto social

Carlo Buttaroni
Iludimo-nos que a tecnologia seria capaz de dar respostas às nossas exigências de relações. Uma expectativa pela qual pagamos um preço alto. Porque, juntamente com o crescimento da complexidade tecnológica, difundiu-se também uma cultura da economia emotiva que gerou novas formas de desconforto social ligadas à solidão, à apatia, à melancolia. Leia mais no IHU

Direitos sexuais e reprodutivos da mulher. Entrevista especial com Telia Negrão

Ao analisar o papel que o Estado exerce sobre o corpo da mulher, Telia Negrão afirma que “o Estado mantém forte controle sobre o corpo das mulheres na medida em que, através das leis e das políticas públicas, se determina o grau de possibilidade das mulheres tomarem as próprias decisões”. Para ela, há uma relação estreita entre democracia e autonomia, sendo essa uma grave contradição no Brasil. “A democracia é bem ampla, mas as mulheres têm vedado o direito de decidir sobre seu corpo. Convivemos com um Código Penal de 1940 que penaliza as decisões reprodutivas, mas neste país se permite a veiculação de músicas que incitam ao estupro, como esta do Teló. Então a falsa moral está disseminada entre nós”, frisa, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. Leia mais AQUI

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Dossiê e edição extra do Jornal Pessoal nas bancas amanhã (29)



A partir dessa quarta, 29, estarão disponíveis nas bancas de Belém a edição extra do Jornal Pessoal e o dossiê de 80 páginas sobre a denúncia de grilagem feita por Lúcio Flávio Pinto contra o empresário Cecílio do Rêgo Almeida, que posteriormente o processou por sentir-se “moralmente ofendido” ao ser chamado de “pirata fundiário”, mesmo com a comprovação da fraude por organismos governamentais no ano passado. Leia mais AQUI

06 de março - Ato de solidariedade a Lúcio Flávio Pinto

No dia 6 de março, ato de Solidariedade ao Lúcio Flávio, no auditório do Ministério Público Federal- Pará, às 18 horas. Debate, vídeo, música, coleta de assinatura. Haverá transmissão pela Internet. Leia mais no blog do professor Manuel Dutra

Juventude atingida pela mineração na Amazônia

Obras do PAC incentivam o consumo do crack na Amazônia

A notícia começou a circular ainda com ares de boato no início tarde do dia 28 de dezembro. Foi ganhando força ao entardecer e quando a noite caiu sobre o lamacento povoado de Jaci Paraná, a 100 quilômetros ao Sul de Porto Velho (RO), tornou-se uma verdade assustadora mesmo para uma região tão acostumada à violência. Uma família inteira de cinco pessoas, entre elas uma mulher grávida de quatro meses e uma menina de apenas cinco anos, havia sido brutalmente assassinada. Não era um crime comum. Mãe e filha haviam sido violentadas e torturadas antes de morrer.  Matéria do IG replicada no IHU

América Latina - BNDES financia expansão

Nádia Pontes
O Banco Nacional de Desenvolvimento Social, BNDES, emprestou em 2011 o dobro do valor desembolsado pelo Banco Mundial. Ano a ano, instituição estatal financia cada vez mais exportadores brasileiros na América Latina.  Leia mais no IHU

A Amazônia e o controle climático, o pesquisador Higuchi explica o real papel da região

Na tentativa de buscar respostas para conhecer o real papel da Amazônia no controle climático, pesquisadores brasileiros fizeram algumas medições em relação ao CO2 e chegaram a resultados interessantes. Um destes cientistas é o engenheiro florestal Niro Higuchi, que concedeu a entrevista a seguir para a IHU On-Line por telefone. Ele comenta sobre o potencial da Amazônia nas mudanças climáticas e apresenta uma abordagem nova ao debate, que é a questão do consumo. E explica que o que move a economia é o quanto se consome. “O conjunto de cidadãos é importante não pela quantidade que armazena, troca, acumula ou perde. Então, no processo de clima global, tem pouca importância a capacidade de estoque, de perda ou de acúmulo de biomassa ou carbono. Leia mais AQUI

Homenagem a Jorge Amado - Meninos de rua na obra de Jorge e outros autores


A exibição do filme Capitães de Areia, assinado pela neta do escritor, Cecília Amado, abre a homenagem a Jorge Amado no dia 06 de março de 2012, no Campus da Alcindo Cacela da Universidade da Amazônia (Unama), no auditório David Murrafej.
As seções ocorrem às 17h.30 e outra às 21h   com a exibição do filme, lançado no fim do ano passado. O longa que envolveu mais de 1.200 jovens tem o roteiro assinado por Cecília e Hilton Lacerda a partir do livro homônimo escrito em 1937.
Trata-se de obra denúncia sobre a realidade de jovens pobres de Salvador. O romance da primeira fase do escritor baiano já foi adaptado para o teatro em inúmeras ocasiões. Em 1971 o estadunidense Hall Bartllett o formatou pela primeira vez para o cinema. Em 1980 foi a vez da TV.
Pedro Bala lidera um grupo de meninos e meninas de rua que sobrevive de pequenos furtos no universo nordestino marcado pela vivência coletiva nas praias, nas rodas de capoeira e em cultos religiosos de matriz africana.  A obra escrita no começo do século passado traça o perfil dos meninos negros e pobres da capital da Bahia, no início do processo de industrialização do Brasil. O drama da infância e da adolescência não é novo na realidade brasileira.
Na década de 1980 o livro do maranhense José Louzeiro, Infância dos Mortos volta a iluminar a situação das crianças e adolescentes. Desta feita, dos internados na Fundação Estadual do Bem Estar do Menor (Febem -uma espécie de presídio\reformatório da época). Trata-se de um romance-reportagem, que ganhou as telonas no ano de 1981 a partir das mãos do argentino Hector Babenco, que o rebatizou de Pixote – A Lei do Mais Fraco.
Pixote é um menino de 11 anos, semianalfabeto, que vive na metrópole de São Paulo. O romance, como o filme, não doura a pílula. É cru e vigoroso, e descortina o árido cotidiano do submundo do menino de rua, que viveu num universo marcado pela violência em infinitas faces: entre celas, prostibulos e cortiços.   Não lembra Cidade de Deus? O livro de Paulo Lins, um negro da favela carioca chegou ao mundo em 1997. O filme do diretor Fernando Meirelles em 2002.
Babenco ganhou notoriedade internacional por conta do filme que recrutou parte do elenco nas favelas paulistanas. O menino ator que protagonista Pixote, Fernando Ramos da Silva, após o sucesso do filme não conseguiu se firmar no mercado.
Chegou a ser contratado pela Globo por conta da mediação de Louzeiro, mas, como não conseguia decorar os textos por ser semianalfabeto,  voltou ao universo do crime.  E em seguida foi assassinado. Celebrado no mundo, o filme foi exibido e debatido em todos os rincões do Brasil no período de redemocratização do Brasil, de universidades a clubes de mães, passando por associações de bairros.
A morte de Fernando inquietou o cineasta José Joffily a produzir o filme Quem matou Pixote? No ano de 1996. As várias dimensões do universo da criança e do adolescente também ganharam atenção do jornalista paulista Gilberto Dimenstein no início dos anos 1990 no livro Cidadão de Papel – a infância e adolescência e os direitos humanos no Brasil.   
O jornalista aproxima os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da realidade sócio econômico em que sobrevive a maioria das crianças e adolescentes no país. O livro laureado com o Prêmio Jabuti em 1993 reflete sobre as desigualdades sociais que persistem no Brasil, tendo como pano de fundo os meninos e meninas marginalizados.
Os\as meninos\as continuam em situação delicada. Uma visita às páginas diárias dos jornais são pobres, negros ou não que povoam os cadernos de polícia. Maioria deles estão como protagonistas de pequenos assaltos, envolvendo ou não situação de sequestro.
A quem interprete tal predominância como a criminalização da pobreza, onde o Estado, que não lhes garante os mínimos direitos, deve atuar de forma firme. Tal agenda na cobertura sobre a situação não atenta para o contexto socioeconômico do país.
O presente viés tem agendado em parte da sociedade a pauta de redução da idade penal, que atualmente é de 18 anos.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Oposição Sindical dos Químicos de Barcarena define metas

Neste sábado (25/02) a Oposição Sindical Valorização e Luta, hoje maior representante de defesa dos trabalhadores junto a Hydro Alunorte, participou de Oficina Sindical organizada pela diretoria de formação da CUT-PA no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barcarena. Na oportunidade onde estiveram presentes 06 membros da oposição e mais o Coordenador Gilvandro Santa Brígida, foi possível discutir sobre as eleições sindicais, os papéis configurados pelas oposições ligadas a CUT e ainda, traçar o planejamento estratégico de acordo com as peculiaridades das categorias. Leia no blog do Rogilson Rodrigues

Alumínio- matéria do Valor analisa a situação da norueguesa Norsk Hidro que opera no PA

A perigosa soma dos baixos preços do alumínio com os altos custos de produção pressionou as operações da norueguesa Norsk Hydro, em seu primeiro ano como empresa integrada no Brasil. A fundição de metal Albrás, no Pará - com aquisição da Vale concluída em 2011 - já opera no negativo. Mesmo assim, a multinacional não cogita fechamento, nem redução de nenhuma operação no país. Pelo contrário: a Norsk Hydro aguarda medidas do governo brasileiro de ajuda ao setor e investe no aumento de sua competitividade.Leia mais AQUI

Filme que conta a vida do casal de extrativistas no PA será lançado amanhã no DF

Nesta terça-feira (28), Brasília receberá o lançamento do filme ‘Toxic Amazônia’, que trata sobre a investigação do assassinato no Pará dos ambientalistas José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo, ganhadores do prêmio "Herói da Floresta” concedido pela ONU em 2012. O documentário adentra sobre as questões que envolvem a questão extrativista na região. Leia mais em Adital

"Hidrelétricas é a nossa maldição" alfineta Ari Ott

“Talvez seja a maldição de Rondônia”, ironizou Ari Ott, ao se referir aos problemas com o início da operação da primeira turbina da Central Hidrelétrica de Santo Antônio, com a qual se desejava implantar no Brasil o novo ciclo de grandes projetos energéticos amazônicos. O gigantesco aparato, feito para gerar 71,6 megawatts, esquentou demais nos testes iniciais em dezembro e exigiu reparos que atrasaram em pelo menos três meses o início de suas operações, agora anunciado para o final de março. Leia mais no Amazônia

Embrapa promove curso para extensionistas da Panamazônia

Um grupo de 30 técnicos extensionistas rurais de seis países da Panamazônia (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela) inicia nesta segunda-feira (27) o Curso Internacional de Capacitação em Sistemas de Tecnologia Agroflorestal. A cerimônia de abertura será às 9h, no Espaço Memória da Embrapa Amazônia Oriental. Leia mais no site da Embrapa

Ex prefeito de Moju é condenado por desviar recursos da merenda escolar

A Justiça Federal condenou o ex-prefeito de Moju João Martins Cardoso Filho a 10 anos e oito meses de detenção pela má aplicação e desvio de R$ 1,9 milhão em recursos para a merenda escolar entre os anos de 2000 e 2003. Leia mais no MPF

2012 Ano Internacional da Comunicação Indígena

 

O Congresso Nacional de Comunicação Indígena do México encabeçou o lançamento do ano 2012 como o Ano Internacional da Comunicação Indígena, durante o qual serão realizados diversos fóruns e oficinas para analisar a situação dos povos originários quanto à comunicação. Segundo integrantes do Congresso, foram as experiências adquiridas nesta área, “em especial das rádios comunitárias e cinema indígena” que impulsionaram este acordo. Leia mais AQUI

Crise beneficia os mais ricos, afirma David Harvey


Professor de antropologia da Universidade da Cidade de Nova York, ele fala da ascensão do pensamento de direita e espera a emergência mais sólida de movimentos contra a desigualdade. Harvey estará no Brasil nesta semana para debates em São Paulo e no Rio e para o lançamento de seu livro O Enigma do Capital (Boitempo, 2011). Entrevista da Folha replicada no IHU

"No Pará não apenas o grileiro consegue se apropriar das terras públicas, como ainda se precisa indenizá-lo quando se denuncia". Entrevista especial com Lúcio Flávio Pinto

Vitima de um processo de indenização por dano moral, movida por empresário já falecido, o jornalista afirma que a grilagem de terras no Brasil se intensifica todas as vezes que há alguma incerteza econômica.
Confira a entrevista.

Imagine a cena. Você é jornalista e decide usar seu trabalho para denunciar um empresário que se considerou dono de uma terra pertencente ao patrimônio público. O fato é comprovado judicialmente. No entanto, o empresário usa o poder financeiro para deixar claro que não gostou de uma expressão utilizada em sua denúncia. Você é processado por danos morais ao tentar esclarecer a opinião pública e defender o patrimônio nacional. E o pior: você é condenado pela justiça a indenizar o grileiro ofendido. Resumidamente, este é o caso real do jornalista Lúcio Flávio Pinto. Leia mais AQUI

domingo, 26 de fevereiro de 2012

O Oscar na berlinda

 
Os prêmios da Academia de Hollywood foram entregues pela primeira vez no dia 16 de maio de 1929. O contexto político e social não pode ser mais significativo: faltam apenas alguns meses para o grande Crack de outubro, os Estados Unidos vive montado na maior bolha especulativa de sua história, a Europa se contorce no caos sob os efeitos das crises políticas que afetam a maior parte de seus países e, na periferia do mundo, poucos sabem ainda o que significa a palavra Hollywood, embora muitos já tenham percebido na própria pele em que consiste o novo poderio norte americano. Leia mais em    Carta Maior

Pedofilia em pauta