segunda-feira, 30 de maio de 2011

Nota da UFPA e da UFRGS sobre a execução dos camponeses no Pará


Nota pública do Programa de Pós-Graduação em Agriculturas Amazônicas (PPGAA/UFPA) e do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR/UFRGS)

“As árvores são nossas irmãs” (Zé Cláudio)

A área do Projeto Agroextrativista (PAE) Praia Alta Piranheira foi um maciço castanhal que só os moradores mais antigos conheceram. O castanhal foi explorado durante muito tempo por uma família de Marabá, que se dizia “dona”, e por centenas de famílias que coletavam livremente os produtos generosamente cedidos pela natureza. Além da castanha, eram e ainda são facilmente encontrados na floresta do PAE produtos como açaí, andiroba, cupuaçu, diferentes tipos de cipós, ervas medicinais e muitas espécies madeireiras de alto valor econômico.

Na década de 1990, um grupo de famílias apoiado por organizações não governamentais e governamentais deu início à solicitação de criação do PAE Praia Alta Piranheira. Entre essas famílias encontravam-se JOSÉ CLÁUDIO RIBEIRO DA SILVA (Zé Cláudio) e sua esposa MARIA DO ESPÍRITO SANTO SILVA (D. Maria). Zé Claudio e D. Maria eram os mais fervorosos defensores da criação do PAE por acreditarem na possibilidade de se estabelecer uma relação diferente com a natureza. Finalmente criado em 1997, o PAE abrigava mais de 300 famílias de agricultores que se propunham a explorar a natureza de uma forma distinta da comumente adotada na região.

Zé Claudio e D. Maria exercitaram essa nova proposta ao extremo: transformaram seu lote em um laboratório de experiências que demonstrava uma convivência mais harmoniosa entre homem e natureza e, mais que isso, acabaram se tornando sentinelas da preservação e transformando seu espaço de vida em uma zona de resistência ao desmatamento. Com quase 15 anos vivendo no mesmo lugar, o casal mantinha 80% do seu lote preservado. Essa façanha era motivo de orgulho para Zé Claudio e D. Maria. Por essa peculiaridade, em uma região onde predomina o desmatamento, não demorou muito para que o lote de Zé Claudio e D. Maria chamasse atenção de pesquisadores, da mídia, além de servir de estímulo e exemplo para centenas de famílias de agricultores que intercambiavam conhecimentos com o casal.

Na busca de comprovações na linguagem acadêmica de que, além do valor cultural, a floresta em pé é mais valiosa economicamente que em toras, Zé Claudio e D. Maria se aliaram com os pesquisadores. A Universidade Federal do Pará (em especial as ações do Campus Universitário de Marabá e do Núcleo de Ciências Agrárias e Desenvolvimento Rural) apoiou e ampliou cooperações científicas (nacionais e internacionais) com a participação dessas lideranças, que muito contribuíram com ações concretas na busca de alternativas sustentáveis de combate ao desmatamento.

No início deste ano, Dona Maria defendeu sua monografia e obteve seu diploma de graduação no curso de Pedagogia do Campo, assim como vários assentados e lideranças que acessam com frequência os espaços da UFPA e de outras instituições de pesquisa. O filho caçula do casal cursa atualmente o ensino médio no Instituto Federal do Pará/Campus Rural de Marabá (IFPA/CRMB), concebido especialmente para grupos sociais no campo. Esta família é um exemplo de busca e implementação de políticas públicas que realmente valorizem as demandas dos camponeses que habitam neste complexo espaço agrário marcado pela deficiente ação do Estado brasileiro.

Porém, a presença de espécies de alto valor comercial na área do PAE atraía outros interesses. Madeireiros e carvoeiros lançaram uma ofensiva forte sobre as famílias. Num contexto de dificuldades econômicas, muitas cederam ao conto do lucro fácil, o que facilitava a ação ilegal desses exploradores da floresta. Protegidos pela ineficiência do Estado em fazer cumprir a lei ambiental, esses agentes circulam livremente no PAE, consumindo a floresta numa velocidade estonteante. Até a castanheira, árvore protegida por lei, é derrubada sem piedade e sua madeira “maquiada” e colocada no mercado com outros nomes.

A preocupação de Zé Claudio e D. Maria com a preservação da cobertura vegetal extrapolava o seu próprio lote e se estendia a todo o PAE. Foi exatamente essa preocupação que os levou a denunciar a exploração ilegal de madeira dentro do PAE. Órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e Policia Federal receberam inúmeras denúncias formuladas pelo casal. Sem nenhuma resposta efetiva por parte desses órgãos, assumiram a responsabilidade como cidadãos e assentados e passaram a tomar iniciativas de ação direta, interditando estradas, parando caminhões carregados com toras de madeira, anotando as placas, sem medir esforços em defesa das árvores.

Essa atitude corajosa do casal, motivada por um sentimento nobre e de coerência com seus princípios, despertou a ira dos madeireiros, carvoeiros e alguns fazendeiros com interesse nas áreas do PAE. Zé Claudio e D. Maria passaram a sofrer ameaças por defenderem a floresta em pé. Na verdade, eles tentavam fazer o que de direito seria dever do Estado: proibir a exploração ilegal de madeira conforme reza a lei. Sem o apoio do Estado, Zé Claudio e D. Maria defendiam a floresta com a própria vida e tinham consciência do que faziam. Em 2010, em um evento na cidade de Manaus, Zé Claudio disse: “Eu defendo a floresta e seus habitantes em pé, mas devido a esse meu trabalho sou ameaçado de morte pelos empresários da madeira, que não querem ver a floresta em pé”.

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) já havia denunciado as ameaças sofridas pelo casal. Zé Claudio e D. Maria faziam parte da lista de 29 pessoas marcadas para morrer no Pará, divulgada pela CPT em 2010. Que sociedade é essa? Uma sociedade na qual as mortes são anunciadas com bastante antecedência e as autoridades não tomam providências! Uma sociedade onde os valores se inverteram. Quem defende a vida, paga com a morte! Quem se preocupa com o bem comum é eliminado para desobstruir o caminho do lucro fácil!

No dia 24 de maio de 2011, em uma tocaia armada por “pistoleiros”, escondidos em uma estrada que Zé Claudio e D. Maria usavam no trajeto entre seu lote e a cidade de Nova Ipixuna, foram desferidos os disparos mortais contra o casal. Não satisfeitos com a crueldade praticada, ainda deceparam a orelha de Zé Claudio, provavelmente para servir de prova da encomenda realizada. Essa infâmia, muito comum no período do coronelismo no nordeste brasileiro, é agora reeditada na Amazônia. Dias antes, a casa do Zé Claudio e D. Maria havia sido rondada por pistoleiros e alguns de seus animais domésticos foram alvejados. No dia do assassinato, Zé Claudio e D. Maria estavam saindo de sua casa para procurar segurança na cidade, dado que, aparentemente, o Estado era incapaz de fornecer segurança. Infelizmente, não tiveram tempo de chegar a um lugar seguro.

E, desta forma, o Ano Internacional da Floresta segue marcado por injustiças, impunidades, descasos com as pessoas, suas escolhas e seus direitos. Exigimos que o governo brasileiro não deixe que Zé Cláudio e D. Maria sejam apenas mártires, como tantos outros produzidos na Amazônia, e muitos menos que sejam uma mera estatística criminal. Para se ter a Democracia, certamente precisamos de códigos e leis. E, certamente, o debate democrático acerca dos mesmos é necessário. No entanto, sabemos que não existe Democracia quando o direito de matar aqueles que contestam o poder dominante é assegurado pela complacência à violação do direito fundamental à vida. A Amazônia e os “povos da floresta” não necessitam de mais mártires, mas de pessoas vivas, comprometidas e éticas, que os mantenham. Eles não necessitam de mais violência. Eles têm o direito – constitucional – a dignidade, liberdade de expressão, autonomia e exercício da cidadania.

Em qualquer lugar, e no Brasil que se diz uma Democracia, não é admissível que pessoas possam ser assassinadas pela divergência ao poder corrente e pelo exercício de seus direitos. Não é possível haver “dois Estados” e “duas leis” em um só país, afinal, uma lei que vale apenas para alguns, não é lei.

Os assassinatos de José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva não são ocorrências individuais, são um problema nosso, de toda a sociedade brasileira. Precisamos reagir.
Reagimos porque acreditamos que podemos contribuir, interrogando sobre os conceitos que fundam a interpretação dos conflitos na Amazônia e permeiam as políticas públicas brasileiras de desenvolvimento.

Reagimos porque não é possível admitir a violência como instrumento de regulação social. Reafirmamos aqui nosso compromisso de lutar com as nossas armas: documentando, refletindo e oferecendo à sociedade interpretações sobre esse fenômeno sociopolítico que acompanha o “desenvolvimento sustentável” na Amazônia: a morte anunciada dos defensores da floresta.

 “Matar árvores é assassinato” (Zé Claudio)

Site do governo do PA banaliza morte de camponeses


A cada manifestação publica do estado com relação aos crimes contra os camponeses, mais indignação causa. 

Desta feita  a pérola é da assessoria do Centro de Perícia Renato Chaves. 

No texto do portal do governo a execução dos camponeses José Cláudio e D Maria é tratada de misteriosa.    
Até as formigas da região sabem  quem são os suspeitos, menos as “autoridades” públicas. 

As matérias do governo festejam um suposto incremento tecnológico, e naturalizam as mortes.

Caso tenha estômago, leia AQUI

domingo, 29 de maio de 2011

O Estado brasileiro e a política da Vale

Adhemar S. Mineiro
Economista e consultor do Ibase na Plataforma BNDES

Ao analisarmos a relação entre a política da Vale e o Estado brasileiro, devemos considerar ao menos cinco aspectos fundamentais. O primeiro diz respeito à própria história da empresa. O segundo ao seu peso estratégico na estrutura produtiva brasileira. Destacam-se também o controle de capital da empresa e o seu financiamento. E, por fim, há que ser considerado o seu papel como uma das chamadas “campeãs nacionais” e, conectado a isso, sua própria internacionalização como elemento que se interrelaciona com a política externa brasileira. O texto a seguir procura avançar nesses cinco pontos. Leia a íntegra no IBASE

A violência na Amazônia - Edgar




http://www.vermelho.org.br/charges.php?id_param_charge=544

Código Florestal e "Kit-Gay": a falência de uma governabilidade conservadora

Eduardo d´Albergaria (Duda)     

Ainda nas eleições de 2002, o PT anunciava uma "nova" estratégia de governabilidade, mais afinada com as transformações que o partido vinha passando: a obtenção de maiorias no parlamento, utilizando-se de alianças com partidos conservadores, liberais e/ou fisiológicos. Essa estratégia já era a regra geral da política brasileira, a novidade era a opção feita pelo PT. Leia mais no Correio da Cidadania

''A Internet vai salvar os livros''

Robert Darnton, professor de Harvard, explica o seu projeto, alternativo ao do Google: uma biblioteca universal, aberta a todos, a ser implementada na Internet. "Nos EUA, os textos autoproduzidos são três vezes mais numerosos do que os publicados por editoras comerciais". "Alguns estão convencidos de que democratizar o conhecimento significa vulgarizá-lo. No século XIX, temia-se a mesma coisa". A reportagem é de Benedetta Craveri, publicada no jornal La Repubblica, 27-05-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Leia a íntegra no IHU

Barbalhos e Maioranas - estamos todos entorpecidos?

Difícil imaginar que, em qualquer país civilizado, algo semelhante ocorra sem uma reação imediata da justiça, da polícia e de quem mais tem a seu encargo a condução da sociedade com um mínimo de seriedade, decência e respeito a um povo. Leia mais no blog do professor Manuel Dutra

Mais um atentado contra liderança da comunidade quilombola do Charco/MA



Na noite desta sexta-feira (27), mais uma vez a comunidade quilombola de Charco, no município de São Vicente de Férrer/MA, foi vítima de atentados em virtude de sua luta pela regularização do território. Por volta das 21:00hs, a residência do vice-presidente da Associação dos Quilombolas do Povoado Charco foi alvejada com 3 tiros.  Leia mais em Outros Olhares

Nova Ipixuna - Nota da CPT de Marabá


TRABALHADOR É ENCONTRADO MORTO NO MESMO ASSENTAMENTO DE JOSÉ CLÁUDIO E MARIA DO ESPÍRITO SANTO EM NOVA IPIXUNA

                Foi encontrado ontem, por volta das 11 horas, o corpo do trabalhador HERENILTON PEREIRA DOS SANTOS, que estava desaparecido desde quinta-feira no interior do projeto de Assentamento Praia Alta Piranheira, localizado no município de Nova Ipixuna. O corpo foi encontrado por um grupo de assentados a 50 metros de uma das estradas vicinais, distante 7 km do local onde José Cláudio e Maria foram assassinados.

                Na terça-feira, dia do assassinato de José Cláudio e Maria, Herenilton e um cunhado seu, encontravam-se trabalhando em sua roça às margens de uma estrada vicinal a uns 5 km do local onde o casal de extrativistas foi assassinado por volta das 8 horas da manhã. Já por volta de 8:40h os dois presenciaram a passagem, a poucos metros deles, de dois homens em uma moto, modelo Bros de cor vermelha, vestidos de jaqueta e portando capacetes. Um deles, carregava uma bolsa comprida no colo. As descrições da moto, e dos dois motoqueiros, coincidem com informações prestadas à polícia por testemunhas que presenciaram a entrada, no assentamento, de dois pistoleiros horas antes do crime naquela manha de terça-feira.

                Ainda segundo o relato do trabalhador que estava ao lado de Herenilton, uns 100 metros à frente, os supostos pistoleiros pararam a moto e um deles abordou um trabalhador que se encontrava no local e pediu informações de como chegar ao porto do Barroso. O porto é uma das saídas do assentamento em direção ao município de Itupiranga, trafegando pelo lago da hidrelétrica de Tucuruí. Informados os dois seguiram viajem.

                Na quinta feira, Herenilton saiu de casa para ir ao mesmo porto comprar peixe como sempre fazia e não mais voltou. O corpo dele foi encontrado ontem dentro do mato, antes de chegar ao porto. A polícia, acompanhada de peritos do IML, esteve no local e fez a remoção do corpo para Marabá. O agricultor tinha 25 anos, era pai de 4 filhos e vivia no assentamento desde criança. Era muito conhecido e, de acordo familiares e vizinhos, não tinha envolvimento com atos ilícitos ou desentendimentos com qualquer pessoa. 

                Até o momento não podemos afirmar que o caso tenha relação com a morte de José Cláudio e Maria, mas também não podemos descartar essa hipótese. A polícia precisa esclarecer as causas do crime. O assassinato é prova de que a polícia, depois de 5 dias das mortes dos extrativistas, sequer tinha investigado as principais rotas de fugas do assentamento que os pistoleiros possam ter usado para fugirem após cometerem os crimes. Como explicar que um assassinato, com características de pistolagem, ocorra dois dias depois e nas proximidades do local onde os extrativistas foram mortos com todo o aparato das polícias civil e federal, “vasculhando a região” conforme anunciam? 
                                                                                              Marabá, 29 de maio de 2011.
                                                                                                                                             Comissão Pastoral da Terra – CPT da diocese de Marabá.



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Execução de camponeses\as: até quando?


Daqui a pouco a Comissão Pastoral da Terra (CPT), organização ligada à Igreja Católica, que acompanha as tensões do campo desde a década de 1970, emitirá uma nota sobre as execuções de camponeses no Pará.

Com o assassinato de ontem de Eremilton Pereira dos Santos, no município de Nova Ipixuna, sudeste do estado, são três  os casos no Pará e quatro na Amazônia, com a morte  de Rondônia, Adelino Ramos, que foi sepultado hoje.

Tudo ocorre na semana de aprovação de forma atabalhoada da reforma do  Código Florestal, processo marcado pela grande pressão dos ruralistas, que desde a década de 1980 vence tudo que pleiteia no Congresso Nacional.  

A reforma do Código segue e mesma linha dos projetos de desenvolvimento indicados para a Amazônia, marcados pela irracionalidade e à indiferença ao conhecimento. É o muque e o grito que prevalecem.

Uma ironia é notar o PC do B, que fomentou a Guerrilha do Araguaia na década de 1970, no Pará, ser o protagonista de um projeto que tende a favorecer um setor que ao longo dos séculos na história vem se beneficiando das benesses do Estado.

Há uma tese sobre o assassinato sistemático de trabalhadores rurais no país, a impunidade. Isso se ratifica com o retorno dos pistoleiros ao Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Praialta Piranheira para “terminar” o trabalho e fazer a queima do arquivo das testemunhas na mesma semana da execução do casal José Cláudio e D. Maria.

Os pistoleiros desconsideraram até o momento em que o Estado costuma ter uma ação reativa nessas situações, quando envia ao local das tragédias os seus agentes e representantes. 

Na imprensa o tema é naturalizado, e as pessoas menos informadas tendem a fomentar comentários desastrosos. Vale a frase da canção: o Brasil não conhece. E a ética que tem imperado desde a presença do colonizador tem sido a força bruta.

Até quando?

Juliana Borges analisa a violência contra camponeses na Amazônia

http://peledaterra.blogspot.com/

Como derrubar árvores e matar pessoas


Na votação açodada do Código Florestal, o PMDB resolveu colocar mais um “bode na sala”: desta vez, a atribuição de decisões sobre uso de áreas de preservação permanente (APP) para estados e municípios. As lideranças do partido sabem que a presidente Dilma não vai aprovar isso. 

Portanto, trata-se apenas de uma iniciativa de enfiar no projeto algo para ser negociado no Senado e retirado como se o PMDB estivesse fazendo uma “concessão”. Agora que o projeto do relator Aldo Rebelo (PCdpB-SP) já saiu da pauta da Câmara, chegou a vez do Senado fazer jogo de cena e tentar obter vantagens do governo para votar algo que vai muito além do interesse dos políticos, ruralistas e ambientalistas. Uma lei que pode dar ao Brasil, ou não, a legitimidade para atuar como líder no cenário ambiental global. Leia mais em Carta Capital

Conflito no campo: um condenado para cada 17 assassinatos

Gabriel Bonis e Matheus Pichonelli
Nos últimos 25 anos, 1.614 pessoas foram assassinadas no Brasil em decorrência de conflitos no campo. Até hoje, apenas 91 casos foram julgados - e resultaram na condenação de 21 mandantes e 72 executores. Isso significa que a Justiça no Brasil levou às grades um criminoso para cada 17 pessoas assassinadas em todos esses anos. Leia mais em Carta Capital

Vigia que mal sabe atirar faz segurança de MPF em Marabá

Gabriel  Bonis
“Caso estivesse sendo ameaçado, teria dificuldades para ter alguém do meu lado. A única proteção que temos é um vigia que mal sabe atirar”.

A afirmação não é de um camponês intimidado por madeireiros num distante assentamento da Amazônia, mas do principal responsável por apurar mais um caso de assassinato na região mais sensível do estado onde mais ocorreram mortes de lideranças rurais em conflitos do campo no país: o procurador da República em Marabá (PA), Tiago Modesto Rabelo. Leia mais em Carta Capital

Cadastro revela políticos donos de rádio e TVs no país

Classificado de "caixa-preta", o cadastro dos donos de rádios e TV no país --onde estão os nomes de 56 deputados e senadores que são sócios ou têm parentes no controle de emissoras --passará a ser divulgado em caráter definitivo pelo Ministério das Comunicações. Matéria da Folha

Morte de camponeses na Amazônia - Nota da Rede de Estudos Rurais


No último dia 24 de maio, foram assassinadas as lideranças agroextrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, assentados no Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna, Pará. Os dois foram emboscados por pistoleiros e executados com tiros na cabeça. Dois dias mais tarde, um novo crime, com características semelhantes, atingiu Adelino Ramos, o Dinho, líder do Movimento Camponês de Corumbiara, que morava em um assentamento, em Vista Alegre do Abunã, Rondônia. A Rede de Estudos Rurais, através de sua Diretoria, manifesta pesar e indignação diante desses crimes. E cobra das autoridades competentes justiça e garantia de segurança a todos os que agem por uma sociedade mais justa e pela gestão responsável e fraternos recursos naturais de nosso País.

http://www.redesrurais.org.br/

Nova Ipixuna - mais um agricultor é executado


Pistoleiros voltam a aterrorizar no projeto de assentamento onde foram executados José Cládio e D. Maria

Segundo informações de uma fonte confiável os pistoleiros voltaram a aterrorizar no Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Praialta Piranheira, onde foram executados os dirigentes José Cláudio e Maria do Espirito Santo, no último dia 24.

Os pistoleiros voltaram para assassinar testemunhas das mortes dos extrativistas Dois agricultores foram atacados. O informe é que um foi assassinado Herenilton Pereira dos Santos e o segundo está desaparecido. Agentes pastorais da Comissão Pastoral da Terra (CPT) estão no local desde ontem.

O corpo do agricultor foi encontrado por técnicos do IBAMA.