quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Araguaia-Tocantins caiu na rede


Araguaia-Tocantins: fios de uma História camponesa reúne nove trabalhos sobre a trajetória da luta pela terra no Bico do Papagaio (TO,PA e MA).  

São reportagens e artigos que foram publicados na revista Democracia Viva-IBASE-RJ, Cadernos do 3º Mundo, Ecologia e Desenvolvimento, Gazeta Mercantil (PA) e publicações regionais comerciais e algumas consideradas alternativas.

A obra foi lançada em 2006 quando cursava o mestrado no Núcleo de Altos Estudos da Amazônia (NAEA-UFPA), com o apoio da rede Fórum Carajás. Achei o arquivo original num CD. Agora disponibilizo na grande rede. 

Os interessados na temática amazônica podem baixar o arquivo clicando na capa da obra

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Reunião anual da SBPC será sobre o bioma Cerrado

Bioma que registra hoje o mais acelerado ritmo de desmatamento no Brasil, o Cerrado será tema da 63.ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O encontro deste ano será no câmpus da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia, em julho. Leia mais no IHU

Belém - perto dos 400 anos, a cidade é um caos


Amanhã é o aniversário de Belém, 395 anos. A cidade é um caos, dona de um trânsito de tirar monge budista do nirvana. 

Perto dos 400 anos, a cidade é suja, maltratada e desprovida de algum planejamento.   

Na área da saúde ficou banalizado o óbito de pessoas nos postos do centro ou na periferia.

O transporte coletivo é uma porcaria.

Como dizia a minha tia, o prefeito é um escroque, Duciomar Costa (PTB), vulgo Dudu.  

A renúncia ou a prisão dele seria um ótimo presente para a população.  

Dendê no Pará: desmatamento e comunidade sob pressão

Conflito rural envolve 150 famílias de ribeirinhos, que reivindicam título de área arrendada pela Palma Amazônia, em Moju (PA). Desmatamento de floresta nativa foi autorizado (e depois suspenso) pelo governo estadual
Por Verena Glass, do Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis

O Brasil teria 31,8 milhões de hectares disponíveis para o plantio de dendê, de acordo com o Zoneamento Agroecológico da cultura. Desse total, quase 30 milhões de hectares estão na Amazônia Legal.Leia mais no Ecodebate

Férias.......


Folia nacional


Berlusconi, que deseja repatriar Cesare  Batisti bateu o martelo, Ronaldinho vai para o PMDB. 

O partido, fisiologista imbatível pleiteia três assentos no BBB. Os Marinho que se virem.

E para as popozudas do escrete quer no carnaval pelo menos quatro cargos de rainha da bateria nas escolas de samba do primeiro grupo de RJ e SP.

Já que Joaozinho Trinta pendurou as chuteiras, indica Sarney para carnavalesco da Beija Flor e Roseana para a equipe de compositores.  

Zequinha vai para a direção de harmonia e Fernando para a captação de recurso. Lobão já tá brincando de eletricista. Eita nós.....

Para o Barbalho? Nada. E para o Barbalhoooo? Nada..... ???

A Cesare o que é de Cesare.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Tucanato e o carnaval do Ficha Suja


O quadrinho é bem bacana para aprender a ler. Na infância curtia Os Metralhas.

Foi uma fonte de leitura. Vendo o escrete do “novo” governo do estado  recordei da aventura.

É uma festa de gente que responde a processo. Não fiz um levantamento. Mas, lembro que Leão que chefiou a transição, Paulo Chaves, Asdrúbal Bentes e Sebastiao Miranda possuem problemas com a justiça.

O atual cacique do PFL-DEM, que integrou a frente com os tucanos, Lira Maia é um expoente quando o tema é desvio de conduta.

Sem falar no rebanho do PMDB.

Não sei quantos exatamente possuem o nome sujo na praça.

Mas, no bloco do “novo” governo do Pará tem uma comissão de frente bem bacana.

O próprio governador eleito responde a broncas com a lei.

Talvez o humorista-parlamentar Tiririca esteja equivocado. 

Tudo pode ficar pior.



Só depois do carnaval: mulheres e eclusas serão temas de sambas em Belém


O fim do carnaval é indicado como o início do ano no país. Em Belém alguns blocos e escolas de samba já ocupam as ruas no fim de semana.

No boêmio bairro da Pedreira, a agremiação Embaixada do Samba Império Pedreirense realizou o primeiro arrastão.

A escola homenageia no carnaval de 2011 as mulheres, com o enredo: “Para não dizer que não falei de flores”.

Parece bem pertinente em tempos de presidenta e do ocaso da experiência do governo local. 

Outra agremiação faz loas ao PAC, com um enredo sobre as eclusas da hidrelétrica de Tucuruí.

Tal modelo de samba enredo faz recordar os temas nacionalistas do tempo da ditadura.

Parece que o pessoal da escola não conhece o real significado de grandes projetos na região.

Isso soa como uma mera estratégia de disputa no universo simbólico, quando a qualquer custo o governo federal vai enfiar goela abaixo um mega projeto no Xingu.  

A Mira partiu


A Mira nos deixou numa manhã de domingo ensolarado. Tinha um pouco mais de 60 anos. Era uma negra magra. Mais de 30 anos de Ver o Peso. Solteira. Tinha uns seis filhos. Todos criados com a venda de comida e cerveja de uma barraca.  Não sei que matemática operou para tal proeza. 

Nunca a vi com a face amarrada. Ela jogava no bicho, tomava cerveja, disputava no palito com os convivas. Todos os “malucos” estão amuados: André, “Doutor”, Chicão, Tadeu, Vanzeler, “Careca”, Miltinho, a Negona do Bicho, a Gordinha do DVD Pirata....

Chicão é um negro que trabalha com embarcações. Tem mais de cem quilos e altura superior a 1.80m.  Talvez fosse o frenquetador mais carinhoso com a Mira. Pagava refeição para ela. As vezes comprava peixe e pedia a ela fazer uma peixada. Compartilhava com quem quisesse. Sempre que Chicão visitava o Ver o Peso tomava bença da barraqueira. Um sinal de afeto e respeito. As vezes a tratava de mãe.

Tudo foi muito rápido após o diagnóstico. Pouco mais de duas semanas. O mercado ficou menos alegre com a ausência da Mira. O box dela fica próxima à área de embarque dos barcos que levam a Barcarena. Frente para a Baia do Guajará.  Sempre que chove molha os frequentadores. O vento é forte. O que torna o ambiente agradável.

Não tive coragem de ir visita-la no hospital. A filha informou que ela havia definhado rápido. Falava com a voz embargada sobre o quadro. Esses anos de Ver o Peso não recordo do carinho dos filhos. Um ou outro passava lá. Os homens pareciam mais próximos. 

A visita de um deles sempre a alegrava. Ela dizia que ele nunca causara problemas para ela. Ele aparenta uns 30 anos. Parece calmo. Esses dias ele apareceu por lá. Os próximos dias serão sem graça.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Um dedo de prosa para o recesso


A minha vizinha é uma senhora marcada pelo tempo. Mora só numa área bem bacana. Um quintal farto.

Divide os dias com cães e aves. Ela fica sob a sombra de uma mangueira.  Ao amanhecer  os animais a rodeiam.Tira prosa com todos eles. Sábia senhora. Bichos ao invés de gente.

A mangueira enfeitada de frutos  divide o quintal com um jambeiro, um pé de pitomba  um pé de pupunha e uma árvore que nunca vi os frutos.  

Noite de natal não vi a magra vizinha que sempre traja vestes simples.

No prédio onde moro o corredor não tinha luz. Todos parecem ter fugido para algum lugar.

A vizinhança é tranqüila. Galos levantam a barra do dia. Depois, uma penca de pássaros que não sei identificar enche a manhã.   

Chove nesses dias. A rua vira um rio quando a tempestade é intensa.  Mas, não carrega o barulho do silêncio.