sábado, 15 de setembro de 2012

Novo Marco Legal da Mineração - Nota de Repúdio


Movimentos, entidades e redes, nacionais e internacionais, reunidas no SEMINÁRIO SOBRE O NOVO MARCO LEGAL DA MINERAÇÃO, em Brasilia, de 10 a 12 de setembro de 2012, vem se manifestar em apoio aos moradores de Serra Pelada na luta por defesa de seus direitos e repudiar a ação arbitrária e truculenta da Policia Militar do Estado do Pará, que no dia 17 de agosto agrediu pessoas que se manifestavam na estrada que dá acesso à vila de Serra Pelada, em busca de diálogo com o poder público e com as empresas que prestam serviços para a Vale, no projeto Serra Leste, município de Curionópolis.

Além das agressões a policia fez diversas prisões, inclusive de menores, os quais, eles tinham visto nas manifestações e não conseguiram botar as mãos no momento da vontade e fúria extrema. Dentre as prisões foi feita a do advogado que presta serviço para as pessoas da vila de Serra Pelada, Rodrigo Maia Ribeiro, sem apresentar nada que justifique tal ato. E o pior, prisão feita dentro de sua residência. Além das oito prisões feitas existe mandado para mais oito.

Repudiamos todo ato de criminalização dos movimentos sociais e de pessoas que se colocam ao lado dos oprimidos. Exigimos a imediata soltura dos presos e revogação dos mandados de prisão. Que o Estado substitua a repressão por serviços que reivindicam a população de Serra Pelada.

Brasilia, 12 de setembro e 2012.

 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Xingu - O Diário de Ismael Machado

Verão de 42 é um dos meus filmes preferidos. Vi a primeira vez numa madrugada insone, ainda bem novinho. Há um tempinho comprei o livro num sebo.tirando a edição capenga o livro é ótimo. Pra quem não conhece, é a historia de um garoto entrando na adolescência e se apaixonando por uma mulher mais velha, casada com um soldado. É 42, lembrem-se, segunda guerra. O final do livro é um dos melhores que já li na vida.

Falo de Verão de 42 porque acabei lendo quase um quarto dele na sala de espera do aeroporto. O vôo atrasou quase três horas. Praticamente não dormimos, bruno carachesti e eu. A viagem é para Altamira. Belo Monte mais uma vez.

É minha quinta ou sexta vez por essas bandas. Sou um crítico contumaz da obra. E me sinto felizardo por testemunhar essa historia se desenrolando, embora o final já seja previsível. Conseguir hotel é coisa complicada atualmente. Quase todos lotados. Caros.
 
Dormimos apenas duas horas. Há que se fazer de tudo ainda. A manhã será voltada à produção. Com um problema. Pouca grana. Fazer reportagem é caro. Repórteres sabem disso. Enfim, a Cesar o que é de Cesar.

A primeira parada é ir em busca de dom Erwin, o bispo do Xingu. Um dos homens que mais admiro nesse estado. Recentemente vi uma imagem antiga dele, ao chão, sendo espancado. Dom Erwin não está. Sigo atrás de Antonia Melo, guerreira contra a usina. Sou recebido por uma missionária e por Elena, braço direito de Antonia, que está em salvador. Deparo-me com padre Amaro. Trocamos um forte abraço e ele me diz que nunca mais fui a Anapu. É verdade. Há uns dois, três anos, não volto ao município. Padre Amaro está de saída, mas aproveito para entrevistá-lo.
 
As coisas parecem complicadas. A idéia é ir a uma aldeia. Conseguir o transporte está difícil. Caros demais. Na verdade, nossa grana é que está curta, embora não tenha sido por falta de aviso.

Vamos à prefeitura e a mandatária está em campanha. A manhã se esvai rapidamente no calor da cidade. Vamos à Casa do Índio. Indicação de Elena. Encontro a irmã de Marinho, o índio da aldeia paquiçamba. Jurunas. Ela me apresenta o cacique Manoel juruna. Desconfiado, reluta em nos levar. Mas aceita.

Marcamos para o inicio da tarde.

Andamos pela orla, sentamos um pouco. Saber se conseguiremos um preço camarada é o que nos aflige. O taxista indicado por Elena topa ir. O preço não é barato, mas valerá a pena cada centavo, descobriremos mais tarde.

Pela orla, resolvemos dar uma consultada em barcos. Quem sabe não conseguimos pelo menos chegar a algumas famílias ribeirinhas a serem atingidas pelas conseqüências da barragem. Barganhamos e conseguimos que uma voadeira nos leve a uma pequena comunidade, cerca de 40 minutos rio acima.
 
Bruno se encanta com o rio Xingu. É uma beleza assombrosa mesmo.

O barqueiro vira meu personagem. Limões e limonadas. Há que se aproveitar de tudo. Na comunidade, chamada Paratizinho, o que me chama a atenção é um casal. Manoel, conhecido como Caçula e a mulher dele. Humildes a não mais poder. 30 anos vivendo naquele mesmo local. Sabe que terão de sair mas ir para onde, se aos 82 anos, sem uma das pernas, Caçula percebe que nada mais poderá fazer¿

A força da grana. A força do poder. Dilma roussef não sabe de Manoel. Nem saberá.

A volta me deixa mais tranqüilo. Já tenho pelo menos três personagens. Boas fotos. Com a grana curta, almoçamos um PF do tipo que Bruno diz só servir para encher barriga. E tome refrigerante para ajudar a descer.

O taxista nos liga e nos encontra depois. Vamos ao encontro do cacique. Ele enche o porta malas de coisas, incluindo um botijão de gás. Senta ao meu lado. Faço perguntas. Depois nos calamos. Cochilo. Lembro do MP4, ponho, mas meia hora depois acaba a bateria. Faço imagens com minha pequena filmadora.

Espanto-me com a quantidade de máquinas pesadas cavando a terra, rompendo a floresta. A certeza da irreversibilidade da obra me vem cristalina. A estrada que nos leva foi aberta recentemente.
Nem o cacique a conhece.

Vemos arvores gigantescas. Algumas ao chão. Restos de queimadas, desmatamento. Adentramos por mais de duas horas numa estrada irregular. O rallye da aldeia, comentaria depois Reginaldo, o taxista. O carro dele tem um mês. E já enfrenta esses percalços.

O cacique vai se tornando mais aberto e menos desconfiado. Solta algumas risadas.

Vejo um mogno. Ipês. E árvores calcinadas.

Bruno fotografa ensandecido quase tudo o que vê. Passamos por um cabaré, que anuncia strip-tease. Isso no meio da floresta, a margem da estrada, próximo a um dos canteiros de obras. É coisa de Bye Bye Brasil.

Na aldeia, um pequeno punhado de casas de madeira, palha e alvenaria, há o contraste. Enquanto em Paratizinho o rio vai inundar tudo, ali é o contrário. O rio irá secar. Os peixes começaram a rarear. Um grupo de índios adolescentes chega com mais de cinco tracajás.
Reginaldo apanha uns ovos.

Faço imagens e entrevistas. Olho o rio, belo como sempre.

A preocupação é com a volta. Atravessar aqueles caminhos no escuro não é um bom programa.
Por isso as entrevistas não são demoradas. Mas a tarefa é cumprida. Comemos algumas bananas, enquanto José das araras, um índio de 65 anos, diz que sem o rio nada de vida para eles. O rio é o principio e o fim.

Lembro do final do filme Xingu.

A volta é poeirenta, mas com um sol absurdamente bonito sendo admirado. Reginaldo pisa fundo.

Fazemos fotos. Tentamos registrar algo para uma posteridade que nem sei direito qual Reginaldo liga o som. Fagner, Belchior e Zé Geraldo se revezam. Zé ramalho também. Estamos cansados e o sono bate à porta.

Meu corpo pede arrego. Um banho para tirar toda a poeira. Desabo na cama. Mas é um sono sem sonhos. Como a dos moradores do Xingu.

E quando o minério findar? O Jnt analisa

Justiça nos Trilhos: O cenário pós-extrativista pode ser entendido como uma tentativa de chegar a um equilíbrio entre humanidade e planeta terra. Essa nova relação exige uma mudança significativa no atual modelo de produção. Para atingir o equilíbrio na utilização dos recursos naturais é necessária a transição de um modelo saqueador de recursos para um modelo pautado na economia local, na produção de bens duráveis, na diminuição do consumo, no desenvolvimento de uma noção de limites de produção e na reutilização de recursos. Leia mais em Jnt

Marxismo no Brasil, por onde anda?

André Cristi
Centenas de pessoas presenciaram um debate, quarta-feira, na Universidade de São Paulo (USP), sobre a presença do marxismo no Brasil, uma atividade do simpósio Esquerda na América Latina – Passado, Presente, Perspectivas. Entre os presentes estavam Ricardo Musse, sociólogo uspiano que participa da elaboração do programa de governo de Fernando Haddad, o filósofo Paulo Arantes e Armando Boito Júnior, professor de Ciência Política da Unicamp. Matéria da Carta Maior replicada no IHU

Beluzzo reflete sobre a crise do capitalismo

"O capitalismo internacional e individualista decadente, sob o qual vivemos desde a Primeira Guerra, não é um sucesso. Não é inteligente, não é bonito, não é justo, não é virtuoso - "and it doesn't deliver the goods". Em suma, não gostamos dele e já começamos a menosprezá-lo. Mas, quando imaginamos o que se poderia colocar no seu lugar, ficamos extremamente perplexos". Leia a íntegra do artigo publicado no Valor e replicado no IHU

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Jean Hébette provoca o autor de Pororoca

Texto do prefácio do livro


Em “Pororoca pequena marolinha sobre a(s) Amazônia(s) de cá”, o jornalista Rogério Almeida, bem conhecido entre nós por sua militância junto aos movimentos sociais no campo pinta uma paisagem das contradições sociais e políticas que nos afetam, à nós, moradores da imensa Amazônia irrigada por uma igualmente imensa bacia hidrográfica. Tão imensa e diversificada do ponto de vista físico, econômico, social, político e, principalmente, cultural, que autores – notadamente geógrafos, como Ariovaldo de Oliveira – a desdobram, como Rogério Almeida prefere desdobrá-la - o que lhe permite não esconder sua particular simpatia pela Amazônia dos rios Tocantins e Araguaia, como se estes dois afluentes do Amazonas, já por só imensos, oferecessem uma espécie de síntese de todas elas.

Apesar da “modéstia”que o autor atribui – modestamente – a seu livro, vários de seus textos já foram apresentados em reuniões e encontros científicos, e mereceram publicações em revistas reconhecidas como Caros Amigos,. Democracia Viva do IBASE e do Laboratório de Políticas Públicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

A coletânea reúne 20 trabalhos distribuídos em quatro partes: a primeira, referida aos chamados Grandes Projetos, cada vez maiores na dimensão dos seus impactos sociais; a segunda, mais substancial, traça a audaciosa saga dos pequenos produtores rurais por aí imigrados em confronto com o latifúndio especulativo e ilegal; na terceira parte, o autor dá um pulo rápido para a cidade de Belém, antes de concluir, na quarta parte, com cinco entrevistas com testemunhas significativas de nossa história recente. Esta paisagem sugere uma arte de pirotecnia com um fogo de artifício de flashes brilhantes e percutidores lançados em todos os horizontes da vida sofrida do campesinato amazônico. Destes flashes se destaca uma quantidade de números preciosos coletados em fontes confiáveis.


A narração flui, fugindo à linguagem acadêmica à qual o redator teve que se submeter na sua dissertação do mestrado apresentado ao Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), lhe preferindo um estilo jornalístico mais florido, recheado de metáforas, às vezes tangentes a um certo preciosismo .

Na sua “modéstia”, o livro ora publicado pode ser muito útil para leitores que, sem quererem se aprofundar no assunto, fazem questão de se manter a par dos eventos mais significativos da região nos último cinco anos. Muito útil, sobretudo, para professores do ensino fundamental das diversas disciplinas, assim como para estudantes universitários. Neste sentido, referências mais explícitas à literatura citada em passant seriam bem-vindas. Espera-se do jornalista Rogério Almeida que, dando seqüência a seu anterior livro “Araguaia-Tocantins. Fios de uma história camponesa” (2006) e deste novo, nos gratifique, também, com análises mais detidas nas quais se treinou nos tempos de seu mestrado.

Jean Hébette


 

Lúcio Flávio Pinto analisa o Pororoca pequena


 
Texto produzido pelo jornalista para a orelha do livro
 
Com a imposição da obrigatoriedade do diploma de curso superior de comunicação para o exercício da profissão de jornalista, a academia se instalou nas redações da imprensa brasileira. Não foi por acaso que esse ato insólito foi adotado pela junta militar durante o mais negro período da república brasileira, em maio de 1969, logo depois do famigerado Ato Institucional nº 5, o AI-5, demiúrgo da liberdade de pensamento.
Agora, de forma natural, o caminho é salutarmente inverso: jornalistas, cada vez mais insatisfeitos, tomam o rumo da academia. Querem aprimorar seu conhecimento. Querem, sobretudo, ter régua e compasso: um método de pensar e analisar para dotar de alguma perenidade, significância e inteligibilidade o que escrevem. Esperam absorver a contribuição do pensamento organizado e sistemático, legado de gerações. Ou, como dizem os acadêmicos, conquistar um marco teórico.
 
Felizmente essa nova relação tem sido proveitosa, enriquecendo as partes envolvidas: os trabalhos acadêmicos se tornaram mais atraentes e o jornalismo, mais rigoroso. Isso tudo, apesar da crise da imprensa. Ou talvez por ela mesmo, se acreditamos no princípio teleológico dos gregos, que punham suas crises sobre o palco e aprendiam se divertindo ou tendo prazer estético.
 
Rogério Almeida integra esse processo migratório do saber. Cheio de experiência vivida, de ver com os olhos, sofrer com a alma e sublimar pela inteligência, agora pondera e processa essa vivência no ambiente socrático. Certamente o novo cenário não aquietará suas angústias nem sufocará suas dúvidas. Talvez ele perceba, como alguns outros, que o tal do marco teórico empobrece a realidade da qual ele tem sido testemunha e protagonista. A solução não estará no abandono de material empírico posto à onfandade e desabrigado de uma boa explicação. O mais recomendável é malhar sobre a bigorna das teorias e encontrar uma que seja mais adequada. Na falta do produto, forjar aço explicativo de melhor têmpera. A Amazônia merece esse esforço - e o compensa.
 
Particularmente, é nesse estado de espírito em que me vejo quando os casos que vi e vejo, sobretudo de conflito, me surgem desafiadores quando os aproximo do referencial analítico disponível. O conceito de camponês é lençol curto para tanta matéria. O assentamento da reforma agrária parece antediluviano, como um gringo encardido no verde vago mundo. Há matéria viva e incandescente, como a deste livro, à espera do instrumento que lhe dê forma universal e densidade local, como na grande literatura. E o que é a saga amazônica mais do que a grande literatura em busca angustiante de autor?
Lúcio Flávio Pinto
 

Pororoca pequena no Sem Censura de ontem, 5, no Dia da Amazônia


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Eleição em SP - Dines analisa o fenômeno Russomanno eo neopentecostalismo

É jovem (56 anos), viúvo, razoável pinta, arrumado, verbo solto, experimentado repórter de TV (no popularíssimo Aqui, Agora, do SBT). Já teve votações espetaculares como deputado federal, a primeira em 1994 (pelo PSDB). Depois de tucano experimentou ser corvo de Paulo Maluf, agora é uma águia macedista, alado seguidor do bispo Edir Macedo, imperador do PRB e da Igreja Universal do Reino de Deus. Leia mais em OI

Guerrilha do Araguaia - justiça de Marabá recebe denúncia contra Curió e doutor Asdrúbal

Najla Passos
O coronel da reserva do Exército Brasileiro, Sebastião Rodrigues de Moura, o Major Curió, e o major da reserva Lício Augusto Maciel, o doutor Asdrúbal, serão os primeiros militares brasileiros a responder pelos crimes de lesa-humanidade cometidos durante a ditadura militar. Em uma decisão inédita e histórica, a juíza da 2ª Vara Federal de Marabá, Nair Pimenta de Castro, recebeu as denúncias formuladas pelo Ministério Público Federal (MPF) contra dois dos agentes da ditadura apontados por vítimas e familiares como os maiores carrascos do período. Leia mais em Carta Maior

Marabá - lançamento do livro Pororoca pequena no Campi da UFPA

 
Rogério Almeida, Raimundo Gomes e Rosemary Bezerra\Campi da UFPA
 
O debate em torno Estado, política pública e grandes projetos e as formas de resistência das populações da região do Araguaia—Tocantins integram a maior parte da obra Pororoca pequena – Marolinhas sobre a (s) Amazônia (s) de Cá, assinada por Rogério Almeida, e que tem o patrocínio do Banco da Amazônia.

No dia 31, sexta feira, o livro foi lançado no Campi da Universidade Federal do Pará (UFPA) de Marabá, sudeste do Pará, durante um seminário que debatia a contribuição do sociólogo  Florestan Fernandes. Raimundo Gomes da Cruz Neto experimentado ativista da região, e a agente pastoral e mestranda Rosemary Bezerra compartilharam a mesa com o autor.  

Rogério Almeida morou na região entre 1999 a 2004, quando prestou assessoria de comunicação para a ONG Centro Educação Pesquisa e Assessoria Sindical e Popular (Cepasp). Mas, desde 1997 produz conteúdo sobre as realidades do local.

Em 2006 lançou o Araguaia-Tocantins – fios de uma História camponesa. Em seguida cursou especialização e mestrado, tendo como tema a mesma região.  

No próximo dia 18 a obra Pororoca será lançada pela segunda vez em Belém, durante o Encontro Nacional da Associação de Pós-Graduação e Pesquisa em Ambiente e Sociedade (ANPPAS).

20 trabalhos dão corpo à obra. São artigos, reportagens e entrevistas, divididos em quatro seções: a) Estado e os grandes projetos, b) Araguaia-Tocantins- território em disputa, c) Belém- a cidade e d) entrevistas com dirigentes sindicais e populares, assessores e uma com o jornalista Lúcio Flávio Pinto.
 
O material compreende produções realizadas entre os anos de 2003 a 2009. A revista paulista Caros Amigos, o Laboratório de Políticas Públicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (LPP/UERJ), a Revista Democracia Viva do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE/RJ), Revista Estudos Avançados da USP, os sites da rede Fórum Carajás e Ecodebate foram alguns dos espaços que ajudaram na publicização do material.


PA - indígenas realizam ação em defesa da agrobiodiversidade

Como parte de um grande esforço para fortalecer as tradições e atividades indígenas para manutencão da agrobiodiversidade na Amazônia, teve início nesta segunda-feira (3), na aldeia Moikarakô, Terra Indígena Kayapó, em São Félix do Xingu (PA), a I Feira Mebengokré de Sementes Tradicionais. Leia mais em Amazônia

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Veríssimo alerta sobre o risco que correm as unidades de conservação

Segundo ele, esta é uma prática comum na região. “Tradicionalmente, na Amazônia, a forma como os atores socioeconômicos procuram assegurar o direito da propriedade é desmatando para, de um lado, gerar o fato consumado e, de outro, gerar a ideia de que eles estavam tentando desenvolver alguma atividade produtiva. É um conceito antigo, ultrapassado, mas ainda é uma forma que predomina nessas regiões do Brasil”, relata à IHU On-Line

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Amazônia – livro trata de situações de tensão na região


Livro será lançado durante encontro na UFPA sobre Educação do Campo na quarta  (29) e no Campi da UFPA de Marabá na sexta (31).


Pororoca pequena: marolinhas sobre a(s) Amazônia (s) de Cá, a ser lançado na manhã do dia 29, quarta feira, na Universidade Federal do Pará (UFPA), no Auditório de Ciências Jurídicas (ICJ), tem o patrocínio do Banco da Amazônia. O lançamento ocorrre  durante o III Encontro de Pesquisa da Educação do Campo doPará.

 

O projeto para a edição da obra concorreu com outros 862 de toda região, e foi classificado entre os 37 da seção de cultura. Rogério Almeida assina o livro. Ele é graduado em comunicação social e mestre pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA\UFPA), com pesquisa laureada com o Prêmio NAEA\2008.

 

20 trabalhos dão corpo à obra. São artigos, reportagens e entrevistas, divididos em quatro seções: a) Estado e os grandes projetos, b) Araguaia-Tocantins- território em disputa, c) Belém- a cidade e d) entrevistas com dirigentes sindicais e populares, assessores e uma com o jornalista Lúcio Flávio Pinto.

 

O material compreende produções realizadas entre os anos de 2003 a 2009. A revista paulista Caros Amigos, o Laboratório de Políticas Públicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (LPP/UERJ), a Revista Democracia Viva do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE/RJ), Revista Estudos Avançados da USP, os sites da rede Fórum Carajás e Ecodebate foram alguns dos espaços que ajudaram na publicização do material.

 

As dinâmicas econômicas, sociais e políticas da Amazônia estão no centro da preocupação do trabalho. A ênfase recai sobre a disputa por territórios, os grandes projetos e os seus desdobramentos. O professor da UFPa Jean Hébette, reconhecida autoridade intelectual em temáticas amazônicas assina o prefácio. Ele sublinha que “a linguagem do livro flui, escapando ao formato acadêmico, e que o mesmo constitui uma fonte preciosa de dados, coletados em fontes confiáveis”. O jornalista Lúcio Flávio Pinto é o responsável pelo texto da orelha.

 

O blog do autor (FURO) abrigou alguns produtos, além da Revista Sem Terra. Tem-se ainda a publicação de material em encontros nacionais de pesquisadores, a exemplo do 3º Encontro da Rede de Estudos Rurais, ocorrido em Campina Grande, Paraíba, em setembro de 2008. O artigo apresentado aborda os 20 anos de luta pela terra na região do Araguaia-Tocantins. Almeida produz conteúdos sobre a região há mais de uma década.

 

As realidades dos mundos rurais dão corpo ao projeto. A exceção é o capítulo dedicado à cidade de Belém. Duas reportagens pontuam nuances da metrópole. O primeiro trata da militância cultural centrada na música, a partir do grupo Coletivo Rádio Cipó. A trupe nascida no bairro da Pedreira, conhecida zona boêmia. Dona Onete e mestre Laurentino, como reza o clichê, são as estrelas da companhia. O segundo recupera fragmentos dos 120 anos do Bosque Rodrigues Alves, um naco de floresta em meio à cidade.

 O livro será lançado ainda no Campi da UFPA de  Marabá no dia 31, durante seminário que reflete sobre a contribuição do sociólogo Florestan Fernandes, organizado pelo movimento Debate e Ação. E também na noite do dia 18 de setembro durante a abertura do Encontro Nacional da Associação de Pós Graduação e Pesquisa em Ambiente e Sociedade (Anppas) na UFPA.   E São Luís, data a ser fechada.

É a segunda obra autoral do autor, que tem integrado equipes em edições de livros e revistas que tratam de temáticas amazônicas.

Serviço
Lançamento do livro Pororoca pequena – marolinhas sobre a (s) Amazônia (s) de Cá.
III Encontro de Pesquisa da Educação do Campo do Pará
UFPA – Guamá- Instituto de Ciências Jurídicas (ICJ)
29 de agosto, 11h
Páginas – 212
Preço – R$20,00

UFPA debate educação no campo

 
Conheça a programação AQUI

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Jornalismo Científico - morre um pioneiro da divulgação

Dedicou-se ao jornalismo científico desde a década de 1950. Foi um dos fundadores da Associação Ibero-Americana de Jornalismo Científico, em 1969, da qual foi secretário-geral, e da Asociación Española de Periodismo Científico, em 1971, da qual foi presidente de honra – a entidade é atualmente conhecida como Asociación Española de Comunicación Científica. Leia mais em OI

Notícias do Planalto: quem as dá agora?

Lúcio Flávio Pinto
Duas décadas se passaram desde o impeachment do presidente Fernando Collor de Melo. Também transcorreram 13 anos da publicação de um dos livros de jornalismo que mais polêmicas provocaram, ao tratar justamente do traumático acontecimento de outra perspectiva: tomando os jornalistas como protagonistas. Passado tanto (ou tão pouco) tempo, conforme a ótica, tudo está virado. Talvez nenhuma pitonisa de 1992, quando Collor foi afastado, ou em 1999, quando o livro foi publicado, pudesse prever o que se sucederia. Leia mais no OI

Para sorrir e refletir


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Museu Afro digital é tema de seminário na UFMA

Com o tema Museu Afro-digital e Política Patrimonial, a Universidade Federal do Maranhão realiza no período de 27 a 29 de agosto, no Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), o III Seminário do Museu Afro-digital, que vai apresentar as discussões dos trabalhos e pesquisas relacionadas ao Museu Afro-digital (MAD). Leia mais no site da UFMA

Declaração do Encontro Nacional Unitário de Trabalhadores e trabalhadoras, povos do campo das águas e das florestas

Após séculos de opressão e resistência, “as massas camponesas oprimidas e exploradas”, numa demonstração de capacidade de articulação, unidade política e construção de uma proposta nacional, se reuniram no “I Congresso Nacional dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas sobre o caráter da reforma agrária”, no ano de 1961, em Belo Horizonte. Já nesse I Congresso os povos do campo, assumindo um papel de sujeitos políticos, apontavam a centralidade da terra como espaço de vida, de produção e identidade sociocultural. Leia mais na página do Encontro