quinta-feira, 8 de março de 2012

História na UTI: prédios da cidade sonhada por Ford na Amazônia sofrem depredações

Nos anos 30, o fundador da Ford Motors, Henry Ford, teve a ideia de transformar a Amazônia em um grande centro de produção de borracha para suprir o mercado americano. Construiu uma cidade, Fordlândia, hoje distrito do município de Aveiro, no Pará. A cidade chegou a ter fábricas, restaurantes, praças, cinemas, dormitórios e funcionários, mas o projeto não deu certo. E, devido ao descaso do poder público, até os edifícios que sobraram como testemunhas dessa história também parecem condenados a desaparecer. Leia mais em MPF

Ciência, drogas e rock'n'roll

Federico Rampini
Retiros zen nas praias da Califórnia, experiências de telepatia, aulas de ioga e de budismo, "baseados" e LSD. Mas também rigor e preparação. Eis o livro que narra a aventura de um grupo de estudiosos "descontentes, sem dinheiro e subempregados" que revolucionou a teoria quântica. Matéria do  La Repubblica replicada no IHU

Alberto Dines - 80 anos de vida, 60 de jornalismo

Ricardo kotscho
Quando estava começando a trabalhar na profissão, nos anos 60 do século passado, ele já era chamado de mestre pelo seu belíssimo trabalho como editor-chefe do Jornal do Brasil, que ajudou a transformar na época na mais bem feita e influente publicação da imprensa brasileira. Leia mais no OI

quarta-feira, 7 de março de 2012

Para você - Pagu

Funai - onde anda o Márcio Meira?

A Fundação Nacional do Índio (Funai) está voando com o piloto automático ligado há quase três meses. Desde dezembro não se ouve falar de seu presidente, o antropológo Márcio Meira. Informalmente sabe-se que pediu o afastamento do cargo a seu superior imediato, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Oficialmente, porém, ninguém confirma a informação. Matéria do Estadão

Rede Celpa - Vende-se!

O governo está se esforçando para encontrar um comprador para a Rede Energia, que é dona da Celpa, entre outras distribuidoras no Sudeste e Norte do país. O controlador do grupo, Jorge Queiróz, contratou o banco Rothschild para encontrar candidato e agora é uma questão de tempo para que a distribuidora do Pará troque de mãos. Não vai ser fácil. A solução tem que sair em dois meses, pois a concessão pode ser cassada. Leia mais em Amazônia

Agenda ambiental retrocede no governo Dilma, protestam ambientalistas


Na manhã de ontem, terça-feira, 06-03-2012, diversas organizações da sociedade civil lançaram em São Paulo, em uma coletiva de imprensa, um documento para alertar a sociedade brasileira sobre os retrocessos que vêm sendo constatados na área socioambiental e estimular a reflexão para incentivar ações que revertam esse quadro. Leia mais em IHU

Somos Todos Lúcio Flávio Pinto - ato lota auditório do MPF



A auditório do Ministério Público Federal ficou lotado (parecia assembleia estudantil tal a quantidade de gente sentada no chão) que o ato teve que ser transferido para outro espaço no prédio da Justiça Federal. Ter assistido a incansável pastora Marga Rothe se pronunciar, estar lá no ato mesmo passando por problemas de saúde, foi emocionante.
 
O professor Gerônimo Treccanni apresentou slides com dados sobre a gravidade do problema fundiário no Pará. Representantes do Sindicato dos(as) Jornalistas do Museu Emílio Goeldi, do Ministério Público Federal e da Universidade Federal do Pará falaram da importância de Lúcio Flávio Pinto na defesa da Amazônia e da sociedade. O ato foi transmitido ao vivo pela internet e teve mais de 1.300 acessos.
 
Foram momentos de grande emoção: militantes de diversas causas e idades se reencontrando, discursos apaixonados e atos profundamente humanos de solidariedade. Foi assim a noite em que a sociedade civil paraense manifestou seu total apoio ao jornalista Lúcio Flávio Pinto e às suas batalhas contra os poderosos de plantão neste rico e, ao mesmo tempo, pobre estado do Pará.
 
Procuradores do Ministério Público Federal entregaram simbolicamente ao Lúcio o processo que comprovou o óbvio: Cecílio do Rêgo  Almeida foi um “pirata fundiário” que tentou através de fraude cartorial e de outras artimanhas se apossar ilegalmente de 1/5 do território paraense. Para vocês terem uma ideia do que isso significa basta dizer que o Pará possui 1,2 milhão de quilômetros quadrados.
 
Na região pretendida pelo empreiteiro há terras indígenas e áreas de preservação. Mesmo assim o Tribunal de “Justiça” do Estado condenou recentemente Lúcio Flávio Pinto por ter ofendido Cecílio Rego Almeida ao chamá-lo de “pirata fundiário”. É isso mesmo o que vocês estão lendo. O jornalista foi condenado por evitar um dos maiores crimes já perpetrados neste país. O juiz que o condenou assumiu por um dia apenas o caso.
 
Tempo suficiente para ler todo o processo e proferir sua sentença. No dia anterior o tal juiz havia jogado tênis com o membro de uma das famílias mais poderosas do Pará, dona de empresas de comunicação – entre elas a TV afiliada à Rede Globo. Pois bem, anteriormente o “empresário da comunicação” havia agredido o jornalista durante o dia num dos mais refinados restaurantes de Belém na companhia de dois policiais militares que faziam sua segurança pessoal, apesar de oficialmente eles estarem no quartel como bem atesta os arquivos da PM.
 
Desde a década de 1990 a família do empresário move dezenas de processos contra Lúcio Flávio, em que pese jamais terem provado que o que ele afirmou não era verdade. Um juiz federal chegou a acionar Lúcio para que nunca mais sequer citasse o nome de algum membro da família; um caso inédito de condenar um suposto crime mesmo antes de o mesmo acontecer. Fica evidente que há uma conspiração – como foi dito no ato não há outra palavra mais apropriada – no TJE do Pará para condenar o jornalista, mesmo que haja farta documentação comprovando o crime de Cecílio Rêgo Almeida e as ilegalidades cometidas por juízes/juízas durante o processo.
 
No Pará, juízas envolvidas em crimes foram recentemente promovidas ao desembargo. Milhões de reais foram desviados e outra juíza foi condenada a aposentadoria compulsória com todos os seus vencimentos. Outras duas podem estar envolvidas num esquema criminoso que libertou um dos maiores traficantes do estado. E por aí vai...
 
Durante o ato uma das filhas do jornalista fez um emocionado depoimento em defesa do pai e pedindo a todos que o ajudem, pois ela não quer que ele seja assassinado já que mexe com poderosos interesses na Amazônia; interesses políticos e econômicos nacionais e internacionais. Falou do impacto que sentiu quando aos doze anos recebeu um telefonema no qual a pessoa do outro lado da linha afirmou que o pai seria executado.
 
O juiz que condenou Lúcio Flávio Pinto chamou o jornalista de “canalha”, “irmã Dorothy do jornalismo” (fica a dúvida se ele teve uma premonição do assassinato do Lúcio), “babaca” e outras baixarias. Esse mesmo juiz já disse em depoimento a uma corregedora que teve interesse pessoal no caso e mesmo assim não aconteceu absolutamente nada com ele.
 
Ontem ficou claro a todas as pessoas presentes que tal situação não pode perdurar no Pará. O Judiciário precisa confrontado, questionado, sacudido. Não se pode afirmar que todos os/as juízes/juízas do Tribunal de Justiça do Estado são corruptos(as). Contudo, que a instituição está sob sérias suspeitas por parte da sociedade civil não há como ser negado.
 
Aqui no Pará bandido de “colarinho do branco” não é penalizado, grilagem de terras corre solta (numa clara afronta à Constituição Federal), traficantes são soltos, fraudadores são beneficiados. Lúcio Flávio citou um  certo caso no qual os fraudadores utilizaram o instrumento jurídico do usucapião (utilizado nos casos envolvendo posse de terra) para requerer que alguns bilhões de reais supostamente depositados no Banco do Brasil fossem devolvidos ao grupo e uma determinada juíza, em liminar, deu ganho favorável aos criminosos mesmo o banco tendo provado que os comprovantes de depósito era falso. Para piorar, outra juíza confirmou a decisão da anterior.
 
Vejam bem, o Banco do Brasil provou que os documentos apresentados (os comprovantes de depósito) eram falsos. É essa a (In)Justiça que temos por essas bandas. Chamou atenção a ausência de partidos políticos, de associações de classe e de diversos segmentos da sociedade civil paraense no ato. Quem haverá de saber os motivos....
 
É hora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) fazer uma devassa no TJE, que a legislação seja modificada para que juízes deixem de ser agraciados com aposentadoria compulsória quando cometem crimes, que haja transparência e controle social sobre as ações do Judiciário, que os/as bandidos(as) de toga sejam condenados á cadeia e lá mofem para o bem da sociedade.
 
Lúcio resolveu não mais recorrer da sentença – cujo processo durou 11 anos – para expor as entranhas do judiciário paraense. sabe dos riscos que correrá ao perder a condição de réu primário. Tem ciência de que seus inimigos, com o apoio e a conivência de juízes/juízas, farão de tudo para levá-lo à cadeia. Porém, é chegada a hora de denunciar os crimes cometidos por gente de toga.
 
A campanha realizada pela internet conseguiu arrecadar o valor da indenização. Quando Lúcio Flávio Pinto for fazer o pagamento estaremos lá com ele no Tribunal de Justiça do Estado, nos manifestaremos em solidariedade e denunciaremos todos os desmandos e ilegalidades cometidas por membros do TJE. A hora chegou de darmos um basta a esta situação. Não há volta!
 
Enviado por Guilherme Carvalho - FASE-PA

Nota de apoio do MAB aos trabalhadores da Celpa

Neste momento que os trabalhadores da Celpa (Centrais Elétricas do Pará) estão paralisados, protestando contra a atual situação da distribuidora de energia, que está a beira da falência, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) manifesta total apoio e solidariedade a estes trabalhadores.

Na nossa avaliação, a Celpa, assim como todas as outras empresas privatizadas na onda de privatizações do setor elétrico nos anos 90, foram sucateadas, demitiram trabalhadores e contrataram inúmeros postos de trabalho terceirizados, pioraram a qualidade do serviço prestado e tiveram lucros exorbitantes com as altas tarifas cobradas dos consumidores residenciais. 

Manifestamos publicamente que somos totalmente contrários a qualquer demissão de trabalhadores pela Celpa, não aceitamos que o dinheiro público seja destinado a salvar uma empresa privada a fim de que continue com a maioria das ações em mãos da iniciativa privada. No entanto, defendemos que o Estado Brasileiro retome o controle da Celpa, reestatizando-a e reestabelecendo postos de trabalho.

Além disso, condenamos toda e qualquer iniciativa da empresa de aumentar o preço da luz, em 20 % no próximo período. Ou seja, os trabalhadores da Celpa e os consumidores residenciais de energia do estado do Pará  é que pagarão a conta dessa enorme divida.

Por fim, manifestamos que na próxima semana, quando estaremos mobilizados na jornada nacional de luta do Dia Internacional de Luta contra as Barragens, o MAB vai fortalecer a luta dos trabalhadores e operários em todo o país.


Coordenação Nacional do MAB

Água e energia não são mercadorias!

Samba na quebrada, é hoje!

Mulheres da Via Campesina ocupam rodovia em Marabá

Mulheres da Via Campesina ocuparam na madruag de hoje, dia 7, antiga PA 150 na região próxima ao polo de gusa do Distrito Industrial no Município de Marabá, sudeste do estado.  A coordenação da ação informa que são cerca de 700 mulheres. A ação faz parte da Jornada de Luta da Mulher.
O movimento realiza um ato com ênfase na pauta ambiental. Ele exige o veto da presidenta Dilma contra o Código Florestal.
O sudeste do Pará é pauta de grandes projetos, entre eles: ampliação do extrativismo mineral, monocultura de eucalipto para a produção de carvão, duplicação da Ferrovia de Carajás, duplicação de rodovias, projeto de construção de hidrelétricas e a viabilização da hidrovia na bacia Araguaia Tocantins.
Conforme a coordenação, o cenário pressiona territórios que já foram definidos, tais como projetos de assentamento da reforma agrária, territórios indígenas e modalidades de reservas ambientais.
Mais detalhes
Maria Raimunda
94 – 9176 0363

terça-feira, 6 de março de 2012

Acusados da morte do casal extrativista irão a julgamento

Três acusados de envolvimento na  mortes do casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo vão a júri popular, de acordo com a decisão do juiz Murilo Lemos Simão, de Marabá (PA). O crime aconteceu em maio de 2011, em uma estrada de acesso ao assentamento Praialta Piranheira, em Nova Ipixuna (PA). Cabe recurso. Deu no G1

Juiz que condenou Lúcio Flávio chama jornalista de "canalha", "otário" e "babaca"

O juiz da 1ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Pará, Amílcar Roberto Bezerra Guimarães, responsável pela condenação do jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto, manifestou-se sobre o caso em uma rede social, após sua sentença ter sido questionada, recentemente, por milhares de amigos e fãs do jornalista, considerado uma das maiores autoridades brasileiras em Amazônia. Leia mais em Carta Maior

Investigações sobre evasão fiscal da Vale na Suíça

O escândalo explodiu nos últimos dias; porém, está apenas começando. Diversos meios de comunicação suíços denunciaram, no final de fevereiro, ao gigante brasileiro Vale do Rio Doce que, escapando do fisco de seu país, instalou, em 2007, sua sede mundial em Saint-Prex, no cantão suíço de Vaud, para aproveitar as prerrogativas locais. Leia mais no Justiça nos Trilhos

I Encontro das Mulheres do Campo e da Cidade ocorre na UFRA

Começa hoje às 18 horas no Ginásio da UFRA, Belém - Pará o I Encontro das Mulheres do Campo e da Cidade com o lema: "Nossa Luta é Todo Dia. Somos Mulheres e não Mercadoria" que ocorrerá nos dias 06 e 07 com 200 mulheres do MST, MSTU (Movimento Sem Teto Urbano), ABEEF, FEAB, Estudantes de Farmácia, Trabalhadoras da Saúde e Professoras.
 
Durante o encontro será debatido a história de luta das mulheres, desafios histórios, bandeiras de luta, a auto-organização das mulheres e o lançamento da Campanha contra o Uso dos Agrotóxicos.
 
No dia 08, as mulheres farão um ato político em conjunto com mulheres de outros movimentos sociais e feministas. A pauta do ato será: Em Defesa do Código Florestal! Veta Dilma!; Pela Soberania Alimentar e Energética; Contra o Uso dos Agrotóxicos; Em defesa da Reforma Urbana; Pelo 10% do PIB para educação; Pelo combate a Violência Contra a Mulher e Em defesa da Saúde da Mulher!
 
O I Encontro das Mulheres do Campo e da Cidade é organizado pelo Coletivo de Mulheres Feministas. O Coletivo é composto por mulheres militantes do MST, Movimento Estudantil, Movimento Sindical e Movimento de Moradia.
 
Contato:
Amanda Paiva - 8230-0908
Terezinha Mecouto - 8209-7727

Novo Código Florestal ameaça igapós e populações tradicionais

Ribeirinhos, indígenas e populações tradicionais da Amazônia podem ter os costumes transformados pela reforma no Código Florestal brasileiro e precisarão se adaptar às mudanças, até mesmo, abandonando suas comunidades e tradições, afirma o coordenador-executivo da Fundação Vitória Amazônica (FVA), Carlos César Durigan. Matéria de A Crítica replicada no IHU

Pesquisa canadense denuncia Vale e outras mineradoras por poluir rios, mares e oceanos

Os grupos de pesquisa Eartworks e Mining Watch Canada denunciam o despejo de rejeitos das maiores mineradoras do mundo em rios, lagos, mares e oceanos. Vale é acusada nos casos de Sandy Pond, Meatbird e Thompson (Canada), Goro (Nova Caledônia) e Lago Batata (Brasil). Leia mais em Justiça nos Trilhos

Juiz que condenou Lúcio Flávio Pinto perde as estribeiras

O juiz Amílcar Roberto Bezerra Guimarães, que atualmente responde pela 1ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Pará, foi o responsável pela condenação do jornalista Lúcio Flávio Pinto em 2006, quando substituiu, por um dia, o juiz responsável pelo caso que envolve denúncias de grilagem contra o empresário Cecílio do Rego Almeida. Leia mais AQUI

segunda-feira, 5 de março de 2012

O fotógrafo da República - pequenas histórias, grandes personagens

A Praça da República é um logradouro do centro de Belém. Aos domingos é comum a ocupação do lugar nascido na belle époque por artistas, militantes políticos, comerciantes de artesanato, obras de arte, peças antigas e cães, entre outras coisas.
No domingo que passou ocorreram duas rodas de capoeira e apresentação de artistas mambembes. A praça é um lugar político. Um grupo coletava assinaturas para um abaixo assinado que visa criar Projeto de Lei de Iniciativa Popular na área de cultura.  Além da coleta de assinaturas ocorreram performances.
Um outro grupo procurava chamar a atenção para a liberdade de expressão por conta da condenação do jornalista Lúcio Flávio Pinto a pagar indenização a Cecílio de Rego Almeida (já falecido) por dano moral. Almeida foi o maior grileiro de terras do Brasil. Havia se apropriado indevidamente de terras no Xingu.
No meio da multidão da praça pulsam grandes histórias de personagens anônimos. No Bar do Parque ouvi uma dessas. José Maria era caminhoneiro. Hoje defende um troco tirando fotos com uma máquina Nikon antiga. Dessas que ainda usam filmes.  Diz achar complicado a digital.
Ele informa que comprou a máquina por uns R$50,00. Pagou mais um troco para pequenos reparos e limpeza da lente. “Eu tirei o investimento numa manhã de trabalho aqui”, contabiliza o nosso suburbano personagens.
Zé tem mais de 70 anos. É esbelto. Usa óculos. Declara que quando caminhoneiro não usou “bagulho” para ficar acordado. “Bebia uma cerveja e pinga, e aguentava o tranco”, enfatiza o nosso fotógrafo que se irrita com som em último volume. Ele mora numa vila na região metropolitana de Belém.  
Bebida e mulher são assuntos preferidos. “Eu trabalho para isso. Bebida e mulher. É com isso que gasto o meu dinheiro” entusiasma-se o senhor que adora dançar.
Maria usa sapato branco. Desses típicos da “malandragem” da antiga. Ele explica que é a melhor coisa para arrumar namorada nos bailes. Além do sapato a clássica calça de linho branco edifica identidade do dançarino, explica.
José Maria tomava uma Cerpinha no Bar do Parque. Queixava-se irritado com o barulho de uma dupla de palhaços que fazia uma intervenção próxima ao Teatro da Paz.  A dupla usava um som. Uma espécie de mini aparelhagem.  O barulho o irrita. Exibe a mão em desalinho.
Maria tira fotos de crianças e adultos. Cobra R$10,00 por duas fotos. Entrega em casa. Não recebe antecipado. Ele diz que já andou o Brasil inteiro quando caminhoneiro. E dispara contra os conterrâneos: “O nosso povo ainda é muito mal educado. Tive que denunciar os meus vizinhos por barulho. Eles colocavam o som muito alto” conta Maria.
Maria fala que mora só desde jovem. Gosta de ler e escrever. Não disse que tipo de narrativa. Ler jornais e revistas. Acompanha os noticiários. Organiza a semana a partir das fotos que tira. Ele leva as fotos para revelar e depois entrega em domicílio.
Após defender um troco na praça segue para uma churrascaria. Lá toma mais umas quatro cervejas, tira mais fotos e segue para casa.

Ato em solidariedade a Lúcio Flávio Pinto

O ato será amanhã, às 18h no MPF. Leia mais AQUI
Foto - facebook da Karina Paes