quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

CPT denuncia que água usada por comunidade quilombola é envenenada no Maranhão

No último dia 3 de dezembro, cerca de 18 animais pertencente ao Sr. José da Cruz, líder da comunidade quilombola de Salgado, foram mortos, por meio de veneno, causando um grande prejuízo à família do mesmo, já que sobraram poucos animais para subsistência de seu núcleo familiar. Tal fato se deu em decorrência de violento conflito possessório envolvendo, de um lado, dezenas de famílias quilombolas e de outro os senhores Ivanilson Pontes de Araújo e seu pai Moisés, que criam animais soltos nas áreas de roça das famílias e impedem que as mesmas acessem as fontes de água e babaçuais. Leia mais em Ecodebate

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Seminário em Buriticupu/MA mostra alternativas a modelo imposto por Vale

No dia 10 de dezembro, data em que se comemora o dia Internacional dos Direitos Humanos, aconteceu o I Seminário de Resistência e Propostas das Comunidades do Município de Buriticupu (MA), que se encontram ao longo dos trilhos da Estrada de Ferro Carajás - EFC.  Leia mais em Justiça nos Trilhos

Saravá - Baleiro lança material de Sergio Sampaio

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Sindicalismo - Justiça do trabalho propõe antecipação da eleição no Sindicato dos Químicos de Barcarena

Durante audiência na justiça do trabalho em Abaetetuba, a juíza apresentou proposta de acordo para finalizar o processo de nulidade das eleições ocorrida em 2010 no Sindicato dos Químicos de Barcarena. Pela proposta o Sindicato tem até o dia 15 de janeiro para fazer uma assembléia geral para que os trabalhadores decidam se antecipam a eleição de maio de 2013 para setembro de 2012.
 
O Presidente do Sindicato deverá chamar uma reunião de diretoria para decidir sobre o dia assembléia. Esperamos que ele não se acovarde e fuja de sua responsabilidade.
 
Nós da oposição Sindical vemos com bons olhos esta proposta da justiça do trabalho, já que pode dar a oportunidade que os trabalhadores não tiveram em maio de 2010 que foi poder escolher entre duas chapas. Por falta de opção e por força do estatuto que declara eleita a chapa mesmo não alcançando em segunda votação 50% (cinqüenta por cento) dos votos dos sócios aptos a votar.  
 
Sabemos que a atual direção do Sindicato foi eleita mais não está legitimada junto aos trabalhadores, pois apenas 25% (vinte e cinco por cento) dos sócios votaram na ultima eleição os outros 75% (setenta e cinco por cento) se recusaram a votar mesmo a eleição ocorrendo no interior da fábrica e com a linha de comando da empresa pressionando os empregados e pasmem, concorrendo sozinha.
 
Os trabalhadores estão ansiosos pela assembléia e a direção do Sindicato já percebeu que os trabalhadores não aceitaram de braços cruzados mais uma covardia destes pseudos Sindicalistas, Hoje após uma longa ressaca do acordo coletivo apareceram na frente da fábrica para simplesmente atacar o coordenador da Oposição Sindical.
 
 
Oposição Sindical “Valorização e Luta’

Baixo Amazonas, crianças entrevistam Edilbeto Sena sobre hidrelétricas

Padre Edilberto Sena, amazônida e defensor da vida, conversa durante uma entrevista* com as crianças da Turma 4ª B, do Colégio São Raimundo Nonato (Sara, Tiago, Tamires e Silvio), durante o Passo Cultural, com o tema: “Hidrelétricas”.

Alunos: O que poderá acontecer com as plantações se as áreas agricultáveis forem inundadas?

Pe. E.S: Eu quero que vocês olhem Curua-Una, para ver o que aconteceu. Lá fizeram um lago, inundaram a floresta para fazer a hidrelétrica. Em 1974 fizeram o lago, os tocos de árvore ainda estão em pé. Mas, não nasceu mais nada. Por que água não nasce. A desgraça é que a hidrelétrica vai afogar as matas, as árvores vão morrer, apodrecem.

Alunos:
E fizeram isso para dar lugar a hidrelétrica?

Pe. E.S: Exatamente. Se nós ficarmos calados e deixarmos “eles” fazerem isso. Vão fazer uma barragem, um paredão de 36 metros de altura. Mas ou menos do tamanho do prédio da Telemar. Vão fechar o rio, vão embora 730 km quadrados. Água entrando pela mata, afogando tudo. E vai acontecer uma desgraça. Porque afogando a mata, destroem as árvores, os frutos, os peixes, os animais...

Alunos:
E vai inundar nossa cidade?

Pe.E.S: Não. Mas nosso rio pode secar. Vão jogar água nas turbinas e o Tapajós pode baixar. Se vocês forem olhar o Rio Amazonas agora, vão ver que a água barrenta do Amazonas já está entrando na frente da cidade. E quando o verão é forte a água do Amazonas empurra a do Tapajós. O pessoal que tá lá em Boim, anda muito a pé para pegar o barco, porque o rio está baixo...E se deixarmos fazer essas barragens podemos perder nossas praias.

Alunos: Então, o Senhor é contra as hidrelétricas da região?

Pe. E.S: Sou contra Sim. Primeiro, uma hidrelétrica destrói o rio, expulsa os que moram e vivem do rio. Já pensou o “caboco” que mora perto do rio. Pesca, rema, vive da mata e do rio. Ai vem pra cidade, fazer o quê? Daí, por que o governo quer fazer mais hidrelétricas em nossa região? Já temos energia suficiente. Não precisamos mais de hidrelétricas. Temos uma imensa em Tucurui. Agora, quem está precisando? As grandes empresas estrangeiras, como a ALCOA, CARGILL, MRN? Essas sim precisam de mais energia para levar nossas riquezas. E para atender os interesses delas. E ficam cada vez mais ricas.

Alunos:
Como pode haver aumento da produção do peixe, se há interferência na migração deles com a criação de hidrelétricas?

Pe. E.S: “Eles” vão fazer um paredão de 30 metros de altura que vai fechar o rio de um lado para o outro. E tem um bocado de peixe que a gente come aqui, o filhote, matrinxã, jaraqui, pescada...vários peixes que a vida deles é o seguinte...na época da desova vão embora botar seus ovinhos lá nas cachoeiras, longe e se vão fazer um paredão, como o peixinho vai subir? .Eles estão mentindo, dizendo que vai ter uma passagem, uma canalzinho para os peixes subirem. Mas aonde já? Os peixinhos vão saber subir esse canal? Vai ter placa indicando? Ei peixe é por aqui!! Vamos deixar de comer esses peixes. Simplesmente porque o governo federal não gosta da gente, não gosta de nós! Que brasileiro ele gosta? De Brasília?

Alunos: O Senhor como amazônida e defensor do meio ambiente, como vê a construção da Hidrelétrica de Belo Monte? Quais as conseqüências?

Pe. E.S: Gostei de você me chamar de Amazônida. E vocês também são amazônidas. O que significa ser uma amazônida? É uma pessoa que ama sua região, que gosta de seu povo, que gosta de tacacá, de piracui, de açaí, que cuida da sua gente, que luta para não destruir sua terra. E Belo Monte... É uma coisa do Demônio. O governo que construir 38 hidrelétricas na região. Lá (Belo Monte), é uma desgraça! Os estudiosos já mostraram que lá não vai servir para o povo. O governo mente. Os estudiosos já provaram que lá não tem força para gerar tanta energia. Vai acabar com tudo. E por quê? Por que o governo quer favorecer poucos. Poucos, mas com muito dinheiro. O governo deve favor. Na hora da campanha, essas empresas botam dinheiro. E nós, vamos ficar na miséria.

Alunos: Qual seria a solução para termos uma vida melhor com o desenvolvimento?

Pe. E.S: Os indios da Bolívia e do Peru têm uma compreensão de vida diferente do que a televisão mostra pra gente. Eles dizem assim, uma coisa é a gente viver bem e outra coisa é a gente bem viver, Na TV eles ensinam a gente a viver do jeito que eles querem. No supermecado tem a pasta de dente golgate, sorriso, oral B, essa e aquela...Sabonete, tem um monte....e os pais ficam doidos porque tem que comparar aquele que aparece na TV. O pobrezinho vai lá e vê o preço...Ai meu Deus! A sociedade ensina que viver bem é ter muita coisa, ter um monte de sapato, celular que faz isso e aquilo...E o índio disse o seguinte: “a gente precisa estar bem para viver bem. Apreciar a natureza, viver com simplicidade e respeitando os outros”.

Alunos: Padre, ainda pode ser impedido à construção de Belo Monte?

Poder pode. Vai depender só de nós! Como? Basta nos unirmos, mostrar que nós não queremos. A terra é nossa. O rio é nosso. O governo não pode passar em cima do povo. Nós temos poder para colocar e tirar qualquer governo, por que não podemos defender a nossa terra?
 
A entrevista foi coordenada pela jornalista Leíria Rodrigues, pais e alunos*

Amazônia em revista- grupo de professores e estudantes deseja lançar publicação em 2012

Planejamento da revista Terceira Margem foi o assunto da reunião que ocorreu hoje, dia 14, na sede do Regional Norte 2 da CNBB. A Cáritas Norte 2 e o Núcleo Interdisciplinar de Estudo, Pesquisa e Assessoria na Amazônia (NIEPA) são as entidades que apóiam a produção da revista científica. Leia mais no blog da Cáritas

"Jarde" voltou

André Barrocal
O Senado, que é presidido pelo PMDB e tem neste partido o maior da Casa, demorou mais de um mês para aprovar a ida da jurista Rosa Weber para o Supremo Tribunal Federal (STF). Resultado: a corte decidiu permitir que o peemedebista Jader Barbalho, enrolado na lei da Ficha Limpa, volte a ser senador pelo Pará, dez anos depois de renunciar para escapar de uma cassação. Matéria da Carta Maior

Repórter é ameaçado de morte por apurar Belo Monte; MP investiga


Ruy Sposati, do Movimento Xingu Vivo para Sempre, esteve na região de Altamira (PA), para produzir reportagem sobre demissões de trabalhadores que constroem hidrelétrica de Belo Monte, quando foi ameçado. Segundo ele, agressores usavam caminhonete da PM e tentaram tomar máquina fotográfica. Operários estão insatisfeitos com condições de trabalho no canteiro de obras


O Ministério Público do Pará vai investigar a denúncia de ameaça de morte contra o jornalista Ruy Sposati, do Movimento Xingu Vivo para Sempre, ocorrida na segunda (12), quando ele estava em Altamira (cerca de 850 km de Belém), levantando informações para produzir matéria sobre mais uma leva de demissões no canteiro da obra de construção da usina de Belo Monte, o polêmico projeto que, a um custo ambiental e social controverso, irá erguer na região a terceira maior hidrelétrica do mundo. Matéria da Carta Maior

Divisão do PA em humor


Resenha de livro sobre criação de novos estados


O princípio central do livro Novos estados e a divisão territorial do Brasil, de José Donizete Cazzolato, é que o conceito de igualdade social pode ser estendido para a estrutura territorial da federação brasileira gerando maior igualdade entre os cidadãos. Essa ideia perpassa o livro inteiro, no qual se explora a questão da criação dos estados de Carajás e Tapajós. Leia mais AQUI

Estudo revela que desmatamento indireto causado por Belo Monte pode ser 10x maior do que reservatório

Durante a avaliação do licenciamento da hidrelétrica (UHE) de Belo Monte no Pará, o Ibama solicitou uma análise do risco de desmatamento indireto desta obra; ou seja, o desmatamento além da área que seria alagada ou usada para as construções. O desmatamento indireto seria causado principalmente pela imigração (que poderia atingir até 96 mil pessoas) e pelo estímulo ao aumento de atividades econômicas locais. Especificamente, o Ibama solicitou a estimativa das áreas sob risco de desmatamentos e sugestões para reduzir o risco. Leia mais em IHU

Índios Xikrin enviam carta de apoio à atuação do MPF no caso Belo Monte


Os índios Xikrin do Bakajá enviaram ao Ministério Público Federal em Altamira uma carta em que apóiam a atuação do MPF no caso de Belo Monte e relatam as reuniões que tiveram em outubro com o procurador da República Felício Pontes Jr para tratar dos impactos da usina sobre o rio Bacajá, onde eles vivem. Leia mais no MPF

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Truculência e lei da selva em Belém

Lúcio Flávio Pinto


Os valores morais estão mesmo invertidos no Brasil. No domingo (12/12), um cidadão que emitiu notas fiscais frias para dar cobertura a uma fraude, praticada pelos donos do principal grupo de comunicação da Amazônia, O Liberal, afiliado à Rede Globo de Televisão, através da qual tiveram acesso a dinheiro público da Sudam, me ameaçou de agressão e tentou me intimidar. Leia mais no OI

Belo Monte: MPF denuncia ameaça de morte contra jornalista


O Ministério Público Federal (MPF) em Altamira recebeu denúncia ontem (12/12) de ameaças de morte contra o jornalista Ruy Sposati, que trabalha para o movimento Xingu Vivo para Sempre e estava acompanhando demissões de trabalhadores em um escritório do Consórcio Construtor de Belo Monte na rodovia Transamazônica. Leia mais no MPF

ONU procura arrecadar fundos para salvar Amazônia equatoriana de exploração do petróleo

O Parque Nacional Yasuni, na Amazônia equatoriana, é um dos lugares com maior biodiversidade da Terra. Seu subsolo armazena 846 milhões de barris de petróleo, com um valor estimado em mais de 7,2 bilhões de dólares. Em 2007, o presidente Rafael Correa propôs deixar o petróleo sob a terra caso a comunidade internacional compensasse o Equador com 2,69 bilhões de euros em 13 anos. Leia matéria de El País replicada no IHU

''Belo Monte é o símbolo do fim das instituições ambientais no Brasil''. Entrevista especial com Biviany Rojas Garzon

Apesar de o artigo 6 da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho – OIT garantir o direito à consulta prévia aos povos indígenas sempre que alguma medida legislativa ou administrativa afetá-los, o acordo não está sendo cumprido pelo governo federal brasileiro. “O erro” que interpreta o direito de consulta como um direito de veto consiste, segundo a advogada Biviany Rojas Garzon, “precisamente em interpretações limitadas da lei, que com o argumento de que uma minoria não poderia vetar as decisões mais importantes do Estado são negados espaços reais de participação obrigando aos índios a discutir fatos consumados”. Leia mais no IHU

Belo Monte demite mais 80 com ajuda da PM

 
Após nova paralisação dos canteiros de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte no  último sábado, ao menos 80 trabalhadores foram demitidos nesta segunda, 12. As dispensas ocorreram uma semana depois da negociação do acordo trabalhista da categoria – que, entre outros pontos, garantiria três meses de estabilidade para todos os operários da obra. Leia em Xingu Vivo

Cadeia de alumínio na Amazônia - documentário registra impactos sociais e ambientais

Bruna Engel
Violação aos direitos humanos e degradação da natureza andam juntos quando o tema é territórios ocupados pelas corporações de mineração e produção de alumínio. Tão útil e adaptado aos modos de vida moderno, por ser leve, macio e resistente, esse metal esconde um processo industrial penoso e degradante. A reportagem cinematográfica publicada aqui revela casos de destruição social e ambiental que empresas transacionais provocam nos Estados do Pará e Maranhão, onde está concentrada mais de 80% da bauxita explorada no Brasil. Leia mais AQUI

Sujando os sapatos: a reportagem que percebe o outro

Edneide Arruda
Diz-se há muito que foi-se o tempo das grandes reportagens. Com o advento das mídias sociais então, essa prática jornalística parece mesmo ter se tornado coisa do passado. Hoje vale o imediatismo, a instantaneidade, o texto breve, a superficialidade. Vive-se um tempo de liquidez de tudo: de falas, da poesia, da música, da vida, do amor e de pequenas outras coisas. Leia mais no Diário do PA

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Professor da Faculdade de Comunicação lança livro nesta terça-feira, 13

Identidade, cultura e fronteira são as palavras-chave do livro "Entre o mito e a fronteira", que será lançado nesta terça-feira, 13, na Universidade Federal do Pará (UFPA). A publicação é de autoria do professor da Faculdade de Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia da Universidade, Fábio Fonseca de Castro. O lançamento acontece às 10h, no Auditório do Instituto de Letras e Comunicação (ILC), no Campus Básico da UFPA, no bairro Guamá, em Belém. Leia mais na UFPA