segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Consórcio Eletromil suspeito de calote


Uma comerciante de Ananindeua pagou todas as 48 mensalidades de uma moto no Consórcio da empresa Eletromil, situada na Cidade Nova 7,s\n na 24 com a WE68 – nº 752, fone 3275 0845, em Ananindeua.

Ela tem direito de receber parte do investimento. Ocorre que a empresa já adiou o ressarcimento em pelo menos três vezes.
A última vez foi na sexta. Faz dois meses que a empresa reagenda o pagamento. A comerciante suspeita que tomou um calote, assim como ocorreu no município de Tucuruí.

O ‘agrobanditismo’ e as disputas territoriais em Mato Grosso do Sul, artigo de Márcia Yukari Mizusaki


Bem apropriado é o termo dado pelo geógrafo da USP, Ariovaldo Umbelino de Oliveira, aos mecanismos utilizados por determinados agentes ligados ao campo para reafirmarem o seu poder de mando no país: agrobanditismo. Não há nome mais apropriado para qualificar os inúmeros assassinatos e violências a que têm sido acometidos os povos indígenas de Mato Grosso do Sul, em especial os Guarani-kaiowá, praticados por pistoleiros e contando com o silêncio e a conivência de muitos, na questão da demarcação das terras indígenas. Leia mais em Ecodebate

Belém submersa, pesquisa da UFPA propõe monitoramento das enchentes


Jéssica Souza

Em Belém, o canal localizado na Travessa
14 de Março está sendo monitorado


Chuva intensa, trânsito congestionado, ruas alagadas e canais transbordando. Essa cena lhe parece familiar? Sim, é Belém durante o inverno amazônida. Por estar próxima à linha do Equador, a Amazônia tem dois momentos climáticos principais: o período de pouca chuva e o período de muita chuva. Este último começa em meados de novembro e intensifica-se nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril. Uma pesquisa realizada na Universidade Federal do Pará (UFPA) propõe um modelo experimental de monitoramento de alagamentos e enchentes para Belém, com base na previsão da intensidade da chuva que irá atingir a cidade e do modelo digital de elevação do terreno. Leia mais na UFPA

Jatene perde a pose em programa de TV com matéria de apoio de artistas globais contra a impunidade no campo


Jatene tentava explicar uma ação contra as perdas da Lei Kandir, uma obra do tucananto quando no governo federal. A Lei isenta de impostos  produtos primários e semi elaborados. 

O governador tucano Simão Jatene perdeu a pose na manhã de hoje no telejornal da TV Liberal, repetidora da TV Globo. O mesmo não esperava uma reportagem sobre o apoio de artistas globais aos defensores da reforma do sul e sudeste do Pará.

Camila Pitanga, Letícia Sabatella, Osmar Prado e Sergio Marone estiveram no estado por uns três dias. Os atores integram a ONG Humanos Direitos, com sede no Rio de Janeiro.

Os mesmos vieram participar de um ato contra a impunidade no campo no município de Rondon do Pará pela passagem das execuções dos sindicalistas José Dutra da Costa (Dezinho), morto há 11 anos, e José de Ribamar, executado há sete.

A plumagem do tucano estava alinhada até a veiculação da matéria, com direito a fala dos atores e da viúva do sindicalista Dezinho, dona Maria Joel, hoje ameaçada de morte. As execuções dos sindicalistas ocorreram nos governos tucanos. Mas, a chaga no campo de maior repercussão do PSDB foi o Massacre de Eldorado, ocorrido em 1996, e que até hoje não teve ninguém punido.

Os casos dos sindicalistas assassinados em Rondon do Pará segue o mesmo destino. A impunidade nubla a ampla maioria dos casos onde ao menos um inquérito foi aberto. O midiático governador sabe da reverberação que terá o apoio in loco dos atores.

Para completar o inferno astral do governador, os mesmos ainda gravaram um vídeo de apoio às pessoas ameaçadas de morte que em breve ganhará o ciberespaço, assim como aquele do movimento intitulado Gota D´água contra a construção de Belo Monte.

No governo Jatene já coleciona um caso histórico de violência no campo, a execução dos extrativistas no município de Nova Ipixuna, José Cláudio e Maria do Espirito Santo. E ainda faltam uns três anos. 

A derradeira semana de novembro começou com céu cinzento para vôo de tucanos.

Como falam por aqui: toma-te.

MST vive racha histórico

Carta de saída das nossas organizações
(MST, MTD, Consulta Popular e Via Campesina)
e do projeto estratégico defendido por elas


Primavera de 2011

Dentro dos limites de um documento como este, pretendemos esclarecer quais os motivos que nos levaram a tomar a decisão da saída, fazer uma análise do contexto histórico em que ocorre esta decisão e, com base nestes dois aspectos, fazer um diálogo franco com a militância. Leia mais no IHU

Em tom ameno o cardeal Stedile replica. Leia mais AQUI

domingo, 27 de novembro de 2011

Juízes estariam envolvidos em esquema de grilagem

A corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, revelou ontem que o órgão está investigando operações suspeitas envolvendo um grupo de juízes em um esquema de compra de terras e grilagem em áreas de grande extensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí e divisa entre Bahia e Goiás. A trama envolve tabelionatos e cartórios de registro de imóveis, informou a corregedora. Leia mais no blog Amazônia

A rede do poder corporativo mundial


Ladislau Dowbor
Todos temos acompanhado, décadas a fio, as notícias sobre grandes empresas comprando-se umas as outras, formando grupos cada vez maiores, em princípio para se tornarem mais competitivas no ambiente cada vez mais agressivo do mercado. Mas o processo, naturalmente, tem limites. Em geral, nas principais cadeias produtivas, a corrida termina quando sobram poucas empresas, que em vez de guerrear, descobrem que é mais conveniente se articularem e trabalharem juntas, para o bem delas e dos seus acionistas. Não necessariamente, como é óbvio, para o bem da sociedade. Leia mais em Le Monde Diplomatique Brasil

Mais uma campanha na UFPA combate a violência contra a mulher

O Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Federal do Pará (UFPA) realiza domingo, 27, mais uma ação educativa dedicada ao combate da violência contra a mulher. A primeira foi realizada nesta sexta-feira, 25.  Na Instituição, quem também realiza um evento com a mesma temática são o Grupo de Estudos e Pesquisas Eneida de Moraes Sobre Mulher e Relações de Gênero (Gepen) e o Observatório Regional de Monitoramento da Lei Maria da Penha, que promovem a Campanha 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, nesta segunda-feira, 28 de novembro, no Auditório do Instituto de Ciências Humanas (IFCH), no Campus Básico da Instituição. O evento é organizado pela professora da Faculdade de Ciências Sociais dôo IFCH e coordenadora do Gepem, Maria Luzia Miranda Álvares. Leia mais na UFPA

Precisamos ultrapassar a economia e sair dela. Entrevista especial com Serge Latouche

“A palavra decrescimento está sendo tomada literalmente. Não se trata de um conceito, mas um slogan”. A advertência é do filósofo e economista Serge Latouche na mesa redonda promovida pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU por ocasião de sua vinda à Unisinos, na semana passada. Segundo ele, um dos slogans mais nocivos e perversos do sistema capitalista é o desenvolvimento sustentável. “Para nos opormos a ele, cunhamos o termo decrescimento sustentável”, encarado quase como uma blasfêmia, provoca. A ideia é criar uma sociedade de prosperidade sem crescimento, de abundância frugal. O pensador francês pondera que nossa sociedade individualista está fundada sobre o mercado. Leia a íntegra AQUI

sábado, 26 de novembro de 2011

Uma poética amorística cornística para alegrar o dia.


Grupo móvel do MPT constata condições precárias de trabalho em obra da NESA


O Ministério Público do Trabalho da 8ª Região juntamente com o Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Pará, em cumprimento às operações anuais de fiscalização de obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento do governo federal) e de combate ao trabalho escravo, constataram condições precárias de trabalho na região de Pimental, um dos sítios de Belo Monte, localizado a 40 km de Altamira, no oeste do Estado. Leia mais no Xingu Vivo

Plebiscito - Manifesto Diocesano de Santarém

Com autorização do Conselho Diocesano de Pastoral da Diocese de Santarém que se reuniu em Emaús nos dias 04 e 05 de novembro de 2011, os participantes do Seminário que se realiza nos dias 24 a 26 de novembro se manifestam sobre o Projeto de criação dos novos Estados do Tapajós e Carajás, objeto do plebiscito marcado para o dia 11 de dezembro. Leia a íntegra no blog do Manuel Dutra

Estado do Tapajós, Edilberto Sena argumenta em favor da criação

Edilberto Sena

Prezado Rogério, boa tarde

Me chegou hoje uma mensagem embutida em teu Blog FURO com comentário sobre o que chamas de separatismo e eu chamo de  emancipação, o que é bem diferente. Como imagino que és democrata publicarás meus agumentos a seguir:
 
1. Argumentar com as mazelas de Tocantins e Mato Grosso do Sul, ou Amapá, ou Roraima, me parece um tiro no pé e muito pobre, me desculpa a franqueza. Dizer que o Estado do Tapajós é inviável economicamente é outro argumento farsa; dizer que o novo estado tapajós irá gastar alguns bilhões do cofre da união por alguns anos para se estabelecer, é outro argumento tolo e pior, os argumentos da propaganda do NÃO são tão mesquinhos e de menino cherão. Vamos aos contra argumentos.
 
2. Se os novos estados já criados têm mazelas enormes, o Pará atual é o 16to. em IHU do Brasil. Quer dizer, como disse o sábio Tiririca, que muitos ridicularizam, "pior do que está, não fica" e nem ficará. Me admira tu que conheces nosso Oeste do Estado do Pará se sabes que ficamos com as migalhas das rendas estaduais.
 
3. Tapajós Estado é inviável economicamente por assim falou o demiurgo IPEA. Como pode ser inviável uma região que está em cima de tantos minérios (ouro, bauxita, niobio, calcário, gipsita, manganês, fosfato, etc), madeira, água, peixes, florestas, gado bovinoe bubalino?????? Se precisará de recurso federal de início, não será o fim do cofre. e aí vem o terceiro argumento: Por que Belém não denuncia a imoralidade de o governo federal tiurar dinheiro do povo para finaciar 10 estádios e vários aeroprotos só por causa da copa do mundo e Olimpíadas? Qual o retorno do estádio de MANAUS? Nem futebol de quinta divisão tem lá. E a construção megalomaníaca de tantas hidroelétricas com dinheiro público por que Belém não denuncia?
 
4. Como me parece seres um homem sensato, perceberás que o conbate à emancipação é o medo de perder a mamada que chega das rendas do sul e oeste do Estado. Quem sabe até, refletindo sobre o direito de um povo seguir seu caminho, pobre ou rico, te leve a marcar um 77 SIM por respeito a nós???
 
Te envio a seguir o manifesto da Diocese de Santarém aprovado ontem em plenário de lideranças da Igreja e pelo bispo diocesano. Se pernitires gostaria que publicasses no blog. Um abraço do amigo Edilberto.
 
Edlberto Sena - Rádio Rural de Santarém
 
 

Trabalhadores paralisam Belo Monte; indígenas dão ultimato a Norte Energia

Quase dois mil trabalhadores cruzaram os braços nesta sexta, 25, por melhores condições de trabalho

Cerca de dois mil trabalhadores cruzaram novamente os braços desde a manhã de sexta-feira (25), no canteiro Belo Monte, principal obra da construção da usina hidrelétrica na região de Altamira (PA). O Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), responsável pelo empreendimento havia se comprometido a responder as 16 reivindicações dos trabalhadores ontem, dia 24. Esta é a segunda paralisação no mês de novembro. Leia mais no Xingu Vivo

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Pará e MG querem criar taxa sobre extração de minérios

Zínia Baeta

Os governos dos dois maiores produtores minerais do país, Minas Gerais e Pará, pretendem taxar cada tonelada de minério extraída de seus solos.  No Pará, uma proposta do Executivo nesse sentido foi encaminhada, na semana passada, à Assembleia Legislativa e prevê a cobrança de R$ 6,45 por tonelada extraída de minério, o que deve gerar para os cofres públicos uma arrecadação anual de cerca de R$ 1 bilhão. Leia mais no Valor

Começa hoje o 4ª seminário e 3ª Feira de Economia Solidária de Paragominas

O 4ª seminário e a 3ª Feira de Economia Solidária de Paragominas começam hoje, 25, e irá até o dia 27 de novembro. O evento é realizado pelo Instituto Popular Amazônico (IPA) e Rede Capim, com o apoio da Cáritas Norte 2 da CNBB do Regional Norte 2 e parceria com o Movimento Amazônico Rural e Urbano (MARU), Conselho das Redes de Economia Solidária da Amazônia, Teatro do Oprimido Popular Amazônico e  Universidade Estadual do Pará (UEPA). Leia mais no site da Cáritas do PA

Belo Monte - tensão em Altamira, operários estão com infecção alimentar e indígenas prometem acampar no lugar


Assim como nas hidrelétricas de Rondônia, Santo Antonio e Jirau, a qualidade de vida dos trabalhadores é péssima no canteiro do acampamento dos peões no município de Altamira, no Pará, onde os trabalhadores sofrem com infecção alimentar. A expectativa é que ocorra paralisação.

A informação é que  circula na região é que a empresa não deseja liberar os operários no período natalino. Tem-se ainda comentário que vários grupos de indígenas estão em direção a Altamira para protestar contra a construção do canteiro de obras, e exigem a presença do presidente do consórcio.

Deputado denuncia tentativa de acabar com a demarcação de terras indígenas, quilombolas e unidades de conservação

O líder do PV, deputado Sarney Filho (MA), afirmou que há uma orquestração para acabar com a demarcação de terras indígenas, quilombolas e unidades de conservação. Há hoje, em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça, 11 propostas de emenda constitucional que preveem que o Congresso deverá se manifestar sobre a demarcação dessas áreas, que atualmente são demarcadas por decreto da União. Leia mais no Ecodebate

Código Florestal - a farra do governo e ruralistas

O texto do parecer do senador Jorge Viana (PT-AC) ao projeto do novo Código Florestal, cuja aprovação foi concluída ontem pela Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado em clima emocional, foi considerado satisfatório para o Ministério do Meio Ambiente e para o setor rural. A votação no plenário da Casa pode ser na quarta-feira e a expectativa de líderes da oposição e do governo é de aprovação tranquila. Matéria do Valor replicada no IHU

Divisão do PA - pequena inflexão


Festejar os estados do Mato Grosso do Sul e Tocantins tem sido um dos apelos dos separatistas no processo de consulta sobre a divisão do estado do Pará. São territórios marcados pela presença robusta do agronegócio. O primeiro tem sido notabilizado pela execução do povo Guarani. 

Já o segundo foi criado no útero da União Democrática Ruralista (UDR), o braço armado do  setor com uma atuação marcante na década de 1980. Ronaldo Caiado e Kátia Abreu são os expoentes da legenda, gente pouca simpática ao diálogo.Outro ás do mandonismo no feudo  tocantino é Siqueira Campos. Uma espécie de Sarney local.

O estado do Tocantins abriga monocultura de soja e pecuária, e nos derradeiros anos um conjunto de hidrelétricas. Não raro pessoas são libertas em condições análogas à escravidão no próprio território ou no Pará.

Grandes projetos e monoculturas não são sinônimos de qualidade de vida para a população. Uma passagem nos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) dos dois estados desnuda isso.

Mesmo nas terras dos Carajás, que busca a emancipação, são públicas as catástrofes sociais que marcam o lugar: desmatamento, os municípios mais violentos do país, local onde mais se matou gente na luta pela reforma agrária do Brasil e líder nacional em trabalho escravo.

E lá estão a Vale, grandes fazendas e a hidrelétrica de Tucuruí, a maior genuinamente nacional.  

A questão da consulta inédita para a divisão ou não de um estado parece não mobilizar os nativos, que são bombardeados diariamente com apelos emocionais que marcam as campanhas no horário eleitoral.

Conforme pesquisa de opinião o NÃO lidera com mais de 20 pontos de vantagens.  Interroga-se: o marqueteiro que elegeu Lula conseguirá reverter tal cenário?

O separatismo não é privilegio local. O mesmo existe em outras unidades da federação. Uma análise produzida por um técnico do Instituto de Pesquisa Econômicas Aplicadas (Ipea) atesta a inviabilidade econômica da criação de novas unidades na federação.

Mas, parece que a lógica na Amazônia permanece: o conhecimento não precede as tomadas das decisões que afetam o conjunto da sociedade.