sábado, 22 de outubro de 2011

Yamandú e Paulo Moura para alegrar o sábado cinzento


Bolívia cancela projeto de estrada. ''Isso é governar obedecendo o povo'', diz Morales

O presidente da Bolívia, Evo Morales, cancelou nesta sexta-feira a construção de uma estrada financiada pelo Brasil que atravessaria a reserva ecológica Tipnis, na região amazônica, a qual declarou patrimônio intangível, atendendo um pedido de indígenas amazônicos que protestaram em uma marcha que durou 65 dias. Matéria do G1 replicada no IHU

A ilusão de uma economia verde


Leonardo Boff
Tudo o que fizermos para proteger o planeta vivo que é a Terra contra fatores que a tiraram de seu equilíbrio e provocaram, em consequência, o aquecimento global é válido e deve ser apoiado. Na verdade, a expressão “aquecimento global” esconde fenômenos como: secas prolongadas que dizimam safras de grãos, grandes inundações e vendavais, falta de água, erosão dos solos, fome, degradação daqueles 15 entre os 24 serviços, elencados pela Avaliação Ecossistêmica da Terra (ONU), responsáveis pela sustentabilidade do planeta (água, energia, solos, sementes, fibras etc.). Leia mais em IHU

De Opinião a Movimento: o fim da imprensa crítica

Lúcio Flávio Pinto

Em 1976 a Petrobrás foi obrigada a suspender a publicidade destinada ao semanário Opinião. A ordem partira diretamente do presidente da república. O general Ernesto Geisel nunca conviveu bem com a crítica e a liberdade de imprensa. Mas sua curta tolerância chegou ao fim com denúncias de corrupção em seu governo feitas pelo jornal. Não admitia que uma empresa estatal, que lhe era subordinada, embora fosse privada para todos os efeitos legais, patrocinasse uma publicação que o atacava. Os anúncios da Petrobrás foram cortados da programação de Opinião, alternativo que desafiava o governo ditatorial e a censura política. Leia mais na Adital

Mais um acidente na Estrada de Ferro de Carajás



Foto: Marcelo Cruz


 Trem de passageiros da Vale se chocou contra caminhão em Açailândia

No último dia 18 de outubro, mais um acidente ocorreu na Estrada de Ferro de Carajás-EFC, sob concessão da mineradora Vale. Por volta das 13h o trem de passageiros da empresa, com destino a São Luis – MA, que transportava 525 passageiros bateu contra um caminhão num nível de passagem, próximo a comunidade de Novo Oriente, em Açailândia – MA. Leia mais em Vias de Fato

Caso Brasília: uma batalha perdida, mas uma guerra não encerrada


“Essa justiça desafinada
É tão humana e tão errada...”
Baader – Legião Urbana

Plenária esvaziada...já era perto de meia noite do dia 20 de outubro de 2001 e saiu a decisão: por 4 votos a 3 réus foram absolvidos.  Quem eram? Alguns dos representantes da velha oligarquia ruralista (Maneco, Parazinho e Marcio Cascável), que ainda mandam e desmandam nos rincões do Pará...terras onde guerrilheir@s do Araguaia ousaram lutar, mas não tiveram o apoio popular suficiente para continuar.

Porém, assim como esses guerrilheiros vi ontem que balas não foram desperdiçadas naquele Júri, realizado pela segunda vez, em decorrência do primeiro ter sido anulado por ter sido contrária às provas dos autos.

Não foram desperdiçadas não só pela perfeita atuação de meu colega de trabalho-militante Marco Apolo, mas por ter sido colocado em cheque o poderio de gente que não tem outra forma de viver senão colando a vida em segundo plano, ruralistas e sua corja que se utiliza do medo para continuarem seu reinado.

A estrutura a que estes se sustentam é frágil. Tão frágil que ao fim do Júri era visível a preocupação do único réu fazendeiro (Alexandre Trevisan), não só porque  este iria voltar  e enfrentar uma dívida (pois era o único com advogado particular), mas principalmente pelo sentimento de revolta do povo, tendo em vista que a memória do Brasília (sindicalista assassinado em 2002, cujo crime era objeto do Júri) não é fácil de esquecer naquele pedaço de Brasil chamado ironicamente de Castelo dos Sonhos (um dia de viajem de Altamira- oeste do Pará).

Ainda que seja inconsolável para a família e amig@s do Brasília não terem a devida punição aos assassinos desse lutador (em especial a D. Santa, ameaçada hoje), é certo que esse resultado não quer dizer em tudo uma derrota, pois é mais um retrato cabal para a sociedade da necessidade de continuar a luta pelas pautas da  reforma agrária e contra a impunidade dos crimes no campo.

Esse quadro só muda com a continuidade da denúncia e das ações insurgentes do povo contra esse tipo de injustiça.

Assim, repassar essa mensagem é preciso não só por esse meio, mas por meio de nossas ações de educadores populares e agentes sociais organizados e firmes na luta!

É mais um aprendizado de muitas lições!
Obrigada ao apoio de tod@s.

Em 21.10.11
Sandy Faidherb
Advogada Popular- PA
Membro da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Universalização da biblioteca nas escolas é tema de ciclo de palestras no MPF em Belém

O Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) promove em Belém, de 24 a 28 de outubro, a Semana do Livro e da Biblioteca do MPF/PA, com o tema “Universalização da Biblioteca nas Escolas e Acessibilidade à Informação”, objeto da lei federal 12.244 (lei da universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do país). Leia mais no MPF

Ex-superintendente do Incra em Marabá é processado por descaso com licenciamento ambiental de obras


O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou à Justiça ação civil pública em que acusa de improbidade administrativa o ex-superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Marabá Raimundo de Oliveira Filho e seu ex-superintendente adjunto, Ernesto Rodrigues. Segundo o MPF, eles ignoraram a necessidade de realizar licenciamento ambiental de obras de infraestrutura em assentamentos. Leia mais em MPF

Mídia Cidadã - Professora Ariane Pereira explica


Quando a fúria niilista e impotente destrói as utopias dos movimentos


"A vida social, com o seu roncar tranquilo, vela as trevas – escreve criminologista Alfredo Verde –, mas de vez em quando o véu se rasga": a violência irrompe, antiga e sempre nova, revelando misérias e medos, contradições e ambivalências que agitam o ventre da sociedade. Leia mais no IHU

Sete homens são mantidos reféns em aldeia indígena por causa de hidrelétrica

Sete homens estão detidos desde a terça-feira (18) numa aldeia da Terra Indigena Kayabi, na divisa dos estados do Pará e Mato Grosso, por índios das etnias kayabi, apiacá e munduruku. Matéria do Terra Magazine replicada no IHU

Felipe Cordeiro - saiu o CD pela Ná Records


Caso Brasília – pela segunda vez os acusados são absolvidos do crime

O julgamento durou 15 horas. Leia a matéria do DOL

Saiba mais sobre o caso AQUI

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Já que tá rolando um som no terreiro aqui perto, Baden e Vinicius


Especialistas vão comparar estudos para chegar a acordo sobre impactos de Belo Monte

Relatório de impactos diz que serão 16,4 mil moradores afetados pela hidrelétrica na zona urbana de Altamira, mas para UFPA número é de 25,4 mil pessoas
Especialistas vão comparar estudos para chegar a acordo sobre impactos de Belo Monte
Procurador da República Cláudio Terre do Amaral apresentou resultados parciais dos estudos feitos pela UFPA a pedido do MPF 
 
Para chegar a uma conclusão sobre qual será a quantidade real de moradores atingidos na zona urbana de Altamira caso a usina de Belo Monte seja construída, uma comissão formada por especialistas da empresa Norte Energia SA (Nesa), responsável pela execução da obra, e da Universidade Federal do Pará (UFPA) vai comparar estudos que apresentaram resultados divergentes. Leia mais em MPF

Lúcio Flávio Pinto abriu o Mídia Cidadã na tarde hoje na UFPA


Capoeira é coisa de preto, negro, pobre. É forma de resistência, comunicação para engabelar patrão. É dança e luta. Quilombolas rurais e urbanos abriram hoje a cerimônia que iniciou o Encontro da Mídia Cidadã, que ocorre no Centro de Convenções Benedito Nunes, no campus da Universidade Federal do Pará (UFPA). Nunes é um intelectual de estatura nacional, que lecionou na UFPA e faleceu este ano. 

O campus da UFPA é cravado no bairro do Guamá, periferia de Belém. O bairro é homônimo do rio que circunda o espaço universitário. Os jovens capoeiras eram provenientes do vizinho bairro da Terra Firme e um quilombo rural.  Guamá e Terra Firme são sinônimos de violência na crônica policial.  A mídia silencia sobre as manifestações culturais que lá pulsam.  

Negros e índios e outras representações locais sempre foram tratadas em relatos de viajantes, jornalistas e naturalistas como encarnações do atraso, ente obtuso e desprovido de cultura, incapaz de administrar as riquezas locais e o próprio destino. Assim o colonizador se legitima. Ergue as suas representações de verdade, belo, desenvolvimento à sua imagem e semelhança. Assim têm sido regidas as realidades da (s) Amazônia (s).  

A partir de tal horizonte a região amazônica se mantém em sua condição de subúrbio da nação, almoxarifado do país e das regiões das economias centrais. O conhecimento não precede a definição de planos de desenvolvimento. O saque se sucede faz séculos.

O futuro e destino da Amazônia não são definidos aqui. Nunca foi. Lúcio Flávio Pinto, que edita há 24 anos o quinzenário tabloide Jornal Pessoal (JP), assina a sentença. O sociólogo uspiano é a maior autoridade jornalística sobre a região.  O interesse público e os fatos regem a dinâmica do JP, que costuma ser citado em jornais da mídia grandalhona em países como Estados Unidos, Inglaterra e Portugal, entre outros.  E apesar de ser fonte de pesquisa, muitas das vezes não é citado.

Lúcio é provocador. Alfineta intelectuais, representantes das mais diversas formas de poder. Independente da estampa política. Sobre o prefeito de Belém e hoje deputado estadual pelo Psol (ex PT), Edmilson Rodrigues, dispara que o mesmo carnavalizou um dos episódios mais relevantes da história local e nacional, a Cabanagem, ao batizar uma arena de carnaval como Aldeia Cabana. Já sobre governador tucano Simão Jatene o taxa de infantil e imaturo ao reduzir a pauta história e política da divisão do estado ao viés do marketing, como se fosse uma disputa de futebol.  Sobre os intelectuais acadêmicos, instiga que os mesmos preferem a zona de conformo dos gabinetes aos debates públicos, a praça, as ruas.

O jornalista leva o interesse público às últimas consequências. Coleciona processos por denunciar grilagens de terras, desvio de recurso público e abuso de poder das mais diferentes esferas. E já foi espancando por um dos caciques das Organizações Rômulo Maiorana (ORM), repetidora da Globo. 

Apesar disso, não renuncia ao debate, ao contraditório, como sempre sublinha em suas produções. Enquanto Lúcio compartilhava as informações e cultura que possui, um sobrinho era cremado no mesmo horário. O jovem de 30 anos filho era filho do irmão que o ajuda na produção JP.  O sobrinho que padecia de esquizofrenia foi morto no campus onde o jornalista palestrava desde a manhã.

O jornalista salientou o fato na abertura da sua fala. E ressaltou a barbárie que a capital do Pará vem se tornando. Muito por conta do hiato social que conforma a cidade quase ilha. Sobre os grandes projetos que foram, e continuam sendo implantados na região, os trata como cavalos de Tróia. E provoca que o problema é que a gente não quer entrar na barriga do cavalo. E buscar conhecer e mudar o rumo da história. 

Sobre Carajás provocou que a maioria da população não conhece e nem faz idéia do gigantismo de Carajás, tanto em termos de recursos como de destruição. O cálculo estimado da riqueza mineral da serra quando da inauguração do projeto era que o mesmo iria durar 400 anos. Passadas mais de três décadas, o calculo indica somente uns 90 anos.  

Acompanhe o evento AQUI

OEA convoca reunião entre governo e índios para discutir Usina de Belo Monte

Luciana Lima

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos, órgão das Organização dos Estados Americanos (OEA), convocou uma audiência fechada para tratar do conflito entre governo brasileiro e comunidades tradicionais por causa da construção da Usina de Belo Monte, no Pará.  A audiência está marcada para a próxima quarta-feira (26), em Washington (EUA). Leia mais em Amazônia

Livro recupera a "GUERRA DOS MUNDOS" em São Luís

O livro "OUTUBRO DE 71: MEMÓRIAS FANTÁSTICAS DA GUERRA DOS MUNDOS" será lançado dia 26 de outubro, às 19 horas, no Palácio Cristo Rei, em São Luís.

A obra conta uma história que percorre o imaginário de antigos moradores de São Luís e provoca curiosidade nas novas gerações - a invasão de alienígenas na capital, no começo da década de 1970, cuja nave pousou no Campo de Perizes. Leiai mais no blog de Ed Wilson

Redes sociais: o direito industrial descobre as implicações econômicas do Facebook

A inscrição no Facebook é gratuita. Mas poucos sabem que cada usuário contribui com quatro dólares com a sociedade de Mark Zuckeberg, em termos de inserções publicitárias e dos jogos dos quais nem todos participam. Se os inscritos no Facebook são cerca de 750 milhões, é fácil se dar conta do gigantesco negócio que está por trás da gratuidade do acesso à rede social mais famosa do mundo.Leia mais no IHU

Amazônia. Desenvolvimento insustentável e a busca de outro modelo. Entrevista especial com Elder Andrade de Paula

“É possível continuarmos com essa lógica que preside a ideologia do desenvolvimento?”, questiona Elder Andrade de Paula, em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone. Professor da Universidade Federal do Acre – UFAC, ele tem acompanhado os impactos gerados pelos grandes empreendimentos nos povos da Amazônia e é categórico ao dizer que as comunidades locais não se beneficiam da exploração madeireira e energética. “Todas as famílias que vivem do Projeto de Assentamento Agroextrativista Chico Mendes estão cadastradas no programa Bolsa Família, apesar de praticarem o manejo comunitário de madeira há quase uma década. Segundo depoimento de uma das principais lideranças do projeto, a renda que essas pessoas obtém anualmente com a venda de madeira é 2,500 reais porque vendem o metro cúbico de madeira a 90 reais para a Laminados Triunfo, que é a grande madeireira que domina este pedaço”, denuncia. Leia mais no IHU