terça-feira, 31 de maio de 2011

Insegurança jurídica por causa do novo Código Florestal é pano de fundo de assassinatos no Pará

Juliana Maya e Gilberto Costa
A alteração do Código Florestal e a perspectiva de anistia a desmatadores são fatores que causam tensão e, por esse motivo, podem ser considerados “pano de fundo” do assassinato do casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, mortos na semana passada no assentamento agroextrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna, no interior do Pará. Dois dias depois, o agricultor Eremilton Pereira dos Santos foi encontrado morto no mesmo local. Leia mais na EBC

Jornal Espanhol El País mantém a repercussão dos assassinatos de camponeses na Amazônia


El Gobierno brasileño ha anunciado hoy que se adoptarán "medidas especiales" para proteger a decenas de campesinos amenazados por sus actividades contra empresarios acusados de deforestación ilegal de la Amazonía y otros delitos. "Se va a recrudecer la fiscalización y la investigación de todo tipo de ilícito y también se fortalecerán las acciones para el desarrollo sostenible de la región" amazónica, ha dicho a la prensa el ministro de Desarrollo Agrario, Afonso. Leia mais AQUI

Depois de morte de agricultores, governo cria grupo para acelerar regularização fundiária


Yara Aquino
Para conter a violência em regiões de conflitos agrários, o governo federal irá criar um grupo de trabalho interministerial para acompanhar a investigação dos assassinatos de agricultores ocorridos na semana passada e acelerar ações de regularização fundiária e desenvolvimento sustentável nessas áreas. Leia mais em EBC

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Imprensa. Vísceras expostas

Pinto narra com propriedade a peleja entre os maiores grupos de comunicação no PA,  comandados pelas famílias Maiorana e Barbalho

Lúcio Flávio Pinto
A guerra entre as duas famílias que controlam as comunicações e boa parte do poder no Pará chegou a um nível violento e sujo. O que impressiona é elas terem a mesma origem, no baratismo, o grupo que por mais tempo dominou a vida pública no Estado. Ao expor suas chagas, talvez eles consigam pôr um final nessa história. Leia a íntegra em ADITAL

Violência na Amazônia - CPT participa de reunião com a Secretaria de Direitos Humanos em Brasília

A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra reputa como muito estranhas as afirmativas de representantes da Secretaria Estadual de Segurança Pública do Pará, do Ibama e do Incra que  disseram no dia 25 de maio desconhecer as ameaças de morte sofridas pelos trabalhadores José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, assassinados a mando de madeireiros no dia 24, em Nova Ipixuna (PA). O ouvidor agrário nacional, Gercino José da Silva Filho, chegou a afirmar que o casal não constava de nenhuma relação de ameaçados em conflitos agrários, elaborada pela Ouvidoria ou pela Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo. Leia a íntegra AQUI


Baixe os dados sobre os ameaçados e assassinados entre 2000 a 2011 AQUI

FONTE - CPT





Corrupção na Assembleia do PA: 15 mil foram às ruas em protesto


15 mil pessoas participaram ontem, sob um sol escaldante, de uma marcha contra a corrupção na Assembleia Legislativa do Pará (ALEPA), que nada a braçadas largas na atividade desde longa data. 80 milhões, até o instante, é a estimativa do montante desviado.   

A OAB organizou a mobilização, que contou com ampla participação de setores organizados da sociedade. 



No centro de gravidade das acusações estão PMDB, Domingos Juvenil e PSDB, Mauro Couto. O tucunato, que hoje manda no estado, não quer instalar a CPI.

Apesar do cardeal do principal grupo de comunicação do estado, Rômulo Maiorana,  responder a processo de fraude na SUDAM, as Organizações Rômulo Maiorana (ORM) apoiaram a ação. 

Já os meios de comunicação do cardeal do PMDB Jader Barbalho silenciaram. E assim caminha a humanidade.  Veja as fotos no site da OAB

Ibama identifica extração ilegal de madeira em área de crimes no Pará


Operação deflagrada neste fim de semana por agentes do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em Nova Ipixuna, no Pará, identificou 14 pontos ilegais de desmatamento na floresta Amazônica, 13 locais de extração clandestina de lenha e madeira, além de 120 fornos utilizados na produção indevida de carvão vegetal.Leia mais no Portal da Amazônia

Carajás - a luta pela terra e as tragédias sociais


O Brasil não conhece o Brasil. Uma parte dele é a região de Carajás, infelizmente imortalizada como a mais violenta do país na disputa pela terra. 

Foi lá que os extrativistas José Cláudio, D Maria do Espirito Santo e Herenilton dos Santos foram assassinados no Projeto Agroextrativista Praia Alta Piranheira, no município de Nova Ipixuna, sudeste do Pará.Um dia ali um castanhal foi frondoso. 

Carajás é um emblema sobre a aguda luta pela terra e as riquezas lá existentes. Lá confrontam pelo território grandes corporações do quilate da Vale, indígenas, fazendeiros, madeireiros, garimpeiros, assentados da reforma agrária, ocupantes e o agronegócio.

Batista Afonso é advogado da Comissão Pastoral da Terra (CPT), no município de Marabá. Conhece como poucos as dinâmicas da luta pela terra na região. Sobre os cenários que configuram a Carajás o blog fez uma entrevista com ele há algum tempo atrás, mas ela ainda se mantém atual. Leia AQUI

Câmara pode acompanhar investigação sobre assassinato de ambientalistas

Deputados querem acompanhar investigação do assassinato dos ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo no Pará nesta semana.  O casal denunciava, desde 2008, a extração irregular de madeira no sudoeste do estado.  Em novembro do ano passado, eles já haviam recebido ameaças de morte.Leia a íntegra no Amazônia

Belo Monte, o calcanhar de Aquiles do governo. Entrevista especial com Telma Monteiro

“Os processos de Belo Monte e do rio Madeira são reflexos da apatia do brasileiro”. Esta é a conclusão a que a ativista ambiental Telma Monteiro chegou depois de lutar, por anos, contra a construção das hidrelétricas na região amazônica. Neste momento, Telma está na Holanda para apresentar às autoridades do governo holandês e representantes de organizações privadas um relatório que elaborou a respeito do interesse de empresas holandesas nas hidrelétricas e hidrovias planejadas nos rio Tapajós e Teles Pires. “O governo brasileiro pretende lançar mão dos recursos naturais – exportando-os como commodities – para se transformar na quinta maior economia do mundo. Leia a íntegra no IHU

Área de conflitos no Norte pode sofrer intervenção federal

Mortes no campo levam União a traçar ação para a fronteira Amazonas-Acre-Rondônia

Marta Salomon e Vera Rosa

Em reunião de emergência marcada para esta segunda-feira, 30, no Palácio do Planalto, o governo discutirá a decretação de uma espécie de intervenção federal na tríplice divisa entre Amazonas, Acre e Rondônia, área de conflito agrário. A reunião definirá a reação aos quatro assassinatos de agricultores registrados em menos de uma semana. O objetivo é evitar novas mortes no campo, em regiões de conflito agrário e pressão por desmatamento. Matéria do Estadão

Violência contra os defensores da Amazônia - nota da Rede Latino Americana de História Oral

Na semana passada foi assassinado no estado do Pará, na Amazônia brasileira, um casal de ambientalistas- seringueiros: José Cláudio e Maria do Espírito Santo (pertencentes ao Conselho Nacional dos Seringueiros - CSN, fundado por Chico Mendes). José Cláudio e Maria tiveram suas vidas dedicadas à denúncia e ao combate aos grandes proprietários/madeireiros/empresários rurais que atuam na região. Muitos de nossos pesquisadores de História Oral estiveram e estão envolvidos e comprometidos com esta luta, registrando os depoimentos e as vidas destes trabalhadores. Assim nos somamos a todos aqueles que exigem do governo brasileiro a rigorosa apuração destes crimes.  

Fonte http://www.relaho.org/



 

Assassinatos de camponeses na Amazônia – a reação do Estado



Os telejornais anunciam que o governo federal irá organizar um comitê de crise sobre as execuções de camponeses na Amazônia.

Pelo que foi noticiado, a idéia é fazer uma associação entre o governo federal e os estaduais para enfrentar a situação de violência contra os defensores da floresta e a impunidade que tem regido a situação.

Na semana de votação do Código Florestal foram quatro mortes, sendo três casos somente no Pará, estado top em mortes no campo.

E um em Rondônia, por ironia,  militante do PC do B, partido de Aldo Rebelo, relator do projeto de reforma do Código, que tem irrestrito e amplo apoio dos ruralistas, inclusive de fundamentalistas, como a senadora do Tocantins, Kátia Abreu (DEM).

A praxe tem sido a mesma a cada execução ou chacina, assim como a impunidade e naturalização dos assassinatos pela mídia.   

Senado vai analisar esta semana outorga de concessão para rádio e TV e reforma política

Mariana Jungmann

A Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado vai analisar, na próxima quarta-feira (1º) uma proposta de ato normativo que tem o objetivo de impedir que um senador possa relatar projetos de concessão de outorga de rádio e televisão relacionados ao estado que representa. Leia a íntegra na EBC

Nota da UFPA e da UFRGS sobre a execução dos camponeses no Pará


Nota pública do Programa de Pós-Graduação em Agriculturas Amazônicas (PPGAA/UFPA) e do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR/UFRGS)

“As árvores são nossas irmãs” (Zé Cláudio)

A área do Projeto Agroextrativista (PAE) Praia Alta Piranheira foi um maciço castanhal que só os moradores mais antigos conheceram. O castanhal foi explorado durante muito tempo por uma família de Marabá, que se dizia “dona”, e por centenas de famílias que coletavam livremente os produtos generosamente cedidos pela natureza. Além da castanha, eram e ainda são facilmente encontrados na floresta do PAE produtos como açaí, andiroba, cupuaçu, diferentes tipos de cipós, ervas medicinais e muitas espécies madeireiras de alto valor econômico.

Na década de 1990, um grupo de famílias apoiado por organizações não governamentais e governamentais deu início à solicitação de criação do PAE Praia Alta Piranheira. Entre essas famílias encontravam-se JOSÉ CLÁUDIO RIBEIRO DA SILVA (Zé Cláudio) e sua esposa MARIA DO ESPÍRITO SANTO SILVA (D. Maria). Zé Claudio e D. Maria eram os mais fervorosos defensores da criação do PAE por acreditarem na possibilidade de se estabelecer uma relação diferente com a natureza. Finalmente criado em 1997, o PAE abrigava mais de 300 famílias de agricultores que se propunham a explorar a natureza de uma forma distinta da comumente adotada na região.

Zé Claudio e D. Maria exercitaram essa nova proposta ao extremo: transformaram seu lote em um laboratório de experiências que demonstrava uma convivência mais harmoniosa entre homem e natureza e, mais que isso, acabaram se tornando sentinelas da preservação e transformando seu espaço de vida em uma zona de resistência ao desmatamento. Com quase 15 anos vivendo no mesmo lugar, o casal mantinha 80% do seu lote preservado. Essa façanha era motivo de orgulho para Zé Claudio e D. Maria. Por essa peculiaridade, em uma região onde predomina o desmatamento, não demorou muito para que o lote de Zé Claudio e D. Maria chamasse atenção de pesquisadores, da mídia, além de servir de estímulo e exemplo para centenas de famílias de agricultores que intercambiavam conhecimentos com o casal.

Na busca de comprovações na linguagem acadêmica de que, além do valor cultural, a floresta em pé é mais valiosa economicamente que em toras, Zé Claudio e D. Maria se aliaram com os pesquisadores. A Universidade Federal do Pará (em especial as ações do Campus Universitário de Marabá e do Núcleo de Ciências Agrárias e Desenvolvimento Rural) apoiou e ampliou cooperações científicas (nacionais e internacionais) com a participação dessas lideranças, que muito contribuíram com ações concretas na busca de alternativas sustentáveis de combate ao desmatamento.

No início deste ano, Dona Maria defendeu sua monografia e obteve seu diploma de graduação no curso de Pedagogia do Campo, assim como vários assentados e lideranças que acessam com frequência os espaços da UFPA e de outras instituições de pesquisa. O filho caçula do casal cursa atualmente o ensino médio no Instituto Federal do Pará/Campus Rural de Marabá (IFPA/CRMB), concebido especialmente para grupos sociais no campo. Esta família é um exemplo de busca e implementação de políticas públicas que realmente valorizem as demandas dos camponeses que habitam neste complexo espaço agrário marcado pela deficiente ação do Estado brasileiro.

Porém, a presença de espécies de alto valor comercial na área do PAE atraía outros interesses. Madeireiros e carvoeiros lançaram uma ofensiva forte sobre as famílias. Num contexto de dificuldades econômicas, muitas cederam ao conto do lucro fácil, o que facilitava a ação ilegal desses exploradores da floresta. Protegidos pela ineficiência do Estado em fazer cumprir a lei ambiental, esses agentes circulam livremente no PAE, consumindo a floresta numa velocidade estonteante. Até a castanheira, árvore protegida por lei, é derrubada sem piedade e sua madeira “maquiada” e colocada no mercado com outros nomes.

A preocupação de Zé Claudio e D. Maria com a preservação da cobertura vegetal extrapolava o seu próprio lote e se estendia a todo o PAE. Foi exatamente essa preocupação que os levou a denunciar a exploração ilegal de madeira dentro do PAE. Órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e Policia Federal receberam inúmeras denúncias formuladas pelo casal. Sem nenhuma resposta efetiva por parte desses órgãos, assumiram a responsabilidade como cidadãos e assentados e passaram a tomar iniciativas de ação direta, interditando estradas, parando caminhões carregados com toras de madeira, anotando as placas, sem medir esforços em defesa das árvores.

Essa atitude corajosa do casal, motivada por um sentimento nobre e de coerência com seus princípios, despertou a ira dos madeireiros, carvoeiros e alguns fazendeiros com interesse nas áreas do PAE. Zé Claudio e D. Maria passaram a sofrer ameaças por defenderem a floresta em pé. Na verdade, eles tentavam fazer o que de direito seria dever do Estado: proibir a exploração ilegal de madeira conforme reza a lei. Sem o apoio do Estado, Zé Claudio e D. Maria defendiam a floresta com a própria vida e tinham consciência do que faziam. Em 2010, em um evento na cidade de Manaus, Zé Claudio disse: “Eu defendo a floresta e seus habitantes em pé, mas devido a esse meu trabalho sou ameaçado de morte pelos empresários da madeira, que não querem ver a floresta em pé”.

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) já havia denunciado as ameaças sofridas pelo casal. Zé Claudio e D. Maria faziam parte da lista de 29 pessoas marcadas para morrer no Pará, divulgada pela CPT em 2010. Que sociedade é essa? Uma sociedade na qual as mortes são anunciadas com bastante antecedência e as autoridades não tomam providências! Uma sociedade onde os valores se inverteram. Quem defende a vida, paga com a morte! Quem se preocupa com o bem comum é eliminado para desobstruir o caminho do lucro fácil!

No dia 24 de maio de 2011, em uma tocaia armada por “pistoleiros”, escondidos em uma estrada que Zé Claudio e D. Maria usavam no trajeto entre seu lote e a cidade de Nova Ipixuna, foram desferidos os disparos mortais contra o casal. Não satisfeitos com a crueldade praticada, ainda deceparam a orelha de Zé Claudio, provavelmente para servir de prova da encomenda realizada. Essa infâmia, muito comum no período do coronelismo no nordeste brasileiro, é agora reeditada na Amazônia. Dias antes, a casa do Zé Claudio e D. Maria havia sido rondada por pistoleiros e alguns de seus animais domésticos foram alvejados. No dia do assassinato, Zé Claudio e D. Maria estavam saindo de sua casa para procurar segurança na cidade, dado que, aparentemente, o Estado era incapaz de fornecer segurança. Infelizmente, não tiveram tempo de chegar a um lugar seguro.

E, desta forma, o Ano Internacional da Floresta segue marcado por injustiças, impunidades, descasos com as pessoas, suas escolhas e seus direitos. Exigimos que o governo brasileiro não deixe que Zé Cláudio e D. Maria sejam apenas mártires, como tantos outros produzidos na Amazônia, e muitos menos que sejam uma mera estatística criminal. Para se ter a Democracia, certamente precisamos de códigos e leis. E, certamente, o debate democrático acerca dos mesmos é necessário. No entanto, sabemos que não existe Democracia quando o direito de matar aqueles que contestam o poder dominante é assegurado pela complacência à violação do direito fundamental à vida. A Amazônia e os “povos da floresta” não necessitam de mais mártires, mas de pessoas vivas, comprometidas e éticas, que os mantenham. Eles não necessitam de mais violência. Eles têm o direito – constitucional – a dignidade, liberdade de expressão, autonomia e exercício da cidadania.

Em qualquer lugar, e no Brasil que se diz uma Democracia, não é admissível que pessoas possam ser assassinadas pela divergência ao poder corrente e pelo exercício de seus direitos. Não é possível haver “dois Estados” e “duas leis” em um só país, afinal, uma lei que vale apenas para alguns, não é lei.

Os assassinatos de José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva não são ocorrências individuais, são um problema nosso, de toda a sociedade brasileira. Precisamos reagir.
Reagimos porque acreditamos que podemos contribuir, interrogando sobre os conceitos que fundam a interpretação dos conflitos na Amazônia e permeiam as políticas públicas brasileiras de desenvolvimento.

Reagimos porque não é possível admitir a violência como instrumento de regulação social. Reafirmamos aqui nosso compromisso de lutar com as nossas armas: documentando, refletindo e oferecendo à sociedade interpretações sobre esse fenômeno sociopolítico que acompanha o “desenvolvimento sustentável” na Amazônia: a morte anunciada dos defensores da floresta.

 “Matar árvores é assassinato” (Zé Claudio)

Site do governo do PA banaliza morte de camponeses


A cada manifestação publica do estado com relação aos crimes contra os camponeses, mais indignação causa. 

Desta feita  a pérola é da assessoria do Centro de Perícia Renato Chaves. 

No texto do portal do governo a execução dos camponeses José Cláudio e D Maria é tratada de misteriosa.    
Até as formigas da região sabem  quem são os suspeitos, menos as “autoridades” públicas. 

As matérias do governo festejam um suposto incremento tecnológico, e naturalizam as mortes.

Caso tenha estômago, leia AQUI

domingo, 29 de maio de 2011

O Estado brasileiro e a política da Vale

Adhemar S. Mineiro
Economista e consultor do Ibase na Plataforma BNDES

Ao analisarmos a relação entre a política da Vale e o Estado brasileiro, devemos considerar ao menos cinco aspectos fundamentais. O primeiro diz respeito à própria história da empresa. O segundo ao seu peso estratégico na estrutura produtiva brasileira. Destacam-se também o controle de capital da empresa e o seu financiamento. E, por fim, há que ser considerado o seu papel como uma das chamadas “campeãs nacionais” e, conectado a isso, sua própria internacionalização como elemento que se interrelaciona com a política externa brasileira. O texto a seguir procura avançar nesses cinco pontos. Leia a íntegra no IBASE

A violência na Amazônia - Edgar




http://www.vermelho.org.br/charges.php?id_param_charge=544

Código Florestal e "Kit-Gay": a falência de uma governabilidade conservadora

Eduardo d´Albergaria (Duda)     

Ainda nas eleições de 2002, o PT anunciava uma "nova" estratégia de governabilidade, mais afinada com as transformações que o partido vinha passando: a obtenção de maiorias no parlamento, utilizando-se de alianças com partidos conservadores, liberais e/ou fisiológicos. Essa estratégia já era a regra geral da política brasileira, a novidade era a opção feita pelo PT. Leia mais no Correio da Cidadania

''A Internet vai salvar os livros''

Robert Darnton, professor de Harvard, explica o seu projeto, alternativo ao do Google: uma biblioteca universal, aberta a todos, a ser implementada na Internet. "Nos EUA, os textos autoproduzidos são três vezes mais numerosos do que os publicados por editoras comerciais". "Alguns estão convencidos de que democratizar o conhecimento significa vulgarizá-lo. No século XIX, temia-se a mesma coisa". A reportagem é de Benedetta Craveri, publicada no jornal La Repubblica, 27-05-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Leia a íntegra no IHU