O juiz Adelino Arrais Gomes da Silva foi impedido de coordenador o processo de eleição no município de Anajás, arquipélago do Marajó, onde presidia a 90ª Zona Eleitoral. A decisão foi expedida em setembro após denúncias encaminhadas ao Ministério Público Federal do Pará.
O juiz é acusado de tomar partido do candidato de oposição, Raimundo Nogueira Filho (PMDB), contra o candidato a reeleição Edson da Silva Barros (PTB). Oito pessoas do município assinam o documento acusatório. Os denunciantes informam que o juiz chegou a usar camiseta do candidato do PMDB e participar de passeata e presenciar o comício no dia 06 de setembro.
O documento informa ainda que o juiz Adelino da Silva participava das reuniões estratégicas do candidato do PMDB. Os denunciantes disparam que até o acesso a quadra do ginásio de esportes local ficou restrito aos amigos do juiz, sendo vetado o acesso dos simpatizantes do prefeito. Um outro juiz foi escalado para a comarca, enquanto o processo do juiz Adelino da Silva aguarda julgamento.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Eleições no Pará - Juiz do Marajó é afastado após denúncias
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Postado por rogerio almeida às 10/03/2008 06:38:00 PM 0 comentários
Eleições no Pará
Eleições no Pará
82 municípios dos 142 do Pará terão reforço militar no dia da eleição, 05 de outubro. O muque ainda tem sido a forma de aplacar as diferenças por aqui. No calor da disputa eleitoral três atentados foram registrados nos dias recentes.
O mais grave resultou no assassinato do candidato a prefeito no município de Rio Maria, sudeste do estado, Agemiro Gomes da Silva (PMDB). Um outro ocorreu no oeste, no município de Uruará.
Em seguida o prefeito de Floresta do Araguaia, Balbino Xis (PMDB) sofreu um atentado à bala. O candidato levou um tiro na perna e outro no tórax. O candidato pelo PR a reeleição na cidade de Almerim, Gandor Hage teve o carro atingidos por tiros disparados por dois motoqueiros. Hage já vinha sofrendo ameaça de morte.
Triste Belém
A direita polariza a sucessão em Belém. Duciomar Costa (PTB), dono de uma coleção de CPF´s e flagrado com diploma falso de médico e a Valéria Pires (DEM), disputam a cadeira do Palácio Senador Lemos.
Ao menos é o que indica as sucessivas pesquisas de opinião, em nada confiáveis. As mesmas são manipuladas conforme as simpatias da direção dos jornais locais. No pleito de 1996, em que Edmilson Rodrigues, então vinculado ao PT foi eleito, ele aparecia como o candidato azarado, e acabou por dirigir Belém em dois mandatos.
Antes das definições dos candidatos para a eleição de 2008, ele aparecia em primeiro lugar.
Pires foi a vice na chapa que mandou no Pará nos derradeiro governo, que encerrou uma hegemonia de 12 anos do PSDB no estado. Dudu e Valéria no passado eram par na coligação União Pelo Pará,
Os pássaros da fina plumagem do tucanato não exibiram as suas faces pela cidade. Tudo foi muito discreto. Apenas o ex-governador, Simão Jatene, gravou apoio a Valéria.Tudo muito sem graça, feito o reclame de um novo sabão em pó.
Ainda em Belém, há rumores de bastidores para uma possível surpresa do PMDB, através do primo de Jader Barbalho, José Priante. Alguns caciques do PT ainda sonham com a possível passagem para o segundo turno do professor Mário Cardoso.
Campanha sem substância
O óbito de inúmeras crianças na Santa Casa de Belém empurrou o discurso da maioria dos candidatos para a temática da saúde. Sem avaliar a conjuntura da saúde no estado, marcada pela ausência de infra-estrutura na maioria dos municípios, a suspensão de políticas de pré-natal na capital, os baixos salários dos servidores, todos os candidatos acabaram por chutar a questão da saúde para a edificação de prédios.
A cidade nas eleições
A cidade na eleição fica mais suja do que o normal e mais barulhenta do que o de costume. O barulho em Belém a consagrou como a mais ruidosa do Brasil.
Às vésperas do pleito, o desânimo impregna a cidade. Pessoas agitam bandeiras dos partidos indiferentes a planos que possam retirá-las de uma situação de penúria. Jovens, idosos, adultos germinam em pontos de grande fluxo de pessoas. Um quadro triste, tal “Os comedores de batatas” de Van Gogh.
Cidades estratégicas
Em Marabá a esquerda não tem chance. Vai levar de lambuja o evangélico Maurino Magalhães (PR). Assim advoga um dos jornais da cidade. Já o outro boletim aclama que o vencedor será João Salame (PPS). O PT deve chegar em terceiro lugar. Isso nas duas pesquisas.
Em Santarém as apostas indicam a reeleição de Maria do Carmo (PT). Mas o candidato de oposição Lira Maia (DEM), diz-se sagrar-se vencedor no dia 05.
Na terra do minério Parauapebas, tudo aponta para a reeleição de Darci Lerner (PT), após um início turbulento em sua administração. A ex-prefeita, Bem Mesquita (PMDB), segue em segundo lugar.
O apoio do cacique Jader Barbalho foi decisivo para a eleição Ana Júlia Carepa (PT), ao governo do Pará. Em entrevista ao jornalista Mauro Bonna, no programa Argumento na TV RBA, que integra o portfólio do Barbalho, o chefe político do PMDB disparou que “ não se ganha eleição do Pará sem coligar com o PMDB.
Até onde se sabe o PMDB é o partido que mais comanda prefeituras no estado. Após a hecatombe ocorrida no ninho tucano em 2006, tudo deve ficar bem mais confortável para o partido comandado por Barbalho.
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Postado por rogerio almeida às 10/03/2008 12:01:00 PM 0 comentários
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Agronegócio ameaça lavradores no Maranhão

Esta situação se passa principalmente na parte sul do estado, onde o agronegócio vem tentando se consolidar. Na região, três acampamentos do MST passam por condições difíceis devido às ameaças de despejos forçados por parte de pistoleiros organizados pelos latifundiários da região. A coordenação estadual do MST na Maranhão alerta que os fazendeiros começam a articular milícias armadas, para impor o terror sobre os acampados. Na sexta-feira passada (26/9), no município de Sumaúma, o acampamento 25 de Julho foi alvo de um ataque destas milícias. Cerca de 30 pistoleiros armados cercaram o acampamento e mantiveram um tiroteio durante quase 30 minutos, ninguém foi ferido. Porém, o sinal do risco de um massacre ficou bem visível: as marcas dos tiros ficaram espalhadas pelos barracos dos acampados. Na cidade de Senador La Roque o risco de conflito é ainda maior. O Acampamento Roseli Nunes, que possui já conquistou o decreto de desapropriação da área, enfrenta a resistência do proprietário que se recusa a deixar a fazenda. Desde o início do ano, um grupo de 40 homens se mantém mobilizado percorrendo o acampamento e prometendo a morte das lideranças locais. Estes homens já teriam inclusive noticiado a data da emboscada: o dia 5 de outubro, momento em o movimento de chegada e saída do acampamento será mais intenso, por conta das Eleições Municipais. Assim segue o clima em outros acampamentos da região. Curiosamente, todas as áreas em conflito são terras da União que foram griladas nos últimos 30 anos. Os casos já foram denunciados ao Ministério Público, porém até o momento nenhuma providencia foi tomada.
FONTE- MST -Maranhão
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Postado por rogerio almeida às 10/02/2008 08:15:00 AM 1 comentários
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Resistir é o primeiro passo- 30 anos do boletim Resistência
“Resistir é o primeiro passo”, sob tal palavra de ordem circulou em Belém, capital do Pará, o Jornal Resistência. A Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) serviu-lhe de ventre para que o mesmo viesse ao mundo num sombrio 1978. A SDDH somava apenas um ano de vida.
Na vizinhança latina a esquadra Argentina levantava o troféu de campeã de futebol do Mundo. Cinco anos antes Allende era assassinado no Chile e Pinochet chefiava a ditadura no país. No Brasil respirava-se o ocaso do milagre econômico. Uma tal de integração da Amazônia ao resto do país regia a vida na taba. Com a proteção do guarda chuva do Estado o capital adentrou na selva sem quase nenhum desconforto.
Varadouro, publicação acreana, rivaliza com o Resistência em importância na seara de jornalismo alternativo na Amazônia. O boletim acreano foi o canal de comunicação dos seringueiros contra a jagunçada dos fazendeiros. O Vara, como o trata o seu editor da época, Elson Martins, circulou entre 197
7 a 1981.

No artigo de Paulo Roberto, que colaborou no jornal, encontram-se o registro das crises econômicas e políticas, os sujeitos que deram vida ao boletim, o debate sobre a pauta e elementos que resultaram no fim da publicação. A perseguição da Polícia Federal e as iniciativas coletivas de manutenção do jornal. Na obra de Bernardo Kucinski, Jornalistas e Revolucionários (1991), também há inflexões sobre o alternativo.
O boletim se constitui como um marco da comunicação considerada alternativa no Pará e circulou de forma regular entre 1978 a 1983. Como os pares enquadrados como alternativo ou popular não gozava de saúde financeira. No contexto histórico em que surgiu foi um aglutinador das forças populares que se reorganizavam em um mosaico de possibilidades: partidos políticos, movimentos sociais, ONG’s, sindicatos e segmentos da Igreja Católica inspirados da Teologia da Libertação.
Ferreira lembra que a primeira edição do boletim foi impressa na gráfica da Escola Salesiana do Trabalho. Paulo Rocha, deputado federal a vários mandatos no Pará pelo PT, era então o chefe da gráfica. Passadas três décadas o editor do Resistência, o advogado Luiz Maklouf Carvalho é hoje reconhecido e premiado jornalista no sul maravilha. Em 2006 foi o terceiro lugar no Prêmio Jabuti com o livro reportagem, “Já vi este filme”, que aborda deslizes éticos da trajetória do presidente Lula e do PT.
O Resistência configura-se na história recente da sociedade paraense como importante registro do avanço do capital sobre a fronteira da Amazônia. O jornal é uma fonte inestimável sobre o abuso do poder econômico e político, que engendrou no Pará, tendo o Estado como indutor, mazelas como o massacre de camponeses, destruição da floresta, grilagens de terras, hipertrofia do poder político e econômico de um segmento da sociedade. Além do Resistência no Pará, merecem registro na área de impressos os boletins Lamparina, produzido em Santarém, oeste do Estado e o Grito da PA-150, editado na região Marabá, a sudeste.
Nele também podem ser encontrados inúmeros momentos de organização dos trabalhadores do campo e da cidade, mobilizações contrárias aos grandes projetos, como o Grande Carajás. E na cena urbana de Belém a luta meia passagem. Em uma das capas enfoca o Tribunal da Terra, realizado em 1986, uma forma simbólica de pressionar o Estado contra as mortes de dirigentes sindicais do campo. Não são raros questionamentos sobre o cenário político, que aborda atuações de Alacid Nunes e Aloysio Chaves e mesmo apoio ao candidato a governo Jader Barbalho.
O escrete do Resistência, segundo Ferreira, tinha João Marques, o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Pará, foi um dos fundadores do Resistência. E na condição também de advogado, defendia as lideranças comunitárias que lutavam pelo direito de morar na periferia de Belém. Raimundo José Pinto, Paulo Roberto Ferreira, Nélio Palheta, Sérgio Palmquist, João Vital, Agenor Garcia, Rosaly Brito, Regina Lima, Ana Célia Pinheiro, José Rangel, Sérgio Bastos e Pedro Estevam da Rocha Pomar (que usava o codinome Marcos Soares), entre outros jornalistas que atuavam na grande imprensa, escreviam regularmente ou colaboravam eventualmente com o jornal. Em São Luís, o correspondente era Walter Rodrigues. Em São Paulo, Benedito Carvalho. Lúcio Flávio Pinto escrevia artigos especiais. Outros nomes povoam a vida do Resistência, como o do jornalista Raimundo Jinkings, o fotógrafo Miguel Chikaoka, o do cineasta Januário Guedes, Humberto Cunha, Hecilda Cunha, Daniel Veiga e Paulo Fonteles, entre tantos. .
Além da periferia de Belém o boletim circulava na Transamazônica graças ao empenho da missionária assassinada em 2005, Doroth Stang. No sudeste do Pará o casal Ademir e Beta Martins animavam a distribuição do boletim na região de Marabá.
Desde que deixou de circular devido a questões que passam por divergência política, crise financeira, - que sempre norteou tal modalidade de iniciativa, - as organizações consideradas do campo democrático não conseguiram construir um veículo de comunicação que aglutine as demandas específicas de cada uma.
Nos derradeiros anos o jornal foi publicado em caráter comemorativo pela passagem de 25 anos e depois pelas três décadas de existência da SDDH. Em 2008, novamente ele volta a circular. Desta vez, animado pela realização do Fórum Social Mundial (FSM), que ocorre em 2009, entre os dias 27 de janeiro a 01 de fevereiro, e tem Belém como sede mundial da pluralidade de debates sobre alternativas de desenvolvimento da sociedade contrárias à lógica do neoliberalismo.

O desejo da SDDH é o que o mesmo volte a circular de forma regular. Mas, isso ainda vai depender de debates internos, o primeiro já foi realizado no dia 26 e sinalizou para uma a construção de um plano de comunicação. Os méritos da publicação em defesa dos marginalizados da sociedade lhe rendeu por quatro vezes o prêmio nacional de defesa dos direitos humanos Wladimir Herzog.
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Postado por rogerio almeida às 10/01/2008 09:06:00 PM 0 comentários
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Ourilândia do Norte
Durante os dias 22, 23 e 24 de setembro, 150 trabalhadores e trabalhadoras rurais(adultos) mais 30 jovens e crianças, participara de uma manifestação se contrapondo contra as mazelas da mineração que vem sendo praticada pela Companhia Vale do Rio Doce – Vale, com a exploração de duas minas de Níquel nos municípios de Ourilândia do Norte, São Félix do Xingu e Parauapebas, no sul do Pará.
Os manifestantes bloquearam a estrada vicinal do Lico, antiga vicinal do jipe, que atravessa o projeto de assentamento Tucumã e dar acesso ao local onde a empresa está implantando infra-estruturas para possibilitar o inicio de lavra da serra Onça prevista para o inicio de 2009, inviabilizando a passagem de ônibus com operários e de caminhões com materiais.
Os(as) trabalhadores(as) são dos projetos de assentamento Campos Altos e Tucumã, incluindo a colônia Santa Rita, criados pelo INCRA a partir de meados da década de 90, representados pos suas associações: Associação dos Pequenos Produtores Rurais da Colônia Bom Jesus; Associação dos Lavradores da Colônia Santa Rita e Associação dos Pequenos Produtores Rurais da Colônia Campos Altos.
A manifestação contou com apoio externo da CPT-Comissão Pastoral da Terra, MPA-Movimento dos Pequenos Agricultores, MST-Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, CEPASP-Centro de Educação, Pesquisa e Assessoria Sindical e Popular e do SINTEPP-Sindicato dos Trababalhadores da Educação Pública do Pará, Subsede de Ourilândia do Norte.
No dia 24 houve uma reunião, no local da manifestação, com o superintendente adjunto da SR-27, do INCRA, ficando acertado uma outra reunião para o dia 1º de outubro, em Ourilândia para tratar sobre: a área desafetada pelo INCRA e a outra área que a empresa já apresentou pedido de desafetação, com o INCRA apresentado seus respectivos mapas, e com a presença da equipe do INCRA que está trabalhando no PA’s para demarcar a área desafetada; tratar sobre a metodologia de avaliação das benfeitorias das áreas dos agricultores que forem desafetadas, considerando os prejuízos que os agricultores vem sofrendo:econômicos e morais. Os agricultores reivindicam serem ouvidos sobre a desafetação de novas áreas.
Nos dias 23 e 24 ocorreram duas reuniões com representantes da empresas, na primeira, uma comissão representando os agricultores, apresentou uma pauta a ser discutida com a diretoria da empresa. Os representantes da empresa concordaram em contactar com a diretoria para acertar uma data para a reunião, com a presença de representantes da empresa de diversas áreas que exige a pauta e que tenham poder de decisão.
Na segunda reunião, dia 24, um representante da empresa apresentou a proposta da reunião para o dia 09 de outubro. Como os agricultores haviam exigido que o compromisso deveria ser selado por escrito, a empresa apresentou um documento que tem como teor um convite da empresa às associações para uma reunião para conhecerem o projeto da empresa.
Na discussão ficou acertado que a reunião terá como objetivo: a apresentação do projeto da empresa e a discussão da pauta dos agricultores. Para tanto ficou acertado de que uma comissão dos agricultores juntamente com representantes da empresa seria os responsáveis para organizarem a dinâmica da reunião.
Após feito o acordo, com a presença de todos que se encontravam no local da manifestação, foi feita uma avaliação e encaminhamentos para a reunião e após a reunião. Caso não sejam atendidas as exigências que constam na pauta, outras ocupações serão feitas.
A Pauta propõe discutir:
1. O projeto de mineração, principalmente as questões que atingem diretamente as famílias:
a) qual a área total pretendida pela empresa, além da área desafetada;
b) a construção de barragens dentro dos projetos de assentamento;
c) o projeto da estrada que fará a ligação entre as duas serras;
d) o projeto de disposição e do sistema de controle da escória;
2. a manutenção das águas que garantirão a existência dos córregos que atravessam os PA’s;
3. o resgate e relocação dos animais que existem nas serras;
4. a manutenção do transporte de passageiros;
5. a construção de escolas que possam atender os estudantes dos PA’s, considerando as especificidades por região;
6. a construção e estruturação de postos de saúde, com equipamentos e atendimento médico permanente, para prevenção de doenças que possam ser causadas durante os anos de lavra;
7. pagamento da renda pelo uso de lotes para pesquisa, daquelas famílias que não foi feito;
8. definir diretrizes de indenização e relocação das famílias que serão atingidas pela mineração durante o desenvolvimento do projeto;
9. fechar um compromisso de que a partir de agora qualquer discussão a ser feita com famílias de agricultores dos projetos de assentamento que passe pelas associações.
A avaliação feita pelos agricultores é que a manifestação foi coberta de êxitos, porque durante cinco anos que a empresa vem desrespeitando os direitos das famílias, manipulando a consciência de todos, fazendo valer apenas seus interesses, nunca eles se manifestaram de forma organizada para fazer a empresa pelo menos aceitar a discutir uma pauta.
Marabá, 29 de setembro de 2008.
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Postado por rogerio almeida às 9/30/2008 09:40:00 PM 0 comentários
sábado, 27 de setembro de 2008
Massacre de Eldorado- PM´s são promovidos
Outra rotina não cumprida foi o registro em cautela das armas retiradas na operação desastrosa ordena pelo Governador Almir Gabriel/PSDB e o então secretário de segurança, Paulo Sette Câmara, que culminou na execução de 19 trabalhadores rurais ligados ao MST.
A perícia cadavérica comprovou casos de tiros desferidos a queima roupa. Assim como os policiais, o governador e secretário não foram incomodados pela justiça. Não há nem um envolvido no caso preso. Os oficiais condenados coronel Pantoja e o major Oliveira respondem o caso em liberdade.
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Postado por rogerio almeida às 9/27/2008 07:37:00 AM 2 comentários
Barragens no Tapajós
Barragem de Tucuruí-PA
Governo segue com plano de hidrelétricas para Amazônia - 26/09/2008A Eletrobrás vai apresentar ao Ministério de Minas e Energia um projeto estimado em R$ 31 bilhões para a construção do Complexo Tapajós, na região Norte, que possui uma previsão de capacidade instalada para a geração de 10.682 mil megawatts (MW). O estudo de inventário, que identificou a viabilidade de cinco aproveitamentos ao longo dos rios Tapajós e Jamanxim, foi finalizado recentemente, em parceria com a CNEC, empresa de engenharia pertencente ao grupo Camargo Corrêa. As empresas realizam atualmente o estudo de viabilidade do projeto que prevê a instalação de cinco usinas, todas dentro do mesmo plano de investimentos.
No estudo de inventário de Tapajós teriam sido identificados um potencial de 14 mil MW a ser explorado, mas a Eletrobrás acabou optando por preparar um plano que exclua áreas habitadas por índios e parte do parque nacional da Amazônia. Com isso objetiva-se reduzir impactos ambientais e sociais e facilitar a aprovação do projeto, tendo em vista os inúmeros obstáculos que a construção das usinas na região amazônica - como as do Rio Madeira - vêm enfrentando para sair do papel. O Rio Tapajós nasce no estado de Mato Grosso, banha parte do Pará e que deságua no rio Amazonas ainda em terras paraenses. O Jamanxim tem sua nascente na região próxima a Serra do Cachimbo, e é o principal afluente do Tapajós.
Estimativas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apontam que após a aprovação desse estudo de viabilidade e inventário, o Complexo Tapajós levaria cerca de três anos até ser leiloado. Antes disso, outros projetos têm prioridade nos grandes leilões de energia. Além da usina Belo Monte - que o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) anunciou que será leiloada em 2009 - com capacidade de 11 mil MW, outros dois grandes projetos hidrelétricos com previsão de venda nos próximos anos são os de Teles Pires e Marabá, com capacidade média de produção de 2 mil MW cada um.
Para Rogério Paulo Hon, da Coordenação Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a construção desse complexo serve apenas para dar viabilidade a um conjunto de obras para reservar água suficiente para a demanda local. "Em Juruti está sendo construído outro complexo, de alumínio, pela Alcoa, e esse complexo dos Tapajós tem relação estreita com isso, pela proximidade geográfica. Irá atender basicamente ao consumo da mineradora", diz.
As empresas envolvidas alegam que entre os parques nacionais na Amazônia, região onde se pretende instalar o complexo, existem áreas sem donos e que a idéia seria fazer uma espécie de "cinturão" nessas áreas. Outra das idéias é realizar o projeto com base em plataformas, semelhante às petrolíferas, sem que haja a necessidade de que as pessoas morem no entorno das usinas, evitando o impacto ambiental gerado pela ocupação desordenada da área.
Hon não acredita nisso. Para ele, "qualquer metro de água que seja levantado em um rio da região amazônica afeta a população ribeirinha, que representa grande parte da gente que lá vive. Essa alegação deles me parece mais discurso para encantar do que de fato uma questão técnica comprovada"
O dirigente do movimento disse ainda que a tarefa deles agora é aproveitar a boa articulação que possuem na região para levar o debate à sociedade, para que ela tome conhecimento das questões que envolvem um projeto desse e referende ou não a opção do governo pela construção das usinas. O projeto de Tapajós deve ficar dentro dos planos de investimentos do PAC Eletrobrás, que prevê investimentos de R$ 93 bilhões.
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Postado por rogerio almeida às 9/27/2008 07:03:00 AM 0 comentários
Jornal Liberal mente
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Postado por rogerio almeida às 9/27/2008 05:42:00 AM 0 comentários
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Pecuaristas do PA homenageiam Daniel Dantas
IroniaNo mesmo dia em que a Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) e a Associação Rural da Pecuária do Pará (ARPP) homenageavam com a Medalha da Ordem do Mérito Agropecuário, nessa quinta-feira em Belém, a Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, ligada ao Grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, anunciava-se que o governo do Estado entrou na Justiça com uma ação civil pública para reaver duas fazendas do grupo de Daniel Dantas na região de Marabá. As propriedades, que juntas somam 14 mil hectares, são parte da Agropecuária Santa Bárbara Xinguara. Para o governo, as fazendas foram adquiridas de forma ilegal, pois as terras eram aforamentos destinadas exclusivamente à exploração de castanhais, e não poderiam ser vendidas a terceiros. A empresa informou que estranha o fato do governo paraense tentar resolver essas pendências fundiárias agora, depois de mais de 30 anos dos aforamentos.
Fonte- Politica e Desenvolvimento- Correio do Tocantins- Marabá-PA-Ademir Braz
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Postado por rogerio almeida às 9/25/2008 07:04:00 PM 0 comentários
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
O mercado do Ver o Peso é vendido como o cartão postal da cidade de Belém.
Abastados e outros nem tanto sempre acompanham amigos e parentela num passeio no lugar.
Há muito mais que meras mercadorias no logradouro.
O lugar é uma festa para os olhos, ouvidos e narinas.
Um bacanal da alma.
Um canto para carnaval, malandros e heróis.
O mercado é o berço da cidade: vísceras e urubus.
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Postado por rogerio almeida às 9/24/2008 08:06:00 PM 0 comentários
Ana Júlia e o desencontro com os quilombolas em Concórdia
As mesmas foram mobilizadas para uma reunião com órgãos federais e estaduais que tratam da questão agrária para o dia 24 de setembro, hoje. O chamado foi feito pelo Incra de Tomé Açu através do seu titular, Flávio Arruda.
Animados pela possibilidade de tanta autoridade junta, ministro, governadora, representantes dos bancos do Brasil e Basa, as comunidades encheram dois ônibus no sentido de pressionar os representantes do governo na aceleração dos processos de titulação coletiva.
Ao chegarem à sede da cidade o clima era de comício do partido da governadora do Pará. A mesma chegou em Concórdia ao estilo mega star, helicóptero, pro volta das 10 da manhã. Após carreata, comício para celebrar o dado como eleito Elias Guimarães, dirigente sindical rural.
Não houve reunião e ninguém foi avisado do adiamento da mesma. Aos quilombolas que estão ameaçados pela monocultura de dendê da empresa biopalma, restou um papo com assessor da governadora e nos vemos depois numa possível audiência. Após Concórdia a governado seguiu para Tomé Açu, berço da colonização japonesa no estado, conhecida pelo cultivo da pimenta do reino.
Os quilombolas aguardam há sete o reconhecimento de 04 das 15 comunidades como área remanescente de quilombo.
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Postado por rogerio almeida às 9/24/2008 07:46:00 PM 2 comentários
A parcialidade do jornal Liberal
A parcialidade do jornal Liberal contra os movimentos sociais
O jornal Liberal mantém o fôlego contras as ações coletivas dos movimentos sociais no estado, em particular os ligados ao campo, com ênfase no MST. A edição do 33.247, do dia 24 de setembro coroa a sua linha editorial marcada pela parcialidade, e a indiferença aos passivos de toda ordem que os grandes projetos internalizam na Amazônia, em particular no Pará.
O periódico que chegou a vociferar que uma reunião realizada num espaço da Igreja Católica tinha como pauta a organização de uma massiva ocupação na ferrovia de Carajás, sem nenhuma comprovação, lançou hoje mais um tijolo na faraônica obra da má informação.
A chamada de capa alardeia que: MST inferniza vida de trabalhadores. A manchete é motivada pela ocupação que trabalhadores rurais realizam numa estrada vicinal no município de Ourilândia do Norte, sudeste do Pará. A localidade é palco da exploração mineral da Vale a partir da Mineradora Onça Puma (MOP), que explora níquel. Estranho é que o MST não atua naquele município.
O manifesto da ocupação divulgado pela rede mundial de computadores, deixa claro que as 150 pessoas ocuparam a estrada vicinal motivadas pela hipertrofia do poder da empresa, que tende a atropelar tudo e todos para a efetivação de seus interesses. A nota esclarece que a MOP desde 2003 vem afetando e desestruturando a vida econômica e social das famílias camponesas assentadas pela reforma agrária nos projetos de assentamentos em Ourilândia e nos municípios vizinhos de Tucumã e São Félix do Xingu.
A nota dos movimentos sociais assinada por duas associações de produtores rurais esclarece que mais de 500 famílias estão sendo atingidas pelo projeto. E que além da compra ilegal de lotes, a MOP tem afetado o escoamento da produção do leite. E que por conta do desmatamento onças e macacos estão saindo da serra e ameaçando animais e moradores do lugar.
O Liberal não apurou o conjunto de denúncias que desde julho a Comissão da Pastoral da Terra (CPT), tem investido em publicizar, nem mesmo envia o repórter até a área do contencioso. Todo empenho do periódico tem sido direcionado na desqualificação e criminalização das ações dos movimentos sociais.
O editorial da mesma edição, “Manipulações criminosas”, o jornal o investimento em desqualificar as ações dos coletivos sociais é tanto, que a palavra crime e seus desdobramentos ou sinônimos soma 10 registros. A iconografia é outra peça na mesma linha.
A charge que ilustra a matéria que ocupa toda a página 05 do caderno Geral há um grupo de pessoas com foices sobre um trilho e duas em primeiro plano com as armas de fogo, um revólver e algo que parece ser uma espingarda. No mesmo caderno a Vale anuncia meia página de um projeto do grupo Liberal denominado Anuário.
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Postado por rogerio almeida às 9/24/2008 07:20:00 PM 0 comentários
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Sudeste do PA- Trabalhadores rurais tensionam por direitos
Xinguara e Marabá.TRABLHADORES RURAIS OCUPAM ESTRADA DE ACESSO A PROJETO DE MINERAÇÃO DA COMPNHIA VALE EM OURILÂNDIA DO NORTE. 150 trabalhadores rurais ocupam desde a manhã de hoje uma das principais estradas usada pela VALE como acesso ao projeto de mineração Onça Puma MOP), que explora níquel no município de Ourilândia do Norte. Os trabalhadores são oriundos dos Projetos de Assentamentos Campos Altos e Tucumã, criados pelo INCRA, nos municípios de Ourilândia do Norte, Tucumã e São Félix do Xingu. O projeto de Mineração Onça Puma iniciou sua instalação em 2003. A mineradora adquiriu de forma fraudulenta os lotes de 83 que estavam assentadas há décadas nos dois assentamentos. Além de se apropriar ilegalmente dos lotes, a VALE tem usado as estradas dos assentados, inviabilizado o funcionamento de escolas e desarticulado o sistema produção de dezenas de famílias que ainda residem nos assentamentos e estão sofrendo os impactos diretos do projeto de Mineração. O INCRA por sua vez abandonou os assentados à própria sorte. O presidente do Órgão abriu mão de 7.300 hectares dos dois assentamentos em favor da Empresa, sem exigir qualquer contrapartida em benefício das famílias assentadas. Tanto o INCRA quanto a VALE se negam a reunir e negociar com as famílias. Os trabalhadores afirmam que só vão liberar a estrada quando a pauta de reivindicações apresentada à empresa e ao INCRA for negociada. Hoje pela manhã, uma equipe de policiais de Ourilândia esteve no local mas nenhum incidente foi registrado. A equipe da CPT de Tucumã está acompanhando a mobilização. Até o momento nem a VALE e nem o INCRA se pronunciaram sobre o assunto. Ourilânida do Norte, 22 de setembro de 2008. Equipes da CPT de Tucumã, Xinguara e Marabá.
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Postado por rogerio almeida às 9/22/2008 05:12:00 PM 0 comentários
Canaã dos Carajás - trabalhadores ocupam rodovia
Em solidariedade à ocupação dos trabalhadores rurais em Ourilândia, cerca de 500 trabalhadores acabam de ocupar a rodovia em Canaã dos Carajás, município do sudeste do Pará onde a Vale desenvolve uma série de exploração mineral. O cobre é o principal minério explorado, nas minas do Sossego, 118 e Águas Claras.
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Postado por rogerio almeida às 9/22/2008 12:18:00 PM 0 comentários
Sudeste do Pará- uma fronteria em ebulição
O sudeste do Pará se configura com uma das mais tensas fronteiras do país na disputa pela terra e os recursos naturais nela existentes. O ano de 2008 se notabiliza pelo avanço dessa frente em inúmeros municípios da região, Canaã dos Carajás, Ourilândia do Norte, São Félix do Xingu, Tucumã dentre outros. Além da mineração, tem-se o avanço do agro-negócio, e mesmo a insólita presença do banqueiro Daniel Dantas.
A região concentra o maior número de projeto de assentamentos rurais do país, número que beira a casa os 500, num universo de mais de 80 mil famílias. Fruto de mais de duas décadas de embates dos camponeses com o Estado, madeireiros, fazendeiros e a Vale.
É justo sobre sujeito social que as frentes de expansão da mineração e do agronegíco tensionam. Em inúmeras notas distribuídas pelos movimentos sociais há denuncias de ação de policiais militares contra os trabalhadores que resistem, parcialidade da justiça e a informação da desestruturação das dinâmicas sociais e econômicas da vida dos camponeses. As zonas urbanas incham,simultaneamente a violência ganha maior robustez e a prostituição se alastra.
Na derradeira nota datada do dia 15 de setembro os movimentos sociais denunciam que : dia 27 de agosto, um oficial de justiça no cumprimento de um MANDADO LIMINAR DE IMISSÃO DE POSSE E CITAÇÃO, tendo como requerido o Sr. Milton Bento Tavares, expedida pelo Dr. Wander Luiz Bernardo, juiz de direito da comarca de Ourilândia do Norte, respondendo pela comarca de São Félix da Xingu-Pa, invade as propriedade denominadas Fazenda Barra Mansa e Fazenda Pé de Serra.
A mesma explica que: as famílias que permanecem na área se sentem ameaçadas pelo avanço das obras da empresa, pela continuidade de compra de lotes de forma seletiva, pela falta de informações sobre o projeto da empresa, pela retirada de transporte de passageiros, fechamento de escolas, pelas dúvidas sobre se poderão permanecer na área após o inicio da lavra, ou seja, as famílias sofrem de insegurança, insatisfação e medo de perderem tudo que construiram durante, 10, 15 e até 25 anos, que estão na área.
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Postado por rogerio almeida às 9/22/2008 07:48:00 AM 0 comentários
Ocupação da Vale - Nota dos movimentos sociais
NOTA À IMPRENSA E À SOCIEDADE
Entendemos que a Lei garante à empresa o direito de ter a concessão de pesquisa e lavra da jazida mineral das serras Onça e Puma, mas as famílias de trabalhadores dos projetos de assentamento Campos Altos e Tucumã, também têm seus direitos garantidos, desde a renda pelo trabalho de pesquisa em suas áreas como pelos danos que os trabalhos virem a causar.
São em torno de 500 famílias de agricultores que desde o ano de 2003 vivem em clima de tensão e de desestruturação de suas vidas, a partir do momento que a empresa passou a manipular a consciência das pessoas, e de forma irregular passou a fazer a compra de lotes, de forma seletiva e sob pressão em diversos casos.
São famílias que residem na área a partir de 1983 e a maioria a partir da década de 90, que durante este tempo, antes da empresa chegar, procuraram construir suas vidas, econômica e socialmente, e agora se vêm ameaçadas a perder tudo o que fizeram, e não ter mais como construir, porque suas forças já se foram.
Vários problemas foram criados na área econômica e social, desde a desestruturação da bacia leiteira que rendiam 20.000 litros de leite por dia e caiu para 5.000, dificultando a comercialização, deixando os agricultores reféns dos laticínios e dos donos dos transportes.
Milhares de pés de cacau foram destruídos pela empresa a medida que eram feitas as compras dos lotes, fazendo cair a economia e a renda deste produto nos assentamentos, provocando desestímulo para quem ficou na área.
Com a retirada das famílias das áreas compradas foi criada uma grande lacuna nos Projetos de Assentamento, reduzindo o número de moradores e de crianças que freqüentavam as escolas. Com isto, várias escolas foram fechadas, outras funcionam com número reduzido e muitas crianças tendo que se deslocar a uma distância de até 11 Km para chegar a escola, assim como várias professoras.
Os donos de veículos que faziam transporte de passageiros, alguns já desistiram e outros ameaçam todos os dias em também se retirarem, por não compensar financeiramente, com isto os agricultores que não tem transporte próprio, principalmente os idosos e crianças, estão bastante prejudicados.
Com o início dos trabalhos na serra Onça, várias nascentes de água que formam as grotas que atravessam as áreas dos agricultores foram interrompidas e outras foram poluídas, deixando os agricultores sem água.
As onças descem das serras para atacarem o gado, já havendo registro feito por vários agricultores. Os macacos estão descendo, se acomodando em matas que ainda existem em algumas propriedades e se alimentando de cacau, causando prejuízos para os agricultores.
Como a empresa até o momento nunca se propôs a discutir com as famílias sobre o seu projeto, tem agido de forma individual, para mais fácil manipular, com cada família que pretende negociar a área, e criado um clima de insegurança, medo e dúvidas, chegamos ao ponto de não mais tolerar esta situação.
Portanto, exigimos a presença da diretoria da empresa para discutirmos sobre:
1. O projeto de mineração, principalmente as questões que atingem diretamente as famílias:
a) qual a área total pretendida pela empresa, além da área desafetada;
b) a construção de barragens dentro dos projetos de assentamento;
c) o projeto da estrada que fará a ligação entre as duas serras;
d) o projeto de disposição e do sistema de controle da escória;
2. a manutenção das águas que garantirão a existência dos córregos que atravessam os PA’s;
3. o resgate e relocação dos animais que existem nas serras;
4. a manutenção do transporte de passageiros;
5. a construção de escolas que possam atender os estudantes dos PA’s, considerando as especificidades por região;
6. a construção e estruturação de postos médicos, com equipamentos e atendimento médico permanente, para prevenção de doenças que possam ser causadas durante os anos de lavra;
7. pagamento da renda pelo uso de lotes para pesquisa, daquelas famílias que não foi feito;
8. definir diretrizes de indenização e relocação das famílias que serão atingidas pela mineração durante o desenvolvimento do projeto;
9. fechar um compromisso que a partir de agora qualquer discussão a ser feita com famílias de agricultores dos projetos de assentamento que passe pelas associações.
Ourilândia do Norte, 22 de setembro de 2008.
Jessé Vieira Rodrigues
Associação dos Pequenos Produtores Rurais da Colônia Bom Jesus – ASCOBOJE
José Julião do Nascimento
Associação dos Lavradores da Colônia Santa Rita
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Postado por rogerio almeida às 9/22/2008 07:35:00 AM 0 comentários
Trabalahdores rurais ocupam o bra da Vale no sudeste do Pará
150 trabalhadores rurais ocupam desde a manhã de hoje uma da mineradora Onça Puma MOP), do grupo Vale, que explora níquel no município de Ourilândia do Norte. Os trabalhadores são oriundos dos Projetos de Assentamentos Campos Altos e Tucumã, criados pelo INCRA, nos municípios de Ourilândia do Norte, Tucumã e São Félix do Xingu.
A mineradora foi criada em 2003. As organizações de apoio aos trabalhadores rurais denunciam que 83 famílias tiveram os lotes comprados pela Vale e que muitos assentados pela reforma agrária estão sendo desrespeitados em seus direitos. Uma ação contra para investigar a situação já se encontra na justiça.
A situação de abuso passa pela destruição de lavouras de cacau e casas dos assentados. A hipertrofia do poder da Vale foi registrada pela agilização em Brasília em favor da companhia, no mesmo período em que o presidente da República celebrava ampliação das fábricas de alumínio no município de Barcarena, norte do Pará.
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Postado por rogerio almeida às 9/22/2008 07:08:00 AM 0 comentários
domingo, 21 de setembro de 2008
Anistia em debate
A Anistia foi uma forma em que os militares encontraram para absolver a eles mesmos das atrocidades que cometeram, assim disparou o provocador Barão Itararé sobre o tema.
Na edição de setembro da revista Caros Amigos, a matéria de capa é dedicada ao assunto. A temática que ganhou corpo na agenda do governo a partir da sinalização do ministro da justiça Tarso Genro e do secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, em oxigenar o debate sobre a revisão da Lei de Anistia.
Vale a pena conferir a edição. Os (as) meninos (as) conseguiram até entrevistar o nada gentil deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), conhecido pelos seus argumentos à direita e gestos largos em debate.
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Postado por rogerio almeida às 9/21/2008 10:00:00 PM 0 comentários
Cultura na veia
Três eventos culturais sacodem a capital do Pará. A XII edição da Feira Pan Amazônica do Livro, o festival de exibição e oficinas em animanação, ANIMA MUNDI e a terceira versão do festival de música alternativa, SeRasgum. Há opções para todos os gostos. O se Rasgum encerra hoje, após dois dias de um desfile de sonoridades de todos os cantos do país e um banda sueca. Um quilo de alimento não perecível garante o acesso ao AfricanBar, local do evento, que começa hoje a partir das 17h.
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Postado por rogerio almeida às 9/21/2008 05:04:00 PM 0 comentários
Rede de Estudos Rurais debate diversidade e perspectivas do mundo rural brasileiro
Rede de Estudos Rurais debate diversidade e perspectivas do mundo rural brasileiro
Espaço de diálogo entre pesquisadores acadêmicos e não-acadêmicos, a Rede de Estudos Rurais se firma por meio de seu 3º Encontro. “O diferencial é promover a interdisciplinaridade e a complementariedade de pontos de vista de pessoas que se debruçam sobre as questões articuladoras dos espaços rurais e urbanos”, definiu Ramonildes Gomes, professora da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e uma das organizadoras do evento na Paraíba.Promovido entre 9 e 12 de setembro, no campus da UFCG, em Campina Grande (PB), com o tema “Tecendo o intercâmbio: diversidade e perspectiva do mundo rural no Brasil contemporâneo”, o 3º Encontro da Rede contou com três mesas-redondas, uma Conferência e sete Grupos de Trabalho (GTs) – um a mais que no ano passado, com a criação do GT “Comunicação, arte, linguagens e cultura no mundo rural”.Foram inscritos 198 trabalhos para esta edição da Rede, e mais de 200 pessoas participaram do evento, entre economistas, sociólogos, antropólogos, agrônomos, geógrafos, historiadores, além de estudantes e professores de outras áreas do conhecimento. AvançosO objetivo do 3º Encontro da Rede de Estudos Rurais foi reforçar o espaço de debates constituído em 2006, buscando, em especial, divulgar a Rede e suas metas, agregar novos pesquisadores, experimentar novos formatos de discussão e abordar as possibilidades de integração entre fóruns virtuais e presenciais.Boas notícias foram anunciadas na Assembléia que encerrou o evento: a Rede é, a partir de agora, uma associação científica registrada, o que indica seu fortalecimento e a consolidação institucional, garantindo a continuidade da iniciativa. Em breve estará funcionando a Rede Virtual, site na internet cujo layout foi apresentado aos participantes da reunião. Esse site terá notícias, fórum de discussão, além dos documentos e trabalhos dos dois Encontros anteriores – Niterói, 2006; e Rio de Janeiro, 2007 – além deste último.Na Assembléia também foi feita uma avaliação dos GTs por seus coordenadores e participantes. Houve a proposta de um GT sobre Gênero, Família e Gerações. Esta foi encaminhada, como indicação, para a nova diretoria da Rede de Estudos Rurais. Segundo os organizadores, a realização deste e a reedição dos demais será avaliada, porque a idéia é que possam mudar, para haver novos temas e novas abordagens. Também ficou definido que os encontros presenciais da Rede passarão a acontecer a cada dois anos. Assim, 2010 será o ano do próximo evento, previsto para se realizar em Curitiba (PR).ValorizaçãoDe acordo com Maria de Nazareth Wanderley, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e uma das coordenadoras nacionais da Rede, a temática dos debates deste ano se organizou em torno de dois pressupostos sobre o meio rural: a certeza de que ele é parte significativa da sociedade brasileira, e a afirmação da heterogeneidade das formas e das relações sociais observadas no mundo rural brasileiro. “Questões centrais em debate no país, como a pobreza, a cidadania, os direitos, a segurança alimentar, a propriedade, as novas faces do trabalho, perpassam, de alguma forma, o mundo rural. Longe, portanto, de ser um universo à parte, ele é, hoje, intensamente cruzado pelos embates da sociedade contemporânea, constantemente atualizados a partir da presença de redes de movimentos e organizações sociais, nacionais e internacionais, que estimulam a circulação, em mão dupla, dos temas globais ao plano local”, argumentou.Nazareth também deu ênfase à diversidade existente no campo, analisando a visão que simplista que predomina em muitos espaços e esclarecendo a intenção da Rede. “Nos discursos dominantes, prevalece a visão dicotômica, fundada na polarização, de caráter ideológico, entre o moderno e o arcaico. Esta visão considera modernos os setores que, beneficiando-se das políticas públicas, têm acesso aos grandes mercados, particularmente os mercados internacionais, independente de suas formas predatórias sociais e ambientais. Em conseqüência, ela omite ou define de forma maniqueísta as múltiplas relações entre esses dois pólos da realidade, desconhecendo a complexidade das situações produtivas, técnicas, sociais, culturais e ambientais, nas diferentes regiões do país, obscurecendo as muitas dinâmicas que caracterizam o mundo rural no Brasil contemporâneo, bem como as profundas conexões que ligam o rural e seus diferentes atores às variadas dimensões da sociedade brasileira”.E a pesquisadora reforça: “Em direção oposta a esta, o debate proposto aos pesquisadores do 3º Encontro focaliza uma outra concepção do desenvolvimento rural, que expressa uma opção pela modernidade socialmente justa, não predatória e integrada à dinâmica global da sociedade brasileira. Que atores sociais e que formas sociais de vida e trabalho são portadores de um projeto de desenvolvimento rural que assuma essas questões colocadas ao conjunto da sociedade brasileira? Sem essa capacidade de formular projetos sociais, temas como a dinamização da agricultura familiar e o acesso a terra através da reforma agrária correm o risco de continuar socialmente invisíveis ou de serem tratados como demandas isoladas, sem vínculos com as questões centrais da realidade brasileira rural”, sustenta.As sínteses dos trabalhos dos GTs da Rede podem ser acessadas no site: http://www.ufcg.edu.br/~rederural2008/sinteses.php
Fonte Boletim do NEAD - 437- Fotos: Carolina Fleury
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Postado por rogerio almeida às 9/21/2008 08:16:00 AM 0 comentários

