terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Levante indígena mantém mobilização no Tapajós

Governo Lula, por pressão dos indígenas, decide suspender o processo de contratação para a realização da dragagem. Mas as lideranças afirmam que vão continuar porque o objetivo é a revogação do decreto para obras de hidrovias nos rios Tapajós, Madeira e Tocantins. Os indígenas da região exigem serem ouvidos de acordo com os termos da Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT)

Santarém (PA) – Dezesseis dias após o levante dos povos indígenas contra a dragagem no rio Tapajós, no trecho entre Itaituba-Santarém (PA), o governo anunciou, em nota pública divulgada na noite do último dia 06, o recuo da atividade.  

Apesar da sinalização do governo federal, indígenas permanecem acampados. O coletivo alega que a pauta de reinvidicações não foi acatada. Alessandra Munduruku, uma das mais expressivas lideranças, considera que “a suspensão para a gente não é nada. É somente para enganar o povo. O nosso acampamento continua”.

Lucas Tupinambá, jovem liderança e estudante do curso de Gestão Pública da UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará), segue a mesma linha de análise da líder Munduruku, e avalia que “ nenhum ponto da nossa pauta foi acatado, a exemplo da revogação do decreto 12.600/2025,  e alerta que mesmo o texto do governo já trata o rio como se fosse uma hidrovia, ainda que o projeto não tenha sido efetivado. A nossa decisão é pela manutenção do acampamento”. Leia a íntegra no site Amazônia Real. 

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