A Carta da Floresta resulta da Romaria, que foi realizada na metade do ano.
O Brasil que o sinistro da República apresentou ontem na ONU só existe na insana cabeça dele e de seus seguidores. No cotidiano do cidadão comum o que impera é a elevação juros, endividamento, volta do país ao mapa da fome, desemprego, inflação, perda do poder de compra dos trabalhadores, violências contra os povos da floresta Amazônica, aumento do desmatamento, crimes de ódio, disseminação de fake News em todos os cantos.
Ao contrário do discurso oficial, denúncias de corrupção da família à cada dia brotam nas manchetes nos sérios veículos de comunicação do país. A família Bolsonaro é acusada, e não se defende por comprar mais de cem imóveis. Metade deles adquiridos em dinheiro vivo, um modus operandi que marca a lavagem de dinheiro
do crime organizado.
Na Caixa Econômica Federal, o presidente foi afastado por assediar
funcionários, em particular mulheres. Assédio moral e sexual. Faz quatro anos
que o MEC não conta com ministro. A pasta foi tomada por uma turba de pastores
sem escrúpulos, que negociam verbas com as suas bases em troca de barras de
ouro.
A gestão da pandemia foi um desastre. Um aceno à morte. Morte por
ele tratada com galhofa. Morte que alcançou mais de 700 mil lares. Mortes que colocaram muitas destas famílias em
frangalhos por conta da perda do provedor/a.
Desde a posse do sinistro os povos da Amazônia vivem um verdadeiro
inferno. A rotina tem sido uma eterna
ameaça à vida e a integridade dos territórios. As mortes e ameaças
amontoam-se.
O desmatamento ganha números antes nunca registrados, e as instituições
que monitoram a situação são desacreditadas pelo governo, os seus pesquisadores
perseguidos ou exonerados. A mesma linha de destruição vale para as universidades
públicas.
Indígenas, quilombolas, camponeses, funcionários públicos, e mesmo jornalistas
internacionais tombam diante do aceno do governo em defesa da licença para
matar.
As instituições voltadas para a regularização da fundiária,
atendimento aos povos indígenas, quilombolas e campesinas estão abandonadas,
orçamentos extintos, estruturas desmanteladas e entregues a pessoas sem o
mínimo conhecimento sobre o tema, a exemplo da Fundação Palmares
Em qualquer canto da Amazônia o desmatamento ganhou em volume,
assim como as mortes e ameaças, o incêndio de roças e casas.
A recém-lançada Carta da Romaria da Floresta alerta justamente
sobre o cenário de violências que ocorrem de forma sistemática na cidade de
Anapu, no sudoeste do estado do Pará, onde possui destaque as tensões registradas e denunciadas inúmeras vezes no lote 96, da gleba Bacajá.
A ROMARIA - A iniciativa da Romaria nasceu após a execução da missionária e agente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Dorothy Stang, que esteve na linha de frente junto aos trabalhadores e trabalhadoras rurais para a construção de uma modalidade de assentamento rural sob a inspiração do desenvolvimento onde o ser humano ocupasse o centro, assim emergiu a modalidade de Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS), hoje ameaçados por madeireiros ilegais, grileiros e outras modalidades de criminosos.
Leia a íntegra do documento AQUI.
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