Raymond Klebbert de Sousa, comunicador da WebTV Catraia, da cidade de Santarém/PA é condenado por estupro vulnerável. Ele foi preso no começo do mês de setembro. Saiba mais no G1
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
Raymond Klebbert de Sousa, comunicador da WebTV Catraia é condenado por racismo contra indígenas é preso por estupro
Raymond Klebbert de Sousa, comunicador da WebTV Catraia, da cidade de Santarém/PA é condenado por estupro vulnerável. Ele foi preso no começo do mês de setembro. Saiba mais no G1
Versos de náufrago
Em frente ao riomar
Imensa melancolia assobia em vento quente
Anuncia que a
tristeza sabe nadar
Velas ao mar
Barravento
Quão sem graça
é deus
Que despreza a
arte de chorar
Quando o
peixe-mulher triunfa sobre o mar...agitado...
Em oposição às
ondas
Pescador sem
pescado não dispõe de encanto em navegar
Diante da rede
vazia
Edificante soa
o naufragar
Camões...Pessoa....longe
de Lisboa
Quem sabe da
vida é o instante de se findar
Tal as folhas
de outono sobre o solo do quintal do lar
Tempo de
mormaço
A varar o peito
de aço
Um fado entope
a casa em desalinho
Um samba
dolente ocupa a mesa do bar
Pixinguinha a dedilhar
em casa de Ciata
Alegria em
combustão a dispersar notas e rimas
Enquanto o solo
de Cavaquinho corrompe as sílabas da dor
Poesia inventa
Melodia
Um riso de
Ivone a clarear o terreiro
Tinindo
Trincando
Assim...em dia
solar.....
SEDUC/PA: realiza um concurso de araque e provoca indignação entre educadores e candidatos
A insatisfação geral tomou conta da população paraense após o lançamento do concurso público, no final de agosto, para a área da educação. Anunciado pela governadora e candidata à reeleição, Hana Ghassan (MDB), o certame gerou revolta devido ao baixíssimo número de vagas ofertadas. Leia a íntegra no site da Nova Democracia
Dia do Fogo: sete anos depois....
Em tempos de seca e sol inclemente é mister recordar um crime
recente ocorrido na Amazônia, o Dia do Fogo.
Faz sete anos que criminosos que operam no sudoeste do Pará protagonizaram
o Dia do Fogo. O lema do governo de então era “passar a boiada”. E, assim,
motivados e mobilizados pelo obscurantismo atearam fogo em parte da Amazônia
paraense, já ferida de guerra por ações ilegais de traficantes de madeira,
ouro, drogas e quetais.
Com tal bandeira – passar a boiada - o autor do enredo foi eleito
deputado federal por São Paulo. Na época ministro do Meio Ambiente, o “cidadão
do bem” estufava o peito e dizia ter orgulho em não conhecer Chico Mendes.
O cabra encarna o espírito bandeirante, onde pilhar, saquear, sequestrar,
torturar e matar funcionam como bússola. Por trapaça da sorte, ele veste a
camisa de partido denominado de Novo. Nada
mais contraditório.
Novo Progresso, Brasil Novo, Itaituba, São Félix do Xingu foram o
epicentro da selvageria. Por estas
paragens é recorrentes setores reacionários possuírem ojeriza contra servidores
públicos do Ibama, Icmbio, PF e afins.
O modus operandi dos setores em desacordo com a Lei é constranger
os funcionários em hotéis e espaços públicos. Não raro, você encontra personagens
empreendendo tramas contra operações de órgãos de fiscalização em cafés dos hotéis
da região.
Não faço a menor ideia qual foi o desfecho dos crimes cometidos em
operação ativada a partir de comunicados nas redes sociais ou seria um SALVE?
Quando da passagem de um ano, o Greenpeace fez um registro sobre o crime. Leia AQUI
Na mesma quadra temporal, a polícia forjou uma ação com vistas a imputar crimes contra jovens brigadistas que operavam em Alter do Chão. Alguns foram presos, tiveram os cabelos raspados e passaram por toda ordem de constrangimentos públicos.
Terra, floresta, rios, sobsolo e um voraz especulação imobiliária em
jogo. O plano oficial é consolidar a região como um corredor de exportação de
produtos primários. Santarém, a cidade polo da região, verticaliza com
ligeireza.
Ocupação, loteamentos, condomínios enquadrados como de alto padrão,
vilas de kitnetes,
O site Amazônia Real fez excelente reportagem sobre a questão. Leia
AQUI
Amazônia: temperatura máxima na estação seca já aumentou mais de 3º em área preservada
Luciana Constantino | Agência FAPESP
Uma área de mais de 700 mil quilômetros quadrados no centro-norte da Amazônia – quase o tamanho do Chile – registrou um aumento de pelo menos 3,2 °C nas temperaturas extremas da estação seca desde 1981. Nesse território, a elevação foi de, no mínimo, 0,75 °C por década, revela pesquisa publicada nesta quinta-feira (10/09) na revista Communications Earth & Environment por um grupo de 53 cientistas internacionais, incluindo brasileiros. Leia a íntegra AQUI
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Alfaiates
Tibico e Fedor dominaram a régua e
o compasso da alfaiataria na Camboa do Mato, em São Luís, ali na ilharga da Rua
da Viração com Silva Jardim e arredores nos idos dos anos 1980. Ambos
eram negros. Um era porrudo e o outro pouquinho.
Em comum, além da atividade como
alfaiates nutriam afeição em atender os clientes desnudos da cintura para cima.
Talvez o inclemente calor explique a opção. Sobre o cós da calça ou bermuda a
samba canção ficava exposta. Geralmente era branca.
Antônio Carlos era o nome de
registro de Tibico. Era encorpado. Sempre andava armado com um riso largo. Os tamancos
sobre a rua de paralelepípedos denunciavam quando o artista da tesoura rumava para
a feira da Liberdade armado como uma cesta de vime ou uma sacola mais resistente.
Antônio Carlos herdou a
habilidade da costura do pai. A prole de Tibico era vasta. Ao menos umas três
meninas e o Junior. A família robusta obrigava que além da alfaiataria o
apaixonado por futebol defendesse um extra como enfermeiro. Seria o contrário?
Era seu Tibico, além do comerciante
Alden, os responsáveis pela aquisição da bola de futebol de praia no bairro.
Toda a tropa da rua era levada para a praia da Ponta D´areia na camionete de
Alden, que além do comércio na Viração tocava outro do Mercado Central. Na cabeça
da ponte do São Francisco era cultural conceder carona.
Seu Alden deve ter ido direto
para o céu, caso ele exista. Era justo na esquina da casa dele que a molecada
resolvia sentar praça toda noite. Era barulho que não acabava mais. Ele nunca
raiou com ninguém. Nem mesmo durante as gritarias mais ferozes após os
clássicos dominicais ou do meio de semana.
As paredes da casa de Tibico eram
recheadas de fotos das crianças. Aqueles quadros clássicos do século passado onde
várias fotos do mesmo rebento tomavam todo o espaço. Umas seis, pelo menos.
Fedor era franzino. Desconheço o
nome de batismo. Esse morava na Viração. A casa fazia frente com a garagem da oficina
da UFMA. Salve engano, ele possuía somente uma filha. Moça estudada. Não dava
confiança para a moçada. Sob sol ou chuva, ela atravessava impoluta com máxima
elegância o corredor polonês dos moleques que tomavam a rua. Fosse ela para o
serviço ou para a escola.
Tibico e Fedor eram os ases indomáveis da costura popular da comunidade. Recordo bem deles no período da farda da escola. Eram eles os estilistas de quase toda a gurizada daquela latitude da Quinta do Macacão e imediações.
A produção das
calças, em particular, era por eles assinada. Assim como as fantasias de
carnaval e mesmo as roupas das quadras juninas. Na Camboa, Liberdade e Diamante
e demais bairros diante da escassez festa abundava.
Em tempos de aperreio e
rareamento de grana, o fiado comia solto. Muitas das vezes não era honrado. Os panos
para a produção de parte das fardas eram adquiridos na Rua Grande, assim como
das demais agendas do ano. Não carecia de tomar transporte até o comércio. A operação
era feita a pé.
Tesouras, alfinetes, fita métrica,
ferro de passar à brasa eram as ferramentas recorrentes dos mal ajambrados estúdios.
Tão precários quanto os ateliês das escolas de samba da segunda divisão.
Trabalho escravo no Pará: trabalhadores são resgatados no sul do estado
Ação integrada do MPT, MTE e DPU também constatou violações trabalhistas em Conceição do Araguaia e São Geraldo do Araguaia. Empregadores firmaram TAC para regularizar situação.
Alojamento em São Félix do Xingu
Três trabalhadores rurais foram encontrados em condições degradantes de trabalho e moradia em uma fazenda localizada na zona rural de São Félix do Xingu, no sudeste do Pará. A força-tarefa, realizada entre os dias 17 e 26 de agosto, integra a Operação Resgate VI com foco no combate ao trabalho análogo ao escravo e tráfico de pessoas no país. No Pará, a ação envolveu representantes do Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá (MPT PA-AP), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Defensoria Pública da União (DPU). Leia mais AQUI
terça-feira, 8 de setembro de 2026
Amador, doutora Zélia, ancestralizou
O
trabalho integra o volume I do projeto Arenas Amazônicas, denominado de negros,
mulheres, periferia cultura e resistência. O livro pode ser baixado AQUI
Neste
ano, atualizamos o perfil e fizemos um texto que acreditamos ser um ensaio. Ele
também coteja informações sobre a sindicalista de Santarém, Ivete Bastos. O trabalho
foi finalista do concurso Margarida Alves.
Faz poucos dias a UFPA assentou um baobá em homenagem à longa jornada da educadora. Veja AQUI
Ao lado de Nilma Bentes e outros pares Zélia Amador foi essencial nas batalhas contra o racismo.
A
ventania Zélia emprenhou o solo do Pará e além riomar de sementes de insubordinações. Oxalá, que a terra lhe seja leve!!!